Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • LAYANNA REBOUÇAS DE SANTANA CERQUEIRA
  • "OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE dsRNA EM Escherichia coli (HT-115) VISANDO CONTROLE DO PSILÍDEO Diaphorina citri"

  • Data: 13/03/2020
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  • RESUMO Cerqueira, L. R. S. Otimização da produção de dsRNA em Escherichia coli (HT-115) visando controle do psilídeo Diaphorina citri A citricultura representa um importante segmento da agricultura do Brasil, que se consolidou como maior produtor e exportador mundial de laranja. O Huanglongbing (HLB) é a principal doença da citricultura brasileira e mundial. Essa doença tem ameaçado este setor do agronegócio devido aos danos que causa à dificuldade de manejo, à sua rápida disseminação e por afetar praticamente todas as espécies e cultivares de citros. O HLB é causado por bactérias denominadas Candidatus Liberibacter e transmitida pelos psilídeos Diaphorina citri e Trioza erytreae. As principais medidas de controle para o HLB são o controle do inseto vetor, eliminação de plantas sintomáticas e uso de mudas sadias. Uma nova ferramenta estudada para o manejo de pragas é o controle por interferência de RNA (RNAi). O RNAi compreende um mecanismo celular eucarioto envolvido na regulação gênica e defesa antiviral. Essa estratégia de controle baseia-se na introdução de moléculas de RNA de fita dupla (dsRNAs) em células alvo, o que leva a ativação do mecanismo de RNAi que acarreta a degradação do mRNA homólogo, resultando em inibição ou redução da expressão do gene alvo. Nesse contexto, o dsRNA pode ser considerado como um ingrediente ativo de uma nova classe de biopesticida. A aplicabilidade do dsRNA pulverizável depende do desenvolvimento de métodos econômicos para a produção em massa de dsRNA. Um método de produção que foi explorado é o uso de sistemas fermentativos usando cepas de Escherichia coli projetadas como HT-115 (DE3).

  • CLEILTON SOUSA FROTA
  • "DEGRADAÇÃO DA FARINHA DE PENAS EM FERMENTAÇÃO SUBMERSA POR FUNGOS FILAMENTOSOS ISOLADOS DA RESTINGA DE GUAIBIM - BA"

  • Data: 03/03/2020
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  • FROTA, Cleilton Sousa. Degradação da farinha de penas em fermentação submersa por fungos filamentosos isolados da Restinga de Guaibim – BA

    Este estudo teve como objetivo degradar a farinha de penas durante cinco e sete dias com nove fungos filamentosos isolados da Restinga de Guaibim, Bahia, em fermentação submersa. Os melhores resultados foram obtidos após sete dias de degradação, sendo que, nesse intervalo os fungos Lecanicillium sp. IS5.2, Acremonium sp. IS21.1, Trichoderma sp. IS57, Fusarium sp. IS98 e Purpureocillium sp. IS35, em média degradaram 70% da farinha de penas. Testes em co-cultura foram realizados buscando aumentar as taxas de degradação da farinha de penas. No entanto, não houve crescimento nos percentuais de degradação, pelo contrário, os fungos com os melhores resultados em monocultura quando combinados tiveram sua porcentagem de degradação reduzida. Também foram ensaios adicionando na farinha de penas o extrato bruto do Trichoderma sp. IS57, Acremonium sp. IS21.1 e Lecanicillium sp. IS5.2 para avaliar a hidrólise do substrato queratinoso nos períodos de 24, 48, 72 e 96 horas. A degradação foi crescente e o tempo de exposição da farinha de penas ao extrato teve influência significativa nas taxas de degradação. O extrato produzido pelo Acremonium sp. IS21.1 obteve maior destaque, pois em 96 horas degradou 34% da farinha de penas. Portanto, por meio do presente estudo foi possível constatar o potencial biotecnológico dos fungos e produzir compostos que podem ser utilizados em futuros estudos para avaliar sua aplicação como, ração para animais, biofertilizantes e bioinseticidas. 

  • MILEIDE DOS SANTOS FERREIRA
  • "INDUÇÃO E SELEÇÃO DE VARIANTES SOMACLONAIS DA CULTIVAR PRATA-ANÃ PARA RESISTÊNCIA À MURCHA DE FUSARIUM RAÇA 1"

  • Data: 21/02/2020
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  • RESUMO FERREIRA, M. S. Indução e seleção de variantes somaclonais da cultivar Prata-Anã para resistência à murcha de Fusarium raça 1. Cruz das Almas, Bahia. 2020.

    Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

    A murcha de Fusarium, doença causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc) é uma das mais importantes e destrutivas, que devastam plantações de bananeira em todo o mundo. No Brasil há apenas a raça 1 do patógeno, mas em outros países há também a raça 4 tropical, incluindo a Colômbia mais recentemente. As cultivares de bananeira no Brasil em especial as cultivares do subgrupo Prata, tem apresentado problemas com a raça 1, em especial nos perímetros irrigados, onde concentra-se grande parte da produção desse tipo de bananeira. Não existe controle químico eficiente para a doença, a melhor solução é o uso de variedades resistentes. Há limitações para desenvolver novos híbridos, em especial pela baixa fertilidade da bananeira e pelo baixo volume de sementes obtido em cruzamentos. Nesse sentido a indução de variação somaclonal mostra-se como uma alternativa ao melhoramento baseado em cruzamentos. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi obter genótipos de bananeira da cultivar „Prata-Anã‟ resistentes à murcha de Fusarium pela indução de variação somaclonal. Foi realizada a indução de variação somaclonal em cultivares de „Prata-Anã‟, com a utilização de reguladores vegetais. Os explantes foram submetidos ao meio de cultura MS, suplementado com reguladores vegetais. Os variantes obtidos foram plantados em caixas d'água contendo solo infestado com Foc, e avaliados quanto à resistência ao patógeno. O trabalho selecionou o variante T2R1 como resistente. A ferramenta de indução a variação somaclonal é promissora no desenvolvimento de novas variedades de bananeira resistentes a murcha de Fusarium. Os resultados são favoráveis para o possível lançamento de uma nova cultivar. Para isso, a caracterização agronômica do variante selecionado deve ser realizada.

  • RAONI ANDRADE PIRES
  • "AGRESSIVIDADE E PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DE Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae, E SUA PROPAGAÇÃO EM DIFERENTES SUBSTRATOS"

  • Data: 31/01/2020
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  • Resumo 2 3 Pires, R. A. Agressividade e patogenicidade de isolados de Fusarium 4 oxysporum f. Sp. passiflorae, e sua propagação em diferentes 5 Cruz das Almas, 2020.

    Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). 6 Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 7 8 9 O Brasil lidera o ranking de países produtores de maracujá, entretanto a 10 passicultura brasileira não é capaz de expressar seu potencial produtivo, devido 11 principalmente ao ataque de pragas e doenças. A fusariose se destaca dentre 12 as principais doenças no maracujazeiro, seu agente causal Fusarium oxysporum 13 f. sp. passiflorae (Fop) apresenta elevada sobrevivência nos solos nacionais. Os 14 métodos de inoculação artificial de Fop apresentam limitações, dificultando a 15 seleção de plantas resistentes a doença. Assim o objetivo deste trabalho foi 16 agregar benefícios ao método de inoculação artificial de Fop por meio da seleção 17 de isolados agressivos, e de um substrato capaz de proporcionar o crescimento 18 de Fop. Foram avaliados nove isolados de Fop, e uma mistura de todos isolados 19 (MIX) quanto a mortalidade provocada em Passiflora edulis utilizando-se o 20 método de inoculação areia fubá de milho, por meio da análise de sobrevivência. 21 Os resultados identificam o isolado CMF – 3115 e o MIX como mais agressivos, 22 causando mortalidade de 67% e 54% respectivamente, com acúmulo de eventos 23 ocorridos entre 20 e 30 dias. O número de UFC, microconídios, macroconídios 24 e clamidósporos do isolado CMF- 3115 foi observada em 40 diferentes 25 substratos, constituídos de 4 proporções de solo e esterco bovino, ou solo e fibra 26 de coco, sendo 5 níveis de pH empregado em cada proporção. Pode-se observar 27 que o esterco favorece a multiplicação do patógeno, relação a fibra de coco. As 28 maiores doses de matéria orgânica proporcionaram maior multiplicação de Fop, 29 e que o pH ideal para UFC foi entre 6,0 e 6,5. A produção de microconídios foi 30 favorecida pelo pH alcalino, e a formação de clamidósporos pelos pHs extremos. 31 32 

2019
Descrição
  • GILCIMARA DA SILVA TAVARES
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    "RESÍDUO DE SISAL COMO FONTE DE NUTRIENTE PARA FORMULAÇÃO DE MEIOS DE CULTURA MICROBIANOS E PRODUÇÃO DE BIOMOLÉCULAS DE IMPORTÂNCIA BIOTECNOLÓGICA"

  • Orientador : PHELLIPPE ARTHUR SANTOS MARBACH
  • Data: 19/12/2019
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    Tavares, G. D. S. Resíduo de sisal como fonte de nutriente para formulação de meios de cultura microbianos e produção de biomoléculas de importância biotecnológica

     

    A formulação de um meio de cultura e a produção de biomoléculas possui alto custo, e o uso de resíduos agrícolas como fonte de nutrientes é uma alternativa barata e ecologicamente segura. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de resíduo líquido de sisal (RLS) como fonte de nutrientes em formulações de meios de cultura para crescimento microbiano e produção de compostos voláteis (COVs) capazes de inibir crescimento micelial e esporulação de fungos fitopatogênicos. A análise da composição do RLS mostrou que a razão carbono/Nitrogênio foi de 0,2368 µg/mL e a presença dos macronutrientes e micronutrientes indispensáveis para o crescimento microbiano como Potássio, Zinco. Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Burkholderia sp. INN12 produziram mais biomassa quando crescidas em meios de cultura formulados com RLS e concentrações do meio de cultura LB entre 65-40% quando comparada com o meio Luria Bertani (LB). Estes resultados indicam que o RLS pode ser usado na formulação de meios de cultura microbianos. A inibição da esporulação e do crescimento micelial de Aspergillus welwitschiae, fitopatógeno do sisal, promovida pelos compostos voláteis produzidos pela Burkholderia sp. INN12 foi maior quando a bactérias foi crescida em meio de cultura contendo apenas RLS do que quando crescida em meios comercial como MEA e LB. Os COVs liberados pelo RLS e produzidos pela Burkholderia sp. INN12 quando crescida em meio de cultura tendo apenas RLS como fonte de nutrientes foram identificados através de um cromatógrafo gasoso GC-MSQP 2010 acoplado a um espectrômetro de massa. Os COVs identificados possuem aplicação pela indústria como aromatizantes em alimentos, atividade nematicida e antifúngica e apresentam alto custo de comercialização. Os resultados obtidos neste estudo mostram que o RLS pode ser usado na formulação de meios de cultura microbianos e na produção de compostos voláteis bacterianos inibidores de esporulação e crescimento micelial de Aspergillus welwitschiae. O uso do RLS com essas finalidade contribuirá para agregar valor a este resíduo agrícola e diminuir o custo de produção de COVs de interesse biotecnológico produzidos pela Burkholderia sp. INN12.

  • JESSICA FERREIRA MAFRA
  • "ELABORAÇÃO DE SALAME DE PEIXE CONTENDO PRÓPOLIS VERMELHA E CULTURA STARTER: CARACTERÍSTICAS MICROBIOLÓGICAS, FÍSICO-QUÍMICAS E SENSORIAIS"

  • Data: 12/12/2019
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  • RESUMO MAFRA, J. F. Aplicação de própolis vermelha e probióticos em salame de peixe: características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais.

    Cada vez mais, os consumidores têm buscado ingerir alimentos sem conservantes que também ofereçam benefícios a saúde. Desse modo, este trabalho teve como objetivo investigar as propriedades químicas e biológicas do extrato hidroalcoólico da própolis vermelha (EHPV), verificar as características probióticas de uma cultura starter comercial destinada a fermentação de embutidos cárneos, como também avaliar o efeito do EHPV nas características sensoriais, físico-químicas e microbiológicas do salame de tilápia. O EHPV foi avaliado quanto ao conteúdo fenólico, atividade antioxidante, identificação de compostos químicos e atividade antibacteriana frente a patógenos alimentares. A cultura starter comercial foi avaliada quanto a resistência a diferentes antibióticos, a capacidade antagônica frente a patógenos alimentares, à resistência a baixos valores de pH e sais biliares; à produção de gás e cápsula e capacidade de acidificação; ao crescimento em diferentes valores de pH e temperaturas e à sensibilidade a diferentes concentrações de sais de cura. O efeito inibitório do EHPV sobre a cultura starter foi determinado. Foi realizada a análise sensorial do salame de tilápia com BHT e com diferentes concentrações do EHPV (0,2, 0,4 e 0,6%). Nos controles, positivo (BHT) e negativo, e na formulação com EHPV preferida sensorialmente foram realizadas análises microbiológicas e físico-químicas após 0, 2, 4, 8 e 16 dias de maturação. No EHPV foi possível detectar a presença de 16 metabólitos, pertencentes principalmente as classes de flavonóides e triterpenos. Além disso o EHPV apresentou elevado conteúdo fenólico e boa atividade antioxidante e antimicrobiana principalmente contra gram-positivos. A cultura starter comercial apenas não foi capaz de resistir a baixos valores de pH indicando que não apresenta tolerância a acidez estomacal. Entre as formulações de salame com EHPV preferidas (p>0,05), a formulação com 0,4% foi selecionada para os demais testes e mostrou eficácia na redução da oxidação lipídica e do conteúdo de bases voláteis. Com base nesses resultados, a utilização do EHPV mostra-se promissora como conservante natural em alimentos.

