Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • FABRICIO CHAGAS SOBRINHO
  • AVALIAÇÃO MORFOMÉTRICA DE Varroa destructor ASSOCIADO À Apis mellifera E O IMPACTO DO VÍRUS DEFORMADOR DA ASA NA MORFOMÉTRIA DE Melipona subnitida

  • Orientador : FABIANE DE LIMA SILVA
  • Data: 16/10/2020
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  •  A criação da abelha Apis mellifera é de elevada importância no cenário agropecuário mundial, gerando renda para produtores e garantido a polinização de espécies agrícolas e silvestres. Entretanto, nos últimos anos o número de colônias perdidas foi expressivo, sendo que uma das prováveis causas são os parasitas, como o ácaro Varroa destructor, tanto pelos danos diretos de sugar a hemolinfa das abelhas, como pelo seu potencial de transmissão de vírus patogênicos. Alguns desses vírus também são encontrados em outras abelhas sociais, como Melipona subnitida. Este trabalho teve como objetivo determinar as variações morfométricas de Varroa destructor de diferentes municípios do Nordeste brasileiro e investigar se há alterações na simetria de asas de M. subnitida infectada com diversas variantes do vírus deformador da asa (DWV). Houve diferenças estatísticas entre as populações do ácaro quanto à forma (P< 0,05), sendo que as populações que mais diferiram das demais foram as oriundas de Cândido Sales/BA - Rafael Jambeiro/BA (região ingnal) e Areial/PB – Barra/BA (região genitoventral) pela AVC e Validação Cruzadas. Também foram encontradas diferenças entre os ácaros de diferentes populações com relação ao tamanho (P<0,05) pelo teste de Kruskal Wallis. Os menores indivíduos foram coletados em Maracas/BA e os maiores em Barra/BA, com base na região inguinal. Para a região genitoventral, os menores em Rafael Jambeiro/BA e os maiores foram encontrados no município de Areial/PB. Houve diferença estatística na avaliação da assimetria em M. subnitida, contudo não foi encontrada significância em função das variantes do vírus DWV. 

  • VANESSA FERREIRA DE JESUS
  • Lippia alba (Mill) N. Bronw ASSOSCIADA ao Trichoderma spp.: BIOMASSA, ÓLEO ESSENCIAL E ATIVIDADE ANTIFÚNGICA 

  • Orientador : FRANCELI DA SILVA
  • Data: 30/09/2020
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  • Este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito da aplicação de Trichoderma na produção de biomassa, teor e composição química do óleo essencial de Lippia alba. Dois experimentos foram realizados, um em casa de vegetação a fim de avaliar a produção de mudas, e outro para avaliar a produtividade das plantas cultivadas no campo. Para a propagação das mudas estacas foram coletadas de plantas matrizes situadas no campo experimental do CCAAB da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, após o enraizamento em tubetes contendo uma mistura solo, substrato comercial e húmus, as plantas foram transplantadas para sacos de polietileno contendo o mesmo substrato mais o tratamento. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, sendo 3 isolados de Trichoderma e o controle, com 4 blocos, cada parcela experimental era composta por 10 mudas, totalizando 160. Quinzenalmente era feita a inoculação da suspensão de esporos sendo 10 mL numa concentração de 107 conídios/mL dos isolados de Trichoderma na base da planta, até 75 após o transplante, totalizando 5 inoculações, onde foi realizada a coleta de dados. Para o cultivo das plantas em campo, as mudas foram propagadas como citado acima, onde foi realizado o pré-tratamento, após 30 dias de incubação após o transplante, as mudas foram levadas para o campo, e plantadas em canteiros com aproximadamente 15m², no espaçamento 1m x 0,5m, e mantidas sob sombrite e com irrigações manuais até a sua estabilização, o delineamento seguiu o do experimento 1, porém com 6 plantas por unidade experimental, totalizando 96 plantas. As aplicações do Trichoderma seguiu a do experimento acima, porém numa concentração de 10conídios/mL, realizado no período da manhã na base das plantas, até 150 dias após o plantio no campo. A coleta de dados de ambos os experimentos foi realizados avaliando características fitotécnicas e realização da extração do óleo essencial das mudas de Lippia alba frescas e secas, e das plantas em campo a extração do óleo foi realizado das folhas secas. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey com o auxilio do programa R® versão 3.6.1. Pelos resultados obtidos, foi possível observar que os isolados de Trichoderma promoveu o incremento na massa fresca das folhas, porém foi superior nas plantas do controle, para massa seca do caule houve incremento de carbono nas mudas que foram tratadas com os isolados TCS85 seguido do TCS 29. Os isolados de Trichoderma fizeram com que a planta se adaptasse ao ambiente, reduzindo o teor do óleo essencial. O processo de secagem reduz significamente a quantidade de óleo essencial presente nas folhas das mudas de Lippia alba. No cultivo em campo, foi possível validar que os isolados de Trichoderma produziu um maior numero de hastes, consequentemente maior numero de folhas, e a aplicação do isolado TCS29 foi o mais estimulou a produção de raízes

  • CANDICE NOBREGA CARNEIRO
  • AVALIAÇÃO DE ESPÉCIES QUÍMICAS INORGÂNICAS E COMPOSTOS

    BIOATIVOS EM VINHOS

  • Data: 06/07/2020
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  • O vinho é uma bebida consumida em todo mundo e produzida em
    diversas regiões. A composição química dos vinhos é influenciada por diversos
    fatores como técnicas enológicas, variedade das uvas e sua origem, fatores
    climáticos e técnicas do manejo produtivo. Tem sido recomendado o consumo
    moderado de vinho devido aos efeitos como a prevenção a doenças coronárias,
    atividade antioxidante, anti-inflamatória e anticancerígena. O presente trabalho tem
    foco no estudo da composição química e de bioativos, compreendendo compostos
    fenólicos e melatonina em vinhos. Foi otimizado um método simples, rápido,
    preciso, exato, com baixo custo operacional e baixos limites de detecção e
    quantificação para determinação multielementar por espectrometria de emissão
    óptica com plasma induzido por micro-ondas em amostras de vinhos do Vale do São
    Francisco, região nordeste do Brasil. Foram utilizados mapas auto-organizáveis de
    Kohonen para análise não supervisionada de agrupamentos a fim de discriminar
    vinhos produzidos no Vale do São Francisco e vinhos argentinos produzidos na
    região de Mendoza utilizando a composição elementar. Os vinhos brasileiros foram
    classificados em um grupo, enquanto que os vinhos argentinos formaram outro
    agrupamentos. No estudo dos compostos bioativos, foram determinados ácido
    elágico, ácido vanílico, ácido siríngico, quercetina e melatonina por cromatografia
    líquida de alta eficiência em vinhos provenientes do Brasil e da Argentina. Uma
    análise exploratória dos dados foi realizada e os vinhos foram classificados em dois
    grupos conforme região de origem.

  • GEAN CARLO SOARES CAPINAN
  • GENÓTIPOS DE Ricinus communis L. PROMISSORES NO
    DESENVOLVIMENTO DE NOVAS CULTIVARES

  • Data: 28/05/2020
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  • Esse trabalho baseia-se na avaliação de 497 linhagens de mamoneira,
    observando o nível de entropia para os caracteres morfoagronômicos com o uso
    do coeficiente de Rényi, estimativa dos parâmetros genéticos, avaliação das
    correlações existentes entre os caracteres, seleção de genótipos pelo índice de
    Mulamba e Mock e a caracterização molecular, visando selecionar constituições
    elites e divergentes. Foram desenvolvidas hibridações direcionadas com
    genótipos superiores e divergentes para caracteres de interesse do programa de
    melhoramento genético da espécie. Os parentais UFRB36, UFRB122, UFRB160,
    UFRB176, UFRB193, UFRB248 e UFRB255, e as sementes das cinco famílias
    F01, F02, F03, F04 e F05, resultantes das hibridações direcionadas na população
    F1, sendo: F01: (UFRB176 / UFRB248), F02: (UFRB255 / UFRB122), F03:
    (UFRB176 / UFRB193), F04: (UFRB36 X UFRB176) e F05: (UFRB160 X
    UFRB176), passaram a compor a população de estudo. O ensaio foi instalado na
    área experimental do NBIO do CCAAB/UFRB no município de Cruz das Almas.
    Com a mensuração dos caracteres qualitativos foi possível estimar o nível de
    entropia pelo procedimento de Rènyie, estabelecer a dissimilaridade genética pelo
    índice de coincidência simples, e efetuar o agrupamento pelo método de Tocher,
    realizando concomitantemente uma análise de variância para os dados
    quantitativos. Dentre os 35 descritores qualitativos, aqueles que apresentaram
    maiores entropias foram: coloração do caule, forma do racemo, número de
    racemos colhidos, coloração principal das sementes, tipo de coloração secundária
    das sementes e peso de cem sementes, possibilitando constatar a variabilidade
    da população e formação de 68 grupos distintos em função da similaridade
    genética intragrupo. A análise de variância realizada para os 12 caracteres
    quantitativos, revelou diferença significativa para todos os caracteres avaliados,
    evidenciando com esses resultados a superioridade para algumas famílias
    hibridas, assim como para alguns parentais com grande potencial de exploração.
    Os caracteres florescimento (FLO), estatura da planta (EP), número de sementes
    por planta (NSP), peso de sementes por planta (PSP), peso de 100 sementes
    (P100) e teor de óleo na semente (TOS), por apresentarem maior interesse para a

    cultura, bem como herdabilidade superior a 50% em todas as famílias, foram
    suficientes para indicar 99 genótipos superiores, dentre os 497 avaliados, com
    base no índice de seleção de Mulamba e Mock (1978). Uma correlação positiva
    significativa foi observada entre a estatura de plantas e peso de cem sementes
    em algumas famílias, bem como peso de semente por planta ao se relacionar
    com o peso de cem sementes, número de sementes por planta e ao peso de cem
    sementes. O florescimento com número e peso de sementes por planta,
    apresentaram uma correlação negativa, porém significativa. Dentre os 35
    marcadores moleculares do tipo SSR (Simple Sequencie repet) testados, 17 deles
    revelaram-se com maior índice de polimorfismo sendo usados nesse estudo, com
    PIC variando de 0.639 a 0.956, revelando número total de alelos de 05 a 25,
    Heterozigosidade observada compreendida entre 0.694 a 0.944 e o nível de
    endogamia apresentou valores de 0.05 a 0.44. A análise conjunta de dados
    moleculares com teor de óleo, possibilitou a seleção de 44 genótipos com elevado
    teor de óleo e simultaneamente divergentes, contribuindo com o programa de
    melhoramento, possibilitando novas avaliações e afirmação daqueles melhores
    genótipos a comporem a população melhorada do programa de melhoramento da
    espécie.

  • CARINE MASCENA PEIXOTO
  • PATÓGENOS E PARASITAS ASSOCIADOS À ABELHA
    AFRICANIZADA Apis mellifera LINNAEUS, 1758
    (HYMENOPTERA - APIDAE) NO BRASIL

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 28/02/2020
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  • Perdas de colônias de Apis mellifera causadas pelo parasitismo de ácaros
    e por doenças virais têm sido reportadas em vários países. Para avaliar a
    distribuição e possível impacto que esses organismos e microrganismos podem
    causar em abelhas africanizadas, estudos sobre a detecção e nível de parasitismo
    são essenciais. Assim, este trabalho objetivou avaliar a presença de parasitas e
    patógenos em A. mellifera no Brasil. Amostras de abelhas adultas provenientes de
    15 estados brasileiros foram avaliadas para a presença dos ácaros Acarapis woodi
    (via dissecação de abelhas e por reação em cadeia da polimerase) e Varroa
    destructor (por detecção mecânica; para este último foi ainda avaliado o nível e
    influencia dos fatores climáticos sobre o parasitismo), além de sete viroses (por meio
    de transcriptase reversa seguida de reação em cadeia da polimerase) (vírus
    deformador de asas – DWV, paralisia aguda – ABPV, Israelense da paralisia aguda
    – IAPV, paralisia crônica – CBPV, realeira negra – BQCV, Kashmir – KBV e cria
    ensacada – SBV). O ácaro A. woodi não foi encontrado nas abelhas africanizadas
    estudadas. Já o V. destructor foi detectado em 86,2% das amostras avaliadas em
    todas as regiões brasileiras, com nível de parasitismo igual a 3,8%. Àreas com
    menores temperaturas tendem a apresentar colônias com maior nível de
    parasitismo. Com relação às viroses, 75% das amostras de abelhas estudadas
    apresentaram resultados positivos para os vírus ABPV (76,2%), IAPV (73%), DWV
    (41,3%), CBPV (22,2%) e BQCV (17,5%), sendo que destas, 80% apresentaram
    múltipla infecção viral. Assim, considerando a presença e dispersão do ácaro V.
    destructor, bem como das viroses detectadas em todas as regiões brasileiras em
    colônias de abelhas africanizadas, o manejo adequado e monitoramento frequente
    são ações essenciais para detectar mudanças nas colônias e bucar soluções
    mitigadoras para evitar a perda destas, o que pode acarretar em danos ecológicos e
    econômicos para os apicultores e produtores agrícolas.

2019
Descrição
  • LUCAS DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • DESEMPENHO HORTICULTURAL E SELEÇÃO DE VARIEDADES COPAS E PORTA-ENXERTOS HÍBRIDOS DE CITROS NOS TABULEIROS COSTEIROS

  • Data: 29/11/2019
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  • A variedade copa e o porta-enxerto que prevalecem no Nordeste brasileiro, respectivamente, são a laranjeira ‘Pera CNPMF D-6’, devido ao ótimo desempenho produtivo, e o limoeiro ‘Cravo’, pois é tolerante à seca e à Tristeza dos citros. Novos porta-enxertos adaptados às condições de cultivo da região são demandados para reduzir o risco fitossanitário de se usar uma única variedade. Ainda, com o intuito de aumentar a diversidade de frutos cítricos para atender ao mercado regional, as tangerinas e seus híbridos podem ser uma alternativa para elevar a renda do produtor. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho horticultural e índices para a seleção de variedades copas e porta-enxertos híbridos de citros nos Tabuleiros Costeiros. A área experimental foi situada no município de Umbaúba-SE. No primeiro e segundo capítulos, o plantio foi realizado em 2013 e a variedade copa utilizada foi a laranjeira ‘Pera CNPMF D-6’ enxertada em 29 porta-enxertos, sendo que, desses, o limoeiro ‘Cravo’ foi o tratamento controle. No primeiro capítulo, Dentre os porta-enxertos avaliados, o limoeiro ‘Cravo Santa Cruz’ e a tangerineira ‘Sunki Tropical’ induziram maiores produções que o limoeiro ‘Cravo’ comum, à copa de laranjeira ‘Pera D-6’, até sexto ano de plantio em Umbaúba-SE em condições de sequeiro. Os porta-enxertos HTR 070, 083 e 127, TSKC x (TR x LCR) -073 e -059, TSKC x CTQT 1439 -004, LVK x LCR -038, LVK x LVA -09 se destacaram, induzindo boas concentrações de sólidos solúveis e vitamina C aos frutos da laranjeira ‘Pera CNPMF D-6’, importantes fatores na comercialização dos frutos in natura e destinados à indústria. Esses novos materiais apresentam potencial de uso como porta-enxertos alternativos para a laranjeira ‘Pera D-6’ em cultivo de sequeiro nos Tabuleiros Costeiros do Nordeste brasileiro. No segundo capítulo, aplicaram-se dois índices de seleção não paramétricos (soma de postos e multiplicativo) usando as médias das variáveis dos porta-enxertos avaliados no primeiro capítulo, visando a
    11
    classificação dos genótipos. Os índices multiplicativo e de soma de postos são eficientes em classificar porta-enxertos híbridos de citros mais promissores para laranjeira Pera ‘CNPMF D-6’: LVK x LCR-038, TSKC x (TR x LCR) -073, limoeiro ‘Cravo Santa Cruz’, TSKC x CTQT -1439 -004, TSKFL x CTC-13-005, LVK x LVA-09 e LCR x TR -001, constituindo alternativas potenciais ao limoeiro ‘Cravo’ comum. Os índices avaliados foram altamente correlacionados e podem ser usados como critério auxiliar de seleção em programas de melhoramento genético de porta-enxertos de citros. No terceiro capítulo, um pomar foi implantado em 2008 com quatro híbridos de tangerineiras (‘Piemonte’, ‘Murcott’, ‘Page’ e ‘Nova’), enxertados em limoeiro ‘Cravo’ em cultivo de sequeiro usando espaçamento 6 m x 3 m. O tangor ‘Piemonte’ é mais produtivo que o tangor ‘Murcott’ e os tangelos ‘Nova’ e ‘Page’, nas condições avaliadas em Umbaúba-SE, até o décimo primeiro ano de plantio. Para a qualidade dos frutos, o tangor ‘Piemonte’ e os tangelos ‘Page’ e ‘Nova’ podem ser indicadas tanto para o consumo in natura quanto para a indústria, pois obtiveram resultados superiores para sólidos sóluveis, ‘ratio’ e vitamina C em relação ao tangor ‘Murcott’. O índice de soma de postos classificou o tangor ‘Piemonte’ como o mais bem posicionado em relação ao tangor ‘Murcott’ e os tangelos ‘Nova’ e ‘Page’, no conjunto das variáveis avaliadas

  • ROSANE CARDOSO DOS SANTOS DIAS
  • PROPAGAÇÃO SEXUADA E DESENVOLVIMENTO DE PLANTAS DE
    MAMOEIRO (Carica papaya L.) LINHAGEM CMF L78

  • Data: 13/11/2019
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  • O mamoeiro é uma planta cultivada em várias regiões do mundo e
    reconhecida pela sua composição rica em enzimas, vitaminas e fitoesteróis com
    aplicação medicinal e nutricional. O objetivo desse trabalho foi disponibilizar
    informações sobre o potencial germinativo de sementes, caracterização
    agronômica, cultivo in vitro de embriões, resposta fotossintética e índice de
    vegetação para estimar o potencial comercial da linhagem de mamoeiro CMF
    L78. As avaliações físicas e teste de germinação de sementes foram conduzidos
    na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e as de emergência de
    plântula, caracterização agronômica, qualidade físico-química de frutos, cultivo
    de embriões em diferentes concentrações de sacarose, estudo fotossintético e
    índice de vegetação na Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas,
    Bahia, Brasil. A linhagem de mamoeiro CMF L78 foi avaliada juntamente com as
    cultivares THB e Sunrise Solo. A linhagem CMF L78 não diferiu estatisticamente
    da variedade comercial Sunrise Solo, nas dimensões físicas das sementes e nas
    características das plantas em campo, e da variedade THB na resposta
    germinativa e emergência de plântulas. Contudo, nas características do fruto,
    tamanho médio, firmeza, espessura da polpa e sólidos solúveis totais a linhagem
    CMF L78 foi superior às variedades comerciais Sunrise Solo e THB. Embriões
    de sementes de mamoeiro CMF L78 germinam, uniformemente e originam 100%
    de plântulas normais, quando cultivados in vitro, na concentração de 20 g L-1 de
    sacarose. O desempenho fotossintético e índices de vegetação em plantas de
    mamoeiro são comprometidos por fatores externos à planta como, temperatura,
    umidade, radiação e velocidade do vento. A linhagem CMF L78, do grupo Solo,
    é promissora para o mercado por apresentar desempenho agronômico, resposta
    fotossintética e índice de vegetação semelhantes aos de variedades comerciais
    e qualidade de frutos superiores.

  • ANTONIO LEANDRO DA SILVA CONCEIÇÃO
  • NOVAS ESTRATÉGIAS DE SELEÇÃO DE DESCRITORES
    E COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE AGRUPAMENTO
    HIERÁRQUICOS E NÃO HIERÁRQUICOS EM ACESSOS
    DE MAMÃO (Carica papaya L.)

  • Data: 01/11/2019
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  • O presente estudo teve como objetivo selecionar descritores
    quantitativos e qualitativos por meio de novas estratégias de seleção e comparar
    diferentes métodos de agrupamentos hierárquicos e não hierárquicos, com o intuito
    de obter maior conhecimento da diversidade genética da cultura do mamoeiro. Para
    tanto, foram utilizados 50 acessos pertencentes ao banco de germoplasma da
    Embrapa Mandioca e Fruticultura. Esses acessos foram avaliados por meio de 35
    descritores quantitativos e 19 descritores qualitativos. Para a seleção de descritores
    quantitativos, utilizou-se o diagnóstico de multicolinearidade, combinado a análise
    de componentes principais proposta por Jolliffe e a contribuição relativa de Singh.
    Para validação da estratégia de seleção utilizou-se o fator de inflação de variância.
    Resultando na seleção de 24 descritores quantitativos. A seleção dos descritores
    qualitativos foi realizada por meio do nível de entropia dos descritores de Renyi (H),
    e por meio da Análise Fatorial Exploratória, utilizando o método da análise paralela
    proposto por Horn e o critério do autovalor > 1, sugerido por Kaiser para
    determinação do número de fatores a serem retidos. Os melhores resultados foram
    obtidos por meio do Nível de entropia e a Análise Fatorial Exploratória (critério de
    Kaiser) onde foram selecionados 47,37% e 52,63% dos descritores,
    respectivamente para esses métodos. Os agrupamentos obtidos por meio da
    análise de componentes principais para os dados quantitativos e da análise de
    correspondência múltipla para os dados qualitativos apresentaram os melhores
    resultados na comparação dos métodos hierárquicos e não hierárquicos,
    apresentando um padrão de agrupamento mais adequado para os conjuntos de
    dados avaliados.

  • GERALDO SAMPAIO COSTA
  • SISTEMAS DE PRODUÇÃO VEGETAL: TÉCNICO x TRADICIONAL DA MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz)

  • Data: 26/09/2019
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  • No município de Cruz das Almas a maioria dos agricultores familiares cultiva mandioca, que é plantada solteira ou em consórcio com outra cultura. Este trabalho teve por objetivo analisar o sistema de produção vegetal dos agricultores familiares de mandioca – (Manihot esculenta Crantz) do município de Cruz das Almas - Bahia. Cento e cinquenta questionários foram aplicados aos agricultores familiares, em diferentes momentos e espaços, nas feiras livres e localidades rurais do município. O estudo objetivou entender o grau do conhecimento técnico proposto pela Universidade Federal do Recôncavo Bahia – UFRB e pela EMBRAPA - Mandioca e Fruticultura, instituições líderes em pesquisa, formação de diversos profissionais da área de Ciências Agrárias e promotoras de conhecimentos específicos para o sistema de produção vegetal da mandioca, em contraste com as práticas tradicionais desenvolvidas pelo pequeno agricultor familiar que planta essa espécie. O grau de utilização do conhecimento técnico e o conhecimento tradicional utilizados pelo produtor foram analisados, baseados nas técnicas de produção da cultura da mandioca por eles utilizadas, levando em consideração, também, a cultura organizacional do pequeno produtor de mandioca. Os dados levantados na pesquisa mostraram que é baixa a utilização, pelos pequenos agricultores familiares de mandioca de Cruz das Almas, das tecnologias de plantio propostas pelo conhecimento científico. Apenas um agricultor familiar informou fazer uso da técnica do plantio em fileiras duplas. Ficou evidente que os instrumentos de extensão usados pelas instituições da pesquisa são ineficientes.

  • ANTONIO AUGUSTO OLIVEIRA FONSECA
  • Produção e carecterização de fermentado alcoólico de manga (Mangífera indica L.) variedade 'carlota'

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 29/08/2019
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  • Produção e carecterização de fermentado alcoólico de manga (Mangífera indica L.) variedade 'carlota'

  • JÉSSICA SALES SILVA RABÊLO
  • MEIOS DE CULTURA E REGULADORES DE CRESCIMENTO NO CULTIVO IN VITRO DO ‘INHAME DA COSTA’ (Dioscorea rotundata Poir.)

  • Data: 28/08/2019
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  • Os meios de culturas e os reguladores de crescimento são um dos fatores fundamentais para o desenvolvimento e crescimento das plantas in vitro. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar diferentes meios de cultura, concentrações e combinações dos reguladores vegetais 6-benzilaminopurina (BAP) e ácido 1-naftalenoacético (ANA) na multiplicação in vitro do ‘Inhame da Costa’. Foram realizados dois experimentos, sendo o primeiro com miniestacas de plantas de ‘Inhame da Costa’ inoculados em frascos com os meios de cultura MS, Galzy e 2GGC, nas consistências sólida e líquida, suplementados com 30 g.L-1 de sacarose e 1 g.L-1 de carvão ativado e pH ajustado em 5,8 antes da autoclavagem. Os meios sólidos foram gelificados com 8 g.L-1 de ágar. No segundo experimento, miniestacas de plantas de ‘Inhame da Costa’ foram inoculados em tubos de ensaios com meio de cultura 2GGC na consistência líquida, baseado no resultado do primeiro experimento, suplementados com diferentes concentrações de ANA (0,0; 0,1; 0,2; 0,3 e 0,4 mg.L-1) e BAP (0,0; 0,1; 0,2; 0,3 e 0,4 mg.L-1) combinadas entre si, 30 g.L-1 de sacarose, 1 g.L-1 de carvão ativado e pH ajustado em 5,8 antes da autoclavagem. Em ambos os experimentos, as plantas de inhame foram mantidas em sala de crescimento com 27 ± 1 °C de temperatura, densidade de fluxo de fótons de 30 μmol.m-2.s-1 e fotoperíodo de 16 horas. Após 90 dias de cultivo foram avaliadas a altura de planta (cm), o número de brotos, o número de folhas senescentes, o número de folhas verdes, o número de miniestacas e massas frescas e secas da parte aérea e raízes (mg). As plantas de ‘Inhame da Costa’ quando cultivadas em meio de cultura 2GGC e na consistência líquida apresentaram melhor desenvolvimento na multiplicação in vitro. As plantas de ‘Inhame da Costa’ apresentaram melhor desenvolvimento in vitro quando cultivadas em meio suplementado com 0,1 mg.L-1 de ANA e BAP.