  • ALEXSANDRA IARLEN CABRAL CRUZ
  • "USO DE REVESTIMENTO EDÍVEL DE PRÓPOLIS VERDE NA CONSERVAÇÃO DE FILÉS DE TAMBAQUI REFRIGERADOS"

  • Data: 30/08/2019
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  • RESUMO CRUZ, A. I. C. Uso de revestimento edível de própolis verde na conservação de filés de tambaqui refrigerados O presente estudo teve por objetivo avaliar a atividade antimicrobiana e antioxidante do extrato de própolis verde - EPV e verificar o efeito do revestimento edível de própolis verde em filés de tambaqui mantidos sob refrigeração. Para isto o trabalho foi dividido em duas etapas. Na primeira etapa se avaliou a atividade antimicrobiana do EPV frente as bactérias Escherichia coli ATCC25922, Pseudomonas aeruginosa ATCC25923, Staphylococcus aureus ATCC43300 e Listeria monocytogenes CERELA, e a atividade antioxidante (DPPH e ABTS), além de triagem fitoquímica para verificar a presença de metabólitos secundários e quantificação de fenóis totais e flavonoides. Na segunda etapa, foi verificado a eficiência do revestimento edível de alginato de de sódio + EPV (25 mg mL-1 ) em filés de tambaqui mantidos sob refrigeração. Durante 30 dias foram realizadas análises microbiológicas (contagem de psicrotróficos e coliformes a 45°C) e físicoquímicas (pH, umidade, bases voláteis totais e oxidação lipídica). Também foram realizados testes de aceitação sensorial dos filés revestidos. O EPV apresentou atividade antimicrobiana a todas bactérias testadas (CIM 0,18 a 12,5 mg mL-1 ) e atividade antioxidante (ABTS 724,05 ± 0,04 e DPPH 4,30 ± 0,11) com presença de taninos, esteroides, saponina e alcaloide, além de fenóis (39,40 ± 0,19) e flavonoides (7,29 ± 0,11). A própolis inibiu o crescimento de coliformes a 45°C nos filés e manteve a contagem de psicrotróficos dentro do limite aceitável (7,0 log UFC g-1 ) por 15 dias. O revestimento com a própolis manteve a vida útil dos filés de tambaqui em 15 dias quando comparado ao controle quanto aos parâmetros pH (6,4), bases voláteis totais (13,98 mg/100g) e oxidação lipídica (1,17 mg MDA kg-1 ). O revestimento também foi eficaz na perda de umidade ao longo do armazenamento. Os filés revestidos obtiveram alto índice de aceitação (67%) e intenção de compra (69%). Conclui-se que o revestimento com a própolis verde aumenta a vida útil de filés de tambaqui mantidos sob refrigeração, apresentando grande potencial para a conservação dos produtos da pesca. 

  • MILENA DA CRUZ COSTA
  • "PERFIL DE RESISTÊNCIA A ANTIMICROBIANOS EM ESPECIARIAS E O USO DE REVESTIMENTO COM PRÓPOLIS NA REDUÇÃO DA CARGA MICROBIANA"

  • Data: 22/07/2019
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  • RESUMO Costa, M. C. Perfil de resistência a antimicrobianos em especiarias e o uso de revestimento com própolis na redução da carga microbiana

    Este trabalho teve como objetivo analisar a qualidade microbiológica das especiarias comercializadas em três feiras livres do Recôncavo Baiano, verificar o perfil de resistência das cepas isoladas e testar o efeito do extrato da própolis marrom no controle microbiológico da pimenta-do-reino. Foram realizadas análises para coliformes a 45 ºC, Bacillus spp., Bacillus cereus, Staphylococcus spp., Staphylococcus aureus, Salmonella spp. e Escherichia coli. Para a atividade antimicrobiana do extrato de própolis marrom inicialmente foi verificada a concentração inibitória mínima e posteriormente a pimenta-do-reino foi submetida aos seguintes tratamentos: T1 (controle), T2 (alginato de sódio 1% + 2,5% de própolis), T3 (alginato de sódio 1% + 5% de própolis), T4 (alginato de sódio 1% + 10% de própolis) e T5 (alginato de sódio 1% + 15% de própolis) com armazenamento durante 30 dias a temperatura ambiente. A carga microbiana da pimenta-do-reino foi maior (4,66 log UFC g-1 ) com B. cereus apresentando maior contagem (4,52 log UFC g-1 ). E. coli e Salmonella spp. foram isoladas na pimentado-reino em 89% e 67% das amostras, respectivamente. B. cereus e S. aureus apresentaram maior resistência a penicilina, E. coli a ampicilina e Salmonella spp. ao ácido nalidíxico, ampicilina e ceftriaxona. Todos os microrganismos apresentaram cepas multirresistentes com Salmonella spp. sendo resistente até 11 antimicrobianos (índice MAR 0,91). Em ordem crescente a própolis marrom foi mais eficiente na inibição de S. aureus (CIM, 0,1 mg mL -1 ), B. cereus (CIM 0,5 mg mL-1 ) e. E. coli (CIM, 18 mg mL -1 ). No tratamento da pimenta-do-reino o T2 inibiu em 100% os coliformes a 45 ºC. De acordo com o coeficiente de regressão o aumento em 5% da própolis reduziu aproximadamente 7 vezes a contagem de B. cereus, 9,4 de S. aureus e 5,4 de bactérias mesófilas, com o tratamento T5 sendo o mais eficiente em 20 dias. A qualidade microbiológica das especiarias comercializadas nas feiras livres do Recôncavo Baiano apresenta baixa qualidade microbiológica, além de veicular bactérias multirresistentes. Assim, o uso do revestimento com a própolis marrom é uma alternativa viável para minimizar a carga microbiana devido a sua eficiência como antimicrobiano natural. 

  • RENATA ALVES DE SOUSA
  • “COMBINAÇÃO DE ESPÉCIES DE TRICHODERMA PARA CONTROLE DA PODRIDÃO VERMELHA EM SISAL

  • Data: 14/06/2019
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  • RESUMO SOUSA, R. A. Combinação de espécies de Trichoderma para controle da podridão vermelha do sisal. Cruz das Almas, 2019. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. A podridão vermelha é a principal doença que afeta a cultura do sisal (Agave sisalana Perrine), causando a morte da planta e a consequente diminuição da produtividade e extração da fibra, que é o produto de valor econômico. Esta cultura tem um impacto socioeconômico significativo na região semiárida do estado da Bahia, Brasil. O Aspergillus welwitschiae infecta os tecidos do caule e base das folhas, causando amarelecimento e murcha das folhas, a podridão do caule e morte da planta. O controle biológico vem sendo a medida de controle estudada para mitigação da doença. Neste estudo, o objetivo foi combinar isolados de espécies de Trichoderma com diferentes mecanismos de ação de biocontrole, e avaliar a compatibilidade entre eles in vitro e a eficiência no controle de A. welwitschiae in vitro e em mudas de sisal. Algumas combinações apresentaram incompatibilidade. As hifas formaram anéis e clamidósporos, ocorreu micoparasitismo e anastomose, a partir da interação das espécies Trichoderma sp.1 x T. viride e T. koningii x T. viride. A atividade antagônica de isolados combinados e não combinados foi observada para todos os tratamentos, e, quando testados em mudas de sisal, constatou-se a redução da incidência da doença pelos isolados: R75: (43.4%); C153: (41.7%); TCS35: (37.5%), e pelas combinações TCS1+R75: (62.5%) e C153+R75 (37.5%). As maiores porcentagens de redução da severidade da doença foram obtidas pelos isolados R75 (76,5%); C153 (68.7%); TCS35 (60.5%) e pela combinação TCS1+R75 (78%). A combinação de espécies de Trichoderma pode ser efetiva para o controle da podridão vermelha do sisal. 

  • SANMILY SANTOS DAMACENA
  • Qualidade microbiológica do pescado comercializado em feiras livres em municípios do Recôncavo da Bahia, caracterização genotípica e veiculação de bactérias resistentes

  • Data: 04/06/2019
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    DAMACENA, S. S. Qualidade microbiológica do pescado comercializado em feiras livres em municípios do Recôncavo da Bahia, caracterização genotípica e veiculação de bactérias resistentes.

    O pescado é um alimento que possui alto valor nutritivo, no entanto, pode ter sua qualidade comprometida em função de contaminações ao longo da cadeia de produção. Em mercados e feiras livres este fato pode ser agravado devido a forma de venda e de manipulação inadequadas. O trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade microbiológica do pescado comercializado em feiras livres em municípios do Recôncavo da Bahia e caracterizar os isolados quanto à suscetibilidade a antimicrobianos e à presença de genes de virulência. Semanalmente, no período de abril a junho de 2018, foram analisadas 54 amostras de pescado comercializados nos municípios de Cachoeira, Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus. Em cada coleta foram adquiridas duas amostras de peixe (Mugil brasiliensis), duas de sururu (Mytella spp.) e duas de chumbinho (Anomalocardia brasiliana), sendo realizadas três repetições em cada município. Para análise microbiológica foi feito a contagem total de bactérias heterotróficas mesófilas pelo método de plaqueamento em profundidade (pour plate) em Ágar Padrão para Contagem (PCA), bolores e leveduras por plaqueamento em superfície (spread plate) em Ágar Sabouraud Dextrose. Para contagem de coliformes totais e Escherichia coli foi feito plaqueamento em profundidade utilizando o Chromocult® Coliform Agar e para quantificação de Staphylococcus aureus foi utilizado o método rápido PetrifilmTM STX (3M Company). O perfil de sensibilidade dos isolados de S. aureus e E. coli a antimicrobianos comerciais foi determinado pelo método discodifusão. Realizou-se a extração do DNA dos isolados de E. coli e utilizou-se a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para pesquisar o gene de virulência stx. A quantificação de coliformes totais variou de 0 a 9,50 log UFC/g. Bolores e leveduras e bactérias heterotróficas mesófilas apresentaram a maior quantificação, 9,95 log UFC/g e 9,78 log UFC/g, respectivamente. E. coli se mostrou resistente a nove antimicrobianos, com maior resistência para amoxicilina (76,8%), cefoxitina (75,4%) e ampicilina (71%). Para S. aureus, 75% dos isolados foram resistentes a penicilina, 71,2% a clindamicina e 67,3% a oxacilina. Não foi detectada a presença do gene stx em nenhuma amostra estudada. Diante dos resultados encontrados é possível concluir que as amostras de pescado comercializado em feiras livres nos municípios de Cachoeira, Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus apresentam qualidade microbiológica insatisfatória, além de servirem de veículo para microrganismos resistentes. 

  • JAIALA NASCIMENTO DA SILVA
  • QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIA DOS ALIMENTOS PRODUZIDOS POR AGRICULTORAS FAMILIARES DE UM EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO

  • Data: 03/06/2019
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  • RESUMO

    SILVA, J.N.

    QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIA DOS ALIMENTOS PRODUZIDOS POR AGRICULTORAS FAMILIARES DE UM EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO

    O trabalho teve como objetivo verificar as condições higiênico-sanitárias dos alimentos por um Empreendimento Econômico Solidário (EES), localizado na região do baixo sul da Bahia e caracterizar genotipicamente os isolados de coliformes termotolerantes oriundos de alimentos. O EES é formado por cinquenta e duas mulheres da agricultura familiar que produzem em escala comercial uma variedade de alimentos como: doces, bolos, biscoitos, geleias, pães, polpas de frutas. Para avaliar as condições higiênico-sanitárias de treze unidades de produção de alimentos do EES, durante os meses de julho a setembro de 2018, foi aplicada uma Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/ Industrializadores de Alimentos (check-list) que está disposta no Anexo II da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 275/2002 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), esta resolução permitiu classificar as unidades em três grupos: grupo 1 se atenderem de 76 a 100% dos itens avaliados, no grupo 2 se atenderem de 51 a 75% e no grupo 3 se atenderem de 0 a 50%. Durante os meses de janeiro a fevereiro de 2019 foram coletadas cinco amostras do alimento mais produzido por cada unidade, desta forma foram coletadas 65 amostras no total. Estimou-se as populações, utilizando o método rápido de contagem em placas Petrifilm™ (3M Company), de coliformes termotolerantes (AFNOR 3M1/2 – 09/89), Staphylococcus aureus (AOAC 2003.07), Salmonella sp. (AOAC 2014.01) e Bolores e Leveduras (AOAC 997.02), e a quantificação de Bacillus cereus foi feita pelo método tradicional (AOAC 980.31). As colônias características de coliformes termotolerantes foram isoladas, identificadas e estocadas em caldo de infusão de cérebro coração (Brain Heart Infusion - BHI) com glicerol a 15% e mantidas a -20ºC para posterior extração do DNA bacteriano. Utilizou-se a reação em cadeia da polimerase (Polimerase Chain Reaction - PCR) para pesquisar os genes de virulência de Escherichia coli stx, bfpA, elt e stl. As unidades do empreendimento foram classificadas no grupo 3, por apresentarem percentual de adequação menor que 50%, o que caracterizou as condições higiênico-sanitárias como insatisfatórias. As análises microbiológicas dos alimentos revelaram população de Bacillus cereus e coliformes termotolerantes acima do limite permitido pela legislação vigente em 15,38% dos lotes. Foram isoladas três cepas de coliformes termotolerantes, porém não houve amplificação dos genes de virulência de E. coli. O Empreendimento Econômico Solidário precisa adequa-se às Boas Práticas de Fabricação a fim de garantir a qualidade dos alimentos produzidos pelas agricultoras familiares e assim, assegurar a saúde dos consumidores e a rentabilidade da comercialização.

  • LORENA SANTOS KRUSCHEWSKY
  • "COMPATIBILIDADE DE Trichoderma asperellum COM PRODUTOS AGRÍCOLAS APLICADOS NA CULTURA DA BANANEIRA"

  • Data: 29/04/2019
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  • KRUSCHEWSKY, L. S. Compatibilidade de Trichoderma asperellum com produtos agrícolas utilizados na cultura da bananeira. Cruz das Almas, Bahia. 2019. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

    A banana é um dos constituintes da alimentação de milhões de pessoas no mundo, sendo uma importante fonte nutricional e de segurança alimentar. Doenças como a murcha de Fusarium, provocada por Fusarium oxysporum f. sp. cubense e as Sigatoka-amarela e Sigatoka-negra provocadas por Pseudocercospora musae e Pseudocercospora fijiensis, comprometem o desenvolvimento e a produtividade da cultura. O manejo integrado pode ser uma alternativa eficaz para reduzir os prejuízos ocasionados na cultura se agregar diferentes estratégias como o controle químico e o controle biológico, assegurando que todos os componentes envolvidos nessas duas abordagens devem ser compatíveis entre si. Este estudo verificou a compatibilidade in vitro de produtos agrícolas utilizados na cultura da banana com o isolado Trichoderma asperellum- 81, agente de biocontrole da murcha de Fusarium. O crescimento micelial, concentração e germinação de conídios do isolado submetido à cinco doses de 24 produtos agrícolas indicados para a cultura, foram avaliados e comparados pelo teste de Skott Knott a 5% de probabilidade. Com os valores de diâmetro obtidos das colônias fúngicas, calculou-se a Área Abaixo da Curva de Crescimento Micelial (AACCM) em função dos tempos de avaliação e a compatibilidade com os agentes de biocontrole comerciais foi avaliada pela técnica de cultivo pareado. A correlação entre os produtos químicos e as variáveis relacionadas ao desenvolvimento do fungo foi avaliada pela Análise de Componentes Principais (PCA) e a classificação quanto à compatibilidade dos produtos foi apresentada por meio de um Heatmap, gerado por um padrão de cores predefinido. Os resultados indicaram que os produtos químicos tiabendazol, carbofurano, tebuconazol, propiconazol, difenoconazol, flutriafol e glifosato foram incompatíveis ao isolado. Os fertilizantes, incluindo o ácido bórico, sulfato de amônia, carbonato de cálcio e lixiviado de engaço foram compatíveis e o fosfito de magnésio e fosfito de zinco foram classificados como dose-dependentes. No entanto, o óleo mineral foi o único produto que apresentou incompatibilidade para apenas uma característica vegetativa do isolado.