  • JOSE CARLOS RIBEIRO DE CARVALHO
  • Potencial de larvas de coleoptera (scarabaecidea) como mesofauna decompositora de resíduos orgânicos provenientes de baias de equinos

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 13/08/2019
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  • Potencial de larvas de coleoptera (scarabaecidea) como mesofauna decompositora de resíduos orgânicos provenientes de baias de equinos

  • THIAGO DA SILVA COIMBRA
  • ESCALA DIAGRAMÁTICA E INDUTORES DE RESISTÊNCIA NO CONTROLE DE PODRIDÕES E QUALIDADE DE FRUTOS DE MAMOEIRO

  • Data: 09/08/2019
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  • A cultura do mamoeiro sofre com a ocorrência de diversas doenças que depreciam
    os frutos e reduzem o seu valor comercial. A antracnose e podridão peduncular são
    as doenças mais comuns na pós-colheita, sendo o controle geralmente feito com
    aplicações de fungicidas, que deixam resíduos nos frutos. O uso de indutores de
    resistência é um meio alternativo para o controle destas doenças, possuem grande
    potencial para inibir a ação dos fungos. Sendo assim, objetivou-se neste trabalho,
    desenvolver uma escala para avaliar a severidade de antracnose e pinta preta em
    frutos, além de determinar a eficiência de indutores de resistência no controle da
    antracnose em frutos de mamoeiro. Foram testados os indutores, Ácido Salicílico,
    Metil Salicilato e Ácidos Carboxílicos e Flavonoides (Ecolife®). Antes dos testes, foi
    desenvolvida uma escala diagramática para avaliar e quantificar a severidade das
    podridões ocorridas nos frutos, a qual foi usada no estudo. A escala elaborada
    resultou em 10 níveis de severidade: 1%, 5%, 10%, 20%, 30%, 40%, 50%, 60%,
    70% e 80% e a validação foi feita por 16 avaliadores que apresentaram aumento
    da precisão e acurácia com uso da escala (R²= 0,90) em comparação à não
    utilização (R²= 0,77). Desta forma, a escala mostra ser eficaz na avaliação da
    severidade das lesões nos frutos de mamoeiro. O ácido salicílico reduziu as lesões
    nos frutos tratados e prolongou a sua maturação, bem como favoreceu a sua
    firmeza. O metil salicilato provoca sintomas de fitotoxidez nos frutos, tornando seu
    uso inviável nas doses testadas. O Ecolife® foi eficiente na inibição da antracnose
    nos frutos, nas doses de 7,5% e 10,0% não ocorre nenhuma lesão, mantendo as
    características pós-colheita adequadas nos frutos.

  • CLAUDIA BRITO DE ABREU
  • AVALIAÇÃO DA ÉPOCA DE PLANTIO E DO ESTRESSE POR ALUMÍNIO EM Physalis angulata L.

  • Data: 31/07/2019
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  • No primeiro capítulo, o objetivo foi avaliar o crescimento e a produção de compostos fenólicos em P. angulata L. em dois períodos diferentes no Recôncavo da Bahia, Brasil. O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizado, em campo experimental. Para obtenção de frutos, Physalis deve ser cultivada no período de abril a junho. Entretanto, a concentração de bioativos foi maior no período de dezembro a fevereiro. No segundo capítulo, o objetivo foi avaliar o efeito dos níveis crescentes de Al3+ sobre o crescimento, teores de solutos orgânicos e conteúdo relativo de água em P. angulata. Assim, as plantas foram cultivadas por 30 dias em cinco concentrações de alumínio na solução nutritiva (0; 0,04; 0,08; 0,12 ou 0,16 mmol L-1), na forma de AlCl3, com quatro repetições, em delineamento inteiramente casualizado, em casa de vegetação. O estresse de 0,16 mmol L-1 de Al3+ reduziu as massas secas das folhas, caule, raízes, parte aérea e total. Quanto aos solutos orgânicos, o Al3+ aumentou os teores de aminoácidos livres e prolina nas folhas e os de carboidratos solúveis, proteínas solúveis e prolina nas raízes. P. angulata é tolerante até o nível de 0,16 mmol L-1 de Al3+ no meio de cultivo. Houve o ajustamento osmótico nas plantas sob estresse por Al 3+. Os teores de prolina nas folhas e raízes, os de aminoácidos livres nas folhas e os de proteínas solúveis nas raízes podem ser utilizados como indicadores bioquímicos da tolerância ao Al3+ em P. angulata. No terceiro capítulo, o objetivo foi analisar a nutrição mineral de Physalis sob estresse por Al3+ em solução nutritiva. O estresse de 0,16 mmol L-1 de Al3+ aumentou os teores de P nos caules e raízes e os teores de K, Cu e Mo em todas as partes das plantas. Em contraste, o Al3+ reduziu os teores de Ca, Mg, Fe e Zn em P. angulata. A maior redução foi observada para Fe, e Zn nas folhas. As raízes apresentaram os maiores teores de alumínio. Houve a separação dos tratamentos em 4 grupos. As variáveis cálcio, cobre, ferro e fósforo foram as mais influentes demonstradas pela análise de componentes principais (PCA).

  • DANIEL RIBEIRO SILVA DA INVENÇÃO
  • EPIDEMIOLOGIA COMPARATIVA ENTRE A SIGATOKA NEGRA E A SIGATOKA-AMARELA

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO DOREA BRAGANCA
  • Data: 30/07/2019
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  • As Sigatokas são consideradas as doenças foliares mais importantes na cultura da bananeira, impactando negativamente a produção. A Sigatoka negra é considerada mais destrutiva que a Sigatoka-amarela e fatores bióticos e climáticos podem influenciar no desenvolvimento das doenças. Contudo não há estudos que evidenciem quais fatores biológicos ou ambientais estão associados a adaptação da espécie e, consequentemente a severidade da Sigatoka negra. O objetivo deste trabalho foi realizar a comparação epidemiológica in vivo e in vitro entre a Sigatoka negra e a Sigatoka-amarela. Parte do experimento foi realizado em casa de vegetação utilizando isolados de Mycosphaerella musicola e Mycosphaerella fijiensis, agentes causais da Sigatoka-amarela e negra respectivamente. Os isolados foram inoculados em mudas da variedade Grande Naine, avaliando parâmetros como períodos de incubação e latência, taxa de expansão da lesão e o progresso da doença ao longo do tempo. No experimento in vitro foram avaliados o crescimento e a viabilidade micelial dos isolados de ambas espécies submetidos a diferentes temperaturas. Os resultados obtidos em casa de vegetação mostraram a maior severidade da M. fijiensis, apresentando fatores associados ao progresso da doença, como os períodos de incubação e latência mais curtos e com lesões que se expandem com maior velocidade. Enquanto os resultados obtidos in vitro mostraram que cada espécie se desenvolve melhor em uma faixa de temperatura diferente. A M. musicola apresentou melhor crescimento e viabilidade em temperaturas mais baixas, entre 23,5 °C e 25 °C enquanto para M. fijiensis, os valores mais altos foram notados em temperaturas mais altas, entre 26,5 °C e 28 °C. Contudo, a M. fijiensis apresentou indícios de adaptação a temperaturas mais baixas permanecendo viáveis mesmo em condições desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Os dados obtidos com este trabalho são relevantes para o entendimento do progresso da doença e como o ambiente pode influenciar na intensidade e dinâmica da doença.

  • ISABELLA SANTOS OLIVEIRA
  • MODELOS MISTOS NA SELEÇÃO DE PROGÊNIES E CLONES POTENCIAIS DE Eucalyptus NA BAHIA

  • Data: 30/07/2019
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  • O gênero Eucalyptus é o mais utilizado em reflorestamento no Brasil devido o rápido crescimento, alta diversidade genética e infinitas possibilidades de utilização como matéria-prima. A vasta demanda por madeira reflete em expansão das áreas cultivadas deste gênero no norte e nordeste do Brasil, tornando crucial a correta seleção de indivíduos promissores à estas regiões. A predição de valores genéticos via modelos mistos com o método de Máxima Verossimilhança Restrita/ Melhor Predição Linear Não – Viciada (REML/BLUP) é considerado o mais adequado na seleção de progênies e clones de espécies florestais, na medida em que considera dados desbalanceados, comuns em testes de campo. O objetivo desta pesquisa foi selecionar genótipos potenciais tendo como base a estimativa de variabilidade e parâmetros genéticos em testes de progênies de Eucalyptus urophylla e clonais de Eucalyptus spp., instalados conforme regime hídrico, em Crisópolis (região de baixa precipitação, <1.000 mm anuais) e Jandaíra (região de alta precipitação, >1.200 mm anuais), estado da Bahia, por meio de modelos mistos REML/BLUP. As estimativas de variância e parâmetros genéticos foram obtidas aos três anos de idade nos testes de progênies e aos cinco anos de idade nos testes clonais para diâmetro à altura do peito (DAP), altura total (ALT) e volume total com casca (VOL). Os testes de progênies foram conduzidos em delineamento em blocos incompletos (látice) no arranjo 7x7, sendo 49 progênies de meio-irmãos de Eucalyptus urophylla em cada local. Os testes clonais foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados com 4 repetições, 30 árvores por parcela, sendo testados 51 clones de Eucalyptus spp. em Crisópolis e 24 em Jandaíra. O método de modelos mistos REML/BLUP permitiu identificar variabilidade genética, e selecionar progênies adaptadas às condições edafoclimáticas de baixa e alta precipitação. A variabilidade genética para ALT e DAP em Crisópolis e Jandaíra
    foram significativos nos testes de progênies e clonais, entretanto para VOL não houve valor significativo pelo teste da razão de verossimilhança para Jandaíra nos testes de progênie e nas duas áreas nos testes clonais. Os valores de herdabilidade média entre progênies (55% para os testes de progênies e 71% para os testes clonais) indicam elevado controle genético na expressão dos caracteres analisados. Com base na característica DAP foram selecionadas na análise conjunta as progênies 27, 36, 37, 30, 28, 29, 39, 31, 48, 34, 32, 45, 41, 46 e 40, que poderão ser utilizados em reflorestamentos e aproveitados em programas de melhoramento genético. Destas as progênies 31, 45 não são indicadas para as regiões de baixa precipitação e solos mais arenosos, e as progênies 34, 32, 41, 46 e 40 não são as que apresentam melhor desempenho nas regiões de alta precipitação podendo ser utilizadas as progênies 13, 9, 24, 47, 21, 43 e 16. Os melhores clones com base no DAP foram 12, 9, 11,13 e 16, comuns para as regiões de baixa e alta precipitação. Os genótipos 7, 14, 2, 17, 1, 6, 5, 24, 22,18, 21, 10, 23, 4 e 20 não são recomendados para regiões de baixa precipitação e solos mais arenosos, nestes locais os genótipos 48, 29, 38, 50, 49, 46, 40, 42, 43, 8, 39, 37, 19, 34 e 29 poderão ser utilizados em reflorestamentos e aproveitados em programas de melhoramento genético.

  • ALEXANDRA PEREIRA DOS SANTOS
  • QUALIDADE DO SOLO E DE HORTALIÇAS FOLHOSAS PRODUZIDAS EM
    SISTEMAS AGROECOLÓGICOS E CONVENCIONAIS EM MUNICÍPIOS DO
    TERRITÓRIO DE IDENTIDADE DO MÉDIO SUDOESTE DA BAHIA

  • Data: 30/07/2019
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  • A produção de alimentos nutritivos em sistemas alimentares sustentáveis é
    essencial para segurança alimentar. Os cultivos agroecológicos buscam o equilíbrio
    ambiental na produção agrícola, abrangendo todos os elementos ambientais e humanos
    e suas inter-relações, proporcionando um ambiente equilibrado, com alimentos saudáveis
    e conservando a fertilidade do solo. O presente estudo teve como objetivo avaliar o perfil
    socioeconômicos dos produtores de hortaliças, qualidade química do solo, qualidade
    nutricional em plantas de alface e a qualidade microbiológica de hortaliças folhosas
    (alface, couve-folha e rúcula), bem como do seu ambiente de produção em sistemas
    agroecológicos e convencionais localizados no Território de Identidade do Médio
    Sudoeste da Bahia. Nas propriedades rurais visitadas foram aplicados questionários
    estruturados e coletadas amostras de solo da camada (0 – 20 cm) de profundidade,
    hortaliças folhosas (alface, couve-folha e rúcula), fertilizantes orgânicos e água utilizada
    na irrigação para avaliação da qualidade química e microbiológica. As propriedades
    foram classificadas de acordo com tipo de insumos utilizados em: 1) convencionais
    (utilizam NPK + compostos orgânicos e defensivos químicos) e 2) agroecológicos
    (utilizam esterco bovino e defensivos alternativos). Os dados obtidos foram submetidos a
    análises descritivas, univariadas e multivariadas. Os resultados demostram que o cultivo
    de hortaliças é realizado em sua maioria, no sistema convencional, por homens, com
    idade acima de 40 anos, em estabelecimentos rurais menores que um hectare. Os tratos
    culturais são reduzidos e com pouca assistência técnica. Os solos sob cultivo
    agroecológico apresentam maiores teores de Fe, Mn, Cu e B e menor CE. As plantas de
    alface produzidas em sistemas agroecológicos têm maiores teores lipídios, proteínas,
    fibra alimentar, N, K, Fe e Cu e menores valores de nitrato e Ba. As hortaliças folhosas
    cultivadas em sistemas agroecológicos apresentam menor contaminação por patógenos
    entéricos. Os resultados desse estudo demostram que as práticas agroecológicas
    contribuem para produção de alimentos com características nutricionais e microbiológicas
    superiores que por sua vez é a e base para segurança alimentar.

  • ELIZIO PEREIRA DIAMANTINO
  • DESEMPENHO PRODUTIVO E ECONÔMICO DE Ricinus communis L. CULTIVADA EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO
    ELIZIO

  • Data: 30/07/2019
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  • O presente trabalho objetivou avaliar o desempenho produtivo e econômico de Ricinus communis L. em diferentes sistemas de manejo, buscando identificar um sistema de cultivo adequado para a mamoneira, quando cultivada em solo do tipo Latossolo Amarelo Alico Coeso. Os experimentos foram conduzidos na área experimental do Núcleo de Melhoramento Genético e Biotecnologia (NBIO), do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicos (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no município de Cruz das Almas – BA, nos anos agrícolas de 2017/2018. Os tratamentos foram constituídos de Linhagens UFRB 248, UFRB 222, desenvolvidas pelo NBIO/CCAAB/UFRB e as cultivares BRS Nordestina e BRS Paraguaçu, cultivadas em diferentes espaçamentos: 3,0 m x 1,0 m; 2,0 m x 0,90 m e 1,0 m x 0,80 m, com densidade de 3.333, 5.555 e 12.500 plantas por hectare, respectivamente, nos preparos de solo: convencional, reduzido por meio de subsolagem na linha de plantio e sistema de plantio direto. Os delineamentos utilizados foram de blocos casualizados, com quatro repetições e 36 tratamentos arranjados em esquema de parcelas subsubdivididas. Cada unidade experimental foi composta por vinte indivíduos, sendo quatro linhas com cinco plantas cada. As médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Scott e Knott, em nível de 5% de probabilidade pelo programa R, pacote EspDest.pt (Ferreira et al., 2017).. O genótipo UFRB 248 apresentou desempenho superior para os caracteres de produção: comprimento total do racemo primário (CTRP), comprimento do racemo primário (CRP), diâmetro do caule (DC), número de frutos do racemo primário (NFRP), peso de frutos do racemo primário (PFRP), peso de frutos em baga dos racemos de segunda ordem (PFBRS), peso de frutos dos racemos excedentes (PFRE), peso de sementes do racemo primário (PSRP), peso de sementes dos racemos de segunda ordem (PSRS), peso de sementes dos racemos excedentes
    (PSRE), rendimento de bagas (RENDB) e produtividade (PROD). O preparo de solo reduzido, com subsolagem na linha de plantio, proporcionou melhor desempenho dos genótipos para caracteres em estudo. A geoestatística permite determinar que o sistema de plantio direto, apresenta maiores valores absoluto de resistência do solo à penetração em solos coesos. O espaçamento 1,0 x 0,80 m para o sistema de preparo em plantio direto apresentou os melhores resultados econômicos, considerando o custo operacional total (COT) de R$ 2.364,52, lucro de R$ 3.015,79 e uma taxa interna de retorno (TIR) de 127,54%. Os resultados apontam para a viabilidade econômica da produção da cultura da mamona nos cenários apresentados para os espaçamentos 1,0 x 0,80 m e 2,0 x 0,90 m, com densidade de 12.500 e 5.555 plantas ha-1, no plantio direto e preparo reduzido, destacando-se o controle do custo e a produtividade.

  • ANGÉLICA FAGUNDES CARNEIRO
  • DETERMINAÇÃO MULTI-ELEMENTAR EM AMOSTRAS DE ÓLEO VEGETAL POR ESPECTROMETRIA DE EMISSÃO ÓPTICA COM PLASMA INDUZIDO POR MICRO-ONDAS (MIP OES)

  • Orientador : FABIO DE SOUZA DIAS
  • Data: 26/07/2019
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  • Este estudo propôs o desenvolvimento e otimização de um procedimento analítico para determinação de elementos traço (alumínio, bário, cobre, cromo, fósforo, níquel, titânio e zinco) em amostras de óleos vegetais comestíveis, utilizando um processo de extração ácida por quebra de emulsão como método de preparação das amostras e determinação por Espectrometria de Emissão Óptica com Plasma Induzido por Micro-Ondas (MIP OES). Para a otimização do método analítico foi utilizado um desenho experimental D-optimal no intuito de obter as melhores condições experimentais para a quebra de emulsão. As variáveis concentração HNO3 (v/v), concentração de Triton X 100 (m/v) e a quantidade da amostra foram avaliadas de forma multivariada, obtendo a melhor eficiência de recuperação com 1 mL de HNO3, 1 mL de Triton-X 100 e 3 mL da amostra. A partir do método desenvolvido foi possível determinar (alumínio, bário, cobre, cromo, fósforo, níquel, titânio e zinco) em amostras de óleos vegetais comestíveis com baixos limites de detecção e boa precisão.

  • GILVANDA LEÃO DOS ANJOS
  • OTIMIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO E AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM FRUTOS DE PIMENTA SUBMETIDOS A REGULADORES VEGETAIS

  • Data: 26/07/2019
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  • A pimenta ‗Malagueta‘ é muito valorizada pela sua pungência e nutrição, além de ser fonte de compostos fenólicos. Vários fatores afetam a produção de fenólicos na planta, e dentre eles os reguladores vegetais. Para extrair o máximo desses compostos na amostra é utilizado ferramentas estatísticas que possibilitam otimizar o processo de extração, determinando-se as condições ótimas. Objetivou-se otimizar um processo de extração de compostos fenólicos em Capsicum frutescens e avaliar os compostos fenólicos destas plantas quando submetidas a reguladores vegetais. No primeiro capitulo foi otimizado a solução extratora e as melhores condições de extração em banho ultrassônico utilizando um planejamento Box-Benhker junto com a função de desejabilidade. A melhor composição de mistura foi 93% de metanol e 7% de água e as melhores condições experimentais para extração mediada por ultrassom, foram 16 mL, 45 minutos e 40 ºC para folha e 16 mL, 19,5 minutos e 53 ºC para fruto. Já no segundo capitulo foram cultivadas pimenteiras em casa de vegetação, onde foram aplicados quatro tratamentos: testemunha (sem reguladores), 10 μmol L-1 de ABA, 144 μmol L-1 de GA3 e 2000 μmol L-1 de AS, e após coletar, secar e triturar os frutos, foram determinados os compostos fenólicos. Foram identificados doze compostos fenólicos nas amostras de fruto. Para fenólicos e flavonoides totais, o ABA se diferenciou da testemunha e o AS não se diferenciou. Houve aumento na síntese de ácido gálico, catequina, ácido trans-cinâmico e ácido ferúlico com aplicação de GA3 e AS. A aplicação de reguladores vegetais influencia na síntese de fenólicos em frutos de C. frutescens.

  • FLAVIANE SANTOS DE SOUZA
  • CONSERVAÇÃO DE ABELHAS: DIVERSIDADE E VÍRUS

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 15/07/2019
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  • As abelhas possuem importância global como polinizadoras e pelos seus produtos consumidos pelo homem. Apini e Meliponini formam dois grupos altamente eusociais. Dentro do primeiro, está Apis mellifera, a mais domesticada e com distribuição global. No segundo grupo, está à abelha sem ferrão Melipona subnitida, endêmica da região Nordeste do Brasil. Neste estudo foi avaliada a diversidade morfológica de 122 populações de M. subnitida coletadas em 12 localidades nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte por meio da variação morfométrica intra-específica da forma e tamanho da cabeça de operárias (Artigo 1). Houve diferenças significativas (p <0,01) entre as populações continentais e insulares. Os dois primeiros componentes principais explicaram 69,72% da variação total e o método de agrupamento hierárquico (UPGMA) revelou que os indivíduos coletados na Ilha de Fernando de Noronha diferem das demais locais com 100% de bootstrap. Também foi avaliada a presença do vírus deformador da asa (DWV) em M. subnitida e A. mellifera, uma vez que estas espécies frequentemente são manejadas em estreita proximidade (Artigo 2). Investigou-se as prevalências e cargas virais das três variantes mestras (tipo A, B e C) do DWV em 21 colônias de M. subnitida e 26 colônias de A. mellifera. O DWV foi detectado em todas as colônias. Em M. subnitida foi encontrada as variantes A e C, enquanto em A. mellifera foi encontrado as variantes A, B e C, dominando o tipo A. Nas colônias de M. subnitida introduzidas em Fernando de Noronha, mesmo a carga de DWV considerada baixa (<1E + 03), comparado a abelhas europeias sintomáticas, pode-se inferir que uma transmissão viral mínima entre a abelha sem ferrão e A. mellifera. Além disso, a presença onipresente da variante DWV-C em colônias de M. subnitida, e sua raridade em A. mellifera, pode sugerir que exista uma troca viral limitada entre essas duas espécies.

  • WELITON CARLOS DE ANDRADE
  • ESPECTRO POLÍNICO DE MÉIS DE Apis mellifera L., 1758, Melipona fasciculata Smith, 1854 E Melipona subnitida Ducke, 1910 PRODUZIDOS NO PIAUÍ, BRASIL

  • Data: 12/07/2019
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  • A identificação do pólen encontrado no mel de abelha é uma ferramenta utilizada para se conhecer as fontes alimentares desses insetos. Adicionalmente, contribui para agregar valor ao mel por meio da indicação da sua origem botânica e geográfica. O estado do Piauí possui elevado potencial apícola e meliponícola, e diversidade florística ainda pouco conhecida. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho foi identificar os recursos florais com base no espectro polínico de mel das abelhas sociais Melipona subnitida Ducke, 1910, Melipona fasciculata Smith, 1854 e Apis mellifera L., 1758 provenientes do estado do Piauí, Brasil. Foram avaliadas 12 amostras de M. subnitida, 19 de M. fasciculata e 107 de A. mellifera. Os méis foram tratados quimicamente pelo método da acetólise, analisados qualitativamente, por meio da identificação dos tipos polínicos presentes nas amostras. Nos méis de M. subnitida foram identificados um total de 72 tipos polínicos, distribuídos em 25 famílias botânicas. Seis tipos polínicos foram categorizados como muito frequente no conjunto amostral: Byrsonima, Caesalpinia, Chamaecrista 1, Cocos nucifera, Lantana camara e Tibouchina. Nas amostras de M. fasciculata foram identificados 78 tipos polínicos. Mimosa caesalpiniifolia, Tibouchina, Myrcia 1 e Psidium se destacaram como tipo polínicos classificados como pólen dominante. O tipo Croton 1 ocorreu em 89% das amostras. Um total de 149 tipos polínicos distribuídos em 39 famílias botânicas foram identificados no espectro polínico das amostras de A. mellifera. Para essas amostras também foi realizada algumas análises físico-químicas, onde se verificou que 94% destes méis estão dentro dos limites definidos pela legislação internacional para os parâmetros analisados. O presente trabalho contribui para o conhecimento da melissopalinologia e fornece informações relevantes para programas de manejo de pastagens relacionados a criação de abelhas sociais no estado do Piauí.