2018
Descrição
  • MARIANA PEREIRA SANTANA REAL
  • "POTENCIAL ANTIMICROBIANO E ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DE TOMILHO E ORÉGANO EM MARINADO DE OSTRAS"

  • Data: 30/11/2018
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  • RESUMO REAL, M. P. S. Potencial antimicrobiano e antioxidante de extratos de tomilho e orégano em marinado de ostras O consumo de ostras in natura oferece riscos aos seres humanos devido a sua capacidade de filtração e possível bioacumulação de microrganismos patogênicos. A técnica de marinação é um tratamento pós-colheita baseada na imersão do conteúdo cárneo em salmoura ácida e adicionado de especiarias. As plantas das espécies Origanum vulgare (orégano) e Thymus vulgaris (tomilho) são de grande interesse medicinal principalmente por apresentarem efeito antimicrobiano e antioxidante. O presente estudo objetivou o desenvolvimento de marinados de ostras (Crassostrea rhizophorae) contendo os extratos de orégano e tomilho. Foram desenvolvidos 9 tratamentos de marinados em duas etapas distintas. A primeira consistiu no emprego da tecnologia dos obstáculos (3 tratamentos) e na segunda a utilização dos ingredientes separadamente (5 tratamentos), armazenadas sob refrigeração (6 ± 2ºC) durante 120 dias. Estudos in vitro das propriedades fitoquímicas e antimicrobianas dos extratos foram realizados antes da sua aplicação nas formulações. As ostras e marinados foram avaliadas mediante análise físico-química e microbiológica. Além disso, foi realizada análise sensorial para melhor qualificação do produto final. Os extratos de orégano e tomilho apresentaram atividade antimicrobiana e antioxidante no estudo in vitro. Os tratamentos em que foram empregados a tecnologia dos obstáculos se mostraram inócuas ao longo de 120 dias sob refrigeração. Em virtude do baixo pH, o tratamento com ácido acético (AAC) foi o mais eficiente entre tratamentos em que os ingredientes foram avaliados separadamente, inibindo completamente o crescimento de psicotróficos e Staphylococcus aureus. Os resultados do tratamento com extrato de orégano (EOR) e do tratamento com extrato de tomilho (ETO) foram equivalentes aos achados na atividade antimicrobiana in vitro, embora estes não se mostrem tão eficientes para as bactérias psicotróficas. Sob os aspectos físico-químicos, com exceção dos teores de lipídeos, sódio e bases voláteis totais, percebeu-se redução significativa (p ≤ 0,05) nos teores de carboidrato, proteína, nitrogênio, fósforo, zinco, cálcio, potássio e umidade durante o armazenamento. O Índice de Aceitabilidade 13 sensorial das formulações de marinados foi de 77,50 - 83,21%. A técnica de marinação pode contribuir significativamente para melhor aproveitamento das ostras. Quando enriquecidos com compostos bioativos além de agregar valor à matéria-prima, fornece benefícios aos consumidores. 

  • DENNIFIER COSTA BRANDÃO CRUZ
  • "DIVERSIDADE E EVOLUÇÃO DO NONO E DÉCIMO PASSOS DA VIA BIOSSINTÉTICA DE PURINAS EM PROCARIOTOS”

  • Data: 26/11/2018
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  • Cruz, DCB. Diversidade e evolução do nono e décimo passos da via
    biossintética de purinas em procariotos

    A via biossintética de purinas (VBP) inicia a partir do fosforibosil pirofosfato
    (PRPP) que é convertido à Inosina monofosfato (IMP) em 10 etapas enzimáticas,
    em 4 dessas etapas as enzimas envolvidas podem variar de acordo com o grupo
    taxonômico. Nas bactérias e eucariotos o nono e décimo passo são realizados
    pela enzima PurH e nas archaeas pela PurP e PurO respectivamente. A PurH tem
    dois domínios, o AICARFT que realiza o nono passo e o IMPCH que realiza o
    decimo passo, esses domínios recentemente foram encontrados em espécies do
    Domínio Archaea como genes independentes não fusionados. A PurP e PurO são
    análogas aos domínios da PurH e até então consideradas assinaturas do Domínio
    Archaea. No primeiro capítulo desse trabalho foi realizada um estudo da
    distribuição dos genes relacionados com os últimos passos da VBP (purH, purP,
    purO e os genes que codificam AICARFT e IMPCH nomeados de purV e purJ,
    respectivamente) em 1405 genomas completamente sequenciados dos Domínios
    Archaea e Bacteria. As análises de genômica comparativa indicaram que a PurH
    foi a solução evolutiva do Domínio Bacteria para catalisar as reações enzimáticas
    das últimas etapas da VBP. Homólogos dos genes purO, purV e purJ foram
    encontrados em genomas bacterianos indicando que esse genes não são
    exclusivos do domínio Archaea. Também foi observado que existe padrão
    taxonômico para ocorrência desses genes e que em algumas espécies eles estão
    no mesmo contexto genômico que outros genes da VBP. Apesar de apresentarem
    o mesmo padrão de conservação da estrutura primária, os homólogos da PurO do
    Domínio Archaea e Bacteria não estão relacionados e formaram grupos distintos
    na árvore filogenética, devido a isso podemos inferir que a PurO já existia no
    ancestral comum de todos os seres vivos. Por outro lado a PurP parece ter

    surgido após a divergência das archaeas, e suas isoformas foram originadas a
    partir de eventos de duplicação gênica. O objetivo do trabalho apresentado no
    segundo capítulo foi compreender a história evolutiva das PurVs e PurJs e suas
    relações evolutivas com os domínios AICARFT e IMPCH das PurHs. A genômica
    comparativa foi realizada com 2735 genomas, apesar do número de genomas
    analisados ser quase o dobro, os resultados observados para a distribuição de
    purH, purV, purJ, purP e purO nas linhagens procarióticas foram similares aos
    apresentados no primeiro capítulo. A análise dos aminoácidos do sítio ativo
    mostrou que apesar de algumas variações, existem aminoácidos conservados
    entre AICARFTs/PurVs e IMPCHs/PurJs, inclusive aminoácidos que foram
    descritos como essenciais para a atividade do AICARFT. De acordo com a

    literatura a maioria dessas variações são possíveis do ponto de vista físico-
    químico, além disso, elas são equivalentes entre AICARFTs/PurVs e

    IMPCHs/PurJs. A topologia da árvore filogenética das PurHs mostra uma clara
    separação entre Gram positivas e Gram Negativas sugerindo que as PurHs atuais
    originaram de um único evento de fusão gênica. As análises filogenéticas
    indicaram que as PurHs das archaeas são filogeneticamente relacionadas com as
    PurHs de Gram Negativas o que indica que elas foram adquiridas por
    transferência horizontal. Esse resultado é coerente com a hipótese de que o
    evento de fusão gênica que originou a PurH ocorreu no Domínio Bacteria. A partir
    da filogenia podemos inferir que a PurV provavelmente tenha sido originada a
    partir do domínio ancestral que originou a PurH e a PurJ a partir de quebras do
    gene da PurH ao longo da evolução e diversificação das linhagens procarióticas.

  • AURA LACERDA CREPALDI
  • Atividade antimicrobiana do extrato de jurema preta (Mimosa tenuiflora) sobre cepas de Aeromonas isoladas de peixes”

  • Data: 30/08/2018
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  • RESUMO CREPALDI, A. C. ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO DE JUREMA PRETA (Mimosa tenuiflora) SOBRE CEPAS DE Aeromonas ISOLADAS DE PEIXES

    O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana do extrato de Mimosa tenuiflora frente a cepas de Aeromonas isoladas de peixes. Os microrganismos foram isolados a partir de peixes doentes oriundos de uma piscicultura ornamental no município de Dom Macedo Costa, Bahia, Brasil. O isolamento de cepas de Aeromonas spp. foi realizado utilizando meios de cultura seletivos (Glutamato Ágar Pseudomonas/Aeromonas (GSP), Ágar MacConkey e Ágar sangue enriquecido com 5% de sangue de ovino). Realizou-se a extração de DNA e foi utilizada a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para amplificar e sequenciar o gene RNAr 16S. Foi verificada a presença de fatores fenotípicos de virulência (amilase, fosfolipase, gelatinase, caseinase, lipase, hemolisina, urease e DNase) das cepas isoladas. O perfil de sensibilidade a antimicrobianos comerciais foi realizado por difusão em disco ágar Mueller-Hinton. Para testar a sensibilidade a M. tenuiflora, foram coletadas cascas do caule que foram submetidas a moagem e maceração a frio utilizando hexano, metanol e água para obtenção dos extratos brutos. A suscetibilidade aos extratos de M. tenuiflora foi obtida por microdiluição em caldo para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Os extratos foram caracterizados por triagem fitoquímica; quantificação de fenóis totais, taninos condensados e flavonoides totais; e toxicidade aguda (CL50) frente a Oreochromis niloticus. As cepas foram identificadas genotipicamente como A. caviae e A. veronii bv. veronii e apresentaram, pelo menos, 75% dos fatores de virulência pesquisados. As duas cepas bacterianas apresentaram resistência a duas dos seis antimicrobianos testados e resistência intermediária a, pelo menos, um antimicrobiano. As duas cepas foram sensíveis aos extratos metanólico e aquoso de M. tenuiflora, com CIM igual a CBM (250 µg/mL). O conteúdo de fenóis totais dos extratos metanólico e aquoso foi de 2,20 e 1,42 g de EAG/100 g de extrato, respectivamente; o teor de taninos condensados foi de 69,25 (extrato metanólico) e 59,10 (extrato aquoso) g EC/100 g de extrato e ambos apresentaram traços de flavonoides (>1%). O extrato metanólico obteve CL50 frente a O. niloticus igual a 40 µg/mL. A presente pesquisa mostrou que a M. tenuiflora é eficiente quanto à sua atividade antimicrobiana in vitro devendo ser mais investigada quanto à sua utilização in vivo. 

  • JUCILENE PINTO DA SILVA
  • PRODUÇÃO DE SINGLE CELL PROTEIN (SCP) POR LEVEDURAS
    UTILIZANDO O GLICEROL BRUTO COMO FONTE DE CARBONO

  • Data: 30/08/2018
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    DA SILVA, Jucilene Pinto. Produção de Single Cell protein (SCP) por
    leveduras utilizando o glicerol bruto como fonte de carbono.


    O glicerol bruto, gerado na proporção de 10% (v/v) durante a produção de
    biodiesel, pode ser utilizado por microrganismos para sua bioconversão em
    diversos produtos industriais, como biomassa ou Single Cell Protein (SCP).
    Este trabalho teve como objetivos avaliar a produção de SCP por leveduras
    utilizando o glicerol bruto como fonte de carbono, selecionar a levedura mais
    promissora e otimizar a produção de biomassa e de SCP. As leveduras
    utilizadas neste estudo foram Aureobasidium pullulans EBJ31, Candida
    (Metschnikowia) pseudointermedia CAC01, Rhodotorula mucilaginosa CCC31,
    Wickerhamomyces anomalus CCC32 e Trichosporon asahii EPB13. W.
    anomalus CCC32 foi a cepa mais promissora para a produção de SCP e foi
    selecionada para os estudos de otimização da produção de biomassa e de
    proteína bruta por meio de Delineamento Composto Central Rotacional
    (DCCR). Foi utilizado uma matriz de planejamento fatorial do tipo DCCR 23 e
    as variáveis estudadas foram glicerol bruto, NaNO3 e ureia. Após a otimização,
    a produção máxima de biomassa foi cerca de 20 g/L e a concentração de
    proteína bruta foi de 33% em 84 h, utilizando 25 g/L de glicerol bruto, 3,5 g/L de
    NaNO3 e 6,5 g/L de ureia, a 30 °C e 150 rpm. Os resultados indicaram que o
    glicerol bruto pode ser utilizado como substrato para produção de SCP por
    leveduras, sendo uma alternativa para agregar valor a esse resíduo. W.
    anomalus CCC32 apresentou características favoráveis para produção de SCP
    como crescimento rápido, alta produção de biomassa com alto teor de proteína
    bruta.

  • LARYSSA ANDRADE DA LUZ SANTOS
  • “BACTÉRIAS EPIFÍTICAS COM AGENTES DE BIOCONTROLE DA ANTRACNOSE DO MAMOEIRO EM PÓS-COLHEITA

     

  • Data: 06/08/2018
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    SANTOS, L.A.L seleção de bactérias epífitas formadoras de biofilmes para
    o biocontrole da antracnose em pós-colheita de mamoeiro. Cruz das
    Almas, 2018. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade
    Federal do Recôncavo da Bahia.