  • JOAO ALBANY COSTA
  • CARACTERIZAÇÃO AGROMORFOLÓGICA DE GENÓTIPOS DE
    AMENDOINZEIRO POR MEIO DE ANÁLISE MULTIVARIADA

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 11/07/2019
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  • Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a divergência genotípica em
    características agromorfológicas e quantificar a influência desses caracteres
    sobre o rendimento total de sementes de genótipos de amendoinzeiro, por meio
    de técnicas multivariadas. O experimento constou de sessenta genótipos obtidos
    de sementes dos proprietários de sete municípios do Recôncavo da Bahia. As
    parcelas foram distribuídas no delineamento em blocos ao acaso com quatro
    repetições. Os dados observados foram submetidos à análise de variância e os
    valores médios dos genótipos foram agrupados pelo teste de Scott-Knott a 5%.
    Utilizaram-se estimativas de correlações genotípicas entre as variáveis, segundo
    a correlação de Pearson. Para estimar a divergência genética e agrupamento dos
    genótipos foram utilizadas as técnicas dos componentes principais e método
    hierárquico de Ward, baseado na distância euclidiana quadrática padronizada. Na
    sequência, os dados foram submetidos à análise de trilha constituindo a primeira
    cadeia, o número de vagens por planta, número de sementes por vagem e peso
    de cem sementes, enquanto a segunda foi composta por altura da planta, número
    de hastes, comprimento da vagem e diâmetro da vagem sobre o rendimento
    total de sementes, considerada como variável principal. A análise de agrupamento
    discriminou dos quatro grupos, um constituído por dez genótipos de
    características agronômicas mais promissoras. Na análise de trilha, a altura da
    planta e o número de hastes apresentam associação positiva com o número de
    vagens por planta, ortogonalmente, porém com mesmo sinal de associação, o
    diâmetro e o comprimento da vagem se relacionaram diretamente com o peso de
    cem sementes. Esta análise mostrou ser possível utilizar simultaneamente a
    altura da planta e o número de hastes para seleção indireta de genótipos mais
    promissores quanto ao rendimento de sementes.

  • GRIMALDO JORGE LEMOS DE CARVALHO
  • PRÓPOLIS: ORIGEM BOTÂNICA E SUA APLICAÇÃO NAS
    CIÊNCIAS AGRÁRIAS

  • Orientador : GENI DA SILVA SODRÉ
  • Data: 10/07/2019
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  • As abelhas têm um apelo ambiental importante devido aos serviços
    de polinização que desempenham na agricultura e na natureza, destacando-se
    ainda por seus produtos. Dentre os produtos das abelhas a própolis vem
    ganhando mercado, notadamente por suas propriedades biológicas. Esse
    produto provém de resinas vegetais naturalmente produzida pelas plantas, cuja
    função é proteger contra o ataque de fungos e bactérias. As abelhas coletam
    essa resina a partir dos botões florais, gemas e em exsudatos de cortes dos
    vegetais, levam até a colmeia e incorporam secreções salivares, cera e grãos
    de pólen, quando presentes, formando então a própolis. Semelhante à resina
    para as plantas, a própolis para a colmeia tem papel fundamental e
    imprescindível de proteção e higienização dos ninhos, selando orifícios,
    protegendo contra infecções por micro-organismos, invasores externos e
    mumificando carcaças de insetos no seu interior. A composição da própolis é
    variável e associada à região geográfica, havendo uma alta inter-relação de
    fatores climáticos, ambientais, com a vegetação local e as abelhas.
    Considerando a variedade de própolis existente e os diversos fatores que
    influenciam em sua composição, o presente estudo teve como principal objetivo
    compilar informações sobre a importância, origem botânica, propriedades e uso
    da própolis, com foco na área de ciências agrárias.

  • PATRICIA DIAS DE OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO DE CERVEJAS ARTESANAIS DE ALTA FERMENTAÇÃO COM ADIÇÃO DE PRODUTOS DA COLMEIA DE Apis mellifera L.

  • Data: 10/07/2019
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  • Entre as possibilidades de uso dos produtos apícolas, como mel e pólen, em associação com outros produtos comerciais, encontra-se a produção de cervejas artesanais com atributos sensoriais diferenciados. O mel é um alimento rico em açúcares fermentescíveis, tornando-se uma matéria-prima favorável à fermentação alcoólica. Por sua vez, o pólen apícola pode ser utilizado para aumentar o valor nutritivo, econômico e também otimizar o processo fermentativo de bebidas por ser um produto rico em proteínas e minerais que servem de nutrientes importantes para as leveduras durante a fermentação alcoólica. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo caracterizar cervejas com adição de produtos da colmeia (mel e pólen) de Apis mellifera. Para a cerveja com adição de pólen apícola desidratado foram elaboradas cinco formulações com diferentes concentrações progressivas (0, 2,5, 5, 7,5 e 10 g/litro de mosto cervejeiro). O tratamento a maior quantidade de pólen (10 g L-1) apresentou maior conversão de açúcar em álcool, além de apresentar um aumento no teor de fenóis e flavonoides totais. Para cerveja com adição de mel em diferentes etapas foram elaborados quatro tratamentos (controle, fervura, fermentação e priming). As cervejas adicionadas de mel obtiveram maior teor alcoólico e maior grau de fermentação, apresentando características de uma bebida de alta qualidade. Os resultados obtidos neste estudo sugerem que cervejas produzidas com adição dos produtos da colmeia podem se destacar como um atrativo ao consumidor por se tratar de um produto de alto valor nutricional.

  • FABIO BOTELHO
  • DIAGNÓSTICO DA CULTURA DO AMENDOIM NO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Orientador : CLOVIS PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 19/06/2019
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  • Objetivou-se levantar informações sobre os métodos de cultivo da
    cultura do amendoim, adotados por agricultores familiares do recôncavo da Bahia,
    utilizando-se de um formulário especifico e de informações diretas dos
    agricultores. Foi realizada uma revisão de literatura sobre a morfofisiologia,
    aspectos edafoclimáticos e ecofisiológicos do amendoinzeiro, bem como uma
    abordagem sobre sua importância econômica e sistemas de produção. Além
    disso, procedeu-se ainda, um levantamento etnobotânico nos municípios da
    mesorregião do recôncavo da Bahia: Conceição do Almeida, Cruz das Almas,
    Maragogipe, São Felipe, São Félix, Sapeaçú e no município de Laje (Vale do
    Jequiriçá), onde foram entrevistados 60 agricultores no total, por meio de um
    questionário não estruturado de 45 questões referentes ao cultivo do
    amendoinzeiro no recôncavo da Bahia. A estimativa do sistema de cultivo foi
    realizada com base em coeficientes técnicos referentes ao cultivo do
    amendoinzeiro na área de estudo. O sistema de cultivo do amendoim é realizado
    por agricultores familiares do recôncavo da Bahia utilizando-se de práticas
    ultrapassadas, destituído de etapas básicas necessárias tais como a semeadura
    em sulcos ao invés de covas e a colheita mecânica em substituição à manual. Os
    coeficientes técnicos analisados demonstram que o cultivo do amendoinzeiro é
    uma atividade pouco lucrativa ao se levar em consideração o alto custo de
    produção no recôncavo da Bahia, mesmo a produtividade sendo maior
    comparada a do estado, assim como a do Nordeste. Os agricultores do recôncavo
    da Bahia não consideram os custos de produção real do amendoim, uma vez que
    utilizam sementes de cultivos anteriores e não contabilizam os custos de mão-deobra
    dos familiares. Falta aos agricultores familiares assistência técnica atuante e
    continuada, não só em relação ao sistema de cultivo como também a
    possibilidade de outras destinações para o amendoim produzido na região.

  • VALFREDO DA SILVA PEREIRA
  • ÁCIDO GIBERÉLICO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES, VIGOR DE PLÂNTULAS E CRESCIMENTO INICIAL DE PINHÃO MANSO

  • Orientador : CLOVIS PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 19/06/2019
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  • Objetivou-se avaliar o efeito da giberelina líquida (4% de ácido giberélico - GA3) na germinação de sementes, vigor de plântulas e no crescimento inicial de plantas de pinhão manso. Os ensaios de laboratório e de casa de vegetação foram realizados nas dependências do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Os experimentos referentes à análise de sementes foram realizados no laboratório de Fisiologia Vegetal em delineamento inteiramente casualizado com seis tratamentos (concentrações GA3) e quatro repetições. As sementes passaram por uma assepsia, imersas em solução de hipoclorito de sódio a 2,0% por dois minutos e lavadas em água corrente para posterior pré-embebição por oito horas e submetidas aos seguintes tratamentos: controle em água destilada (0,0) e as concentrações de giberelina líquida 0,8; 1,6; 2,4; 3,2 e 4,0 mL do produto L-1 de solução, as quais correspondem a 32,0; 64,0; 96,0; 128,0 e 160 mg de GA3 L-1 de solução, respectivamente. Os efeitos do GA3 foram determinados mediante testes de germinação de sementes e do vigor de plântulas, além da avaliação do crescimento inicial de plantas. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias dos tratamentos comparadas por meio da análise de regressão. O uso de GA3 na faixa de concentrações entre 100 e 160 mg L-1 de solução promove maior vigor de plântulas de pinhão manso. O GA3 favorece a obtenção de plantas de pinhão manso mais altas, com maior número de folhas, menor diâmetro do caule e menor acúmulo de massa de matéria seca de raízes e folhas, além de antecipar as máximas taxa de crescimento relativo e taxa assimilatória líquida, acelerando o crescimento e desenvolvimento de mudas de pinhão manso.

  • JOSE RENATO OLIVEIRA MASCARENHAS
  • DESEMPENHO GENÉTICO, AGRONÔMICO E MANEJO DE Jatropha curcas L. EM SOLO COESO SOB PREPARO CONVENCIONAL E REDUZIDO

  • Data: 18/06/2019
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  • O pinhão manso (Jatropha curcas L.) se destaca dentre as diversas plantas oleaginosas pela sua capacidade em adaptar-se a diferentes climas e solos, além da produção de alto teor de óleo não comestível em suas sementes. É uma plantar perene, considerada uma alternativa à agricultura familiar aos programas de biocombustível. Apesar destas características é uma planta em fase de domesticação e buscando atender a esta demanda, diversas pesquisas estão sendo desenvolvidas no Brasil e em outros paises, visando à caracterização morfoagrônomica, melhoramento genético, necessidades nutricionais, adaptação em diferentes tipos de solos e climas, resistência a principais pragas, doenças e seus controles, além da regularização da produção e estabelecer um sistema de produção, zoneamento agrícola e registro de cultivares para exploração comercial. O objetivo desse trabalho foi avaliar o desempenho de progênies meio-irmãos e clones de pinhão manso, através de caracteres morfoagronômicos e o efeito do sistema de preparo do solo, convencional e reduzido, sobre a densidade de raízes de plantas cultivadas em solos de Tabuleiro Costeiro do estado da Bahia, visando à seleção de plantas promissoras para a produção de biocombustíveis. Concluindo-se que para o cultivo de pinhão manso, em solos coesos, deve-se realizar uma subsolagem visando maior desenvolvimento do sistema radicular. O preparo do solo reduzido favoreceu sobremodo o crescimento e o aprofundamento das raízes do pinhão manso, em Latossolo Amarelo Distrocoeso de Tabuleiro Costeiro do estado da Bahia.

  • JOSE RAIMUNDO DOS REIS SILVA
  • DIVERSIDADE GENÉTICA E SELEÇÃO DE LINHAGENS E HÍBRIDOS DE MAMOEIRO COM BASE EM CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS E
    DE QUALIDADE DE FRUTOS

  • Data: 18/06/2019
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  • O mamoeiro (Carica papaya L.), uma das frutíferas de maior importância econômica, é cultivada e consumida em regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, segundo maior produtor mundial da fruta, o cultivo do mamoeiro se constitui em atividade agrícola de alta rentabilidade e de grande relevância econômica e social, traduzida pela geração de emprego e renda. Apesar deste contexto, o mamoeiro apresenta restrita variabilidade genética, ou seja; existem poucas cultivares com características agronômicas superiores e de qualidade de frutos que atendam as exigências do mercado consumidor. A baixa disponibilidade de cultivares, torna o cultivo do mamoeiro vulnerável a fatores bióticos e abióticos e coloca os produtores na dependência da importação de sementes. A obtenção de híbridos é uma forma de aumentar a variabilidade genética da cultura. Portanto, é fundamental determinar a variabilidade genética presente nos genótipos de mamão, permitindo assim o direcionamento dos cruzamentos mais apropriados para a obtenção de novos genótipos e a caracterização destes genótipos representa etapa importante neste processo. Nesse contexto foi desenvolvido este trabalho e para tanto, foram instalados e conduzidos no Campo Experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas, Ba, os experimentos no delineamento em blocos casualizados com quatro repetições e 30 genótipos; sendo 13 genótipos do grupo Formosa e 17 do grupo Solo, totalizando 52 parcelas para o experimento do grupo Formosa e 68 parcelas do grupo Solo. Cada parcela experimental foi composta por 6 plantas. Para os frutos foram mensuradas as características comprimento de fruto (CF), diâmetro do fruto (DF), peso do fruto (PF), firmeza do fruto (FF), diâmetro da cavidade interna do fruto (DCIF), espessura da polpa (EP) e sólidos solúveis totais (SST) e nas características agronômicas, foram mensuradas altura de planta (AP), diâmetro do caule (DC), número de frutos comerciais (NFC), número de frutos deformados (NFD), número de nos sem frutos (NNSF) e altura de inserção do primeiro fruto (AIPF). Os objetivos nesse trabalho foram; no primeiro capítulo, avaliar e selecionar linhagens e híbridos de mamoeiro com base em características físicas e fisico-químicas de frutos; no segundo capítulo, avaliar e selecionar linhagens e híbridos de mamoeiro com base em características agronômicas; e no terceiro capítulo foi quantificar a diversidade genética de genótipos de mamoeiro com base em características físicas e fisico-químicas de frutos. Diante dos resultados obtidos foi possível inferir que os genótipos VIG54 (736,63g) e VIG72 (838,5g) atendem o padrão exigido pelo mercado nacional para peso de frutos do grupo Formosa, enquanto os híbridos 3656 (576,0g), 1054 (613,25g) e o genótipo VIG78 (692,63g), atendem o padrão exigido pelo mercado externo e os híbridos, 1054, 1083, 5674 e 5874 mostraram-se promissores em todas as características CF, DF, PF, FF, DCIF, EP e SST o que evidencia o potencial destes genótipos para seleção visando à produção de frutos de qualidade superior.
    No grupo Solo, os híbridos 5478, 5660, 5272 e 6074 mostraram-se promissores nas características PF e SST o que evidencia o potencial destes genótipos para seleção de plantas visando à produção de frutos de qualidade superior. Para o grupo formosa, em relação ao PF, os genótipos VIG54 (736,63g) e VIG72 (838,5g) atendem o padrão exigido pelo mercado nacional para frutos do grupo Formosa, enquanto os híbridos 3656 (576,0g), 1054 (613,25g) e o genótipo VIG78 (692,63g), atendem o padrão exigido pelo mercado externo. Os híbridos, 1054, 1083, 5674 e 5874 mostraram-se promissores em todas as características CF, DF, PF, FF, DCIF, EP e SST o que evidencia o potencial destes genótipos para seleção de plantas visando à produção de frutos do grupo formosa de qualidade superior. Para o grupo solo, os híbridos 5478, 5660, 5272 e 6074 mostraram-se promissores nas características PF e SST o que evidencia o potencial destes genótipos para seleção de plantas visando à produção de frutos de qualidade superior. Na caracterização agronômica para o grupo formosa, os genótipos 1054, 1083, 3656 e 5674 e para o grupo Solo os genótipos 5660, 6083 e L74 são promissores para utilização em programas de melhoramento, devido ao desempenho superior apresentado na maioria das características agronômicas. Existe variabilidade genética entre os genótipos de mamoeiro (Carica papaya L.), dos grupos Solo e Formosa e dentre os genótipos de mamoeiro do grupo Formosa o híbrido 5874 e a cultivar Rubi foram os mais divergentes, enquanto para o grupo Solo os mais divergentes foram à linhagem L54 e a cultivar Golden.

  • LARISSA SILVA SOUZA
  • INFESTAÇÃO PELO ÁCARO Varroa destructor E DETECÇÃO DE VIROSES EM ABELHAS AFRICANIZADAS

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 18/06/2019
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  • Apis mellifera L. desempenha um importante papel ambiental e econômico, por meio da polinização e produção de mel, pólen, própolis, dentre outros produtos. No entanto, várias doenças podem afetar essas abelhas em diferentes fases do seu desenvolvimento biológico, o que pode ocasionar perda de toda a população da colônia. Este fato tem desencadeado crescente preocupação global, devido ao declínio das colônias, observado em diversos países e, recentemente, no Brasil. Dentre os parasitas de maior impacto, destaca-se o ácaro Varroa destructor, vetor de diversos vírus. O presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de infestação pelo ácaro V. destructor e a possível influência dos fatores ambientais sobre a infestação deste parasita, correlacionando a sua presença com as principais viroses com acometem colônias de A. mellifera L., bem como o potencial de comportamento higiênico destas abelhas. O estudo foi realizado em oito cidades do Semiárido Baiano, avaliando-se os índices de infestação pelo V. destructor em abelhas adultas ao longo de um ano. Além disso, foi conduzido um estudo sobre o comportamento higiênico de A. mellifera e a sua correlação com o nível de infestação pelo V. destructor. Também foram realizadas avaliações para a detecção dos principais vírus que acometem A. mellifera e se estão correlacionadas com V. destructor. Verificou-se que os parâmetros ambientais atuam sobre as taxas de infestação pelo V. destructor. As colônias de abelhas africanizadas necessitam de um período superior a 24 horas para demonstrarem efetivamente sua característica higiênica. Desta forma, outros fatores distintos do comportamento higiênico podem ter atuado no controle do ácaro pelas abelhas africanizadas. Apenas os vírus Deformed wing vírus (DWV), Israeli acute paralysis vírus (IAPV) e Acute bee paralysis vírus (ABPV) foram detectados. DWV foi detectado em apenas 21,4% das amostras, IAPV e ABPV em 50%.

  • EMMANOEL BARBOSA
  • BIOLOGIA FLORAL E REPRODUTIVA DO GUARANAZEIRO
    [Paullinia cupana var. sorbilis (Mart.) Ducke]

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 17/06/2019
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  • O guaranazeiro, Paullinia cupana var. sorbilis (Mart.) Ducke é a espécie
    mais conhecida da família Sapindaceae, em função da demanda de suas sementes
    pelas indústrias de bebidas, para atender ao promissor merca do de refrigerantes e
    energéticos, tanto o nacional como o internacional. O conhecimento sobre a biologia
    flora l e reprodutiva permite estabelecer o momento, duração e intensidade da florada
    em uma espécie, assim como a sua influência sobre o comportamento dos
    polinizadores. Estudos fenológicos procuram discutir como eventos biológicos
    repetitivos, tais como floração e frutificação, estão relacionados com a sazonalidade
    climática e as interações ecológicas. Neste contexto, o objetivo do trabalho foi
    estudar a morfoanatomia floral e foliar, bem como a biologia floral e reprodutiva do
    guaranazeiro Paullinia cupana var. sorbilis ( Mart.) Du c ke] em plantios comerciais
    localizados na região de Valença, Estado da Bahia Brasil , visando estratégias de
    manejo e melho ramento genético. O guaranazeiro apresenta antese noturna das
    flores pistiladas e as flores estaminadas diurna A maturação e consequentemente a
    colheita dos frutos ocorre entre cinquenta a sessenta dias apó s a antese. As
    maiores porcentagens de germina germinação e comprimento do tubo polínico foram obtidas em meios de cultura BK. Os testes histoquímicos demonstraram que o reativo de
    Alexander e o corante 1: 2,3,5 cloreto de trifeniltetrazólio (TTC) promoveram
    resultados mais fidedigno s quanto à estimativa da viabilidade e fertilidade dos grãos
    de pólen. O estigma está receptivo desde a antese até 14 h h oras após abertura
    floral; portanto , a maior receptividade foi registrada 04 horas após a abertura da flor.
    A espécie é preferencialmente alóg ama autoincompatív el, portanto , para manter a
    produção de sementes viáveis há necessidade da presença de agente polinizador.
    Algumas espécies da família A pidae foram os vis itantes florais mais freqüentes.

  • AURELIO JOSE ANTUNES DE CARVALHO
  • LICURI, Syagrus coronata (Mart.) Becc.: ASSOCIAÇÕES MICORRÍZICAS, ESTRUTURA DE DESENVOLVIMENTO POPULACIONAL E EPIFITISMO COMO SUBSÍDIOS AO MANEJO SUSTENTÁVEL

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 13/06/2019
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  • Este estudo aborda o licuri (Syagrus coronata), palmeira de exploração agroextrativista, de múltiplo uso, no bioma Caatinga. Aspectos relacionados a associação desta palmeira com fungos micorrizicos arbusculares (FMA), estrutura de população e o epifitismo em licurizeiros foram estudados. A colonização micorrízica foi estudada também no ariri (Syagrus vagans). Foram identificados 14 táxons de FMA em solos com estas palmeiras, sendo os mais recorrentes dos gêneros Glomus e Acaulospora associados a ambas espécies. Estes fungos formam associações simbióticas mutualísticas com as plantas, promovendo melhor absorção de nutrientes pelas raizes, principalmente os de baixa mobilidade no solo e tem um papel preponderante na tolerância das plantas a estresses bióticos e abióticos. O seu papel na tolerância destas palmeiras aos estresses abióticos como a restrição hídrica, marcante no bioma Caatinga, ainda necessitam ser investigados. Foi pesquisada a estrutura de população do licuri em unidades amostrais na caatinga conservada e em áreas de pastagens na agricultura familiar. No agroecossistema pastagem x licuri constatou-se a ausência de licurizeiros nas fases iniciais, uma verdadeira falha crônica no recrutamento de novos indivíduos da população e a existência de apenas indivíduos reprodutores. Entretanto, nas unidades de caatinga conservada tem-se indivíduos reprodutores nas classes ontogenéticas que o antecedem. Indica-se com isso que não há recrutamento de novos indivíduos, sendo o sobrepastejo o maior tensor antrópico. No último capítulo descrevemos o epifitismo em licurizeiros na topossequência variando de 400 a 760 m. No total de 496 licurizeiros, encontrou-se 51% de epifitismo acidental e 35% de holoepifitismo habitual. O licuri é um forófito-chave na Caatinga e uma nurse plant. A família mais representativa quanto ao epifitismo foi Bromeliaceae, com função ecológica considerável em ambiente semiárido para manutenção do ecossistema local.

  • DANIELE DE VASCONCELLOS SANTOS BATISTA
  • BIOATIVIDADE DO ÓLEO ESSENCIAL DE CRAVO
    (Syzygium aromaticum) E DE REVESTIMENTOS COM
    FÉCULA SOBRE A ANTRACNOSE EM MAMÃO NA PÓSCOLHEITA

  • Data: 11/06/2019
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  • A espécie Syzygium aromaticum (L.) conhecida popularmente como
    cravo é rica em óleo essencial que apresenta propriedades biológicas, a exemplo
    da atividade antifúngica. Objetivou-se analisar o efeito do óleo essencial de cravo
    no controle do Colletotrichum gloeosporioides e de revestimentos a base de fécula
    de mandioca e óleo essencial de cravo no controle da antracnose, bem como nas
    características físico-químicas e sensoriais em mamão na pós-colheita. O óleo
    essencial de cravo (OEC) foi obtido por hidrodestilação e analisado por
    cromatografia gasosa e espectrometria de massas. Inicialmente, analisou-se in vitro
    a percentagem de inibição do crescimento micelial (PICM), o índice de velocidade
    do crescimento micelial (IVCM) e a produção de esporos do fungo cultivado em oito
    concentrações do OEC (0; 150; 300; 450; 600; 750; 900 e 1000 μlL-¹). A avaliação
    da concentração mínima inibitória (CMI) e da germinação de esporos deu-se a partir
    de cinco concentrações (7400; 3700; 1850; 925 e 425,5 μlL-¹). Posteriormente,
    investigou-se o efeito dos revestimentos OEC e suspensão fécula de mandioca
    (SFM), associada ou não ao OEC em mamões das variedades Aliança e Golden
    THB. O impacto dos revestimentos no controle da antracnose, nas características
    físico-químicas e sensoriais foram avaliados nos frutos armazenados em
    temperatura ambiente. Os resultados apontam o eugenol como composto
    majoritário do OEC, com representação de 83,09%. O óleo exerceu atividade
    antifúngica in vitro, reduzindo a produção de micélio e o seu IVCM. A paralização
    da esporulação ocorreu em concentração superior a 750 μlL-¹ e a partir da CIM
    (1850 μlL-¹) houve redução crescente no percentual dos esporos germinados. Ao
    avaliar a ação antifúngica dos revestimentos comestíveis observou-se que a
    presença da SFM isolada se destacou no controle da antracnose nos frutos das
    duas variedades, entretanto, a associação do SFM+OEC também apresentou
    inibição no desenvolvimento e velocidade de crescimento da lesão, com médias
    superiores aos controles nas duas variedades estudadas. Não houve impacto dos
    revestimentos nas características físico-químicas, contudo, interferiram na
    aceitação sensorial dos mamões. Para os provadores, os revestimentos SFM e
    OEC, aplicados isoladamente (variedade Golden THB) e o revestimento composto
    SFM+OEC (variedade Aliança) proporcionaram características sensoriais e
    intenções de compra semelhantes ao controle. Conclui-se que o OEC apresentou
    atividade antifúngica in vitro contra o C. gloeosporioides, porém para o controle da
    antracnose, sugere-se a utilização dos revestimentos a base de SFM por retardar
    o desenvolvimento da doença, proporcionar boa aceitação sensorial e manter
    inalteradas as características físico-químicas dos mamões na pós-colheita.