    Este trabalho teve como objetivos prospectar bactérias epifíticas a partir de
    folhas, frutos e sementes do mamão; avaliar o antagonismo in vitro a
    Colletotrichum spp. pela produção de compostos difusíveis, voláteis, quitinase
    e inibição da germinação de conídios; quantificar a produção de biofilme pelos
    selecionados como antagonistas e verificar a redução da severidade da
    antracnose em discos de frutos e em frutos de mamão. Inicialmente, 224
    bactérias foram isoladas, dentre elas, 74 exibiram ao menos um mecanismo de
    ação contra o patógeno, 13 bactérias apenas dois, quatro apresentaram três e
    uma bactéria exibiu todos os mecanismos avaliados. Os “Mix” foram compostos
    por quatro isolados bacterianos, que foram distribuídos de forma a fim de
    equilibrar os mecanismos antagônicos dos isolados em cada combinação. O
    isolado 901 se fez presente em todos os “mix” por exibir todos os mecanismos
    avaliados, sendo eles: 1 (901,777,784,916), 2 (901,734, 905, 906), 3 (901, 794,
    916, 924), 4 (901, 794, 905, 906) e 5 (901, 788, 777, 916), foram montados,
    mediante a verificação compatibilidade dos antagonistas pelo teste de antibiose
    recíproca, pela exibição de ao menos dois mecanismos de ação, somando
    ainda à produção de biofilme, e aplicados nas concentrações 108, 107 e 106
    UFC mL-1 nos discos de frutos. Todos os “Mix” reduziram significativamente a
    antracnose nos discos de frutos quando comparados ao controle. No entanto
    os “Mix” 1, 3, 5, na concentração 108 UFC mL-1, proporcionaram melhores
    desempenhos reduzindo a doença até 75 %, 89,78 % e 90,8%,
    respectivamente. Os ‘Mix” 3 e 5 na concentração ótima de 108, foram aplicadas
    nos frutos inteiros, e a eficiência dos tratamentos foi comparada ao fungicida
    sintético Comet (Piraclostrobina 250 g/L). Os “Mix” bacterianos não diferiram
    significativamente do fungicida, que atingiu níveis de redução da doença
    superiores a 97 %. A combinações utilizadas reduziram a severidade da
    antracnose acima de 98 %.

  • PEDRO PAULO DE JESUS PIMENTEL
  • "EXTRATOS VEGETAIS COMO TRATAMENTO ALTERNATIVO PARA REUTILIZAÇÃO DE CAMA DE FRANGO"

  • Data: 30/07/2018
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    Pimentel, P. P de J. EXTRATOS VEGETAIS COMO TRATAMENTO ALTERNATIVO PARA REUTILIZAÇÃO DE CAMA DE FRANGO
    O trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato aquoso de Foeniculum vulgare, Thymus vulgaris e Rosmarinus officinalis frente a cepas de Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella spp. isoladas a partir de amostras de cama de frango e avaliar a eficácia do uso do extrato aquoso de T. vulgaris em diferentes concentrações para redução de E. coli e S. aureus em cama de frango. Os extratos vegetais foram produzidos pelo método de infusão e a avaliação da atividade antimicrobiana foi realizada pelo método de microdiluição em caldo, visando determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Para isolamento das cepas de E. coli e Salmonella sp. foi utilizado o ágar Eosina Azul de Metileno (EMB) e para cepa de S. aureus foi utilizado o ágar Baird Parker. Os isolados foram preservados em glicerol 15% e em caldo Brian Heart Infusion (BHI) a -20ºC. Realizou-se triagem fitoquímica para detectar a presença de metabólitos secundários nos extratos. Para avaliação dos efeitos do extrato de T. vulgaris sobre a microbiota da cama de frango foi realizado um delineamento inteiramente casualizado (DIC) com dois fatores. Os resultados foram submetidos à análise variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância, utilizando o software estatístico R. O extrato de T. vulgaris apresentou maior atividade antimicrobiana contra todos os microrganismos testados, com valores de CIM entre 20 e 2,5mg.mL-1, além de possuir todos os metabólitos secundários prospectados na triagem fitoquímica. O extrato de F. vulgare não foi capaz de inibir o crescimento de E. coli e não foi detectada a presença de alcaloides e saponinas nesse extrato. O extrato de R. officinalis não foi capaz de inibir o crescimento dos microrganismos testados, ao passo que foi o extrato com menor quantidade de metabólitos secundários prospectados na triagem fitoquímica. Foi possível observar que os fatores tempo e tratamento causam um efeito simultâneo na contagem das bactérias na cama de frango. Houve redução significativa de E. coli e S. aureus dois dias após aplicação do extrato de T. vulgaris. A aplicação do extrato na concentração de 60mg.mL-1
    apresentou melhores resultados quando comparados com a aplicação do extrato na concentração de 30mg.mL-1 por exibir efeitos mais duradouros, inibindo o crescimento bacteriano por até cinco dias após a aplicação do extrato. A cama de frango nova, embora não tenha apresentando presença de Salmonella spp. e com baixa contagem de S. aureus, apresentou elevada contagem de E. coli, não diferindo significativamente (p>0,05) da contagem na cama de frango após criação de um lote de aves. Os resultados encontrados nesta pesquisa apontam para o potencial antimicrobiano dos extratos vegetais contra microrganismos de origem avícola, além da potencialidade da utilização do extrato de T. vulgaris enquanto alternativa para o tratamento da cama de frango.

  • DANIELA FREIRE SOUSA
  • “PROCESSAMENTO DE OSTRAS (Crassotrea rhizophorae) PRODUZIDAS NA RESERVA EXTRATIVISTA MARINHA BAÍA DO IGUAPE, BAHIA”

  • Data: 27/07/2018
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  • RESUMO Ribeiro, D. F. S. Processamento de ostras (Crassostrea rhizophorae) produzidas na reserva extrativista Marinha Baía do Iguape, Bahia O consumo de pescado tem aumentado no mundo, desta forma, deve-se ater para a qualidade desse pescado, como a ostra Crassostrea rhizophorae, a qual apresenta características bioacumulativas e pode ser prejudicial à saúde humana. Assim, este estudo tem como objetivo contribuir com a promoção de qualidade das ostras Crassostrea rhizophorae produzidas por famílias quilombolas oriundas da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, Bahia, assim como auxiliar na Segurança Alimentar e Nutricional de dessas comunidades e do consumidor por meio da melhoria no processamento dessas ostras. O estudo realizou-se em julho de 2017 a fevereiro de 2018, sendo dividido em quatro etapas, a qual iniciou-se pela observação do processamento da ostra pelos produtores da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape (Bahia). Na segunda etapa foi realizado o diagnóstico microbiológico, incluindo a quantificação de mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, psicrotróficos e presença/ausência de Salmonella da carne da ostra processada pelos produtores de ostras, assim como as provas físico-químicas: Reação de Éber para gás sulfídrico, Reação de Éber para amônia, Bases Voláteis Totais e a mensuração do pH das ostras in natura. Na terceira etapa realizou-se a análise de rendimento das ostras em laboratório conforme as técnicas de produção empregada pela comunidade, seguido da determinação do tempo de vida de prateleira em embalagens de polietileno saco e bandeja descartáveis por períodos de 0, 30, 60 e 120 dias repetindo-se as análises microbiológicas e físico-químicas e na quarta etapa realizou-se a análise sensorial. Tanto as ostras in natura quanto as ostras processadas pela comunidade apresentaram inadequação para consumo em 50% das amostras. Na determinação da vida de prateleira, os resultados microbiológicos e físico-químicos em ambas as embalagens apresentaram resultados dentro dos limites de acordo a legislação utilizada como base, não havendo diferença estatística entre os tipos de embalagem, sugerindo-se o tempo de 110 dias como ideal para o consumo humano. O tempo de cocção para a
    abertura das valvas variou de acordo com as estações, sendo que os experimentos da estação chuvosa apresentaram um tempo menor para abertura das valvas. O rendimento médio da carne foi de 23,93%. Para a análise sensorial, obteve-se um índice de aceitabilidade de 89%, sendo a cor, o aroma, a textura e os índices de maiores aceitabilidade pelos provadores. Conclui-se que por meio das técnicas de produção empregadas no presente estudo, é possível fortalecer a Segurança Alimentar e Nutricional no processamento de ostras Crassostrea rhizophorae, entretanto, ressalta-se a necessidade do monitoramento contínuo da qualidade, aumentando a competitividade e garantindo produção segura e sustentável desses alimentos pela comunidade. 

  • ADRIANA DOS SANTOS SILVA
  • “AVALIAÇÃO DO PERFIL MICROBIOLÓGICO E DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIOS DE ÁGUAS E PEIXES CONSUMIDOS EM PISCICULTURA DE PESQUE PAGUE LOCALIZADOS NO RECÔNCAVO DA BAHIA E NA ILHA DE ITAPARICA”

  • Data: 12/06/2018
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    Silva, A S. Avaliação do perfil microbiológico e condições higiênicas - sanitárias de águas e peixes consumidos em pisciculturas de pesque- pague localizados em cidades da Bahia e na ilha de Itaparica


    A piscicultura é uma prática rentável para o país e é importante avaliar as condições higiênico-sanitárias desses alimentos. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil microbiológico de águas e peixes consumidos em piscicultura de pesque e pague localizados nas cidades do interior da Bahia e na ilha de Itaparica. A coleta foi realizada em dois períodos distintos (seco e chuvoso) em até 3 viveiros de cada uma das 10 pisciculturas, sendo retirada 2 amostras de peixes e 500 mL de água, perfazendo um total de 138 amostras, 48 de água e 90 de peixes (tilápia). Para a análise microbiológica foi realizada a contagem de coliformes totais e Escherichia coli, seguido de identificação E.coli O157, foi realizada também a contagem de microrganismos aeróbios mesófilos, de Staphylococcus aureus, de Aeromonas spp. , e teste de susceptibilidade a antimicrobianos. Procedeu-se também a análise física e química da água (pH, cor, turbidez, OD e DBO). Os resultados das análises microbiológicas foram comparados a RDC nº 12, de 02 de janeiro de 2001, a Portaria 2.914 de 2011, a Resolução nº 357 de 2005 que determina padrões físico-químicos e microbiológicos em água. A partir dos resultados obtidos, percebeu-se que a composição microbiológica da água de cultivo esta associada a os tipos de bactérias presentes no peixe, verificou-se que 100% das amostras apresentaram contaminação por Aeromonas spp. coliformes totais, Escherichia coli, bactérias mesófilas e S. aureus. os isolados de Aeromonas spp. apresentaram multirresistência a 2 ou 8 antimicrobianos. Além disso, é necessário atenção para os microrganismos encontrados neste estudo, pois algumas espécies são patogênicas ao ser humano como a E.coli O157H7 isolada em 81,1% (73/90) avaliadas. Desta forma o consumo dos peixes criados nestes pesque-pague configura-se como risco a saúde pública.

  • LEONARDO FRANKLIN LIMA DA SILVA
  • “SELEÇÃO DE BACTÉRIAS DIAZOTRÓFICAS PARA FEIJÃO-CAUPI EM FUNÇÃO DA DESFOLHA ARTIFICIAL”

  • Data: 20/04/2018
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    SILVA, L. F. L. Seleção de bactérias diazotróficas para feijão-caupi em função da
    desfolha artificial. Cruz das Almas - Bahia, 2018. Dissertação (Mestrado em
    Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.


    As pragas promovem grandes prejuízos para as culturas, reduzindo drasticamente sua
    capacidade fotossintética. Dentre as leguminosas, o feijão-caupi [Vigna unguiculata
    (L.) Walp], durante o seu ciclo, pode ser bastante afetado pelas pragas desfolhadoras.
    O feijão-caupi quando inoculado com estirpes de bactérias diazotróficas pode ser
    beneficiado amplamente com a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Como o
    feijão-caupi apresenta certa tolerância à desfolha e responde bem a inoculação com
    bactérias diazotrófica, objetivou-se avaliar o efeito da desfolha artificial nesta cultura
    quando inoculado com bactérias diazotróficas, assim como verificar o percentual de
    desfolha tolerado em ambiente protegido e selecionar estirpes para realização de
    ensaios de campo. A desfolha artificial foi realizada em dois estádios de crescimento
    da planta. A primeira desfolha artificial foi realizada aos 25 dias após o plantio,
    compreendendo o período vegetativo da planta e a segunda foi realizada aos 45 dias
    após o plantio, período do início do florescimento da planta. Na fase vegetativa houve
    efeito individual das fontes de nitrogênio e da desfolha artificial nos componentes de
    produção do feijão caupi (cultivar Epace 10). Na fase vegetativa o cultivar apresenta
    maior índice de clorofilas B e total em 40 e 36 % de desfolha, quando inoculado com
    o isolado em fase de seleção UFRB FA51B. O feijão-caupi quando inoculado com
    bactérias diazotróficas apresentou até 30% de tolerância a desfolha artificial na fase
    reprodutiva em ambiente protegido quando inoculado com a estirpe em fase de seleção
    UFRB FA51B1.

  • ANELITA DE JESUS ROCHA
  • “Interação entre Fusarium oxysporum f. sp. cubense e Radopholus similis

     

  • Data: 28/02/2018
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  • A banana é um dos alimentos mais consumidos pela população mundial. O 12 mercado internacional e a produção brasileira de bananas passaram por severas 13 mudanças devido à murcha de Fusarium, uma doença destrutiva causada pelo 14 fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc) que está disperso na maioria das 15 regiões produtoras. O controle genético é a medida mais eficiente e viável. Por 16 este motivo, informações sobre fatores associados à menor durabilidade da 17 resistência de cultivares de bananeira à Foc são imprescindíveis. Nesse sentido, 18 estudos demostram que a associação de patógenos de solo com nematoides 19 podem levar à suplantação de resistência e ao aumento da intensidade de 20 doenças fúngicas. Nesse estudo, sete cultivares de bananeira resistentes a 21 murcha de Fusarium e uma cultivar suscetível foram analisadas quanto à 22 interação entre Foc e Radopholus similis, o nematóide cavernícola da bananeira. 23 Foram testados dois isolados de Foc com diferenças relacionadas à virulência. Os 24 dados revelaram correlação positiva entre índices de doença causados por Foc e 25 o percentual de necrose em raízes causadas por R. similis. Diferenças na 26 severidade da doença foram observadas, com aumento significativo relacionado 27 aos tratamentos em que houve interação entre os patógenos. A análise de cluster 28 e a coloração de estruturas fúngicas em raízes demostrou que R. similis inoculado 29 simultaneamente com Foc (Raça 1) conduz a suplantação de resistência nas 30 cultivares Terra, BRS Pacovan-ken, BRS Platina e BRS Vitória e que a interação 31 simultânea promove a suscetibilidade de bananeira “Prata anã” ao nematoide R. 32 similis. Quando um isolado de Foc com maior virulência foi associado a R. similis 33 observou-se maior intensidade da murcha de Fusarium em todas as cultivares 34 avaliadas. Os dados obtidos oferecem contribuições adicionais no que diz 35 respeito à influência de fatores bióticos na durabilidade da resistência de 36 cultivares de bananeira à murcha de Fusarium. 37

  • TAIS TEIXEIRA DAS NEVES
  • “Genômica comparativa da Ciclodextrina glicosiltransferase e imobilização do Bacillus trypoxylicola SM-02 para a produção da enzima”

  • Data: 23/02/2018
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  • RESUMO NEVES, T. T. GENÔMICA COMPARATIVA DA CICLODEXTRINA GLICOSILTRANSFERASE E IMOBILIZAÇÃO DO Bacillus trypoxylicola SM02 PARA A PRODUÇÃO DA ENZIMA. A ciclodextrina glicosiltransferase (CGTase) é uma enzima extracelular que pertence à maior família de α-amilases de glicosídeos hidrolases, produzida exclusivamente por microrganismos e tem a capacidade de converter o amido, e moléculas relacionadas, em ciclodextrinas (CDs). Por ser capaz de formar complexos de inclusão com diversas moléculas, as CDs são empregadas nas indústrias farmacêutica, alimentar, têxtil e de cosméticos, atuando na solubilidade de moléculas, estabilização de substâncias voláteis, mascaramento do sabor indesejável, entre outros. O objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição do gene que codifica homólogos da enzima CGTase nos táxons procarióticos, assim como avaliar a produção desta enzima utilizando o Bacillus trypoxylicola SM-02, imobilizado em alginato de cálcio 2%. A busca por genes que codificam homólogos da CGTase nos genomas procarióticos foi realizada nos bancos de dados NCBI e CAZY. O gene que codifica a CGTase em B. trypoxylicola SM-02 foi amplificado por reações de PCRs. A enzima foi produzida em fermentação submersa utilizando araruta, casca e farinha de mandioca para o microrganismo livre e farinha de mandioca para o microrganismo imobilizado. Os resultados evidenciaram presença da CGTase em espécies dos domínios Archae e Bacteria, em especial para as bactérias Gram-positivas do gênero Bacillus. B. trypoxylicola SM-02 agrupou-se com espécies que produz β-CGTase, sugerindo que este também produza este tipo de enzima. A farinha de mandioca foi a melhor fonte de amido para produção da enzima utilizando o microrganismo livre, com atividade enzimática de 370,88 U/µmol. O meio de cultivo composto por farinha de mandioca, milhocina e manipueira se destacou na produção de CGTase utilizando o microrganismo imobilizado, atingindo uma atividade enzimática de até 166,64 U/µmol. 