  • SERGIO RICARDO MATOS ALMEIDA
  • A MANIPUEIRA MELHORA ATRIBUTOS QUÍMICOS DE LATOSSOLO AMARELO DISTROCOESO E A PRODUTIVIDADE DE MILHO (Zea mays L.)

  • Data: 05/06/2019
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  • Manipueira é o resíduo líquido amarelado resultante da prensagem das raízes raladas da mandioca (Manihot esculenta Crantz) durante o processo de fabricação de farinha ou extração de fécula. Um terço de toda a produção de raízes é convertido em manipueira, e descartado no ambiente. Com elevada carga orgânica e presença de cianetos, esse resíduo tem se constituído em um problema ambiental; mas seu uso como adubo de solo, associado a pó de rocha, influencia na produtividade agrícola e na vegetação espontânea. Pó de rocha de Ipirá é um produto rico em silício, cálcio, magnésio, potássio e micronutrientes, produzido na Bahia. Plantas espontâneas são as espécies que nascem e se reproduzem espontaneamente, sem serem cultivadas, e constituem a expressão natural da condição do solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial da manipueira, associada ao pó de rocha de Ipirá, na melhoria de atributos químicos de Latossolo Amarelo Distrocoeso e na adubação de milho; e seu efeito na composição florística e estrutura fitossociológica da comunidade de plantas espontâneas. O experimento foi conduzido em campo, com delineamento experimental em blocos casualizados (DBC), com 4 repetições e 10 tratamentos: 3 doses de manipueira (7, 14 e 28 L m-2) sem e com pó de rocha (400 g m-2); testemunha absoluta (sem manipueira, com e sem pó de rocha); e testemunha com adubação química (75 g NPK m-2) com e sem pó de rocha. A variedade utilizada foi a BRS Caimbé, e a semente foi inoculada com Azospirillum brasilense. Foram realizados 2 plantios subsequentes de milho. Os parâmetros avaliados foram: fertilidade do solo, produtividade de grãos secos (kg ha-1) e índices fitossociológicos. A manipueira aumentou significativamente os teores de potássio e fósforo do solo e pode ser utilizada como insumo agrícola; associada ao pó de rocha de Ipirá aumentou significativamente a produtividade do milho; e influenciou na comunidade de plantas espontâneas, aumentando o índice de valor de cobertura de espécies indicadoras de boa qualidade de solo.

  • CLAUDIO LUIZ LEONE AZEVEDO
  • DESEMPENHO DE COMBINAÇÕES COPA E PORTA-ENXERTO DE CITROS EM PLANTIOS ADENSADOS NO ESTADO DA BAHIA

  • Data: 28/02/2019
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  • Atualmente a citricultura figura como uma das principais atividades do agronegócio brasileiro, sendo a maior parte dos pomares comerciais destinados ao cultivo de laranja. O uso de combinações copa e porta-enxerto ainda é restrito a poucos materiais, diminuindo a diversidade genética, principalmente de novos porta-enxertos, tornando-se necessário a diversificação como forma de obtenção de materiais mais qualificados e que atendam com maior especificidade ao interesse de cada produção. No Nordeste brasileiro, onde Bahia e Sergipe são os maiores estados produtores, percebe-se ainda dificuldades no uso de novas combinações, principalmente diferentes porta-enxertos, porém a busca por aumentar a produtividade da região tem sido um fator decisivo nessa conquista, onde a atuação da Embrapa tem sido fundamental para esse novo momento da citricultura. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar o desempenho horticultural de combinações copa e porta-enxertos de citros, para identificar quais delas podem ser alternativas do ponto de vista vegetativo e econômico, para pomares comerciais, tanto na produção de frutas “in natura” como para o processamento industrial, em plantios com espaçamento adensado. Para as avaliações utilizou-se as variáveis: precocidade produtiva, altura e volume de copa; peso, diâmetro, comprimento, sólidos solúveis totais, acidez titulável, ratio, rendimento em suco, pH dos frutos; índice tecnológico e eficiência produtiva. Os resultados demonstraram que as copas tangerina-tangor Piemonte, laranjeiras Pera, Westin, Valência, Rubi e Natal, avaliadas de acordo com suas respectivas aptidões comerciais, obtiveram melhores resultados de produtividade, precocidade, eficiência produtiva, índice tecnológico e qualidade química de frutos, quando enxertadas nos porta-enxertos TSKC x (LCR x TR) – 059, citrandarins Indio, Riverside e San Diego e Sunki Tropical.

  • ALINE SANTOS DOS SANTOS
  • GAFANHOTOS DO RECÔNCAVO DA BAHIA: FENOLOGIA DE
    Cylindrotettix sp. BRUNER, 1906 (ORTHOPTERA, LEPTYSMINAE)
    E ECOTOXICOLOGIA DE Cornops frenatum frenatum (MARSHALL,
    1836) EM CULTIVO DE Heliconia spp. L. (HELICONIACEAE)

  • Data: 27/02/2019
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  • O objetivo deste trabalho foi determinar a fenologia de Cylindrotettix
    sp. (Bruner, 1906) e verificar a atividade enzimática da Glutationa-S-Transferase
    (GST) e Catalase (CAT) em machos e fêmeas do gafanhoto Cornops frenatum
    frenatum (Marshall, 1836). Os indivíduos de Cylindrotettix sp. foram coletados de
    julho de 2017 a junho de 2018, na Fazendinha Orgânica, localizada na Empresa
    Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA Mandioca e Fruticultura) em
    Cruz das Almas, BA. Foram capturados 163 indivíduos, sendo 56 adultos (21
    fêmeas e 35 machos) e 107 ninfas (22 classificadas na categoria “A” e 85 na
    categoria “B”). Observou-se que tanto adultos quanto ninfas de Cylindrotettix sp.
    apresentaram maior abundância em meses com maior temperatura e radiação
    solar e baixa umidade e precipitação o que indica que a população é influenciada
    diretamente pelas condições climáticas. Já os indivíduos de C. f. frenatum foram
    coletados em cultivos de Heliconia ssp. na Fazenda Experimental do
    CCAAB/UFRB (Cruz das Almas/BA) e no sítio “Granja São Luís” (Conceição do
    Jacuípe/BA). Foram utilizados 50 intestinos médio de fêmeas e 80 de machos de
    cada ponto de coleta, o que correspondeu a 10 amostras de cada (fêmea e
    macho) da área analisada. Pelo teste da ANOVA, encontrou-se diferença
    significativa na atividade das enzimas GST e CAT, na interação entre os pontos
    de coletas (Fazenda Experimental da UFRB/CCAAB e “Granja São Luis”) e entre
    sexos (machos e fêmeas).

  • LEONARDO DE OLIVEIRA BARBOSA
  • PODRIDÃO VERMELHA DO SISAL: CONTROLE COM Trichoderma spp., ESCALA DE NOTAS E ESTUDOS HISTOPATOLÓGICOS

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 26/02/2019
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  • A podridão vermelha causada pelo fungo Aspergillus welwitschiae é o principal problema fitossanitário da cultura do sisal (Agave sisalana Perrine). Estudos científicos sobre esta cultura em geral, e mais especificamente sobre a podridão vermelha, historicamente têm sido negligenciados. Este trabalho teve como objetivos: i) elaborar e validar uma escala de notas para quantificação da podridão vermelha no sisal, ii) estudar aspectos histológicos e histoquímicos dos tecidos internos do caule de plantas de sisal com sintomas da podridão vermelha e iii) selecionar isolados de Trichoderma spp.. para o controle desta doença e estudar a nível tecidual a interação Trichoderma - A. welwitschiae – A. sisalana. A escala foi elaborada com seis níveis de severidade (0: 0%, 1: ≤ 5%, 2: 7-20%, 3: 22-45 %, 4: 50 - ≤ 78%, 5:> 78% da área afetada), sendo validada por 12 avaliadores (com e sem treinamento). A escala proposta é de fácil uso e fornece resultados acurados e precisos (90%). No estudo anatômico foi evidenciado que a podridão vermelha está presente em todo o parênquima fundamental. O patógeno foi encontrado nos elementos de vaso e em células do parênquima. As células infectadas pelo patógeno apresentam parede celular degradada e sem formato definido, evidenciando que o patógeno atua como um fungo necrotrófico. O A. welwitschiae também age como patógeno vascular, colonizando os vasos do xilema. Em resposta à infecção, a planta ativa alguns mecanismos de defesa tais como lignificação da parede celular, obliteração dos elementos de vaso e produção de compostos fenólicos. Os isolados de Trichoderma spp. inibiram a germinação de esporos, o crescimento micelial e a esporulação de A. welwitschiae e promoveram significativa redução da incidência (70-93%) e severidade (97%) da doença em mudas de sisal. Cortes transversais do caule de plantas tratadas com Trichoderma spp. e infectadas por A. welwitschiae demonstram que o patógeno e o avanço da doença foram contidos por camadas de células parenquimáticas lignificadas. Hifas, conidióforos e conídios de Trichoderma spp. foram encontrados nos tecidos caulinares.

  • JAMYNNE MATTOS ALBERNAZ
  • ATIVIDADE DE VOO E LEVANTAMENTO DE NINHOS DE ABELHAS SOCIAIS SEM FERRÃO (HYMENOPTERA: APIDAE)

  • Data: 25/02/2019
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  • As abelhas sociais sem ferrão são de grande importância para o ambiente, proporcionando a polinização de plantas, desempenhando assim uma função no ecossistema com a reprodução biológica de espécies vegetais. Desta forma o presente trabalho teve por objetivo avaliar a atividade de voo de quatro espécies de abelhas sociais sem ferrão (ASSF) e realizar o inventário de ninhos de meliponíneos no campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Cruz das Almas, Ba. A atividade de voo de espécies de ASSF (Melipona quadrifasciata anthidioides, Melipona scutellaris, Partamona helleri e Oxytrigona tataira) foi avaliada nos meses de novembro/2017, dezembro/2017 e janeiro/2018. Para cada mês, foi realizado o monitoramento da atividade de voo em três dias consecutivos de avaliação no período das 05:00 às 18:00 horas, bem como o registro dos dados climáticos de temperatura (°C) e umidade reativa (%). No levantamento dos ninhos das ASSF, foi realizada uma cuidadosa vistoria das edificações, que compreende a parte física (laboratórios, casas, muros, placas, telhados, prédios e portões) e as espécies vegetais no perímetro da área delimitada, buscando-se sinais de um possível ninho. A espécie de abelha que teve maior atividade de voo foi M. scutellaris seguida de P. helleri, M. quadrifasciata anthidioides e O. tataira. A atividade de forrageamento foi mais intensa nos primeiros horários de observação. O mês de maior intensidade da atividade para M. scutellaris e M. quadrifasciata anthidioides foi dezembro/2017 e novembro/2017 para P. helleri e O. tataira. Mesmo com ações antrópicas, no campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Cruz das Almas-Ba, foi possível observar um grande número de substratos de nidificação, porém foi verificada em poucas espécies vegetais a presença de ninho de ASSF, ocorrendo à predominância da espécie de abelha social sem ferrão Nannotrigona testaceicornis.

  • JOSEMARIO SANTANA BONSUCESSO
  • DETERMINAÇÃO DE METAIS E CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona scutellaris (HYMENOPTERA: APIDAE)

  • Orientador : FABIO DE SOUZA DIAS
  • Data: 22/02/2019
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  • Considerado um tipo diferente de própolis, a geoprópolis produzido por abelhas sem ferrão apresenta uma mistura de resina e exsudados, contendo cera, partículas de argilas, silte e areia, o que lhe confere características únicas. Este produto vem sendo objeto de interesse da pesquisa, tanto pelas suas propriedades físico-químicas, geração de renda e também para o monitoramento ambiental. Deste modo, o objetivo deste estudo foi determinar a concentração de metais na geoprópolis de Melipona scutellaris, de forma a validar esse produto da colmeia como indicador de qualidade ambiental, bem como a caracterização física deste produto. As amostras foram coletadas em sete meliponários durante um ano em área urbano-industrial de Salvador, Bahia, Brasil. Para quantificação dos metais foi utilizada a técnica de ICP OES. Adicionalmente, foram calculados os Indices de Geoacumulação (IGEO) e Fator de enriquecimento (EF), assim como as percentagens geogênica e antropogênica de metais. Na análise granulométrica verificou-se que as abelhas coletaram todos os componentes mais finos do solo (areia, silte e argila) para formação da geoprópolis. Na composição da geoprópolis, nas diferentes áreas de estudo verifica-se entre 9 a 9,3 % de material orgânico. Todos os metais estudados foram detectados tanto nas amostras da geoprópolis, quanto nas amostras de solo. Os dados de IGEO revelam solos não ou levemente contaminados com 25% das amostras ligeiramente contaminados e 11% moderadamente contaminados. A geoprópolis estudada da região metropolitana de Salvador apresentou alta concentração de material mineral, com predomínio da fração areia. As diferenças na composição granulométrica entre a geoprópolis e os solos do ambiente de entorno indicam que além desta, outras fontes de material mineral, como sedimentos, são utilizadas pelas abelhas. O método de extração ácida USEPA 3050b em combinação com a detecção e quantificação dos metais por ICP OES mostrou eficiência para análise de metais em geoprópolis.

  • CLAUDIA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • USO DA FLORA MELITÓFILA POR ABELHAS (HYMENOPTERA: APOIDEA) EM ÁREAS DE CERRADO

  • Data: 22/02/2019
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  • Informações sobre plantas visitadas por abelhas para coleta de recursos alimentares constituem uma importante ferramenta para definir estratégias de conservação, compreensão básica de padrões ecológicos, entender os potenciais efeitos da perda de populações de polinizadores, e também na aplicação desse conhecimento na polinização das culturas. Portanto, é necessário conhecer as espécies vegetais que fornecem recursos (pólen, néctar e / ou óleo) para as abelhas, bem como analisar e entender como essas plantas são utilizadas por elas. Neste estudo, analisamos as interações abelha-planta para investigar o modo de uso de recursos vegetais por populações de abelhas em uma comunidade no cerrado brasileiro. Estudamos a amplitude de nicho (Shannon –Wiener index) e a sobreposição de nicho trófico e temporal de abelhas que utilizam recursos florais, utilizando o índice de Schoener. Além disso, calculamos o grau geral de sobreposição entre todas as espécies da comunidade usando os índices Pianka e Czechanowski. Constatou-se que a baixa sobreposição do nicho no eixo da dieta e a sobreposição intermediária no eixo temporal das abelhas deve ser um reflexo da ampla escolha de recursos florais por diferentes espécies de abelhas, como o resultado de diferenças morfológicas e comportamentais.

  • GILMARA ALVARENGA FACHARDO OLIVEIRA
  • SELEÇÃO DE DESCRITORES MORFOAGRONÔMICOS,
    DIVERSIDADE GENÉTICA E ESTABELECIMENTO DE
    COLEÇÃO NUCLEAR EM MAMOEIRO

  • Data: 19/02/2019
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  • Uma alternativa para aumentar o uso da variabilidade genética presente
    nos bancos de germoplasma e favorecer as atividades relacionadas ao
    melhoramento das culturas, é a formação de coleções nucleares. Trata-se de um
    grupo limitado de acessos oriundos de uma coleção de germoplasma, que
    representa grande parte da variabilidade genética existente na coleção completa.
    Assim, o objetivo desse estudo foi caracterizar, por meio de 35 descritores
    quantitativos e 35 descritores qualitativos, os 94 acessos de mamoeiro
    pertencentes ao banco ativo de germoplasma (BAG-Mamão) da Embrapa
    Mandioca e Fruticultura para posterior seleção dos descritores mais informativos,
    análise de diversidade genética e estabelecimento de uma coleção nuclear. Dos
    70 descritores avaliados, 23 descritores quantitativos e 17 descritores qualitativos
    foram selecionados por se apresentaram mais informativos. Foram formados três
    grupos com 38, 39 e 17 acessos, respectivamente, onde os grupos 1 e 3 se
    apresentaram mais divergentes e os grupos 1 e 2 mais similares. Os descritores
    quantitativos relacionados aos frutos foram os que mais contribuíram para detectar
    a diversidade genética existentes entre os acessos. Para estabelecimento da
    coleção nuclear, dois diferentes algorítimos foram utilizados, MSTRAT e
    PowerCore, selecionando 30 (31,91%) e 37 (39,36%) acessos, respectivamente.
    Houve coincidência na seleção de 24 acessos e com a união dos resultados
    (MSTRAT + PowerCore), 43 diferentes acessos foram selecionados. Ao serem
    analisados, apresentaram maior retenção da variabilidade genética presente na
    coleção completa (MD=3,99%, VD=24,59%, CR=83,23% e VR=101,38). A redução
    de 54,26% dos acessos facilitará os procedimentos clássicos de melhoramento
    genético, permitindo maior versatilidade e dinamismo aos trabalhos envolvendo a
    cultura.

  • IRANA PAIM SILVA
  • IMOBILIZAÇÃO CELULAR E PROSPECÇÃO DE AGENTES CLARIFICANTES NATURAIS PARA OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE HIDROMEL

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 18/02/2019
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  • Este estudo objetivou a utilização de leveduras associando a imobilização celular na produção de hidromel de duas espécies de abelhas sociais e prospecção de clarificantes naturais, avaliando a sua eficácia e contribuição, associado ao processo de envelhecimento. Todas as amostras dos méis apresentaram qualidade microbiológica, enquanto que 75% atenderam aos padrões físico-químicos. A origem floral foi composta por um total de 41 tipos polínicos pertencentes a 23 famílias. Diversos compostos voláteis foram idetificados. Os tratamentos utilizados contribuíram para aumentar a complexidade aromática e a otimização do processo de elaboração dos hidroméis.

  • PAULA DIB DE CARVALHO
  • CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS FERMENTADOS DE MÉIS DE ABELHAS SOCIAIS (HYMENOPTERA: APIDAE) DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Data: 11/02/2019
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  • A produção de bebidas fermentadas é uma boa opção de renda para os apicultores e meliponicultores, permitindo maior agregação de valor ao mel e aos subprodutos com grande potencial comercial, como hidromel e vinagre de mel. O hidromel é uma bebida resultante da fermentação alcoólica da mistura de água e mel. Já o vinagre de mel é o produto obtido da fermentação acética do hidromel. O objetivo do presente estudo foi a caracterização de produtos fermentados a base de méis de abelhas sociais do Nordeste brasileiro. Primeiramente, procedeu-se a caracterização físico-química e a avaliação de segurança microbiológica dos méis utilizados na produção dos hidroméis e dos vinagres. Os méis apresentaram perfis físico-químicos e microbiológicos adequados ao consumo humano. Em seguida, foram produzidos cinco tipos de hidroméis com diferentes concentrações de nutrientes e pólen apícola. A utilização de diferentes tipos e concentrações de nutrientes, além dos diferentes tipos de méis, mostrou diferenças estatísticas significativas nos produtos, exceto nos hidroméis de Apis mellifera 5 e Melipona fasciculata 5. Apenas os hidroméis de A. mellifera 4 e M. fasciculata 4 não completaram a fermentação, permanecendo com um maior remanescente de açúcares residuais. Todos os hidroméis produzidos encontraram-se dentro dos padrões da legislação brasileira para hidromel e estão adequados ao consumo humano. Para análise sensorial, foram produzidos quatro tipos de hidroméis. O produto com maior grau de aceitação pelos consumidores foi o hidromel de A. mellifera 1. Na última fase do estudo, foram produzidos dois tipos de vinagres a partir de méis de A. mellifera e M. fasciculata. Os vinagres de méis apresentaram-se dentro dos padrões exigidos pela legislação brasileira para vinagre, exceto no quesito acidez volátil.

2018
Descrição
  • MAURICIO DOS SANTOS DA SILVA
  • TAMANHO DE PARCELAS EXPERIMENTAIS PARA AVALIAÇÃO DE CARACTERES EM MAMOEIRO (Carica papaya L.)

  • Data: 14/09/2018
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  • O objetivo deste trabalho foi estimar o tamanho de parcelas experimentais para avaliação de descritores fenotípicos relevantes para caracterização acessos de mamoeiro. O experimento constituiu-se de um ensaio de uniformidade, conduzido em Cruz das Almas, BA, na área experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura, utilizando a linhagem L78 desenvolvida pela Embrapa, plantado no espaçamento de 3 m x 2 m, formando 18 fileiras de 24 plantas cada e consideradas como útil as 16 fileiras centrais, com 22 plantas por fileira, num total de 352 plantas e área útil de 2112 m2. Os caracteres avaliados foram: altura e diâmetro das plantas aos seis, 12 e 18 meses; altura de inserção dos primeiros frutos; precocidade; número de frutos comerciais por planta aos nove e 14 meses; produtividade; comprimento, diâmetro, peso, firmeza e diâmetro da cavidade interna dos frutos; espessura da polpa e sólidos solúveis. Nas avaliações, cada planta foi considerada como uma unidade básica (ub), área de 6 m2, perfazendo assim, 352 unidades básicas (ub), cujas adjacentes foram combinadas de modo a formar 11 formas de parcelas pré-estabelecidos com formatos retangulares e em fileiras. Os dados foram submetidos à análise de variância em modelo hierárquico simulando um experimento em parcelas subdivididas. O tamanho da parcela foi estimado pelo modelo linear de resposta platô, método da máxima curvatura modificada, o método da comparação de variâncias e o método de Hatheway.

  • CATIA DIAS DO CARMO
  • SELEÇÃO PRECOCE E MAPEAMENTO ASSOCIATIVO
    PARA AMIDO WAXY EM MANDIOCA

  • Orientador : GENI DA SILVA SODRÉ
  • Data: 10/08/2018
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  • Dada a importância da mandioca (Manihot esculenta Crantz) para uso industrial e o recente interesse pelo amido waxy e as dificuldades inerentes ao melhoramento desta característica, o objetivo deste trabalho foi identificar estratégias para seleção precoce de genótipos waxy. Neste estudo, foram utilizadas três estratégias: 1) avaliação de mutações no gene Granule-bound starch synthase I (GBSSI) responsável pelo fenótipo waxy. Foi realizado um screening no germoplasma de mandioca com iniciadores específicos, seguido do sequenciamento total do gene GBSSI e avaliação dos pontos de mutação encontrados no sequenciamento individual e conjuntamente por análise discriminante de componentes principais (ADCP). A deleção MeWxEx6-del-C foi identificada como marcador funcional para o fenótipo waxy e não foram encontrados genótipos heterozigóticos no germoplasma de mandioca para esta deleção. 2) uso de um painel de marcadores com 20k de Single Nucleotide Polymorphism (SNP) para análise de Associação Genômica Ampla (GWAS) para o fenótipo waxy. Dez variantes polimórficas foram associadas ao fenótipo localizadas no cromossomo 2 e co-localizados em regiões gênicas que podem direcionar novos estudos e revelar processos biológicos concomitantes. Também foram encontrados efeitos aditivos e epistáticos entre os SNPs significativos; 3) análise de infravermelho próximo com transformada de Fourier (FT-NIR) com o objetivo de associar espectros com componentes da folha presentes em genótipos waxy e não-waxy que possam distingui-los. Foram avaliadas cinco técnicas de reconhecimento de padrões supervisionado com espectros, sendo que os algoritmos de Support vector machines with linear kernel (SVM) e Bayesian generalized linear model (BGLM) apresentaram as maiores acurácias de classificação, possibilitando a implementação da seleção precoce de indivíduos em populações segregantes, por meio da seleção indireta por infravermelho próximo.

  • PRISCILA PATRICIA DOS SANTOS SILVA
  • MAPEAMENTO ASSOCIATIVO E SELEÇÃO DE
    VARIÁVEIS RELACIONADAS AO DÉFICIT HÍDRICO EM
    MANDIOCA

  • Data: 09/08/2018
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  • O presente estudo teve como objetivo a seleção de variáveis
    fisiológicas e agronômicas, visando estabelecer um modelo de predição para
    produtividade total de raízes em genótipos de mandioca sob déficit hídrico; bem
    como identificação de regiões genômicas associadas ao déficit hídrico via
    mapeamento associativo (GWAS). Foram avaliados 49 genótipos de mandioca
    em duas condições hídricas (irrigação – IN e déficit hídrico – DH) em dois anos
    agrícolas (2012/2013 e 2013/2014), utilizando seis modelos preditivos:
    Classification and Regression Trees (CART), Artificial Neural Network (ANN),
    Support Vector Machines (SVM), Extreme Learning Machine (ELM), Generalized
    Linear Model with Stepwise Feature Selection (GLMSS) e Partial Least Squares
    (PLS). Os modelos preditivos GLMSS, ELM e PLS apresentaram maior
    capacidade de predição ( 0,75) com RMSE variando entre 0,49 e 0,51. As
    características mais importantes para a produtividade total de raízes foram:
    número de raízes por planta, índice de área foliar, número de folhas mensurado
    no oitavo mês e produtividade da parte aérea. Em relação à GWAS, foram
    utilizados 25.597single nucleotide polymorphism (SNP), obtidos após o controle
    de qualidade utilizando call rate ≥ 0,80 e MAF<0,05. Os dados genômicos foram
    imputados pelo software Beagle. Foram obtidos 54 SNPs associados à
    produtividade total de raízes, produtividade da parte aérea, produtividade de
    amido, teor de matéria seca nas raízes, índice de tolerância a seca (DTI) e índice
    de estabilidade da tolerância a seca (DTSI). Os SNPs identificados estão
    próximos a 120 transcritos, previamente identificados, dos quais 24 possuem
    anotação funcional conhecida relacionados a algumas proteínas conhecidas, à
    exemplo do domínio Apetala 2 (AP2) e da proteína zíper de leucina; que estão
    envolvidas na tolerância ao déficit hídrico em outras espécies. Informações
    importantes para seleção de genótipos tolerantes ao déficit hídrico são
    apresentadas e discutidas para uso nos programas de melhoramento de
    mandioca.

  • LEONARDO SILVA SOUZA
  • INDUÇÃO DE FLORESCIMENTO NA CULTURA DA MANDIOCA

  • Data: 09/08/2018
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  • Este trabalho teve como objetivo aumentar o conhecimento sobre a indução de florescimento e sua sincronização na cultura da mandioca. Para isso, foram avaliadas algumas estratégias como: i) indução do florescimento com uso da enxertia, ii) aplicação de reguladores de crescimento de plantas e avaliação agronômica dos genótipos provenientes da sua aplicação, e iii) entendimento diversidade fenológica de floração e frutificação no germoplasma de mandioca. Na primeira estratégia utilizou-se os genótipos: (1) BRS Formosa: variedade com baixa taxa de florescimento; (2) BGM0823: genótipo de germoplasma com alta taxa de florescimento; e (3) FLA05-02: genótipo de Manihot flabellifolia com alta taxa de florescimento. A técnica de enxertia de garfagem em fenda cheia foi realizada com os seguintes tratamentos: 1) Auto0823, AutoFLA e AutoFormosa: auto-enxertia dos genótipos BGM0823, FLA05-02 e BRS Formosa, respectivamente; 2) BGM0823, FLA05-02 e BRS Formosa não enxertados e; 3) enxertia dos genótipos, sendo o primeiro o enxerto e o segundo o porta-enxerto: BGM0823 / BRS Formosa; BGM0823 / FLA05-02); FLA05-02 / BRS Formosa; FLA05-02 / BGM0823; BRS Formosa / BGM0823 e BRS Formosa / FLA05-02. Na segunda estratégia foram utilizadas plantas das variedades BRS Kiriris, BRS Formosa, BRS Poti Branca e IAC-90 de baixo florescimento, submetidas a diferentes concentrações de Cloreto de Chlormequat (25, 50 e 100 mg L-1) via pulverização foliar e do Paclobutrazol (100, 150 e 250 mg) via solo, além do controle (sem aplicação), com posterior avaliação agronômica destas plantas. Na terceira estratégia, variáveis ambientais como: temperatura, precipitação, umidade relativa e fotoperíodo foram utilizadas para avaliar suas correlações com o florescimento e a frutificação de 1032 genótipos de mandioca. O uso da enxertia foi eficiente tendo o BGM0823 como porta-enxerto para induzir o florescimento na cultura da mandioca. A aplicação dos reguladores de crescimento de plantas não apresentou efeito na indução no florescimento das variedades estudadas e as plantas de mandioca submetidas aos tratamentos reduziu seu desempenho agronômico, sobretudo para a conversão de matéria seca das raízes da variedade IAC-90 em relação ao controle, e Altura das plantas de todas as variedades. O ciclo reprodutivo da mandioca variou bastante em função dos genótipos. Também é possível identificar genótipos com florescimento prolongado, mesmo com condições climáticas adversas. Das variáveis climáticas, o fotoperíodo é a mais importante para explicar o florescimento em alguns grupos de genótipos.

  • LUIS FERNANDO DE FARIAS
  • BIOLOGIA FLORAL, REPRODUTIVA, VISITANTES FLORAIS E DESEMPENHO MORFOAGRÔNICO DE PINHÃO MANSO (Jatropha curcas L., EUPHORBIACEAE)

  • Orientador : SIMONE ALVES SILVA
  • Data: 26/07/2018
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  • O pinhão manso é promissor para produção de óleo para biodiesel, por possuir óleo de ótima qualidade, mas é uma espécie em domesticação e não possui cultivares comerciais, logo muitas informações sobre a espécie são incipientes. Assim, objetivou-se com este trabalho conhecer a fenologia, biologia floral, reprodutiva, visitantes florais de duas populações de pinhão manso, além de avaliar o desempenho morfoagronômico e as correlações de caracteres de Jatropha curcas L. O trabalho foi desenvolvido com populações do Núcleo de Melhoramento Genético e Biotecnologia da UFRB. Foram avaliados a fenologia (floração/frutificação), antese (♂, ♀), durabilidade (inflorescência, ♂, ♀), viabilidade (♂), receptividade (♀), razão pólen:óvulo e número de flores por inflorescência (totais, ♂, ♀), biologia reprodutiva (testes de autopolinização manual/espontânea, polinização cruzada manual, polinização natural e apomixia). Além disso, foram registrados os visitantes florais, e determinados os polinizadores efetivos. Para o desempenho morfoagrônomico e as correlações de caracteres, foi avaliada uma população com oito clones em 4 blocos, e aferidos 18 caracteres morfoagronômicos, realizadas análise descritiva, ANOVA, Scott-Knott e correlação de Pearson. As flores abrem no início da manhã (♂: 05-06h; ♀:07-08h), são autocompatíveis e não há déficit de polinizadores. As polinizações abertas formam mais frutos/sementes em comparação aos outros tratamentos, realizadas especialmente pelas abelhas Nannotrigona testaceicornis e Trigona spinipes. Em relação ao desempenho da população clonal, os clones UFRB05, UFRB13 e UFRB14 são os mais promissores para seleção, considerando a produtividade de óleo. Verificou-se que a maior quantidade de óleo é extraída quando se retira o tegumento da semente. Houve elevada associação entre os caracteres de produção, vegetativas e óleo entre si, sendo uma possibilidade de seleção indireta. Isso permite aumentar concomitantemente, quando se elege um deles para seleção, possibilitando assim, o ganho genético para a cultura.

  • FRANKLIN DAMASCENO CARVALHO
  • RESISTÊNCIA À Phytophthora palmivora EM ACESSOS DE MAMOEIRO

  • Data: 26/07/2018
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  • A podridão do pé e dos frutos, causada por Phytophthora palmivora (Butler) Butler é uma das principais doenças de pré e pós-colheita da cultura do mamoeiro (Carica papaya L.) e tem provocado severas perdas na produção. Com o objetivo de identificar fontes de resistência à doença, foram avaliados 52 acessos de mamoeiro, oriundos do Banco Ativo de Germoplasma de Mamão da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Foram montados dois experimentos, que avaliaram a resistência à P. palmivora em frutos e em mudas destes 52 acessos. A inoculação consistiu na colocação de disco de 5 mm de meio de cultura contendo esporos de P. palmivora sobre ferimento feito no fruto. Sete dias após a inoculação, as lesões foram fotografadas, obtendo-se a porcentagem de área lesionada por meio do software APS Assess 2.0. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 52 tratamentos (acessos) e cinco repetições. No segundo experimento, mudas dos 52 acessos foram inoculadas com 5 mL de suspensão de 5x105 zoósporos mL-1 de P. palmivora 60 dias após a emergência. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 52 tratamentos (acessos) com três repetições e uma testemunha por tratamento. A severidade foi estimada por meio de escala de notas. Além da área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) avaliou-se: período de incubação, tempo de vida de cada planta e mortalidade (%). As médias de área lesionada e AACPD foram submetidas à análise de agrupamento. Todos os acessos apresentaram lesões mediante à inoculação com P. palmivora. Observou-se grande variabilidade nos acessos do BAG - Mamão em relação à sua resistência. O grupo dos frutos resistentes foi formado pelos acessos CMF017, CMF026, CMF078, CMF133, CMF024, Sunrise, CMF004 e CMF075. As mudas resistentes pertencem aos acessos: CMF015, CMF133, CMF131, CMF024, CMF026, CMF078 e CMF115. Estes podem ser considerados promissores na busca por genótipos melhorados que apresentem resistência à doença.

  • ANAILDE CAVALCANTE DOS SANTOS
  • MANEJO DE Helicotylenchus multicinctus E Meloidogyne incognita EM BANANEIRA COM TECNOLOGIA DE RESÍDUO LÍQUIDO DE SISAL

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 24/07/2018
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  • Este trabalho teve por objetivo avaliar a ação nematicida do resíduo líquido de sisal, assim como do formulado desse resíduo, no manejo do nematoide das galhas Meloidogyne incognita e do nematoide espiralado Helicotylenchus multicinctus em mudas de bananeira cultivar ‘Prata Anã’. Foram realizados dois ensaios in vitro e um in vivo para cada espécie de nematoide. No primeiro ensaio in vitro foram avaliadas cinco concentrações do resíduo líquido de sisal com dois tratamentos controle. No segundo ensaio in vitro e no ensaio em mudas de bananeira, os tratamentos foram constituídos por dois tipos de formulado do resíduo liquido de sisal (tratado e não tratado com carvão ativado) cinco concentrações desses formulados (6, 12, 18, 24 e 30 g L-1 ) e quatro tratamentos controle (água, nematicida, resíduo líquido bruto de sisal a 100 ml L-1 e a 200 ml L-1 ). O resíduo líquido de sisal e os formulados foram eficientes no controle de H. multicinctus e M. incognita in vitro, causando 100% de mortalidade dos nematoides nas maiores concentrações. Os formulados de sisal proporcionaram a redução da população de H. multicinctus no solo e nas raízes e no fator de reprodução de até 83,7%, 77% e 70%, respectivamente. Este produto também foi eficiente no controle de M. incognita em bananeira, reduzindo o número de galhas em até 74,6%, de massas de ovos em 59,7%, a população de nematoides no solo em 84,2% e o fator de reprodução desses indivíduos em 84%. Este estudo demonstra o elevado potencial nematicida dos formulados do resíduo liquido de sisal sobre o nematoide espiralado e o nematoide das galhas.

  • CATIA IONARA SANTOS LUCAS
  • ESTUDO DAS CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES BIOATIVAS DA Dalbergia ecastaphyllum (L.) TAUB. E DA PRÓPOLIS VERMELHA

  • Orientador : GENI DA SILVA SODRÉ
  • Data: 19/07/2018
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  • O objetivo desse estudo foi a determinação microbiológica, físico-química, atividade biológica e a similaridade polifenólica da espécie Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub. com a própolis vermelha produzida em apiários no Litoral Sul do Estado da Bahia. As amostras coletadas em cinco apiários foram analisadas quanto a microbiologia, fisico-químicas, atividades biológicas in vitro e análise polínica. Não foram encontradas bactérias patogênicas nas amostras analisadas. A própolis se enquadrou aos padrões exigidos à legislação e foram identificados cinco tipos polínicos (Cecropia sp., Dalbergia ecastaphyllum, Protium heptaphyllum, Schinus terebinthifolia e Spondia sp.). O ácido linoléico foi mais abundante no caule, enquanto que o linolênico na folha e o oleico na própolis. Trinta e quatro compostos foram identificados na própolis, 35 no caule e 31 na folha. Todos os compostos presentes na própolis também foram encontrados no caule e/ou folha. A própolis vermelha apresentou similaridade polifenólica com D. ecastaphyllum. Os resultados desse estudo demonstram que as amostras analisadas são promissoras para uso nas indústrias alimentar, farmacêutica e de cosmético. No entanto, a própolis vermelha apresentou-se com atividade antimicrobiana in vitro mais acentuada quando comparada com extratos de D. ecastaphyllum.

  • SANDRA SELMA MARQUES DE SOUZA
  • TEMPO DE ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE Moringa oleifera LAM. E SUA EFICIÊNCIA NO TRATAMENTO DA ÁGUA

  • Data: 05/07/2018
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  • A Moringa pertence à família Moringaceae, é uma planta que possui vários usos, sendo que a semente é bastante utilizada na clarificação de água turva. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência do poder coagulante/floculante de semente de moringa após diferentes períodos, tipos de secagem e condições de armazenamento no tratamento da água para consumo humano. Foi avaliada a eficiência das sementes nas condições de armazenamento, em relação à redução da turbidez, cor aparente e pH da água do açude. As sementes da moringa e a água foram coletadas dentro do Campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Os experimentos foram conduzidos em delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial. Os dados foram comparados pelo teste de Tukey ao nível de 5%. No primeiro experimento, em esquema fatorial (2x3): forma da semente (pó e inteira, ambas com casca) e condições de armazenamento (ambiente não controlado, refrigerado e congelado). Já para o segundo experimento, em esquema fatorial (2 x 2 x 4 + 1), combinando: a condição a qual a semente foi triturada (com casca e sem casca), método de secagem das sementes (temperatura ambiente e estufa), tempo de armazenamento das sementes (8, 9, 10 e 11 meses). Após a obtenção do resultado da concentração ideal com as sementes de moringa utilizadas no tratamento da água do açude foram encontradas condições e período de armazenamento satisfatórios em relação ao pH, turbidez e cor aparente.

  • ADRIANA DE OLIVEIRA NEVES
  • EXTRATOS DE Acanthospermum hispidum E Lippia alba NO CONTROLE DE Alternaria solani E NA INDUÇÃO DE RESISTÊNCIA EM TOMATEIRO

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO DOREA BRAGANCA
  • Data: 04/07/2018
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  • A pinta preta é uma doença de grande importância na cultura do tomateiro. Causada pelo fungo Alternaria solani, é altamente destrutiva e de ampla ocorrência nas regiões tropicais. Pode atacar todas partes da planta gerando grandes prejuízos, comprometendo até 100% da produção. O principal método de controle adotado é químico, entretanto muitos questionamentos têm sido levantados em relação aos aspectos negativos que tal método pode trazer ao meio ambiente, em relação à segurança alimentar e pela capacidade deste em selecionar patógenos resistentes. Métodos alternativos estão sendo estudados visando reduzir a utilização desses produtos. Assim este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de extratos vegetais de Acanthospermum hispidum e Lippia alba no controle de Alternaria solani e na indução de resistência em tomateiro. As concentrações dos extratos vegetais estudadas foram de 1, 5, 10,15 e 20 %. Foram avaliados controle in vitro do crescimento micelial e percentual de germinação de esporos e indução de resistência in vivo. O extrato de A. hispidum promoveu até 44,4 % de redução no crescimento micelial e 68% de germinação. O extrato de L. alba reduziu o crescimento micelial até 80,5% e 71,5% da germinação. Os extratos foram capazes de promover indução de resistência, ocorrendo indução de forma sistêmica. Ambos os extratos se mostraram potenciais alternativas no controle da pinta preta do tomateiro.

  • SANDRA DOMINGOS JOAO AFONSO
  • DIVERSIDADE GENÉTICA E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE MANDIOCA POR MEIO DE CARACTERIZAÇÃO MORFOAGRONÔMICA E MOLECULAR EM ANGOLA.

  • Data: 15/06/2018
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  • A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é considerada a mais brasileira das culturas, por ser originária do Brasil e cultivada em todos países tropicais. Sua exploração, basicamente é feita por pequenos produtores, em áreas marginais de agricultura, devido a sua rusticidade e a capacidade de produzir relativamente bem em condições em que outras espécies sequer sobreviveriam. Sendo assim, objetivou-se avaliar a estrutura de populações, a diversidade genética e a seleção de genótipos de mandioca em Angola por meio de caracteres agronômicos e marcadores moleculares. O experimento de campo foi conduzido nos anos agrícolas de 2015-2016 e 2017-2018, em Malanje, Angola, com quarenta genótipos de mandioca no delineamento blocos ao acaso com 4 repetições. Cada parcela foi constituída por cinco linhas de 10 plantas em espaçamento de 0,90 x 0,90 m. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância individual e conjunta, quando significativo, e as médias foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott. Foram estimados níveis de entropia dos caracteres, estrutura de população, coeficientes de correlação de Pearson, análise conjunta de variáveis quantitativas, qualitativas, índice de seleção de Mulamba e Mock e índices para determinar os primers ISSR mais informativos como o conteúdo de informação polimórfica, o índice do marcador e poder de resolução. A caracterização morfoagronômicas dos genótipos avaliados demonstrou a existência de materiais promissores que podem ser utilizados na diversificação do plantio de mandioca em Angola. As variedades de mandioca mais promissoras são Tio Jojo, Ngana Yuculu, Kimbanda, Vermute, Jaca Vermelha, Jaca Branca. A caracterização molecular revelou que há diversidade
    DIVERSIDADE GENÉTICA E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE MANDIOCA POR MEIO DE CARACTERIZAÇÃO MORFOAGRONÔMICAS E MOLECULAR EM ANGOLA.
    genética dentro de cada população estudada. Os índices utilizados para determinar os primers mais informativos possibilitaram a discriminação de primers diferentes, que poderão ser utilizados em futuro estudos de populações de mandioca. Houve estruturação genética entre as populações estudadas. Existe variabilidade genética a partir das características morfoagronômicas nas variedades de mandioca avaliadas.

  • JACQUELINE ALVES BORGES FERREIRA
  • ASPECTOS DA BIOLOGIA FLORAL E REPRODUTIVA DE DIFERENTES ACESSOS DE MAMOEIRO

  • Data: 30/05/2018
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  • O mamoeiro (Carica papaya L.), apesar de ser considerado uma frutífera de grande importância econômica para o agronegócio nacional e internacional, ainda possui limitado número de cultivares desenvolvidas, principalmente adaptadas às grandes regiões produtoras. Dentre as ações de pesquisa que fazem parte de um programa de melhoramento genético, estão os estudos sobre a biologia floral e reprodutiva de potenciais parentais em hibridações de interesse. Este trabalho teve como objetivo avaliar a morfologia e viabilidade de grãos de pólen, a morfoanatomia e receptividade de estigmas em 10 acessos de mamoeiro potencialmente promissores da espécie C. papaya L., assim como avaliar a fenologia do florescimento de acessos de mamoeiro pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Mandioca e Fruticultura-BA. Foi possível constatar que não houve diferença significativa para germinação in vitro dos grãos de pólen (%) nas fases: pré-antese, antese e pós-antese, por meio do teste Scott-Knott (p<0,01). Os testes histoquímicos superestimaram os resultados, ainda que, o corante alexander seja mais eficiente e fiel no que diz respeito à estimativa da viabilidade polínica quando comparado ao corante carmim acético. Já a receptividade estigmática esteve presente antes mesmo da abertura floral, permanecendo com maior intensidade na antese e pós-antese. Os acessos avaliados apresentaram características semelhantes quanto à morfologia do grão de pólen e morfoanatomia do estigma, porém cada acesso apresentou sua particularidade diferindo-se um do outro em detalhes botânicos específicos. Correlações específicas entre dados climáticos e taxas de florescimento demonstraram que o pico de floração para a maioria dos acessos de mamoeiro acontece nos meses de junho e julho, quando é inverno e as plantas produzem em média cerca de 4 a 5 flores por semana.

  • GISELE CHAGAS MOREIRA
  • AÇÃO DO ÁCIDO ABSCÍSICO E MÉTODO DE EXTRAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM Physalis angulata

  • Orientador : FABIO DE SOUZA DIAS
  • Data: 28/02/2018
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  • A Physalis angulata é conhecida por ser fonte de fitoquímicos, entre eles os compostos fenólicos, que são substâncias que se caracterizam por possuir pelo menos um anel aromático ligado a uma ou mais hidroxilas. A inclusão de compostos fenólicos na dieta pode prevenir diversas doenças, como o câncer e o alzheimer. O ácido abscísico (ABA) é um regulador vegetal com ação similar ao hormônio ABA produzido na planta que interfere em processos fisiológicos, podendo influenciar na síntese dos compostos fenólicos. Para extrair o máximo desses compostos na amostra é utilizado ferramentas estatísticas que possibilitam otimizar o processo de extração, determinando-se as condições ótimas. O planejamento de mistura é uma ferramenta para encontrar a melhor composição da solução extratora e a metodologia de superfície de resposta é utilizada para fazer uma triagem de variáveis que podem interferir no processo de extração. O objetivo deste trabalho foi otimizar um processo de extração de compostos fenólicos em Physalis angulata e avaliar a composição fenólica destas plantas quando submetidas a diferentes concentrações de ácido abscísico. O processo de extração otimizada dos compostos fenólicos foi: 0,6 g de material vegetal seco, adicionando 15 mL de solução extratora (57% água, 35% etanol e 8% metanol) e banho ultrassonico por 10 minutos. Foram identificados 4 compostos: catequina, ácido cafeíco, rutina e ácido trans-cinâmico. Para avaliar o papel fisiológico do regulador ABA, foram estudadas as seguintes concentrações: 25, 50, 100 e 150 μmol L-1, mais a aplicação da solução sem ABA como testemunha. Houve um aumento na concentração de compostos fenólicos totais até a concentração 50 μmol L-1. A concentração de ácido cafeíco dentro da planta não variou em função da aplicação do ABA, enquanto que, para a rutina, houve um aumento independente da concentração
    de ABA. Observou-se um aumento para ácido trans-cinâmico até a concentração 50 μmol L-1. Não foi encontrado catequina nas amostras de Physalis angulata quando cultivadas em casa de vegetação, possivelmente pela redução da incidência solar.

  • JURACI SOUZA SAMPAIO FILHO
  • SELEÇÃO DE GENÓTIPOS DE MANDIOCA PARA A AGROINDÚSTRIA NA REGIÃO LITORÂNEA DO CEARÁ.

  • Data: 26/02/2018
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  • A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma fonte de renda e desenvolvimento para as regiões produtoras, e alimentação para milhões de pessoas em todo mundo. Para a região Nordeste, onde a cultura possui grande expressão econômica e social, variedades que apresentem características superiores que atendam o mercado industrial da cultura necessitam serem desenvolvidas ocasionando ganhos econômicos e sociais para a região. Neste contexto, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de 26 genótipos de mandioca O trabalho foi conduzido em Cascavel no Ceará durante 2 safras 2015/2015 e 2015/2016. As parcelas foram dispostas em delineamento de blocos casualizados com cinco repetições. Os tratamentos constaram da combinação de 26 genótipos de mandioca e duas safras agrícolas. As avaliações foram realizadas aos 15 meses após o plantio. Houve efeitos isolados e da interação entre os tratamentos estudados características avaliadas. destacando-se em produção de amido, principal matéria prima da mandioca para indústria de fécula, os genótipos 2002 35-17, Mulatinha e Poti Branca com 12,58; 10,19; e 10,94 t ha-1 respectivamente, assim como o genótipo 20009305 com média de produção de raízes de 40,16 t há-1. Na safra 2015/2016 os genótipos 959837, 20009305 e 200235-17 com 11,91; 11,55 e 11,20 t ha-1, respectivamente, assim como o 20023517 com média de produção de raízes de 41,93 t ha-1. Na safra conjunta os genótipos BRS Poti Branca, BRS Mulatinha e 2002 35-17 destacam-se em todas as características avaliadas. o índice de Mulamba e Mock (1978) com o objetivo de maximizar a eficiência da seleção, por meios da classificação dos genótipos demonstra ser eficiente.