  • RAMON DA SILVA ARGOLO
  • “Dispersão de Diaphorina citri, vetor do HLB dos citros, em microcosmos e quantificação de comportamento migratório entre plantas hospedeiras e interferentes”

  • Data: 29/01/2018
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  • RESUMO
    Argôlo, R. da S. Dispersão de Diaphorina citri, vetor do HLB dos citros em
    microcosmos e comportamento migratório entre plantas hospedeiras e
    interferentes. Cruz das Almas, 2018. Dissertação (Mestrado em Microbiologia
    Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
    A citricultura é uma das atividades mais importantes do agronegócio
    brasileiro, com uma cadeia de produção estruturada que envolve desde os
    pequenos produtores até indústrias de processamento de suco concentrado e
    comerciantes de fruta fresca. A citricultura no Brasil vem enfrentando uma série de
    problemas, entre eles o Huanglongbing (HLB), doença para a qual ainda não se
    conhece cura, e cujos patógenos bacterianos Candidatus Liberibacter asiaticus e
    Candidatus Liberibacter americanus, são disseminados pelo psilídeo Diaphorina
    citri Kuwayama. O presente trabalho teve como objetivo modelar a dispersão do
    vetor do HLB, e quantificar as probabilidades de sua migração em ambientes
    heterogêneos com plantas atrativas e interferentes. Foram feitos experimentos
    (capítulo 2) com liberação de adultos de D. citri em plantas centrais de microcosmos
    com espaçamentos entre plantas de 0,5m, 1m e 2m. Aos dados de proporção de
    insetos observados x distância do ponto de liberação foi ajustado modelo
    exponencial negativo por meio de regressão não-linear. A distância mediana de
    dispersão foi baixa, inferior a 1m, no entanto as distâncias máximas de dispersão
    variaram entre 6 e 18m conforme o experimento. Os mapas de cada experimento
    com o número de insetos por planta foram submetidos à geoestatística e após
    krigagem construíram-se mapas de isolinhas. A distribuição espacial de plantas de
    citros infestadas pelo vetor apresentou um alcance próximo de 16m. No capítulo 3
    com os dados da contagem de insetos por planta, foram construídos gráficos das
    proporções de insetos em plantas de citros, em plantas interferentes, em migrantes
    ou mortos, que ficaram no sistema (remanescentes) e a proporção de plantas de
    citros infestadas em cada experimento. Foram calculados o potencial push-pull e o
    índice de atratividade. A mangueira (Mangifera indica) apresentou potencial de
    repelência (push), maior que o da goiabeira (Psidium guajava) e do cajueiro
    13
    (Anacardium occidentale). A murta (Murraya Paniculata) tem um potencial de
    atração (pull) bastante relevante, podendo ser considerada para uso como planta
    armadilha. A migração do vetor para fora das áreas experimentais foi maior nos
    sistemas com plantas interferentes com potencial de repelência.

2017
Descrição
  • JOYSE BRITO VIEIRA
  • MODELAGEM DOS EFEITOS DE DEBRIS NOS MECANISMOS DE SOBREVIVÊNCIA DE Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae

  • Data: 16/10/2017
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  • VIEIRA, J.B. Modelagem dos efeitos de debris nos mecanismos de sobrevivência de Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae. Cruz das Almas, 2017. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia A murcha de Fusarium causada por Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae (Fop) é considerada a principal doença de origem fúngica da cultura do maracujá. Esse patógeno pode sobreviver por longos períodos no solo na forma de clamidósporos, além de exercer o saprofitismo. Diante disso, tornam-se difíceis medidas preventivas de controle desse patógeno. Dentre as estratégias para o manejo de doenças ocasionadas por patógenos de solo, a biofumigação por incorporação de repolho e mandioca brava tem sido estudada. Nessa perspectiva, o objetivo desse trabalho foi quantificar e modelar a influência de diferentes materiais vegetais na fase de sobrevivência de Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae em condições de laboratório. Foi realizado teste de patogenicidade utilizando duas metodologias. As variáveis avaliadas foram: crescimento micelial em substrato infestado, seguida de plaqueamento para determinação do número de Unidades Formadoras de Colônias (UFC), produção e germinação de clamidósporos ao contato com os debris em seis períodos de tempos de incubação. Os dados de crescimento micelial produção e germinação de clamidósporos foram submetidos a análise de variância e agrupadas pelo teste de Scott-Knott a 1% de probabilidade. Foi calculada a área abaixo da curva de crescimento micelial (AACCM) e germinação de clamidósporos (AACGC), o modelo matemático utilizado pertence à família dos modelos sigmoides. A incorporação de repolho e mandioca brava causou efeito fungistático sob Fop promovendo redução no crescimento micelial, UFC, produção de clamidósporos em todos isolados testados, além de interferir na germinação dos clamidósporos. Esses materiais vegetais inibiram a germinação de 78% dos isolados e reduziram o percentual de germinação de clamidósporos dos demais isolados avaliados. A redução na produção e germinação de clamidósporos é um dado promissor, uma vez que essas estruturas de resistência possibilitam que o patógeno permaneça viável no solo por muitos anos

  • CARLOS RAIMUNDO DOS SANTOS SOUZA
  • "MICRORGANISMOS BENÉFICOS CULTIVÁVEIS ASSOCIADOS A Ananas spp. EM DIFERENTES AMBIENTES"

  • Data: 29/09/2017
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  • RESUMO
    Souza, C. R. dos S. MICRORGANISMOS BENÉFICOS CULTIVÁVEIS ASSOCIADOS A Ananas spp. EM DIFERENTES AMBIENTES.
    As interações entre plantas e microrganismos habitantes do solo e endofíticos têm recebido destaque em trabalhos, sobretudo as que envolvem os microrganismos benéficos e sua atuação na promoção do crescimento das plantas e biocontrole dos fitopatógenos. Entretanto, estudos sobre a composição da microbiota e sua interação com o abacaxizeiro (Ananas spp.) são escassos. Este trabalho objetivou comparar a diversidade de microrganismos em associação com Ananas spp., considerados pela literatura como benéficos, em ambiente de conservação ex situ (Banco Ativo de Germoplasma), de cultivo comercial e de ocorrência natural, com o intúito de permitir a conservação dos isolados e o uso futuro na produção de Ananas spp. Para isso, amostras foram coletadas em três estados, Bahia, Mato Grosso e Rondônia, seguido de análise da composição da microbiota cultivável associada a Ananas ssp. As amostras foram subdivididas em diferentes frações: solo rizosférico; solo do rizoplano; raiz; caule e folha, e submetidas à quantificação das populações de bactérias e fungos por meio da contagem de unidades formadoras de colônia em meios de cultura básicos (bactérias e fungos totais) e seletivos para os principais grupos funcionais de microganismos (bactérias produtoras de sideróforos [BPS], bactérias produtoras de edósporos [BPE]; actinobactérias e Trichoderma spp.). Foram obtidos um total de 829 isolados, sendo 385 fúngicos e 444 bacterianos. Como método de estimativa da diversidade utilizou-se análises baseadas na amplificação das regiões repetitivas ERIC e BOX dos isolados fúngicos e bacterianos obtidos. As bactérias foram predominantes nos três ambientes, cultivo, ex situ e natural, com densidade de 79,7%, 89,5% e 88,8% respectivamente. As actinobactérias foram mais representativas no ambiente ex situ, com 6,6 x 106 UFC.g-1, já nos demais ambientes as BPS‟s apresentaram a maior densidade, com 8,0 x 106 UFC.g-1 e 6,9 x 106 UFC.g-1, para os ambientes natural e de cultivo respectivamente. As técnicas ERIC e BOX-PCR permitiram o agrupamento dos microrganismos
    independente da amostra de origem, sugerindo uma distribuição similar entre os grupos desde solo até parte aérea. Os resultados obtidos para as inoculações destes isolados em plantas micropropagadas de abacaxi da cultivar „BRS Imperial‟ (biosensaio) evidenciaram a presença de fungos e bactérias com potencial de promoção de crescimento e com potencial para uso biotecnológico, especialmente aqueles provenientes de ambiente de cultivo.

  • CARLA ALVES BARBOSA
  • “Caracterização microbiológica, genotípica de Escherichia coli provenientes de Mytella guyanensis e sensibilidade a antimicrobianos”

  • Data: 31/07/2017
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  • BARBOSA, C.A. CARACTERIZAÇÃO MICROBIOLÓGICA, GENOTÍPICA DE Escherichia coli PROVENIENTES DE Mytella guyanensis e SENSIBILIDADE A ANTIMICROBIANOS O trabalho teve como objetivo realizar a caracterização microbiológica e genotípica de Escherichia coli provenientes de sururu (Mytella guyanensis) e testar a sensibilidade a antimicrobianos comerciais e extratos obtidos de folha e casca de jaqueira (Artocarpus heterophyllus Lam). Foram realizadas três coletas de sururu entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016, em cada coleta foram adquiridas duas amostras de mercados e duas amostras de pontos de venda da feira livre em Cachoeira, Bahia, Brasil, desta forma foram coletadas 12 amostras no total. Estimou-se a população de E. coli utilizando placas EC (AOAC 998.08). O isolamento de cepas de E. coli foi realizado utilizando ágar Eosina Azul de Metileno (EMB) e a preservação em glicerol a 15 % e caldo Brain Heart Infusion (BHI) a -20º C. Realizou-se a extração do DNA dos isolados de E. coli e utilizou-se a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para pesquisar os genes de virulência stx, bfpA e elt. O perfil de sensibilidade dos isolados a antimicrobianos comerciais foi determinado pelo método disco-difusão. Para a determinação do perfil de sensitibilidade a extratos de A. heterophyllus foram coletadas folhas e casca do caule desta planta e os extratos foram feitos pela técnica de maceração a frio, utilizando metanol e hexano para os extratos brutos, diclorometano e acetato de etila para as partições do extrato bruto metanólico. Realizou-se a triagem fitoquímica para a detecção da presença de metabólitos secundários nos extratos. O método usado para a determinação da sensibilidade de cepas de E. coli aos extratos foi o método de microdiluição em caldo, visando à determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). Realizou-se a análise estatística descritiva para a obtenção da máxima, mediana e mínima e análise de variância (ANOVA) para a obtenção da diferença entre as médias com as contagens microbiológicas. A contagem de E. coli variou entre <1 a 4,0 log UFC.g 1 para as amostras dos mercados e <1 a 4,8 log UFC.g-1 para as amostras da feira. Houve uma tendência para diferença significativa entre as médias das contagens de E.coli (p=0,055) para as amostras de mercados e da feira. Foram isoladas 12 cepas de E. coli a partir das amostras dos mercados e 12 a partir das amostras da feira. Os genes stx e, bfpA não foram detectados, porém a presença do gene elt foi confirmada em 75 % dos isolados. Foram encontradas cepas resistentes a sulfazotrim, gentamicina e amoxicilina-ácido clavulânico. Detectaram-se os seguintes metabolitos secundários nos extratos: flavonoide, tanino, saponina, esteroide, triterpenoide e alcaloide. Os extratos não apresentaram atividade antimicrobiana em nenhuma das concentrações testadas (1 a 0,12 mg.mL-1 e 10 a 1,25 mg.mL-1 ). O consumo de M. guyanensis comercializado em mercados e na feira em Cachoeira infere riscos para a saúde dos consumidores pela possível contaminação por microrganismos patogênicos, que podem ter relação com contaminação ambiental ou durante o beneficiamento desses alimentos. 