  • LUCAS KENNEDY SILVA LIMA
  • ESPÉCIES DE Passiflora L. E SUAS COMBINAÇÕES DE ENXERTIA NO MANEJO DA FUSARIOSE

  • Data: 26/02/2018
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  • O Brasil é o principal produtor e consumidor mundial de maracujá amarelo (Passiflora edulis Sims). No entanto, a fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae - Fop) tem limitado a produção e vida útil da cultura em diversas regiões. A identificação de fontes de resistência é uma etapa crucial para o desenvolvimento de cultivares, no entanto não há uma metodologia rápida para a seleção de genótipos resistentes em condições de casa de vegetação. Como alternativa para a convivência com a fusariose, destaca-se o uso de mudas enxertadas em espécies de maracujá resistentes. Assim, neste trabalho: i) avaliou-se o desempenho de plantas de maracujá enxertado em espécies silvestres (P. alata, P. nitida e P. gibertii) em casa de vegetação e campo; ii) determinou-se o efeito da altura de enxertia no desenvolvimento e reação a Fop das plantas enxertadas em casa de vegetação e campo e iii) estudou-se uma metodologia alternativa para identificação de fontes de resistência ao Fop sob condições controladas. As mudas enxertadas do maracujá azedo apresentaram melhor desempenho vegetativo e compatibilidade anatômica quando utilizado P. gibertii como porta-enxerto com pegamento de 98%, sendo similar a P. edulis enxertada em si com 93%. A enxertia de P. edulis/P. gibertii realizada aos 5 e 10 cm proporciona maior pegamento com 87 e 92%, respectivamente, sendo superior a enxertia de 20 e 30 cm com 62%. Nas condições de campo, não houve efeito da altura de enxertia no crescimento, produção e sobrevivência e quando P. gibertii foi enxertado em P. edulis ocorreu manifestação de sintomas do Fop na espécie resistente (P. gibertii), no entanto, quando utilizados como porta-enxerto, não só P. gibertii como as demais espécies silvestres foram resistentes ao patógeno com destaque para P. gibertii com 8% de mortalidade, enquanto P. edulis/P. edulis apresentou incidência superior a 70%. A produção de P. edulis enxertada em espécies silvestres é, em média, 50% inferior à planta pé-franco, porém superior ao material não enxertado (430%) em áreas infestadas por fusariose. Quanto à metodologia de inoculação, as mudas de maracujazeiro propagadas por sementes e submetidas a déficit hídrico apresentaram maior incidência de fusariose (71%) quando comparadas com plantas constantemente irrigadas (49%). A enxertia em P. gibertii pode ser utilizada como medida paliativa de controle da fusariose até obtenção de variedade com resistência.

  • MARIVALDA FIGUEREDO SANTA BARBARA
  • EFEITO DA ENCAPSULAÇÃO NA QUALIDADE DO
    PÓLEN DE ABELHAS E ESTUDOS DE
    BIODISPONIBILIDADE

  • Orientador : GENI DA SILVA SODRÉ
  • Data: 26/02/2018
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  • O presente estudo objetivou encapsular o pólen de abelha e avaliar
    o efeito na qualidade microbiológica, físico-química e bioativa ao longo do
    armazenamento, estudando a sua biodisponibilidade. Para tanto, foram
    coletados os polens de Apis mellifera (município de Canavieiras, Bahia) e de
    Trigona spinipes (Território de Identidade Piemonte do Paraguaçu, Bahia). Os
    pólens foram submetidos a secagem em estufa, liofilização e encapsulamento,
    em seguida foram armazenados em condições controlada. Foram realizadas
    analises trimestrais da qualidade microbiológica e físico-química e semestrais
    para fenóis e flavonoides totais, atividade antioxidante (métodos atividade de
    eliminação do radical 2,2-difenil-1-picrilidrazilo - DPPH, atividade de redução
    férrica - FRAP e branqueamento de β-caroteno) e analises cromatográficas para
    quantificação de açúcares, ácidos graxos e compostos fenólicos. Não houve
    presença de Salmonella spp. e esporos de Clostridium sulfito redutores, a
    contagem de coliformes totais manteve-se <103. Os parâmetros físico-químicos
    (cinza, lipídeos, proteínas acidez, pH e açúcares) mantiveram-se dentro dos
    limites estabelecidos pela legislação vigente para o pólen apícola. Ocorreu
    predominância de glicose e frutose no pólen de A. mellifera e trealose e glicose
    no pólen de T. spinipes. Os pólens das duas espécies apresentaram de 59 a
    62% de ácidos graxos polinsaturado e baixa relação ω-6/ω-3. Foram
    quantificados 16 compostos fenólicos, dos quais, 14 no pólen de T. spinipes, com
    predominância de kaempferol-3-O-glucoside e miricetina e 11 no pólen de A.
    mellifera, o kaempferol-3-O-glucoside e quercetina foram os mais abundantes.
    Os polens das espécies estudadas apresentaram atividade antioxidante. Os
    métodos de conservação não afetaram a biodisponibilidade in vitro dos
    compostos bioativos, mostrando-se um produto com propriedades benéficas
    para a saúde humana.

  • DJALMA MOREIRA SANTANA FILHO
  • O MICROBIOMA DA FERMENTAÇÃO DO TABACO (Nicotiana tabacum) E O POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DAS LEVEDURAS

  • Data: 23/02/2018
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  • As fermentações são mundialmente utilizadas para melhorar caracteristicas como a qualidade, sabor e vida de prateleira de produtos industrializados, alimentos e bebidas. Estudos de ecologia, diversidade e dinâmica de populações são importantes para a obtenção de informações sobre a estrutura das comunidades microbianas presentes nesses biossistemas e seu potencial para aplicações biotecnológicas. O objetivo desse trabalho foi caracterizar a comunidade microbiana da fermentação do fumo variedade Mata Fina no Recôncavo da Bahia. Na primeiro capítulo desse trabalho foi realizado o estudo das populações de bactérias presentes no processamento do fumo por meio do pirossequenciamento de amostras retiradas de diferentes ciclos das pilhas de fermentação. Esse estudo demonstrou que os filos Firmicutes, Proteobacteria, Actinobacteria e Bacteroidetes foram os mais numerosos nas pilhas de fermentação. O gênero Staphyloccocus foi mais abundante durante todo o processo de fermentação da variedade Mata Fina. No segundo capítulo foram feitos estudos por meio de técnicas de cultivo, revelando que as bactérias são mais numerosas que os fungos e que as densidades populacionais de microrganismos decrescem com o progresso dos ciclos fermentativos. Foram encontradas poucas correlações significativas entre as densidades populacionais e as variáveis físico-químicas, demonstrando como o processo fermentativo varia entre as pilhas de fermentação. No terceiro capítulo foi realizada uma investigação preliminar do potencial de leveduras isoladas do processo fermentativo do fumo para a aplicações biotecnológicas. Alguns isolados apresentaram potencial para a produção de enzimas de interesse industrial e para o controle biológico do patógeno causador da antracnose do mamão. Esse foi o primeiro estudo cientifico para a caracterização físico-química e microbiológica da fermentação do fumo Mata Fina.

  • SARA SAMANTA DA SILVA BRITO
  • LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES ESPONTÂNEAS, SUAS POTENCIALIDADES BIOATIVAS E CARACTERIZAÇÃO DE ARTRÓPODES NO SISTEMA PRODUTIVO DA CULTURA DE SISAL (Agave sisalana PERRINE) NA BAHIA

  • Orientador : FRANCELI DA SILVA
  • Data: 23/02/2018
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  • Na região semiárida, o sistema produtivo da cultura de sisal (Agave sisalana Perrine), inserido no bioma Caatinga, tem arcado com sérios prejuízos, devido a perda da biodiversidade local. O que acarreta em extensas áreas de monocultivos e baixa diversidade nos sistemas de produção, consequentemente, baixo serviços ecossistêmicos. Portanto, diante da importância da cultura na região é necessária a integração da biodiversidade local com os sistemas de produção agrícolas para o desenvolvimento da agricultura sustentável dentro dos princípios de sistemas produtivos eficientes, sendo o objetivo do trabalho realizar o levantamento das espécies espontâneas, seus potenciais e dos artrópodes inseridos em 10 áreas com sistema produtivo de sisal nos municípios de Valente, São domingos e no distrito de Salgadália pertencente ao município de Conceição do Coité, Bahia, Brasil, verificando a sua importância e funcionalidade em sistemas produtivos. No período de Maio de 2015 a Maio de 2016, através do método do quadrado inventário foram quantificadas e identificadas as espécies espontâneas presentes nas áreas e no mesmo período foram instaladas 24 armadilhas pitfall no solo para amostragens dos artropódes. Durante o período de amostragem foram selecionadas duas espécies espontâneas para extração e caracterização do óleo essencial, preparação e caracterização de extratos vegetais e avaliação da atividade antibacteriana e antifúngica dos mesmos. Foram identificas nas dez áreas um total de 69 espécies espontâneas, distribuídas em 55 gêneros e 26 famílias, as áreas estudadas não demonstraram alta discrepância na composição florística e diversidade, confirmando a elevada riqueza das famílias Fabaceae e Euphorbiaceae em áreas de caatinga. Para os artropódes foram coletados um total de 17691 espécimes de formigas identificados destes 15 a nível de gênero e 9 a nível de espécie. As espécies foram distribuídos em 6 subfamílias e 11 gêneros, das quais Myrmicinae e Formicinae apresentaram maior número de espécies. Os gêneros Dinoponera, Dorymyrmex, Pheidole e Ectatomma foram encontrados em todas as áreas e o gênero Atta só foi encontrado em apenas na área 8. A mesma metodologia citada anteriormente foi utlizada em um agroecossistema de sisal no município de Antônio Gonçalves os resultados revelaram uma distribuição temporal e espacial de artrópodes e plantas durante o período de estudo, sendo que os artrópodes parecem colonizar a cultura do sisal dos campos além da safra durante a estação chuvosa. Na caracterização das espécies Croton heliotropiifolius Kunth e Croton argyrophyllus Kunth o biciclogermacrene (14%) foi encontrado como composto majoritário para o óleo de C. argyrophyllus Kunth e limonene (16.9%) para C. heliotropiifolius Kunth, os óleos essenciais e extratos metanólicos apresentaram potencial antioxidante
    11
    correlacionado com os altos valores de fenol total e flavanoides, e apresentaram também atividade contra as bactérias Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, B. cereus e as leveduras Candida albicans,C. parapsilosis, C. glabrata. O óleo essencial de C. argyrophyllus Kunth apresentou atividade antimicrobiana frente aos fungos Aspergillus niger Tiegh, Fusarium oxysporum f. sp. cubense e F. oxysporum f. sp. passiflorae, onde as técnicas de diluição em meio de cultura e exposição aos voláteis apresentaram potencial antifúngico nas concentrações 10 e 15 μL. Ocasionaram alterações morfológicas nos fungos, como perda de conteúdo citoplasmático, enrolamento, dobras e deformações nas hifas e formação de estruturas de resistência em todas as concentrações testadas. A atividade antifúngica dos óleos essenciais de C. argyrophyllus Kunth e Ocimum basilicum L. também foi avaliada sobre os fungos Colletotrichum fiorinae, Colletotrichum godetiae e Colletotrichum acutatum, causadores da antracnose em oliveiras. Quando expostos aos voláteis de C. argyrophyllus a espécie C. fiorinae apresentou a maior inibição do crescimento micelial (45.34%) na concentração 10 μL. O. basilicum exibiu significantes reduções no crescimento micelial, C. godetiae apresentou os maiores valores de inibição em todas as concentrações, obtendo reduções superiores a 50% na concentração 5 μL. Diante dos resultados obtidos é possível observar o potencial existente na biodiversidade local do sistema produtivo do sisal, podendo assim gerar subsídios importantes nas pesquisas fitoquímicas e a possibilidade de descobertas de novos ativos, que poderão gerar produtos, processos e renda ao agricultor do semiárido que convive com a Caatinga.

  • ADEMIR TRINDADE ALMEIDA
  • QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES, ÍNDICES
    BIOMÉTRICOS E PRODUTIVIDADE DO AMENDOIM NA BAHIA

  • Orientador : CLOVIS PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 23/02/2018
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  • Objetivou-se avaliar a qualidade fisiológica de sementes de amendoim
    em diferentes formas e tempos de armazenamento e tratadas em pré-semeadura
    com bioativador vegetal, bem como o desempenho de sete genótipos, por meio
    de características agronômicas, índices biométricos e produtividade em dois anos
    de cultivo no recôncavo da Bahia. Os ensaios de laboratório, de casa de
    vegetação e de campo foram realizados nas dependências do Centro de Ciências
    Agrárias, Ambientais e Biológica da Universidade Federal do Recôncavo da
    Bahia. Os experimentos referentes à análise de sementes, foram realizados no
    laboratório de fisiologia vegetal no delineamento inteiramente casualizado, no
    esquema fatorial 4 × 2 (4 doses do Fertiactyl® LEG e 2 formas de
    armazenamento), com quatro repetições em quatro tempos de avaliação. Os
    experimentos de campo foram realizados no delineamento em blocos
    casualizados com quatro repetições, em dois anos agrícolas. Foram avaliados
    sete genótipos, semeados em parcelas composta por oito linhas de 5,0 m de
    comprimento e espaçamento de 0,5 m nas entrelinhas × 0,10 m entre plantas na
    linha. Duas linhas foram utilizadas para retirada das amostras destrutivas (análise
    de crescimento) e três para colheita final (produtividade), sendo as demais linhas
    utilizadas como bordadura. Todos os dados foram submetidos à análise de
    variância e as médias dos tratamentos qualitativos foram comparadas por testes
    de média (Tukey e Scott Knott) e os tratamentos quantitativos por meio do teste
    de regressão polinomial. O armazenamento em legumes é mais eficiente na
    manutenção da qualidade fisiológica de sementes de amendoim e o bioativador
    Fertiactyl® LEG promove melhor vigor das plântulas de amendoim até os oito
    meses de armazenamento das sementes, o que não se verifica aos doze meses,
    quando o uso do Fertiactyl® LEG implica na menor germinação de sementes e
    emergência de plântulas. Os índices biométricos possibilitam a avaliação do
    desempenho vegetativo e produtivo do amendoinzeiro, de forma que o menor
    número de folhas contribui para o aumento da taxa assimilatória líquida e o índice
    de área foliar ótimo, que promove maior taxa de crescimento da cultura, varia com
    o ano e o genótipo, mas não está necessariamente correlacionado com o maior
    acúmulo de matéria seca do amendoinzeiro. Existem diferenças morfológicas de
    legumes e grãos nos genótipos de amendoim estudados, o que resulta na maior
    produtividade de legumes frescos e de grãos secos dos genótipos G25, G40 e
    G59.

  • DELZUITE TELES LEITE
  • TOXICIDADE DE TRÊS INGREDIENTES ATIVOS UTILIZADOS
    NA CITRICULTURA SOBRE DUAS ESPÉCIES DE
    ABELHAS SEM FERRÃO (APIDAE)

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 22/02/2018
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  • As abelhas sem ferrão destacam-se como polinizadores de inúmeras
    espécies nativas, com potencial também para polinizar plantas cultivadas. Porém,
    a agricultura está cada vez mais dependente de agrotóxicos para controlar pragas
    e doenças, para assegurar a produtividade. Portanto, as abelhas podem entrar em
    contato com esses produtos durante o forrageamento, que pode resultar em
    intoxicação letal provocando a morte ou subletal comprometendo o comportamento
    dessas abelhas. Com intuito de estudar os efeitos tóxicos dos agrotóxicos
    ciflumetofem (acaricida), clorpirifós (inseticida) e difenoconazol (fungicida) em
    Melipona scutellaris e Tetragonisca angustula, através de exposição via ingestão,
    via superfície tratada e aplicação tópica, avaliou-se a ação desses ingredientes
    ativos na sobrevivência (em intervalos de tempo de uma a 96 horas), no
    comportamento (em intervalos de tempo 15 minutos a 24 horas) e na quantidade
    de proteína (durante um a seis dias), através de testes de sobrevivência, atividade
    motora, de reflexo de extensão da probóscide e quantificação total de proteínas.
    Constatou-se que todos os agrotóxicos afetaram negativamente as abelhas, com
    maior toxicidade causada pelo clorpirifós seguido do difenoconazol e ciflumetofem,
    causando tanto efeitos letais quanto subletais nos três meios de contaminação
    avaliados.

  • GLEICE ANE DE SOUZA GONÇALVES
  • BIOLOGIA DOS IMATUROS E ASPECTOS MORFOLÓGICOS DOS
    ADULTOS DE Dirphia moderata Bouvier, 1929 (LEPIDOPTERA: SATURNIIDAE: HEMILEUCINAE), UMA POTENCIAL PRAGA DO CAJUEIRO

  • Orientador : FLAVIA SILVA BARBOSA
  • Data: 21/02/2018
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  • O gênero Dirphia Hübner, [1819] pertence à família Saturniidae e apresenta distribuição Neotropical. Esse gênero, além de causar acidentes de interesse na saúde pública, é uma potencial praga desfolhadora de plantas cultivadas, entre elas o cajueiro (Anacardium occidentale L.), cultura de grande importância econômica. Este estudo teve como objetivo analisar a biologia, morfologia externa dos estágios imaturos, incluindo a quetotaxia da larva de primeiro instar, além dos aspectos morfológicos dos adultos de Dirphia moderata Bouvier, 1929. Posturas foram coletadas em folhas de cajueiro no município de Cruz das Almas, Bahia, Brasil e mantidas em placas de Petri até a eclosão das larvas. Estas foram criadas até o estágio adulto. Todo o desenvolvimento foi fotografado, mensurado e acompanhado em condições de laboratório com registros diários de temperatura e umidade relativa. O estágio de ovo teve duração média de 15 dias, estágio larval 45 dias e pupa 60 dias, totalizando 120 dias em temperatura média de 28,8ºC e 59,5% de umidade relativa. Quanto à morfologia e coloração alguns instares são similares. Entretanto, seis instares foram confirmados pela regra de Dyar, com razão de crescimento da cápsula cefálica K= 1,4 mm. Os resultados encontrados na quetotaxia do primeiro instar seguem o padrão geral conhecido para subfamílias Ceratocampinae e Hemileucinae. Adultos pertencentes ao acervo da coleção entomológica do Laboratório de Sistemática e Conservação de Insetos (LASCI)- UFRB, foram usados nos estudos morfológicos qualitativos e quantitativos. Foi encontrado dimorfismo sexual acentuado nas antenas bipectinadas nos machos e filiformes nas fêmeas além da ornamentação das asas, como também nas pernas protorácicas diferindo entre os sexos. Quanto à morfometria dos adultos, apenas a largura e comprimento do abdome apresentou diferença significativa com p < 0.03. Os resultados obtidos nesses estudos visaram contribuir para a correta identificação da espécie, compreensão da biologia e morfologia da espécie.

  • ANA CATIA SANTOS DA SILVA
  • BIODIVERSIDADE E ECOTOXICOLOGIA DE GAFANHOTOS (ORTHOPTERA: CAELIFERA) EM UM REMANESCENTE DE MATA ATLÂNTICA, SERRA DA JIBOIA, BAHIA

  • Orientador : MARCOS GONCALVES LHANO
  • Data: 20/02/2018
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  • Os estudos sobre a composição de espécies das comunidades de Caelifera (Orthoptera) no bioma de Mata Atlântica são escassos. Com o objetivo de determinar a comunidade gafanhotos da Serra da Jiboia, Bahia, foram realizadas coletas em duas localidades (Baixa de Areia e Baixa Grande), bimestralmente de maio de 2016 à maio 2017, totalizando 14 amostras (sete em cada ponto). Estas foram realizadas com auxilio de rede entomológica, com esforço amostral de três coletores e 180 minutos. Foram capturados 1.939 indivíduos, que corresponderam à 853 adultos (539 machos, 314 fêmeas) e 1.086 ninfas, pertencentes à seis famílias, 11 subfamílias, 22 gêneros e 26 espécies. Dentre as espécies amostradas, selecionou-se Abracris flavolineata (De Geer, 1773), para verificar a atividade enzimatica da Catalase (CAT) e da Glutationa S-transferase (GST) em machos e fêmeas, utilizando como material biológico o intestino médio. Nessas analises foram utilizados 160 indivíduos, sendo 100 machos e 60 fêmeas, os quais corresponderam a 10 amostras de cada sexo por ponto analisado. Com os resultados dos biomarcadores bioquímicos avaliados, pode-se observar que nos machos a atividade das enzimas CAT e GST foi significativamente maior, quando comparados com as fêmeas. Em relação à comparação entre as duas áreas de coleta, não houve diferença significativa. O estudo além de contribuir com o conhecimento da fauna de gafanhotos para a Bahia possibilitou verificar a diferença na atividade das enzimas Catalase e Glutationa S-Transferase de machos e fêmeas de A. Flavolineata.

  • RAFAEL MOTA DA SILVA
  • RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS DE SISAL, DENDÊ E CACAU NA PRODUÇÃO DE Pleurotus ostreatus

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 20/02/2018
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  • As espécies do gênero Pleurotus colonizam uma diversidade de resíduos lignocelulósicos e produzem cogumelos com elevado valor nutricional. As cadeias produtivas do sisal, dendê e cacau geram uma grande quantidade de resíduos que na maioria das vezes são descartados inapropriadamente, podendo estes serem utilizados na produção de substratos para o cultivo de P. ostreatus. O objetivo deste trabalho foi avaliar a colonização e produção de P. ostreatus em substratos formulados com resíduos da agroindústria do sisal (Agave sisalana Perrine), dendê (Elaeis guineensis Jacq.) e cacau (Theobroma cacao L.),e com o uso de diferentes tipos de inóculo (spawn). Dentre as formulações avaliadas utilizando os resíduos da cadeia produtiva do sisal e cacau, o substrato formulado com 76% de resíduos de sisal e suplementado com 20% de tegumento da amêndoa de cacau foi o mais adequado para o cultivo de P. ostreatus, com eficiência biológica de 113%. Dentre todos os substratos formulados, a combinação de 86,4% do mesocarpo do fruto do dendê e 9,4% do tegumento da amêndoa do cacau apresentou 148,8% de eficiência biológica, sendo este o substrato mais indicado para a produção de P. ostreaus. Para os substratos formulados com resíduos da casca do fruto de cacau e tegumento da amêndoa de cacau, a formulação mais eficiente foi com a concentração de 67.2% e 28.8% respectivamente, com 35,6% de eficiência biológica. A utilização de inóculo preparado em estacas galhos de flecha de sisal e de eucalipto e gliricídia, denominados de semente estaca, reduziu o período de colonização do substrato por P. ostreatus em 25% e aumentou a eficiência biológica em 32%, não alterando os teores nutricionais do cogumelo. Este estudo apresenta informações a cerca do potencial de resíduos agrícolas e agroindustriais de sisal, dendê e cacau para o cultivo do cogumelo comestível P. ostreatus.

  • CRISTIANE DUARTE DOS SANTOS
  • TAXONOMIA, DIVERSIDADE E IMPORTÂNCIA FITOPATOLÓGICA DE BASIDIOMICETOS POLIPOROIDES EM PLANTAS
    DA CAATINGA E MATA ATLÂNTICA NA BAHIA.

  • Data: 19/02/2018
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  • Os fungos poliporoides constituem um grupo polifilético de basidiomicetos chamados popularmente de “orelhas-de-pau” devido ao hábito do basidioma ou basidiocarpo, que geralmente apresentam himenóforo poróide, esses fungos são representados por aproximadamente 1200 espécies. Eles são comuns nos troncos de árvores em florestas do mundo todo. São macroscópicos e facilmen-te coletados e fáceis de preservar. Vários são os estudos sobre poliporoides comprovando sua importância para a agricultura ou como decompositores, agentes de biorremediação de áreas contaminadas com produtos radioativos e derivados de petróleo e ainda existem aqueles que são patogênicos às plantas arbóreas. A maioria dos fungos poliporoides são decompositores de madeira, vivendo como sapróbios na madeira morta, causando podridão branca ou mar-rom. A distribuição geográfica dos fungos poliporoides é muito vasta, atingindo todos os continentes. No Brasil são frequentes em todos os biomas, inclusive na Caatinga e Mata Atlântica. Objetivou-se neste trabalho a identificação e estudo da diversidade dos fungos poliporoides nos biomas da Caatinga e Mata Atlântica além identificar possíveis doenças causadas por espécies desse gru-po de fungos. Quanto aos fungos poliporoides a Caatinga é menos explorada que a Mata Atlântica. A maioria dos trabalhos até o presente estudo, sobre fungos poliporoides no Brasil foram realizados na Mata Atlântica. Foram reali-zadas oito coletas, quatro em cada bioma nos anos 2014/2015. Resultando em 196 espécimes coletados, 161 espécimes identificado, 61 espécies, oito famí-lias (Fomitopsidaceae, Ganodermataceae, Hymenochaetaceae, Meruliaceae, Mycenaceae, Polyporaceae, Schizophyllaceae e Steraceae) e tendo o gênero Ganoderma com maior número de espécies nos dois biomas, com alta similari-dade entre os biomas e diversidade e abundância maior no bioma Mata Atlânti-ca. Daedalea ryvardeniana (Agaricomycetes, Polyporales, Fomitopsidaceae) é relatada pela primeira vez na área de Caatinga da Bahia. Foi encontrado um
    espécime de Laetiporus o qual foi feito análises microscópica com cortes à mão livre dos basidiomas e montagem em lâminas com: floxina 1% + KOH 3%; KOH 3%; e Melzer e as análises moleculares foram realizadas utilizando a região ITS com os primers ITS1 e ITS4. A combinação de dados micromorfológicos e sequências de ITS chegou a Laetiporus pratigiensis sp. nov. Em casa de vege-tação foram feitos testes de patogenicidade em mudas de Delonix regia, Cassia grandis e Enterolobium contortisiliquum. As análises moleculares foram reali-zadas utilizando a região ITS com os primers ITS1 e ITS4. A combinação de dados micromorfológicos e sequências de ITS levou a identificar G. multiplica-tum e G. stipitatum.