  • CARLA ALVES BARBOSA
  • “Caracterização microbiológica, genotípica de Escherichia coli provenientes de Mytella guyanensis e sensibilidade a antimicrobianos”

  • Data: 31/07/2017
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  • BARBOSA, C.A. CARACTERIZAÇÃO MICROBIOLÓGICA, GENOTÍPICA DE Escherichia coli PROVENIENTES DE Mytella guyanensis e SENSIBILIDADE A ANTIMICROBIANOS O trabalho teve como objetivo realizar a caracterização microbiológica e genotípica de Escherichia coli provenientes de sururu (Mytella guyanensis) e testar a sensibilidade a antimicrobianos comerciais e extratos obtidos de folha e casca de jaqueira (Artocarpus heterophyllus Lam). Foram realizadas três coletas de sururu entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016, em cada coleta foram adquiridas duas amostras de mercados e duas amostras de pontos de venda da feira livre em Cachoeira, Bahia, Brasil, desta forma foram coletadas 12 amostras no total. Estimou-se a população de E. coli utilizando placas EC (AOAC 998.08). O isolamento de cepas de E. coli foi realizado utilizando ágar Eosina Azul de Metileno (EMB) e a preservação em glicerol a 15 % e caldo Brain Heart Infusion (BHI) a -20º C. Realizou-se a extração do DNA dos isolados de E. coli e utilizou-se a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para pesquisar os genes de virulência stx, bfpA e elt. O perfil de sensibilidade dos isolados a antimicrobianos comerciais foi determinado pelo método disco-difusão. Para a determinação do perfil de sensitibilidade a extratos de A. heterophyllus foram coletadas folhas e casca do caule desta planta e os extratos foram feitos pela técnica de maceração a frio, utilizando metanol e hexano para os extratos brutos, diclorometano e acetato de etila para as partições do extrato bruto metanólico. Realizou-se a triagem fitoquímica para a detecção da presença de metabólitos secundários nos extratos. O método usado para a determinação da sensibilidade de cepas de E. coli aos extratos foi o método de microdiluição em caldo, visando à determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). Realizou-se a análise estatística descritiva para a obtenção da máxima, mediana e mínima e análise de variância (ANOVA) para a obtenção da diferença entre as médias com as contagens microbiológicas. A contagem de E. coli variou entre <1 a 4,0 log UFC.g 1 para as amostras dos mercados e <1 a 4,8 log UFC.g-1 para as amostras da feira. Houve uma tendência para diferença significativa entre as médias das contagens de E.coli (p=0,055) para as amostras de mercados e da feira. Foram isoladas 12 cepas de E. coli a partir das amostras dos mercados e 12 a partir das amostras da feira. Os genes stx e, bfpA não foram detectados, porém a presença do gene elt foi confirmada em 75 % dos isolados. Foram encontradas cepas resistentes a sulfazotrim, gentamicina e amoxicilina-ácido clavulânico. Detectaram-se os seguintes metabolitos secundários nos extratos: flavonoide, tanino, saponina, esteroide, triterpenoide e alcaloide. Os extratos não apresentaram atividade antimicrobiana em nenhuma das concentrações testadas (1 a 0,12 mg.mL-1 e 10 a 1,25 mg.mL-1 ). O consumo de M. guyanensis comercializado em mercados e na feira em Cachoeira infere riscos para a saúde dos consumidores pela possível contaminação por microrganismos patogênicos, que podem ter relação com contaminação ambiental ou durante o beneficiamento desses alimentos. 

  • BRENDA BORGES VIEIRA
  • “REVESTIMENTO DE QUITOSANA ASSOCIADO AO ÓLEO ESSENCIAL DE CRAVO NA CONSERVAÇÃO DE FILÉS DE TAMBAQUI”

  • Orientador : NORMA SUELY EVANGELISTA BARRETO
  • Data: 30/07/2017
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  • RESUMO
    VIEIRA, B. B


    Efeito do r evestimen to de quitosana associado ao óleo essencial de cravo na c onservação de filés de tambaqui
    O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia do revestimento de quitosana associado ao óleo essencial de cravo na conservação de filés de tambaqui. Na primeira etapa do experimento foi avaliada a atividade antimicrobiana da quitosana e do óleo essencial de cravo (OEC) com posterior aplicação do revestimento de quitosana associado ao OEC nos filés de tambaqui, contaminados intencionalmente com microrganismos patogênicos. A segunda etapa consistiu na avaliação da vida de prateleira dos filés de tambaqui tratados (solução de quitosana 2% - T1; solução de quitosana 2% + OEC 1600 μg.mL-1 - T2; solução de quitosana 0,5% + OEC 800 μg.mL-1 - T3; solução de butilhidroxitolueno – BHT 100 mg.mL-1 - T4 e água destilada estéril - controle), mantidos sob congelamento (-18ºC) por meio de análises físico-químicas (pH, umidade, lipídeos e oxidação lipídica) e microbiológica de bactérias psicrotróficas cultiváveis. A análise sensorial foi realizada por meio do teste de perfil de características, comparação múltipla e ordenação de preferência, sendo aplicada a 40 provadores não treinados. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM) só foram observadas para Listeria monocytogenes a 2% de quitosana e Staphylococcus aureus a 0,25% e 0,5% de quitosana, respectivamente. Pseudomonas aeruginosa apresentou uma CIM de 3200 μg.mL-1, Salmonella Enteretidis, Escherichia coli e S. aureus de 1600 μg.mL-1 e L. monocytogenes de 800 μg.mL-1 para o OEC. Não houve CBM para os microrganismos testados, sendo o óleo bacteriostático. O revestimento de quitosana apresentou inibição de todos os patógenos testados nos filés de tambaqui, no entanto, o sinergismo com o OEC potencializou significativamente o efeito do revestimento (p<0,05). Os tratamentos revestidos com quitosana e quitosana associada ao OEC retardaram efetivamente a oxidação lipídica, inibiram o crescimento de bactérias psicrotróficas cultiváveis e reduziram as alterações físico-químicas, como pH e umidade, durante o congelamento. Os filés tratados foram aceitos pelos provadores, com médias superiores a 4. A maiorpreferência dos provadores foi pelos filés sem adição do OEC. O revestimento de quitosana associado ao OEC é promissor para ser utilizado como conservante natural, visando o controle de patógenos e aumento da vida útil dos filés de tambaqui.

  • AURA LACERDA CREPALDI
  • ”Atividade antimicrobiana do extrato de jurema preta (Mimosa tenuiflora) sobre cepas de Aeromonas isoladas de peixes”

  • Data: 30/07/2017
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  • RESUMO CREPALDI, A. C. ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO DE JUREMA PRETA (Mimosa tenuiflora) SOBRE CEPAS DE Aeromonas ISOLADAS DE PEIXES O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana do extrato de Mimosa tenuiflora frente a cepas de Aeromonas isoladas de peixes. Os microrganismos foram isolados a partir de peixes doentes oriundos de uma piscicultura ornamental no município de Dom Macedo Costa, Bahia, Brasil. O isolamento de cepas de Aeromonas spp. foi realizado utilizando meios de cultura seletivos (Glutamato Ágar Pseudomonas/Aeromonas (GSP), Ágar MacConkey e Ágar sangue enriquecido com 5% de sangue de ovino). Realizou-se a extração de DNA e foi utilizada a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para amplificar e sequenciar o gene RNAr 16S. Foi verificada a presença de fatores fenotípicos de virulência (amilase, fosfolipase, gelatinase, caseinase, lipase, hemolisina, urease e DNase) das cepas isoladas. O perfil de sensibilidade a antimicrobianos comerciais foi realizado por difusão em disco ágar Mueller-Hinton. Para testar a sensibilidade a M. tenuiflora, foram coletadas cascas do caule que foram submetidas a moagem e maceração a frio utilizando hexano, metanol e água para obtenção dos extratos brutos. A suscetibilidade aos extratos de M. tenuiflora foi obtida por microdiluição em caldo para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM). Os extratos foram caracterizados por triagem fitoquímica; quantificação de fenóis totais, taninos condensados e flavonoides totais; e toxicidade aguda (CL50) frente a Oreochromis niloticus. As cepas foram identificadas genotipicamente como A. caviae e A. veronii bv. veronii e apresentaram, pelo menos, 75% dos fatores de virulência pesquisados. As duas cepas bacterianas apresentaram resistência a duas dos seis antimicrobianos testados e resistência intermediária a, pelo menos, um antimicrobiano. As duas cepas foram sensíveis aos extratos metanólico e aquoso de M. tenuiflora, com CIM igual a CBM (250 µg/mL). O conteúdo de fenóis totais dos extratos metanólico e aquoso foi de 2,20 e 1,42 g de EAG/100 g de extrato, respectivamente; o teor de taninos condensados foi de 69,25 (extrato metanólico) e 59,10 (extrato aquoso) g EC/100 g de extrato e ambos apresentaram traços de flavonoides (>1%). O extrato metanólico obteve CL50 frente a O. niloticus igual a 40 µg/mL. A presente pesquisa mostrou que a M. tenuiflora é eficiente quanto à sua atividade antimicrobiana in vitro devendo ser mais investigada quanto à sua utilização in vivo. 

  • TAMILES BARRETO DE DEUS
  • “Ocorrência de Microrganismos Indicadores e Patogênicos em Amostras de Queijo Coalho Comercializados em Praias da Ilha de Itaparica-Ba”

  • Data: 17/02/2017
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  •  O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade microbiológica e higiênico-sanitária dos queijos comercializados em praias da Ilha de Itaparica-BA e verificar se há correlação entre as condições de comercialização com os dados microbiológicos encontrados. O estudo foi realizado no período de dezembro de 2015 a março de 2016. Para realização do estudo foram analisadas 60 amostras de queijo coalho, sendo seis amostras por vendedor, destas três cruas e três assadas. Durante a coleta realizou-se uma análise observacional por meio de um checklist para verificar as condições higiênico-sanitárias dos vendedores e da forma de comercialização dos queijos. Para as análises microbiológicas foi feito a contagem total de microrganismos psicrotróficos e mesófilos pelo método de plaqueamento em profundidade (Pourplate) em meio PCA (Ágar Padrão de Contagem). Bolores e leveduras por plaqueamento em superfície (spread plate) em meio de cultura Ágar Sabouraud Dextrose, para coliformes totais e E.coli foi utilizado o meio Chromocult® Coliform Agar e para quantificação de Staphylococcus aureus foi utilizado o método rápido em placas PetrifilmTM STX (3M Company). Os resultados obtidos durante a análise observacional constataram-se que 100% dos manipuladores não utilizavam uniformes, 100% dos manipuladores não lavavam as mãos antes de manipular o alimento 13,3% utilizavam adornos, 53,3% possuíam barbas, 90% não possuíam unhas curtas e limpas. Quanto à comercialização observou-se que 100% dos queijos não eram comercializados sob refrigeração, 73,3% dos recipientes usados durante a comercialização nos padrões adequados de limpeza. Quanto à presença de olhaduras 100% apresentaram olhaduras. Já no quesito limosidade superficial e odores estranhos 100% apresentavam conformidade. A partir das análises microbiológicas realizadas nos queijos crus e assados, foi evidenciada que as populações de microrganismos mesófilos variaram com médias de 14,82 e 7,88 log UFC∕ mL, microrganimos psicrotróficos com populações de 3,64 e 2,80 log UFC∕ mL e os bolores e leveduras 8,06 e 5,54 log UFC∕ mL. Quanto aos Coliformes Totais com médias entre 7,18 e 4,48 log UFC∕ mL e de Escherichia coli com populações que variaram de 5,75 e 2,96 log UFC∕ mL e Staphylococcus aureus de 4,94 e 3,24 log UFC∕ mL, respectivamente. Diante dos resultados encontrados é possível concluir que a comercialização informal dos queijos coalho nas praias da Ilha de Itaparica-BA é um risco a população, devido às altas taxas de microrganismos deteriorantes e patogênicos. 

2016
Descrição
  • ALLANA DE OLIVEIRA SANTOS
  • "ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E QUÍMICA DE Mytella guyanensis COLETADO EM ESTOQUES NATURAIS E COMERCIALIZADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA, BAHIA"

  • Orientador : ISABELLA DE MATOS MENDES DA SILVA
  • Data: 25/07/2016
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  • RESUMO
    SANTOS, A. O. ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E QUÍMICA DE Mytella guyanensis COLETADO EM ESTOQUES NATURAIS E COMERCIALIZADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA, BAHIA


    O trabalho objetivou determinar a qualidade microbiológia e química de M. guyanensis coletados em estoques naturais, assim como verificar as condições higiênico-sanitárias dos pontos de venda que comercializavam esse bivalve processado. Foram coletadas 30 amostras in natura e 48 processadas no período de junho de 2014 a fevereiro de 2016. As populações de Coliformes totais e Escherichia coli foram estimadas pelo método de contagem rápida Petrifilm™ (3M Company), utilizando placas EC (AOAC 991.14), e as de Staphylococcus aureus utilizando placas STX (AOAC 955.15). A quantificação de chumbo e cádmio foi realizada pela técnica ICP-OES e os aspectos higiênico-sanitários foram avaliados por meio da aplicação de uma lista de verificação (check list). Para as amostras in natura, a quantificação dos microrganismos estava dentro do limite permitido pela legislação. Já a análise química demonstrou que todas as amostras analisadas apresentaram concentrações de chumbo duas vezes e cádmio quatro vezes acima do permitido pela legislação, logo sob o ponto de vista sanitário as amostras in natura encontram-se impróprias ao consumo. As amostras processadas apresentaram alto índice de contaminação para todos os microrganismos pesquisados e os pontos de venda apresentaram inadequações com relação à conduta do manipulador, higienização do ambiente e condições de comercialização, destacando a comercialização a temperatura inadequada. Desta forma, ao analisar as amostras de M. guyanensis in natura e processadas, conclui-se que houve falhas no processamento do molusco e inadequações na comercialização, sendo necessário o monitoramento para o controle da poluição e realização de atividades educativas com os manipuladores para minimizar e combater os riscos de contaminação do bivalve, garantindo a saúde do consumidor.

  • MARCOS VINICIUS SILVA DE ANDRADE
  • “POTABILIDADE DA ÁGUA DISPONÍVEL PARA CONSUMO NOS AMBIENTES DE ENSINO DA CIDADE DE CRUZ DAS ALMAS - BAHIA” 

  • Data: 21/07/2016
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  • Andrade, M. V. S. Potabilidade da água disponível para consumo nos ambientes de ensino da cidade de Cruz das Almas – Bahia.


    A água é um elemento essencial à vida, a falta de cuidado em seu gerenciamento acaba por comprometer sua qualidade podendo trazer riscos à saúde humana, por meio das doenças que a água pode causar. Este estudo foi traçado objetivando avaliar a potabilidade da água disponibilizada ao consumo nos ambientes de ensino no município de Cruz das Almas-BA, no período seco e chuvoso, julgando sua qualidade em relação aos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos, baseados na portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde e nas resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº 396/2008, oferecendo assim subsídios para as autoridades sanitárias do presente município, no que se refere à qualidade da água utilizada por estes ambientes de ensino. O estudo foi realizado em vinte e cinco instituições públicas de ensino, coletando água em quatro pontos distintos: coleta de água na primeira torneira da rede de abastecimento ou da solução alternativa coletiva de abastecimento (1º ponto), reservatório principal (2º ponto), água da cozinha (3º ponto) e os principais bebedouros (4º ponto), além da coleta da informação sobre a fonte fornecedora dessa água. Foram considerados como parâmetros para avaliação da qualidade da água os parâmetros físicos (Cor, Turbidez), químicos (pH, Cloro Residual Livre, Oxigênio Dissolvido, Demanda Bioquímica de Oxigênio) e microbiológicos (Coliformes Totais, Escherichia coli, Enterococcus, Mesófilos, Psicotróficos). Das 25 instituições de ensino participativas do estudo, 14 destas as amostras foram provenientes de um sistema de abastecimento de água, em 9 de uma solução alternativa coletiva e 2 envolve as duas formas de abastecimento. Considerando os dois períodos de avaliação, para os coliformes totais, houve contaminação em cerca de 65,31% das amostras. Em 9 amostras verificou-se a presença de E. coli. Para os microrganismos enterococcus valores positivos foram vistos em 36,73% das amostras. No período seco foi possível visualizar maiores contagens de
    microrganismos mesófilos, quando comparados ao período chuvoso, em 34,69% das amostras as contagens foram acima do que ideal via legislação. Não houve variação aparente para a cor. Para a turbidez e o pH apenas em 2 instituições os valores foram irregulares com a legislação atuante. O OD somente em duas instituições no período seco obtiveram-se valores impróprios enquanto que para DBO estiveram numa faixa ideal. Embora algumas amostras tenham apresentado ausência de coliformes, as demais apresentaram contaminação bacteriana, existindo assim necessidade de práticas eficazes a fim de melhorar sua qualidade. Concluiu-se que o risco à saúde nas instituições de ensino do município de Cruz das Almas (BA) pode ser solucionado com o tratamento adequado da água, limpezas periódicas nos reservatórios, manutenção adequada das torneiras e filtros.

  • LIVIA SOUZA GUIMARÃES ROCHA E SILVA
  • "CONDIÇÕES MICROBIOLÓGICAS DO AMBIENTE E INSUMOS DE AVIÁRIOS E SUSCEPTIBILIDADE DE Escherichia coli A ANTIMICROBIANOS NATURAIS"

  • Orientador : ISABELLA DE MATOS MENDES DA SILVA
  • Data: 04/04/2016
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  • SILVA, L. S. G. R. CONDIÇÕES MICROBIOLÓGICAS DO AMBIENTE E INSUMOS DE AVIÁRIOS E SUSCEPTIBILIDADE DE Escherichia coli A ANTIMICROBIANOS NATURAIS.


    O trabalho objetivou determinar a população de Coliformes Totais e Escherichia coli (E. coli) em amostras de insumos e ambiente dos aviários, incluindo ração, água e cama, bem como a sensibilidade frente a antimicrobianos naturais. No perÍodo de julho a dezembro de 2014 foram coletadas 72 amostras de insumos e ambiente dos aviários, sendo verificada a população de Coliformes Totais e E. coli, pelo método rápido de contagem Petrifilm™ (3M Company), (AOAC 998.8) e nas amostras de água, por meio do método rápido cromogênico Readycult® (Merck). As amostras de E. coli foram analisadas quanto a presença dos genes de virulência iss e iutA, utilizando a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e submetidas a teste de sensibilidade antimicrobiana frente a compostos naturais. Para o teste de atividade antimicrobiana foram utilizados óleo essencial extraído de folhas e inflorescência de Lippia origanoides (Kunth) e extrato de Agave sisalana (Perrine), utilizando o teste de microdiluição em caldo proposto pelo CLSI (2003) com modificações. Os Coliformes Totais foram detectados em 82,85% das amostras do ambiente e insumos, com população entre 1,48 a 8,40 log UFC/g. Cepas de E.coli estavam presentes em ambiente e insumos em 71,42% das amostras, com população entre <0,95 a 7,79 log UFC/g. Dentre as amostras do ambiente e insumos dos aviários, a cama configurou-se como o local de maior contaminação microbiana apresentando média da população de 5,36 log UFC/g, seguido das amostras de ração do comedouro (3,00 log UFC/g), ração do depósito (2,60 log UFC/g) e água do bebedouro que esteve presente em 78,57% das amostras. Os genes iutA e iss foram detectados em 92,0% e 34,0% dos isolados de E. coli, respectivamente, obtendo-se de forma concomitante a presença dos genes de virulência em 34,0% dos isolados. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) apresentada pelo óleo essencial extraído
    15
    de folhas e inflorescência de L. origanoides foi de 0,54 mg.mL-1 para a E. coli patogênica isolada da lesão de celulite, fígado, água, ração e cama, considerada como bacteriostática. A CIM para a ATCC 25922 foi 1,09 mg.mL-1, avaliada como bacteriostática. A Concentração Bactericida Mínima (CBM) para os isolados da ração foi de 1,09 mg.mL-1, fígado, água e cama apresentaram CBM de 2,18 mg.mL-1, enquanto que os isolados de lesão de celulite e cepa padrão (ATCC 25922) apresentaram CBM de 4,37 mg.mL-1 e 8,75 mg.mL-1, respectivamente. Em contraposto, o extrato de sisal não apresentou atividade antibacteriana em nenhuma das concentrações avaliadas frente a todas as cepas estudas. Desta forma, considerando a presença de E. coli no processo produtivo de carne de frango, tendo em vista o seu potencial zoonótico, configura-se um risco para consumidores deste produto. Portanto, a utilização de folhas de L. origanoides no ambiente produtivo de carne de frango, possibilita a inibição e/ou redução da multiplicação microbiana, conferindo uma segurança ao consumidor final, além de caracterizar uma alternativa viável em substituição as medidas preventivas a partir de antimicrobianos sintéticos.

2015
Descrição
  • LUDMILLA FERREIRA CAJUHI ARAUJO
  • ”Fatores bióticos à incidência da fusariose do maracujá e à sobrevivência do agente causal”

     

  • Data: 12/11/2015
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  • RESUMO
    ARAÚJO, L.F.C. Fatores Bióticos de Risco à Incidência da Fusariose do
    Maracujazeiro e à Sobrevivência do Agente Causal. Cruz das Almas, 2015.
    Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do
    Recôncavo da Bahia.
    A murcha-de-fusário, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f.sp.
    passiflorae (FOP), é uma das principais doenças do maracujazeiro na região
    Nordeste do Brasil. A Bahia é o maior produtor do maracujá amarelo (Passiflora
    edulis Sims. f. flavicarpa Deg.). No entanto, a produção vem sendo baixa devido aos
    problemas fitossanitários. O patógeno pode sobreviver por longos períodos no solo,
    com estruturas de resistência (clamidósporos) e atividade saprofítica. Diante disso, a
    compreensão de fatores bióticos do solo que influenciam a sobrevivência do F.
    oxysporum torna-se indispensável para a adoção de medidas preventivas de
    controle desse patógeno. Em vista a inexistência de estudos nesta natureza,
    objetivou-se neste trabalho: (i) avaliar a relação de riscos entre os fatores bióticos e
    a incidência de fusariose do maracujá amarelo em plantios no estado da Bahia; (ii)
    avaliar o potencial de diferentes materiais vegetais na inibição da atividade
    saprofítica e na produção de clamidósporos. Para isso, 50 áreas com a ocorrência
    da doença foram amostradas, utilizando-se dois tipos de amostragem para as
    coletas, 21 amostras de solo não pareadas e 29 pareadas (coletada de plantas
    assintomáticas e coletada de plantas sintomáticas) na profundidade de 0-20 cm,
    provenientes das regiões Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio, Rio de
    Contas e Brumado (Itaquaraí), no Estado da Bahia. Foram realizadas análise do
    carbono da biomassa microbiana (C-BMS), respiração basal do solo (C-CO2),
    matéria orgânica (MO) e o coeficiente metabólico (qCO2). Para avaliar a
    supressividade, foram incorporadas 15g de folhas frescas dos dez diferentes
    materiais vegetais (MV) em bacias plásticas, contendo 250g de areia estéril, 0,52 mL
    de suspensão do patógeno e 70 discos do meio ágar-água, servindo como iscas
    para avaliar a atividade saprofítica do fungo. Por fim, as bacias foram revestidas com
    plástico filme e colocadas em BOD à temperatura de 25oC e fotoperíodo de 12 h.
    Após cinco e dez dias, retirou-se dez discos de cada tratamento e transferiou-se
    para placa de Petri contendo meio Komada, para avaliar o crescimento saprofítico
    do fungo. Após vinte dias avaliou-se o número de clamidósporos, macro e
    microconídios. Para avaliar o efeito dos cinco melhores extratos de folhas frescas no
    crescimento micelial (CM), adicionaram-se 100 μL sobre o meio BDA ajustando-se
    as concentrações finas para 2, 4, 6, e 8 g ml-1. No tratamento testemunha, continha
    água destilada estéril (ADE) sobre o meio. As placas foram incubadas a 25oC em
    fotoperíodo de 12 h, avaliando-se diariamente até que um dos tratamentos
    alcançassem a borda da placa. Para avaliar a produção de esporos, utilizou-se a
    mesma metodologia do CM, porém as placas foram avaliadas após vinte cinco dias
    a 25oC em escuro contínuo. As médias das 21 amostras não pareadas foram
    correlacionas com à incidência da doença em plantas. Nenhuma correlação foi
    significativa (p>0,15). A análise de componentes principais mostrou que as variáveis
    mais associadas à variância dos dados foram C-BMS, qCO2 e C-CO2. Por meio da
    análise de correlação canônica, observou-se que a correlação entre os dois grupos
    de variáveis (incidência em plantas com C-BMS, C-CO2 e qCO2) explicariam apenas
    ~19% da variação dos dados. A análise discriminante com aquelas variáveis não foi
    capaz de discriminar áreas com maior e menor incidência da fusariose. Para as
    amostras pareadas (cpa e cps), nenhuma das variáveis (C-BMS, C-CO2, qCO2 e
    MO), apresentou diferenças significativas entre os grupos pelo teste de Mann-
    Whitney a p=0,05. Em relação a incorporação dos MV, após quatro dias de
    incubação, 100% das iscas foram colonizadas. Houve diferença significativa para
    produção de esporos, pelo teste de Tukey (p<0,01), para todos os materiais vegetais
    incorporados no solo. A incorporação das espécies B, C, D e I inibiu a produção de
    clamidósporos do patógeno. Na presença dos diferentes extratos foliares, ajustaramse
    os modelos matemáticos para CM e produção de esporos (PE). O extrato B na
    maior concentração testada, retardou o crescimento micelial, levando mais dias que
    a testemunha para alcançar 50% do crescimento. Para atingir 5% e 95% da área
    total, os extratos B e C proporcionaram taxa de crescimento mais lento em relação a
    testemunha. Em relação ao parâmetro b, o extrato C na concentração máxima
    apresentou transição mais lenta. Em relação a produção de esporos, constatou-se
    apenas produção de microconídios para todos os tratamentos, no entanto os
    tratamentos não apresentaram diferenças significativas em função dos extratos e
    das concentrações empregadas.

  • ADRIANA PEREIRA SAMPAIO
  • "Avaliação microbiológica e química de acarajés comercializados na cidade de Cruz das Almas, Bahia"

  • Data: 30/10/2015
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  • "

    RESUMO
    SAMPAIO, A. P. Avaliação microbiológica e química de acarajés comercializados na cidade de Cruz das Almas, Bahia
    O acarajé é um produto bastante apreciado na Bahia, pela população local e pelos visitantes. Entretanto, o consumo do acarajé pode oferecer riscos à saúde da população, quando preparados ou comercializados em condições higienicossanitárias inadequadas. O azeite de dendê por sua vez, quando submetido ao processo de fritura pode sofrer alterações físico e químicas, tais como, alteração na cor e odor, aumento da viscosidade, além da formação de compostos tóxicos, podendo torná-lo inadequado para o consumo. Assim, esse estudo teve como objetivo avaliar as condições higienicossanitárias do acarajé e seus complementos comercializados em Cruz das Almas, Recôncavo da Bahia bem como os parâmetros químicos do azeite de dendê utilizado na fritura do acarajé. Foram amostrados 16 pontos de venda de acarajé, sendo 12 bares/quiosques e 04 tabuleiros perfazendo um total de 48 amostras para cada item analisado (bolinho de acarajé, vatapá, salada de tomate e camarão). As condições higienicossanitárias foram analisadas por meio de checklist de acordo com a Resolução RDC/275/216. Foram quantificadas as bactérias cultiváveis aeróbias mesófilas, coliformes a 35°C e a 45°C, Bacillus cereus, estafilococos coagulase positiva e a presença de Escherichia coli e Salmonella spp.. Também foram avaliados o índice de acidez, índice de peróxido e o índice de saponificação do azeite de dendê. Não conformidade foi observada ao requisito higiene pessoal dos manipuladores em 87,5% dos bares/quiosques e em 100% dos tabuleiros e em 93,7% dos bares/quiosques para o item qualidade das instalações e equipamentos. Para o requisito higienização de utensílios e equipamentos e exposição do alimento preparado ao consumo, foi constatada não conformidade em 100% dos pontos de venda. Elevadas contagens de mesófilos foram verificadas para a salada e o camarão, embora apenas as amostras de vatapá comercializadas em bares/quiosques diferiram estatisticamente das comercializadas em tabuleiros. Coliformes a 35°C e 45°C não diferiu estatisticamente entre as amostras de bares/quiosques das de tabuleiros. Para Staphylococcus spp. as amostras de camarão e salada diferiram estatisticamente
    entre os dois tipos de pontos de venda. Em 31% das amostras de camarão e em 25% das amostras de saladas, estafilococos coagulase positiva se encontravam acima do limite máximo estabelecido pela legislação brasileira (5x102 e 10³ UFC g-1, respectivamente). Não foi observada a presença de Escherichia coli e Bacillus cereus. Salmonella spp. foi verificada em 6,25% das amostras de vatapá e em 12,5% das amostras de salada nos pontos de bares/quiosques. Quanto ao óleo de fritura, o índice de acidez se encontrava acima do limite permitido em 50% das amostras do azeite de dendê e em 100% para o índice de saponificação. Apenas o índice de peróxido atendeu o preconizado na legislação. As condições higienicossanitárias e físico estrutural dos pontos de venda de acarajé em Cruz das Almas são precárias, o que compromete a inocuidade dos alimentos. Além disso, o azeite de dendê usado na fritura do acarajé encontra-se inadequado para o uso, uma vez que os parâmetros químicos avaliados apontam que as amostras são reutilizadas diversas vezes, o que pode resultar em riscos à saúde dos consumidores.