  • ANA MARCIA DE CARVALHO LIMA
  • REPETIBILIDADE E DISSIMILARIDADE GENÉTICA EM CARACTERES QUANTITATIVOS DE PINHÃO MANSO (Jatropha curcas L.)

  • Orientador : SIMONE ALVES SILVA
  • Data: 06/02/2018
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  • O pinhão manso tem sido considerado promissor para a produção de bicombustível, sendo o melhoramento genético da espécie essencial para o alcance de suas potencialidades. Deste modo, tornam-se necessárias pesquisas que favoreçam a caracterização da diversidade genética e uso de técnicas que impliquem em resultados rápidos e seguros. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi estimar os coeficientes de repetibilidade de quatro caracteres fenotípicos quantitativos e assim estimar o número de medições necessárias para acurácia do valor real dos acessos para fins de seleção de progênies superiores, bem como analisar a dissimilaridade genética entre os acessos. Para o estudo foram utilizados 46 acessos provenientes do banco de germoplasma de pinhão manso pertencente ao Núcleo de Melhoramento Genético e Biotecnologia (NBIO) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Os coeficientes de repetibilidade foram de alta magnitude para todos os caracteres avaliados, indicando possibilidade de predizer o valor real dos acessos com apenas uma avaliação, exceto para o caráter número de ramos primários, que requer cinco avaliações quando considerado um coeficiente de determinação de 90% pelo método CPCOV. Os métodos de componentes principais (CPCOR, CPCOV e AER) são mais adequados para a estimativa do coeficiente de repetibilidade quando comparados com o método ANOVA. A análise de dissimilaridade formou três grupos distintos com base na distância Euclidiana média combinada com o método de agrupamento UPGMA, sendo o acesso UFRB 39 com maior dissimilaridade genética e o acesso UFRB 31 e UFRB 32 com maior similaridade. Os caracteres que mais contribuíram para a dissimilaridade foram número de ramos secundários e estatura da planta. Verificou-se correlação genética significativa entre o diâmetro do caule e a estatura e entre número de ramos primários e número de ramos secundários.

  • JULIANA BARROS RAMOS
  • ESTUDO DA OCORRÊNCIA E AGRESSIVIDADE DE Mycosphaerella fijiensis NA BAHIA

  • Orientador : CARLOS AUGUSTO DOREA BRAGANCA
  • Data: 02/02/2018
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  • A Sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis (Morelet) é uma das doenças mais importantes na cultura da bananeira por causar epidemias severas. Além disso, o patógeno é mais agressivo, quando comparado ao agente causal da Sigatoka-amarela. Requer alta frequência de aplicações de fungicidas para o controle e as principais cultivares comerciais de bananeira são suscetíveis. Desse modo, o objetivo deste estudo foi conhecer a distribuição e ocorrência de M. fijiensis e avaliar a agressividade de isolados de M. fijiensis, oriundos de diferentes municípios da Bahia, em quatro cultivares de bananeira que apresentam diferentes níveis de resistência. Para conhecer a distribuição e ocorrência, foram feitas coletas de folhas com sintomas de Sigatoka-negra. Após obtenção dos isolados, a identificação do patógeno se deu por meio da comparação de sequências de ITS e β-tubulina com sequências disponíveis no banco de dados do Genbank. Além disso, as sequências foram utilizadas para reconstruções filogenéticas. Os resultados obtidos nesse estudo evidenciam a ocorrência de M. fijiensis no estado da Bahia. Sequências geradas neste estudo agruparam no mesmo clado de M. fijiensis. Para avaliação da agressividade dos diferentes isolados de M. fijiensis, foi calculada a área abaixo da curva do progresso da doença (AACPD) nas cultivares Grande Naine, Prata Anã, Terra e BRS Princesa. As médias das AACPD’s das cultivares Prata Anã e Grande Naine não diferiram entre si. O período de incubação variou de 15 a 21 dias, exceto na cultivar BRS Princesa, que não apresentou sintomas. Este é o primeiro trabalho na Bahia sobre a Sigatoka-negra fornecendo informações importantes para futuros estudos de monitoramento da agressividade de isolados e subsidiando o programa de melhoramento da bananeira para obtenção de cultivares resistentes a M. fijiensis.

  • JOSEANE SOUZA DO CARMO
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO ÓLEO ESSENCIAL E DO EXTRATO METANÓLICO DE Ocimum basilicum L. var. minimum NO CONTROLE DE Aspergillus niger var. niger (van Tiegh.) E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE

  • Data: 31/01/2018
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  • As plantas medicinais da família Lamiaceae são amplamente distribuídas no mundo, habitam em diferentes ecossistemas e são também cultivadas. O gênero Ocimum spp. , no qual estão inseridos os manjericões são espécies que possuem ciclo anual ou perene, dependendo das condições de cultivo. Seu óleo essencial está presente principalmente nas folhas. É valorizado nas indústrias de cosméticos, alimentícias, entre outras, e em especial desperta o interesse nas indústrias farmacêuticas, pois têm funções terapêuticas, tais como: sedativos, expectorantes, antipiréticos e outros. Além de sua utilização como medicamentos, também podem possuir atividades bioativas que atuam diretamente no controle de patógenos e pragas, podendo contribuir no uso de produtos naturais com menor impacto ambiental às áreas de cultivos. A ação antimicrobiana dos óleos essenciais é amplamente relatada em artigos científicos, principalmente no controle de patógenos fúngicos, que muitas vezes causam sérios danos a um grande número de culturas, levando à impactos significativos na economia agrícola. Esta pesquisa, visa contribuir com mais informações sobre a atividade antifúngica do óleo essencial e do extrato metanólico de manjericão (Ocimum basilicum L. var. mininum) sobre o Aspergillus niger e a atividade antioxidante do manjericão. O Aspergillus niger tem despertado o interesse em pesquisas e estudos científicos, pois na região sisaleira, que compreende o semiárido da Bahia, é o agente causador da podridão vermelha do sisal, doença responsável por grande parte das perdas da cultura de sisal. Portanto, esta pesquisa foi dividida em dois Capítulos. No Capitulo 1, o objetivo foi o estudo da atividade antimicrobiana do óleo essencial e do extrato metanólico de Ocimum basilicum L. var. minimum no controle de Aspergillus niger. A avaliação do potencial antifúngico foi determinada por três métodos: a concentração inibitória mínima (CIM), exposição aos voláteis e o método de difusão de ágar. Os resultados obtidos mostram que o óleo essencial e o extrato metanólico de manjericão foram eficiente sobre o fungo A. niger. No Capitulo 2, com o objetivo de avaliar a atividade antioxidante do óleo essencial visando verificar o potencial deste óleo para fins de produção de bioativos no futuro por três métodos químicos: o efeito bloqueador de radicais livres DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazilo), ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ ABTS [2,2’ -azinobisazinobisazinobis azinobisazinobis -(3 -etilbenzotiazolinaetilbenzotiazolina etilbenzotiazolinaetilbenzotiazolinaetilbenzotiazolinaetilbenzotiazolina etilbenzotiazolinaetilbenzotiazolinaetilbenzotiazolina etilbenzotiazolinaetilbenzotiazolina-6-ácido sulfónico)]ácido sulfónico)] ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)]ácido sulfónico)] ácido sulfónico)]ácido sulfónico)] e pelo método do Poder Redutor. Observou-se que para ação antioxidante apresentada tanto pelo óleo essencial quanto pelo extrato metanólico, ambos tiveram melhor resultados nos cultivos solteiros. No entanto, para o extrato metanólico aplicado ao método ABTS percebe-se melhor resultado para o cultivo consorciado.

2017
Descrição
  • KARINE DA SILVA SIMÕES
  • DESENVOLVIMENTO DE MARCADORES TRAP E DIVERGÊNCIA GENÉTICA EM LINHAGENS ELITES DE Ricinus communis L.

  • Orientador : SIMONE ALVES SILVA
  • Data: 19/09/2017
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  • Este trabalho teve como objetivos: 1- desenvolver iniciadores TRAP (Target Region Amplification Polymorphism) referentes às vias metabólicas de síntese de ácidos graxos, ricina e resistência a patógenos; 2- Estudar a divergência genética entre 40 linhagens elites de mamoneira por meio de marcadores TRAP desenvolvidos para biossíntese de óleo e ricina; 3- Avaliar a variabilidade genética em 40 linhagens elites de Ricinus communis L. por meio da análise conjunta para o caráter teor de óleo na semente (TOS) e marcadores moleculares TRAP desenvolvidos para síntese de óleo. Para o desenvolvimento de iniciadores TRAP foram desenhados 56 iniciadores fixos a partir de sequências ESTs (Expressed Sequence Tags) depositadas em bancos de dados do NCBI (National Center for Biotechnology Information). Para a validação desses marcadores, utilizou-se um total de 336 combinações entre os 56 iniciadores fixos mais seis arbitrários. Destas, 330 combinações (98%) apresentaram bom padrão de amplificação. Na avaliação da divergência genética entre as 40 linhagens elites de mamoneira, um total de 70 combinações de marcadores TRAP foi utilizado na genotipagem. Foram amplificados 580 fragmentos, sendo 335 (58,0%) polimórficos. Um total de quatro grupos foi formado, demonstrando divergência genética entre as linhagens elites melhoradas. Na análise conjunta, utilizaram-se as médias de teor de óleo na semente e 44 combinações TRAP. As médias para teor de óleo variaram entre 39,10 (UFRB 36) a 55,39 (UFRB 209), ressaltando a variabilidade genética existente entre as linhagens elites estudadas. A análise conjunta demonstrou a formação de três grupos entre as linhagens elites. Os resultados comprovaram que os marcadores TRAP desenvolvidos e otimizados são os primeiros marcadores funcionais desenvolvidos para mamoneira, permitindo a detecção de polimorfismo em regiões próximas a genes de interesse e que também foram eficientes para estudos de variabilidade genética. A análise conjunta utilizada entre TOS e marcadores TRAP confirmou a existência de variabilidade genética entre as linhagens elites. Os marcadores moleculares baseados em combinações TRAP foram eficientes na detecção da dissimilaridade genética e constituem-se em mais uma ferramenta importante e eficaz para estudos genéticos na espécie.

  • REIZALUAMAR DE JESUS NEVES
  • PROPAGAÇÃO RÁPIDA DE MANDIOCA (Manihot esculenta CRANTZ) COM USO DE GEMAS FOLIARES

  • Data: 30/08/2017
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  • O aumento da taxa de propagação da mandioca (Manihot esculenta Crantz) é essencial para rápida substituição de variedades obsoletas por novas variedades, bem como para fornecimento de material propagativo em maior escala. Este trabalho objetivou avaliar a eficiência do método de propagação rápida por gemas foliares e a qualidade destas mudas em condições de campo. As mudas foram extraídas de gemas foliares de três variedades de mandioca (BRS Kiriris, 98150-06 e 9624-09) e o primeiro experimento avaliou as seguintes variáveis: idade da planta matriz; posição da gema foliar nas hastes; tratamento com agroquímicos (fungicidas+inseticidas). Maior desempenho agronômico (maior brotação, altura da muda e massa seca total) foi identificado em mudas de mandioca provenientes de: 1) plantas matrizes com até seis meses de idade; 2) partes mais herbáceas da planta matriz (superior); 3) tratadas com agroquímicos. Considerando plantas com quatro meses de idade, três ciclos anuais, e em média 80,5% de brotação, seria possível chegar a uma taxa multiplicativa anual de 1:72. No segundo experimento as mudas foram avaliadas em condições de campo considerando a análise das variedades de mandioca (BRS Kiriris, 98150-06 e 9624-09); diferentes origens das mudas (manivas, gemas foliares da porção superior, médio e inferior da haste) e tratamento com agroquímicos. As plantas derivadas de manivas foram superiores em todas as características agronômicas em comparação com as mudas derivadas de gemas foliares. Contudo, a multiplicação por gemas foliares derivadas da parte superior e mediana das hastes das plantas matrizes, e o uso de agroquímicos no tratamento das mudas apresentou grande potencial para produção de material propagativo com qualidade semelhante às manivas, porém com uma taxa multiplicativa cinco vezes superior.

  • SILVANNE DA SILVA SANTOS
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E ATIVIDADE BIOLÓGICA DE Lippia origanoides KUNTH (VERBENACEAE)

  • Orientador : FRANCELI DA SILVA
  • Data: 17/08/2017
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  • A espécie Lippia origanoides Kunth conhecida popularmente como “alecrim-pimenta”, possui potencial terapêutico é usada em medicina tradicional no tratamento de doenças gastrointestinais e respiratórias. O objetivo deste trabalho foi estudar os constituintes químicos e avaliar à atividade antioxidante dos extratos de caule e folhas de L. origanoides. O perfil químico foi obtido de técnicas cromatográficas de fracionamento, separação e purificação: cromatografia de coluna, cromatografia de camada delgada comparativa (CCDC) e cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). O isolamento dos constituintes químicos foi realizado utilizando-se métodos cromatográficos e a identificação dos compostos foi feita através de análise espectroscópica, tais como, RMN de 1H. Foram isolados e identificados do extrato de caule e folha de Lippia origanoides onze compostos da classe dos terpenos, sendo um monoterpeno e seu derivado (carvacrol e carvacrol metilado) três esteroides tetracíclico (-sitosterol, estigmasterol, -sitostetona), cinco triterpeno pentacíclico (friedelina, lupeol, - amirina, friedelinol, betulinaldeído) e éster metílico, -9,12- octadecadienoato de metila. A atividade antioxidante foi mensurada frente aos radicais livres DPPH e ABTS, além da determinação do teor total de fenólicos. O extrato de acetato de etila folha apresentou maior teor total de fenólicos: ácidos hidroxicinâmicos (195,36±1,95), flavonoides (261,79±1.25) e fenóis (375,63±1,43). Os resultados do ensaio DPPH revelaram que o extrato de acetato de etila da folha apresentou menor CE50. Já no método ABTS, o extrato metanólico folha apresentou menor CE50, todavia não diferiu estaticamente dos outros extratos.

  • JULIANA FERNANDES DOS SANTOS
  • AGENTES MICROBIANOS NO MANEJO DE DOENÇAS E PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO DE PLANTAS

  • Data: 29/06/2017
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  • Este trabalho teve como objetivos avaliar o efeito de: 1) Bacillus spp. no manejo de Meloidogyne incognita e na promoção de crescimento de tomateiros; 2) Trichoderma spp. no manejo de M. incognita e na promoção de crescimento de tomateiros; 3) Trichoderma spp. no manejo de Sclerotinia sclerotiorum e na promoção de crescimento de feijoeiros; 4) Trichoderma spp. na promoção de crescimento de plantas de feijão, canola e trigo. Doze isolados de Bacillus spp. promoveram o crescimento de tomateiros e 19 isolados causaram a redução na infestação de M. incognita. Trichoderma spp. codificados como ALF225, FA10, ALF68 e ALF26 promoveram o crescimento dos tomateiros. Os isolados ALF85 e ALF225 reduziram a infestação de M. incognita. Trichoderma spp. proporcionaram incrementos no teor relativo de clorofila e no número de nódulos nas raízes de feijoeiro infectados por S. sclerotorum. Em plantas sadias, Trichoderma spp. promoveram aumento no número de sementes germinadas, número de nódulos, altura de plantas e no teor de clorofila dos feijoeiros. Houve efeito diferenciado de Trichodema spp. sobre a promoção de crescimento das plantas de feijão, canola e trigo. Os feijoeiros tratados com Trichoderma spp. codificados como FCC340, LU753, FCC207, LU1328, LU668, FCC318, FCC312, FCC714, FCC358 e FCC161 apresentaram incrementos na massa seca da parte aérea e número de vagens. Os isolados LU659, FCC55, FCC320, FCC734, FCC16 e FCC161 promoveram incrementos na massa seca da parte aérea das plantas de canola. As plantas de trigo tratadas com Trichoderma spp. tiveram incrementos na massa seca das raízes e no teor de clorofila nas folhas. Isolados de Bacillus e de Trichoderma controlaram M. incognita e promoveram o crescimento de tomateiros. Isolados de Trichoderma promoveram o crescimento de feijoeiros, trigo e canola, mas, não controlaram S. sclerotiorum.

  • EDIVANIA ARAUJO SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E FÍSICO-QUÍMICA DE FRUTOS DE ACESSOS DE MAMOEIRO DO BANCO ATIVO DE GERMOPLASMA DA EMBRAPA MANDIOCA E FRUTICULTURA

  • Data: 29/06/2017
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  • O mamoeiro pertence a família Caricaceae, do gênero Carica e da espécie Carica papaya L., única espécie de interesse comercial. Este estudo teve por objetivo caracterizar frutos dos acessos de mamoeiro do Banco Ativo de Germoplasma de Mamão da Embrapa Mandioca e Fruticultura mediante análises físicas e físico-químicas, estudar a diversidade genética entre os acessos, baseado em descritores quantitativos e qualitativos, visando a conservação e contribuição para o melhoramento genético. Foram avaliados 107 acessos usando 27 descritores entre quantitativos e qualitativos. Para os descritores quantitativos, realizou-se análise de variância em que mostrou diferença significativa a 1% de probabilidade pelo teste F, estatística descritiva e o número de grupos formados, na qual se destacaram os descritores peso do fruto, comprimento do fruto e vitamina C por formar a maior quantidade de grupos e assim observa variabilidade genética entre os descritores e valor de 12,75°Brix de sólidos solúveis. Procedeu-se estimativa dos coeficientes de correlação de Spearman, em que verificou elevada magnitude entre os descritores diâmetro do fruto e peso do fruto. Realizou-se análise de trilha, onde verificou que o descritor peso do fruto apresentou o maior efeito direto para aumento de peso do fruto. Para os descritores qualitativos realizou nível de entropia, em que dos 16 descritores avaliados, apenas dez são considerados importantes na descriminação da diversidade genética. No segundo estudo realizou-se estatística descritiva onde observou altos valores do coeficiente de variação. Para o coeficiente de correlação cofenético e para análise de dissimilaridade dos descritores qualitativos, quantitativos e em conjunto apresentaram valores adequados e ampla variabilidade genética. O acesso a estes dados e a composição dos grupos, pode direcionar futuros trabalhos de melhoramento genético envolvendo estas técnicas.

  • EDIVANIA ARAUJO SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E FÍSICO-QUÍMICA DE FRUTOS DE ACESSOS DE MAMOEIRO DO BANCO ATIVO DE GERMOPLASMA DA EMBRAPA MANDIOCA E FRUTICULTURA

  • Data: 29/06/2017
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  • O mamoeiro pertence a família Caricaceae, do gênero Carica e da espécie Carica papaya L., única espécie de interesse comercial. Este estudo teve por objetivo caracterizar frutos dos acessos de mamoeiro do Banco Ativo de Germoplasma de Mamão da Embrapa Mandioca e Fruticultura mediante análises físicas e físico-químicas, estudar a diversidade genética entre os acessos, baseado em descritores quantitativos e qualitativos, visando a conservação e contribuição para o melhoramento genético. Foram avaliados 107 acessos usando 27 descritores entre quantitativos e qualitativos. Para os descritores quantitativos, realizou-se análise de variância em que mostrou diferença significativa a 1% de probabilidade pelo teste F, estatística descritiva e o número de grupos formados, na qual se destacaram os descritores peso do fruto, comprimento do fruto e vitamina C por formar a maior quantidade de grupos e assim observa variabilidade genética entre os descritores e valor de 12,75°Brix de sólidos solúveis. Procedeu-se estimativa dos coeficientes de correlação de Spearman, em que verificou elevada magnitude entre os descritores diâmetro do fruto e peso do fruto. Realizou-se análise de trilha, onde verificou que o descritor peso do fruto apresentou o maior efeito direto para aumento de peso do fruto. Para os descritores qualitativos realizou nível de entropia, em que dos 16 descritores avaliados, apenas dez são considerados importantes na descriminação da diversidade genética. No segundo estudo realizou-se estatística descritiva onde observou altos valores do coeficiente de variação. Para o coeficiente de correlação cofenético e para análise de dissimilaridade dos descritores qualitativos, quantitativos e em conjunto apresentaram valores adequados e ampla variabilidade genética. O acesso a estes dados e a composição dos grupos, pode direcionar futuros trabalhos de melhoramento genético envolvendo estas técnicas.

  • MURILO MIRANDA CAMPOS
  • ASPECTOS DA COMUNIDADE DE INSECTA NA SERRA DA JIBOIA, BAHIA: EFETIVIDADE DE ISCAS ALTERNATIVAS PARA A CAPTURA DE SCARABAEINAE (COLEOPTERA) E ANALISE DA RIQUEZA DE FORMICIDAE (HYMENOPTERA)

  • Orientador : MARCOS GONCALVES LHANO
  • Data: 30/05/2017
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  • Neste trabalho objetivou-se analisar a atratividade de iscas alternativas para a amostragem de Scarabaeinae e estudar a riqueza de Formicidae em um fragmento de Mata Atlântica. De abril a agosto de 2015, foram realizadas coletas por meio de armadilhas do tipo pitfall na Serra da Jiboia (Bahia), que localiza-se nos municípios de Castro Alves, Elísio Medrado, Santa Teresinha, São Miguel das Matas e Varzedo. As armadilhas (n=600) continham iscas com melaço (n=120), sardinha (n=120), banana (n=120) e aveia (n=120), além de controle (n=120). Foram coletados 1.212 indivíduos pertencentes a 17 espécies. Desse total, 36,7% foram atraídos pela isca de sardinha, 26,4% por banana, 17,1% por melaço, 9,6% por aveia e 10,3% foram amostrados nas armadilhas controle. Os estimadores de riqueza, baseados em abundância e cobertura, demonstraram elevada suficiência amostral (em geral, acima de 70%). A riqueza de espécies de Scarabaeinae diferiu entre os diferentes tipos de iscas (F=8,087; g.l.=4; p=0,0002), verificando-se diferenças entre a isca de sardinha e as demais. Ao analisar a riqueza de Hymenoptera (Formicidae), presentes no fragmento, foram encontrados 12.390 indivíduos, pertencentes a 40 morfoespécies, distribuídos em 8 subfamílias e 24 gêneros, sendo Myrmicinae a subfamília mais diversa, o gênero Camponotus o mais diverso e Solenopsis o mais abundante. Os índices de Berger-Parker apresentaram altos valores em comparação a outros trabalhos realizados em fragmentos florestais. Por outro lado, o índice de Margalef, demonstrou uma baixa diversidade em alguns pontos, que pode ser explicado pela alta abundancia de determinados gêneros coletados. Os resultados demonstram a relevância de discutir estratégias de proteção legal na Serra da Jiboia, uma vez que aponta registros raros e importantes tanto para Scarabaeinae quanto para Formicidae.