  • ALESSANDRA SANTANA SILVA
  •  

    "CONDIÇÕES HIGIENICOSSANITÁRIAS DA CARNE BOVINA IN NATURA COMERCIALIZADA NA FEIRA LIVRE DO MUNICÍPIO DE JIQUIRIÇÁ E O USO DE QUITOSANA COMO ANTIMICROBIANO NATURAL"

  • Data: 30/10/2015
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  • RESUMO
    SILVA, A. S. CONDIÇÕES HIGIENICOSSANITÁRIAS DA CARNE BOVINA IN NATURA COMERCIALIZADA NA FEIRA LIVRE DO MUNICÍPIO DE JIQUIRIÇÁ E O USO DE QUITOSANA COMO ANTIMICROBIANO NATURAL


    O presente trabalho teve como objetivo avaliar as condições sanitárias da carne
    bovina in natura comercializada na feira livre do município de Jiquiriçá – Bahia, e
    testar o efeito da quitosana como antimicrobiano natural para o controle
    microbiológico do alimento. Para tanto, 10 boxes de vendas de carne foram
    selecionados, nos quais se avaliou os aspectos higienicossanitários e a qualidade
    microbiológica de 30 amostras de carne bovina in natura. Também foi verificado o
    efeito antimicrobiano do polímero de quitosana in vitro e adicionado em bifes de
    carne bovina. Em todos os pontos de venda, as carnes se encontravam expostas
    em temperatura ambiente, sendo que 78,9% dos itens referentes à
    comercialização e exposição das carnes, estavam em desacordo com a RDC n°
    275 de 21 de outubro de 2002 e RDC n°216, de 15 de setembro de 2004, da
    ANVISA. Todas as amostras apresentaram contaminação por estafilococos
    coagulase positiva, com contagens de 3,8 a 6,1 log UFC/g. Salmonella spp. foi
    isolada em 30% das amostras estudadas e Listeria monocytogenes em 26,66%. A
    avaliação da atividade antimicrobiana in vitro de filmes de quitosana nas
    concentrações de 1%, 1,5% e 2%, mostrou que a concentração de 2% de
    quitosana apresentou maior capacidade inibitória, frente às cepas bacterianas
    testadas (Escherichia coli, L. monocytogenes, Salmonella enterica,
    Staphylococcus aureus). Os bifes de carne bovina tratados com solução de
    quitosana a 2% apresentaram redução da carga microbiana de 6 log UFC/g para
    todas as bactérias patogênicas testadas quando comparadas com as amostras
    controles. A carne bovina comercializada na feira livre de Jiquiriçá – Bahia
    apresenta baixa qualidade microbiológica devido às más condições
    higienicossanitárias em que é comercializada, podendo constituir um risco à
    saúde dos consumidores. Entretanto, o uso de revestimento com quitosana pode
    ser uma alternativa para minimizar a proliferação microbiológica devido a sua
    eficiência como antimicrobiano natural.

2014
Descrição
  • ADRIANA FIUZA DOS SANTOS SILVA
  • "IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR PARCIAL DE BEGOMOVÍRUS INFECTANDO Manihot esculenta E PLANTAS DANINHAS ASSOCIADAS À CULTURA"

  • Data: 29/01/2014
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  • RESUMO
    SILVA, A. F. S. Identificação molecular parcial de begomovírus infectando Manihot esculenta e plantas daninhas associadas à cultura.
    O gênero Begomovirus (Fam. Geminiviridae) engloba espécies de vírus que possuem o genoma composto de DNA fita simples circular. Os begomovírus são de grande importância econômica em função das elevadas perdas causadas, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Além disso, diversas espécies de begomovírus já foram isolados de plantas daninhas, que podem funcionar como um reservatório natural de begomovírus para as plantas cultivadas. As doenças causadas por begomovírus no Brasil têm atingindo níveis crescentes de incidência e severidade devido a gama de hospedeiros do biótipo B da mosca-branca (Bemisia tabaci), o que facilita a transferência de begomovírus de plantas daninhas às cultivadas. Foram identificadas quatro plantas de mandioca pertencentes aos acessos 90, 520, 1209 e 1363 do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da Embrapa Mandioca e Fruticultura (CNPMF), com begomovirus. A presença de begomovÍrus em mandioca no Brasil se configura em fato ainda não reportado, fazendo-se necessário a sua caracterização. A sequência parcial do DNA-A dos isolados obtidos destas plantas indicou a presença de duas espécies. Os isolados BGV-90 e BGV-1209 apresentram 93 e 95% de identidade com o Leonurus mosaic virus (LeMV) e os isolados BGV-520 e BGV-1363 apresentram 95 e 90% de identidade com o Passionfruit severe leaf deform virus (PSLDV). A identificação molecular parcial de begomovirus em plantas daninhas associadas à cultura da mandioca indicou a presença de seis espécies diferentes já descritas no Brasil, e dois isolados, P-175 e P-271 representam possíveis novas espécies. A detecção do LeMV em plantas de Leonurus e em duas espécies de maracujá evidencia que o vírus está presente tanto em plantas cultivadas quanto em daninhas. Além disso, as análises mostraram que o maracujá, pode ser hospedeiro tanto do LeMV quanto do PSLDV.

2013
Descrição
  • VALTER CRUZ MAGALHAES
  • USO DE ISOLADOS BACTERIANOS NO CONTROLE DA PODRIDÃO VERMELHA DO SISAL

  • Data: 05/12/2013
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  • MAGALHÃES, V. C.; SOARES, A. C. F.; MARBACH, P. A. S. O sisal e a podridão vermelha: potencial do uso de bactérias como agentes de biocontrole. Cruz das Almas, 2013. 87 p. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O sisal possui grande interesse econômico para o Brasil, por ser uma excelente opção de cultivo frente às condições climáticas do semiárido. O Brasil é o maior produtor mundial e os estados da Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará são os principais produtores nacionais com 96,2%, 3,25%, 0,34 e 0,16% da produção, respectivamente. A fibra do sisal representa cerca de 80 milhões de dólares em divisas para o Brasil, além de gerar mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos por meio da sua cadeia produtiva. No entanto os problemas de origem fitossanitários têm causado o declínio desta cultura. A podridão vermelha do sisal, causada pelo fungo Aspergillus niger, é a principal causa da decadência da cultura. Plantas afetadas por essa doença não se prestam ao desfibramento e morrem com o progresso da doença. Até o momento, não há descrito nenhum tipo de tratamento e a doença é fatal para a cultura. Neste contexto, o controle biológico é uma alternativa viável e o uso de bactérias é amplamente utilizado no controle de fitopatógenos. Portanto, neste capítulo foram revisados aspectos importantes da cultura do sisal. Por constituir um fator extremamente limitante no desenvolvimento da cultura do sisal, os aspectos fitossanitários são abordados, sendo dada uma atenção especial ao gênero Aspergillus. No trabalho são discutidos também diversos aspectos referentes ao controle biológico de doenças de plantas, com um enfoque especial para utilização de bactérias.

  • VALTER CRUZ MAGALHAES
  • USO DE ISOLADOS BACTERIANOS NO CONTROLE DA PODRIDÃO VERMELHA DO SISAL

  • Data: 05/12/2013
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  • MAGALHÃES, V. C.; SOARES, A. C. F.; MARBACH, P. A. S. O sisal e a podridão vermelha: potencial do uso de bactérias como agentes de biocontrole. Cruz das Almas, 2013. 87 p. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola). Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O sisal possui grande interesse econômico para o Brasil, por ser uma excelente opção de cultivo frente às condições climáticas do semiárido. O Brasil é o maior produtor mundial e os estados da Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará são os principais produtores nacionais com 96,2%, 3,25%, 0,34 e 0,16% da produção, respectivamente. A fibra do sisal representa cerca de 80 milhões de dólares em divisas para o Brasil, além de gerar mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos por meio da sua cadeia produtiva. No entanto os problemas de origem fitossanitários têm causado o declínio desta cultura. A podridão vermelha do sisal, causada pelo fungo Aspergillus niger, é a principal causa da decadência da cultura. Plantas afetadas por essa doença não se prestam ao desfibramento e morrem com o progresso da doença. Até o momento, não há descrito nenhum tipo de tratamento e a doença é fatal para a cultura. Neste contexto, o controle biológico é uma alternativa viável e o uso de bactérias é amplamente utilizado no controle de fitopatógenos. Portanto, neste capítulo foram revisados aspectos importantes da cultura do sisal. Por constituir um fator extremamente limitante no desenvolvimento da cultura do sisal, os aspectos fitossanitários são abordados, sendo dada uma atenção especial ao gênero Aspergillus. No trabalho são discutidos também diversos aspectos referentes ao controle biológico de doenças de plantas, com um enfoque especial para utilização de bactérias.

  • HELIAB BOMFIM NUNES
  • Diversidade de Fungos Microrrízicos Arbusculares e Promoção do Crescimento de Plantas de Algodoeiro"

  • Data: 21/05/2013
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  • NUNES, H. B. FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES (Glomeromycota) NA CULTURA DO ALGODOEIRO (Gossypium hirsutum L.) NO OESTE DA BAHIA
    RESUMO: O algodoeiro é cultivado para a produção de fibras naturais e de óleo, com enorme importância econômica no Brasil. Os sistemas intensivos de produção de algodão na região Oeste da Bahia podem impactar as comunidades de microrganismos do solo, pois, a cultura tem elevada dependência por insumos agrícolas industrializados. Esses insumos aumentam o custo de produção e promovem alterações na microbiota do solo, a exemplo dos fungos micorrízicos arbusculares (FMA), que tem um papel significativo na sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência do cultivo do algodoeiro sobre as populações nativas de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) na Região Oeste da Bahia e a eficiência dessas populações nativas de FMA em promover o crescimento de plantas de algodoeiro. As amostras de solo foram coletadas em áreas de cultivo de algodoeiro em sistema de produção empresarial, em áreas de Cerrado nativo, em áreas de cultivo de algodoeiro colorido em sistema de agricultura familiar, e em mata subcaducifólia nativa, localizados em três municípios da Região Oeste da Bahia. Foram realizadas as análises químicas do solo, as extrações de esporos de FMA e montagem de lâminas para identificação das espécies e a montagem de culturas armadilha, para todas as amostras de solo. As culturas armadilha foram mantidas em casa de vegetação com Brachiaria decumbens como planta hospedeira, por um ano. Fez-se a extração de esporos e montagem de lâminas, para identificação de FMA. O primeiro experimento foi instalado com solo da região de Cerrado e a variedade de algodoeiro BRS 336, sendo avaliadas seis populações de FMA provenientes de áreas de Cerrado nativo e áreas de cultivo de algodoeiro da região Oeste da Bahia e um inóculo de Paraglomus occultum. No segundo experimento foi realizada nova semeadura com sementes da
    variedade BRS 336 nos vasos contendo o solo do primeiro experimento, sem a reinoculação de FMA, visando avaliar o efeito residual da inoculação com FMA em um segundo cultivo. O terceiro experimento foi instalado com a variedade de algodoeiro de pluma colorida BRS Safira, em solo da região de Vale, avaliando-se quatro populações de FMA de Mata Subcaducifólia e de áreas de cultivo de algodoeiro de pluma colorida, além de Paraglomus occultum. Sessenta dias após o plantio foram avaliadas as variáveis altura de plantas, massa fresca e seca da parte aérea, massa fresca das raízes e colonização radicular. Foram observadas espécies de FMA distribuídas em todas as ordens, sendo identificadas 34 espécies de FMA. As espécies mais frequentes foram do gênero Acaulospora (10 espécies), seguida do gênero Glomus (8 espécies), Dentiscutata (3 espécies), Ambispora, Pacispora e Scutellospora, (2 espécies). Também foram identificadas as espécie Clroideoglomus etunicatum, Diversispora sp., Entrophospora infrequens, Gigaspora sp., Orbispora pernambucana, Paradentiscutata maritima e Paraglomus occultum. Para a variedade BRS 336, somente as populações de FMA nativas foram eficientes em promover o crescimento das plantas. Para a variedade de pluma colorida, tanto as populações nativas quanto Paraglomus occultum foram eficientes em promover o crescimento das plantas. As populações nativas de FMA foram eficientes na promoção de crescimento do algodoeiro nesses solos.

2012
Descrição
  • ADRIANA FREITAS PEREIRA
  • QUALIDADE MICROBIOLÓGICA E SUSCETIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE MARISCOS PROVENIENTES DE MARAGOGIPE, BAHIA

  • Data: 27/01/2012
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  • RESUMO PEREIRA, A. F. Qualidade microbiológica e suscetibilidade antimicrobiana de mariscos provenientes de Maragogipe, Bahia O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade microbiológica da ostra (Crassostrea rhizophorae) e sururu (Mytella guyanensis) in natura e da carne de siri (Callinectes spp.) processada e comercializada em Maragogipe, Bahia, através da quantificação de coliformes a 35°C e a 45ºC e presença de Salmonella spp., bem como avaliar o perfil de suscetibilidade antimicrobiana dos micro-organismos isolados. Salmonella também foi pesquisada nas mãos dos manipuladores que processavam os mariscos. O número de coliformes a 35ºC nas amostras de ostra, sururu e carne de siri variou de 22 a 13.000, 3.300 a > 160.000 e 4,5 a 16.000 NMP.g-1 e para coliformes a 45°C de < 1,8 a 4.600, 17 a 160.000 e < 1,8 a 1.100 NMP.g-1, respectivamente. Amostras de ostra e sururu foram impróprias para o consumo em 33,3% (4/12) e 66,6% (8/12), segundo padrões internacionais (EU SQAP). Na carne de siri, 16,7% (2/12) das amostras excederam o limite previsto na RDC 12/ANVISA, Brasil. Escherichia coli foi isolada em 75% (9/12), 100% (12/12) e 50% (6/12) das amostras de ostra, sururu e siri, respectivamente. Salmonella spp. foi isolada em 8,3% (1/12) das amostras de ostra e siri e em 15,4% (6/39) dos manipuladores. 59,3% (16/27) das E. coli isoladas dos moluscos apresentaram resistência a pelo menos um dos 12 antimicrobianos usados, enquanto os isolados do siri foram suscetíveis a todos estes. A cepa de Salmonella spp. isolada do siri apresentou sensibilidade a maioria dos antimicrobianos e perfil de multirresistência a tetraciclina e nitrofurantoína. Multirresistência a ampicilina e cefalotina foi observada nas cepas provenientes dos manipuladores (90,9%) e nas cepas da ostra (100%). Assim, conclui-se que os mariscos, em sua maioria, não são alimentos seguros do ponto de vista da saúde pública, podendo veicular ainda estirpes com perfil de resistência a diferentes antimicrobianos

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