  • FABIO RIBEIRO GARCIA
  • PROPAGAÇÃO IN VITRO DE Agave sisalana PERRINE E HÍBRIDO 11648

  • Orientador : FRANCELI DA SILVA
  • Data: 14/03/2017
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  • O Brasil é o maior produtor mundial de sisal, sendo o estado da Bahia responsável por cerca de 96% de toda essa produção. Apesar da sua importância econômica, a cultura vem sofrendo declínio da produção nos últimos anos, em decorrência da podridão vermelha do sisal. Doença que causa o amarelecimento e murcha das folhas e apodrecimento dos tecidos internos base do pseudocaule, evoluindo para a morte da planta. Com o intuito de diminuir os danos causados pela podridão vermelha, por intermédio da utilização de mudas sadias pelos produtores de sisal, é necessário o emprego de técnicas modernas de biotecnologia, como a cultura de tecidos. Este trabalho teve como objetivo estabelecer protocolo de micropropagação de Agave sisalana e híbrido 11648 através de rebentos. Para o estabelecimento in vitro foram realizados dois experimentos, no primeiro experimento foram testadas soluções do fungicida Carbendazim a 0,0, 0,1%, 0,2% ou 0,3% por 10, 20 ou 30 minutos para a desinfestação dos explantes. No segundo experimento de estabelecimento, foram testadas a adição do antibiótico cloranfenicol nas concentrações 0, 50, 100, 200 e 300 mg L-1 ao meio de cultura. No segundo artigo foram estudadas o efeito do benzilaminopurina (BAP) nas concentrações 0; 0,013; 0,026; 0,039 e 0,056 mM e ácidonaftalenoacético (ANA) nas concentrações 0,000 ou 0,001 de sobre a regeneração de brotações em segmentos de pseudocaules e disco de segmento do pseudocaule de Agave sisalana e híbrido 11648. No terceiro artigo foi realizada a pré-aclimatização de brotações de sisal híbrido 11648, para tanto foram testadas concentrações dos sais do meio (50 ou 100% MS) e de sacarose (15 ou 30 gL-1) e vedação dos tubos com tampa plástica ou fita micropore. No quarto artigo foram avaliados o efeito substratos constituídos de diferentes proporções de solo, substrato comercial West Garden® terra vegetal, esterco e fibra de coco sobre a aclimatização e crescimento de brotações de Agave sisalana. A utilização de solução de carbendazim a 0,2 % por 20 minutos foi
    eficiente para a desinfestação de explantes de Agave sisalana, para híbrido 11648, utilização de solução de carbendazim a 0,2 % por 10 minutos. A adição de Cloranfenicol ao meio de cultura na concentração de 200 mg L-1 apresentou melhores resultados no controle da contaminação in vitro para Agave sisalana, para o híbrido 11648 a concentração de 100 mg L-1 foi mais eficiente. Os tratamentos com 0,039 e 0,053 mM de BAP mostraram maior eficiência na indução de brotações segmentos de pseudocaule e discos de segmento caulinares de Agave sisalana e híbrido 11648, independente da utilização de ANA. A concentração de 30 g L-1 de sacarose combinada com a concentração de 50% de sais do meio MS favoreceu o crescimento e a sobrevivência de plantas do híbrido 11648, independente do tipo de vedação. Por questões econômicas e de disponibilidade, o substrato composto com 50 % solo + 50% de esterco é o mais indicado para a aclimatização de crescimento de brotações de Agave sisalana.

  • ROSANE DA SILVA SANT ANA
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DOS MÉIS DE Melipona subnitida E Melipona fasciculata DO ESTADO DO PIAUÍ

  • Orientador : FABIO DE SOUZA DIAS
  • Data: 24/02/2017
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  • A caracterização físico-química e microbiológica do mel de meliponíneos é fundamental, pois fornece informações para a definição da sua qualidade. Nesse sentido, o presente estudo teve por objetivo avaliar as características microbiológicas e físico-químicas do mel produzido por duas espécies de abelhas sem ferrão (Melipona fasciculata e M. subnitida). Foram coletadas 29 amostras de mel, analisadas para a presença de microrganismos aeróbios mesófilos, coliformes a 35°C e a 45°C, Salmonella spp., Staphylococcus coagulase positiva, esporos de Clostridium sulfito redutor, Bacillus spp. e bolores e leveduras. Além disso, foram analisados os parâmetros físico-químicos: umidade, pH, acidez livre, hidroximetilfurfural, atividade diastásica, açúcares redutores, sacarose aparente, sólidos solúveis totais, cor, reação de Lugol, compostos fenólicos totais, flavonóides totais e ácidos carboxílicos. As amostras apresentaram contagem de mesófilos aeróbios (<10 a 2,3 x 104 UFC g-1), Bacillus spp. (<10 a 1,6 x 10² UFC g-1) e bolores e leveduras (<10 a 2,0 x 10³ UFC g-1), enquanto os demais microrganismos avaliados não foram detectados. Quanto às características físico-químicas foi observado que a umidade variou de 15,97 a 28,97%, o pH de 3,14 a 4,11, acidez livre entre 17,17 a 65,67 meq Kg-1, HMF de 0,37 a 18,78 mg Kg-1, atividade diastásica de 0,03 a 0,82 Gothe, SST de 67,20 a 81,0 °Brix, açúcares redutores entre 63,71 a 78,8%, sacarose de 0,39 a 3,44%, compostos fenólicos totais de 115,59 a 498,01 mg Kg1 e flavonóides totais de 34,81 a 123,7 mg Kg-1, a cor variou do branco ao âmbar, teste de Lugol negativo, além de ser identificado o ácido ascórbico, acético, tartárico, cítrico, succínico, maléico e fumárico. As amostras de mel apresentaram características microbiológicas e físico-químicas similares aos de outras espécies de Melipona, o que pode favorecer a formulação de uma legislação de qualidade para o mel desse Gênero.

  • ELIANE LEAL CANDEIAS
  • FUNGOS ASSOCIADOS AO SISAL (Agave sisalana e Agave híbrido 11648)

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 23/02/2017
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  • O sisal (Agave sisalana e Agave híbrido 11648) é uma cultura de grande relevância para o semiárido brasileiro, sendo uma das poucas culturas que mantem o potencial produtivo nessa região, principalmente no estado da Bahia. A Podridão Vermelha do Sisal tem sido o principal problema fitossanitário desta cultura e não se conhece a microbiota associada ao sisal. Objetivou-se estudar a micobiota endofítica e rizosférica de sisal (Agave sisalana e Agave híbrido 11648) cultivado em Conceição do Coité, no semiárido da Bahia, por taxonomia clássica, PCR com primers ITS, βt, LSU e NS e sequenciamento de próxima geração (NGS). Amostras de folhas, caules, raízes e solo rizosférico foram coletadas de plantas assintomáticas e sintomáticas à Podridão Vermelha do Sisal. O isolamento dos fungos endofíticos de folha, caule e raiz foi realizado pela técnica de isolamento indireto e o dos fungos rizosféricos, pela técnica de diluição seriada para posterior isolamento das colônias fúngicas. Foram identificados 283 isolados de fungos endofíticos, distribuídos em 32 gêneros, 57 espécies e 346 isolados de fungos rizosféricos distribuídos em 22 gêneros e 58 espécimes. Os gêneros mais abundantes foram Talaromyces, Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Neosulcatispora agaves Crous & M.J. Wingf foi isolado de folha e caule de sisal (Agave sisalana), sendo este o primeiro relato no Brasil e nas Américas. Este fungo foi relatado em Agave vera-cruz Mill., na França. Por abordagem metagenômica e NGS foi verificada a abundância dos filos Ascomycota, Basidiomycota, Chytridiomycota, Glomeromycota e Zygomycota colonizando os tecidos e o solo rizosférico do sisal. O gênero Aspergillus foi o predominante, tanto para os tecidos (folha, caule, raiz) quanto para o solo rizosférico de Agave sisalana (sintomática) e foi ausente em Agave híbrido 11648 assintomático. Não foram encontradas plantas sintomáticas do de Agave híbrido 11648. Isolados dos gêneros de Periconia sp., Chaetomium sp.3, Cladosporium sp. e Penicillium sp.1 apresentaram antibiose ao Aspergillus niger em condições in vitro e não foram patogênicos para a A. sisalana.

  • JAQUELINE MARIA OLIVEIRA NASCIMENTO DA SILVA
  • CATALOGAÇÃO E NOVOS RELATOS DE FERRUGENS PARA A BAHIA

  • Data: 23/02/2017
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  • As plantas desempenham importantes papeis para sobrevivência do homem, seja na alimentação, produção de cosméticos e fármacos, na produção de roupas, na construção, etc. Em todos os ambientes as plantas se fazem presentes. Dentre as doenças que ocorrem em espécies vegetais destaca-se as ferrugens. Ferrugens constituem um dos mais importantes e númerosos grupos de fungos fitopatogênicos e essa importância deve-se principalmente ao número de espécies que corresponde mundialmente a aproximadamente 8000 espécies descritas; à ampla gama de plantas hospedeiras a qual incluem membros de Briophyta, Pteridophyta, Pinophyta e Magnoliophyta; à plasticidade de seu ciclo de vida, apresentando grande diversidade de estruturas (espermogônios, dois anamorfos, teleomorfo e basidiósporos); ao seu pleomorfismo podendo produzir de cinco a seis estadios esporíferos morfologicamente e funcionalmente diferentes em seu ciclo de vida, além da necessidade em algumas espécies de dois grupos de plantas hospedeiras não relacionadas filogeneticamente para completar seus ciclos de vida, os chamados ciclos heteroécios ou heteróicos; e à sua grande capacidade de dispersão e coevolução. Com isso, nesse trabalho objetivou-se catalogar e relatar novas ocorrências de ferrugens e novas hospedeiras para a Bahia, visando ampliar os conhecimentos nesse grupo de fungos fitopatogênico. Para isso, estudos morfológicos aliados a especificidade de hospedeiros e as literaturas especificas foram utilizadas para a identificação das espécies. Como resultados foram identificadas 11 novas ocorrências para o Nordeste, pertencentes aos gêneros Puccinia (7), Coleosporium (1), Prospodium (1), Uredo (1) e Uromyces (1), distribuidos em 8 famílias de hospedeiras (Asteraceae, Cyperaceae, Geraniaceae, Lamiaceae, Malvaceae, Poaceae, Rubiaceae e Verbenaceae), 16 novas ocorrências para a Bahia distribuídos nos gêneros Puccinia (9), Uromyces (3), Phakopsora (2) Coleosporium (1) e Olivea (1) distribuídos em 12 famílias de hospedeiras (Amarantaceae, Asteraceae, Cannaceae, Convolvulaceae, Cucurbitaceae, Cyperaceae, Euphorbiaceae, Iridaceae, Lamiaceae, Poaceae, Solanaceae e Vitaceae), quatro relatos de novas hospedeiras sendo elas Borreria schumannii e Diodia apiculata (Puccinia lateritia), Aloysia gratíssima (Prospodium lippiae) e Centratherum punctatum (Puccinia xanthii) e a primeira descrição de um estágio teleomorfo sobre o gênero Centratherum. Os resultados do presente trabalho, além de aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade das ferrugens, tem o caráter didático para o conhecimento desse grupo de fungos patogênicos em plantas de interesse agronômicos, como as plantas invasoras, medicinais e ornamentais e contribui para ampliar o conhecimento da distribuição das ferrugens na Bahia.

  • PATRICIA MARTINS GALVAO PALHA
  • FUNGOS ASSOCIADOS À BROMELIACEAE NATIVAS E CULTIVÁVEIS NA BAHIA

  • Data: 22/02/2017
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  • No Brasil, estudos sobre fungos associados à família Bromeliaceae ainda são escassos tanto na Mata Atlântica, como em ecossistemas de Caatinga que apresentam comunidades de plantas bastante diversas. Este trabalho foi realizado com o objetivo de conhecer a diversidade de fungos associados a Bromeliaceae em três municípios da Bahia: Campo Formoso (Morro da Redenção), Camaçari (Orquilândia Tropical) e Santa Terezinha (Serra da Jiboia). Foram realizadas duas coletas em cada local, entre maio de 2015 e fevereiro de 2016. Para cada espécie vegetal foram selecionados 10 indivíduos, e amostradas três folhas de cada indivíduo, e selecionados os que continham sintomas ou sinais de fungos. Em laboratório efetuou-se o isolamento direto e indireto. Para isolamento indireto, fragmentos das folhas foram submetidos à desinfestação (álcool 70%, hipoclorito de sódio 1% e água destilada) e colocados em ágar de batata-dextrose (BDA). O isolamento direto foi realizado em fragmentos de folhas em câmaras úmidas (1 a 10 dias de incubação), transferindo propágulos de fungos desenvolvidos para BDA. As placas foram incubadas à temperatura ambiente (27º C +/- 2º C) até a formação de colônias, as quais foram transferidas individualmente para outras placas de BDA para obter culturas axênicas. Os fungos desenvolvidos em meios de cultura ou em câmaras úmidas foram examinados ao microscópio para identificação de gêneros e espécies consultando a literatura especializada. As lâminas permanentes de cada espécie fúngica foram feitas utilizando o meio de montagem PVLG (álcool polivinílico + lactofenol + glicerina). Para o estudo da diversidade fúngica foram calculados os seguintes índices ecológicos: riqueza, similaridade, e frequência das espécies fúngicas. Com ambos os métodos um total de 34 táxons fúngicos foram encontrados; 30 anamorfos e 4 teleomorfos, sendo 29 novos registros sobre Bromeliaceae. Pelo método indireto obteve-se uma riqueza total de 27 táxons e 19
    gêneros. A similaridade foi baixa entre plantas do mesmo local. A frequência fúngica, foi baixa, com registro máximo de 12,5% para a espécie Nigrospora oryzae na Orquilândia Tropical.

  • FABIO NASCIMENTO DE JESUS
  • TECNOLOGIA COM RESÍDUO LÍQUIDO DE SISAL (Agave sisalana) PARA O MANEJO DE Meloidogyne javanica EM BANANEIRA

  • Data: 17/02/2017
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  • Este trabalho teve como objetivo desenvolver tecnologias com o resíduo líquido de sisal para o controle de M. javanica. Avaliou-se inicialmente o efeito nematicida do resíduo líquido bruto fresco e fermentado, in vitro e em mudas de bananeira. Este material foi submetido a partição líquido-líquido com diferentes solventes orgânicos para separação dos compostos com diferentes polaridades. Fez-se a triagem fitoquímica das frações extraída e do resíduo líquido fresco de sisal, para a identificação dos grupos de metabólitos secundários presentes neste material. As frações foram avaliadas in vitro para o controle de M. javanica. Os resíduos fresco e fermentado foram eficientes no controle do nematoide de galhas, in vitro e na planta em casa de vegetação. Estes resíduos causaram reduções significativas no número de galhas, massas de ovos e na população de nematoides no substrato de crescimento das plantas. Ambos, os resíduos fresco e fermentado, em concentrações acima de 20 % foram tão eficientes quanto o nematicida comercial no controle de M. javanica em mudas de bananeira. Na triagem fitoquímica foram detectadas as seguintes classes de compostos: flavonoides, taninos, esteroides/triterpenoide, saponinas e alcalóides. O resíduo líquido bruto foi mais eficiente no controle do nematoide, quando comparado às frações obtidas com os diferentes solventes. Fez-se a formulação líquida do resíduo, com o objetivo de desenvolver um produto padronizado para uso em áreas de produção agrícola. A formulação líquida do resíduo foi eficiente no controle do M. javanica in vitro e em mudas de bananeira. As plantas tratadas com esta formulação apresentaram maiores médias nos parâmetros de crescimento, em comparação com as plantas tratadas com o resíduo bruto. Foi desenvolvida também uma formulação sólida, em pó solúvel em água, com o resíduo líquido de sisal. Esta formulação foi avaliada in vitro e na planta, apresentando elevado potencial para o controle do nematoide das galhas, e foi superior ao resíduo líquido bruto de sisal, em termos de eficiência de controle.

  • CANDIDA BEATRIZ DA SILVA LIMA
  • ESTRUTURA POPULACIONAL, IDENTIFICAÇÃO VIRAL E ESTUDO DE COMPOSTOS QUÍMICOS CUTICULARES EM ABELHAS (HYMENOPTERA, APINAE)

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 17/02/2017
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  • As abelhas formam um dos mais importantes grupos de polinizadores e suas populações estão sofrendo declínio nos últimos anos. Vários fatores são apontados como causadores desse fenômeno, sendo a perda da diversidade de populações e o acometimento da saúde dos enxames de abelhas alguns destes. Com a finalidade de contribuir para o entendimento desses fatores, este trabalho objetivou avaliar e caracterizar populações de Melipona subnitida do Nordeste brasileiro e M. fasciculata do Estado do Piauí, pesquisar a presença do vírus deformador das asas das abelhas (DWV) em populações de M. fasciculata e Apis mellifera residentes nesse Estado e caracterizar o perfil de hidrocarbonetos em espécies do gênero Melipona. As populações de M. subnitida do estado do Piauí apresentaram divergência na forma e tamanho de asa em relação às populações dos demais Estados. As populações de M. fasciculata apresentaram variação entre forma e tamanho. A presença do vírus DWV foi detectada em todas as amostras de M. fasciculata e A. mellifera do estado do Piauí. Os resultados de perfis de hidrocarbonetos cuticulares mostraram diferenças entre as espécies do gênero Melipona estudadas, confirmando que usam diferentes componentes químicos como auxiliares em suas principais atividades. Esses resultados contribuem com novos conhecimentos sobre essas espécies, fornecendo subsídios importantes à concientização quanto a preservação de habitats naturais, incentivo e educação para criação racional dessas abelhas.

2016
Descrição
  • WILLEM HENRIQUE LIMA
  • AVALIAÇÃO DE ESPÉCIES SILVESTRES E HÍBRIDOS DE Manihot PARA RESISTÊNCIA À MOSCA-BRANCA Aleurothrixus aepim (GOELDI, 1886)

  • Data: 28/07/2016
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  • Dentre os insetos praga que causam danos à cultura da mandioca as moscas-brancas ganham destaque, constituindo um problema no sistema produtivo da mandioca. No nordeste brasileiro, Aleurothrixus aepim (Hemiptera: Aleyrodidae) é a principal espécie associada a cultura. Em geral, o ataque das moscas-brancas pode vir a causar uma redução na produtividade da cultura da mandioca variando de 23 a 80%, em função da cultivar, da duração e intensidade da infestação. Desse modo, esse estudo teve como objetivo avaliar a biologia de A. aepim em híbridos intraespecífico, em espécies silvestres e em cultivares de Manihot, com o intuito de subsidiar futuros programas de melhoramento da cultura. Estudos dos parâmetros biológicos ao longo do ciclo de vida da Aleurothrixus aepim foram realizados em acesso silvestre de Manihot esculenta subsp. flabelifolia e M. reniformis, em híbridos interespecíficos de M. esculenta e em M. esculenta. O genótipo Equador 72 (M. esculenta) apresentou o menor valor para a viabilidade da fase de desenvolvimento, 44,89%, em comparação com os demais genótipos, demonstrando haver um efeito de antibiose sobre A. aepim nesse genótipo. O híbrido interespecífico F4 002, foi o acesso que apresentou o maior período de desenvolvimento do inseto (ovo-adulto), com 30,49 dias. O acesso silvestre de M. esculenta subsp. flabellifolia, FLA 003, e os híbridos F1 011 e PE 001 exibiram níveis de resistência caracterizada por antixenose, sendo menos preferidas para oviposição. Relata-se também a primeira ocorrência de A. aepim na espécie silvestre de mandioca, Manihot reniformis, cuja maioria dos parâmetros avaliados, mostraram a possibilidade de haver um mecanismo de resistência do tipo antibiose.

  • LINDINEIA RIOS RIBEIRO
  • VARIABILIDADE DE HAPLÓTIPOS ISOLADOS DE Fusarium oxysporum f. sp. cubense E IDENTIFICAÇÃO DE FONTES DE RESISTÊNCIA EM ACESSOS DE BANANEIRA

  • Orientador : SEBASTIAO DE OLIVEIRA E SILVA
  • Data: 22/07/2016
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  • A bananeira (Musa spp.) é uma planta cultivada em regiões tropicais e subtropicais, sendo a fruta in natura mais consumida no mundo. A produção brasileira é de sete milhões de toneladas, a área plantada estende-se desde a faixa litorânea até o planalto central. Apesar de ser elevada a produção de banana, é grande também a área de plantio infectada pelo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (FOC). O fungo apresenta uma estrutura de resistência que permanece por décadas no solo, recomeçando os ciclos do patógeno e infectando mais variedades. Apesar de existir medidas de controle culturais, biológicas, químicas, com efeitos positivos, o manejo da doença se dá em grande parte com a utilização de cultivares resistentes, com medidas de exclusão e restrição de áreas contaminadas. As cultivares resistentes são desenvolvidas em Programas de Melhoramento Genético (PMG) mediante conhecimento prévio sobre a planta hospedeira (variabilidade genética) e sobre o patógeno (agressividade). Para a obtenção de uma cultivar resistente alguns passos devem ser seguidos, tais como: conhecer o tipo de resistência e a verificar a variabilidade genética do patógeno na região em que essa cultivar for lançada. Assim, torna-se importante constatar a variabilidade de uma população de FOC em variedades de bananeiras. O principal objetivo do trabalho foi estudar populações de FOC em bananeiras. O trabalho foi dividido em três capítulos. No primeiro capítulo, estudou-se a agressividade de uma população de haplótipos de FOC. Utilizou-se a inoculação por suspensão de conídios pelo método de imersão de raízes de bananeira das cultivares Maçã, Pacovan, Princesa e Prata Anã. Foram utilizadas escalas descritivas para avaliação dos sintomas externos e internos. O segundo capítulo teve como objetivo identificar fontes de resistência genética ao FOC de acessos do Banco de Germoplasma de Bananeira da Embrapa. Nesse trabalho utilizou-se o substrato sólido composto por areia lavada e fubá de milho. O substrato inoculado com o FOC foi depositado no solo em orifícios feito ao redor das mudas de bananeira. Foram analisados os sintomas externos e internos da doença em bananeira por meio de escalas descritivas. O terceiro capítulo teve como objetivo avaliar a virulência de isolados de Fusarium oxysporum f. sp. cubense oriundos de bananeira Cavendish e Prata nas cultivares Grande Naine, Maçã e Platina. Foi utilizado o substrato inoculado com FOC. Os sintomas internos da doença foram avaliados aos 45 dias após a inoculação de FOC. Os resultados observados no Capítulo 1 classificaram os haplótipos de FOC 2011.21B, 2011.36A, 2011.34B, 2011.41B, 2011.120B, 2011.41A, 2011.06A, 2011.31B, 2011.140A, 2011.110A, 2011.97C, 2011.99B, 2011.127A, 2011.113A, 2011.140A, 2011.69A, 2011.111A, 2011.104A, 2011.115A, 2011.101B, 2011.12B, 2011.33A, 2011.61A, 2011.34A, 2011.107A como muito agressivos nas cultivares suscetíveis de bananeira analisadas, podendo ser utilizados em Programas de Melhoramento para testar bananeira quanto a resistência genética. Os isolados que apresentaram agressividade mediana foram 2011.23B, 2011.40B, 2011.42B, 2011.124A, 2011.100A, 2011.51A, CNPMF0801, 2011.78A, 2011.82B, 2011.32A, 2011.121A,
    2011.27A, 2011.72B, 2011.94A, 2011.22A, 2011.55A, 2011.70B, 2011.119B, 2011.108B, 2011.44B, 2011.100B, 2011.74A, 2011.25C, 2011.46A, 2011.17B, 2011.37A, 2011.14A, 2011.142A, 2011.135A, 2011.77A, 2011.70A, 2011.120A, 2011.101A, 2011.112B, 2011.103C, 2011.139B, 2011.122B, 2011.52A, 2011.54B, 2011.40A, 2011.122A, 2011.23A, 2011.16A, 2011.50A, 2011.68A, 2011.79A, 2011.96A, 2011.91A, 2011.112A, 2011.21C. Já os isolados 2011.71A, 2011.14A, 2011.139A, 2011.139B, 2011.18B, 2011.73C, 2011.83A, 2011.116B, 2011.15B, 2011.30B, 2011.90A, 2011.52B, 2011.114A, 2011.07A, 2011.109A, 2011.148B, 2011.88C apresentaram baixa agressividade nas cultivares analisadas. No segundo capítulo, os acessos Birmanie, PA Songkla, Pirua, Imperial, Poyo, Ambei, Walebo e Kongo FRF 1286 quando inoculados com o FOC CNPMF0801 apresentaram-se como resistentes. O acesso M53 não apresentou nenhum sintoma da doença, confirmando a sua resistência genética, sendo, portanto, um genótipo utilizado como parental em cruzamentos para obtenção de cultivares resistentes à essa doença. No terceiro capítulo foi possível observar a formação de três grupos de virulência, os isolados 2014.218A, 2014.240B, 2014.300A, 2014.229A, 2014.307A, 2014.206A, 2014.173B, apresentaram-se como virulentos nas cultivares Grande Naine e Platina, enquanto os isolados 2014.262C, 2014.220A foram agressivos às três cultivares. Observou-se alta variabilidade genética na população de Fusarium oxysporum f. sp. cubense, assim como foi possível verificar fontes de resistência em acessos do Banco Ativo de Germoplasma de Bananeira.

  • ANA MARIA PEREIRA BISPO DE CASTRO
  • CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE DE PLANTAS FORRAGEIRAS CONSORCIADAS COM GIRASSOL EM SISTEMAS INTEGRADOS

  • Orientador : CLOVIS PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 10/06/2016
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  • Objetivou-se com esta pesquisa avaliar o desempenho vegetativo, produtivo e índices fisiológicos de braquiária, (Urochloa ruziziensis) e de guandu-anão (Cajanus Cajan) em cultivo solteiro e consorciado com o girassol em Sistemas Integrados. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados com seis tratamentos e quatro repetições para cada forrageira. Os seis tratamentos constituíram-se do cultivo isolado de braquiária e guandu-anão, da braquiária consorciado com girassol e guandu-anão consorciado com girassol, braquiária consorciado com guandu-anão e braquiária consorciado com girassol e guandu-anão, semeados de duas formas: semeadura simultânea do consórcio e semeadura defasada das forrageiras 20 dias após a semeadura do girassol. Foram realizadas coletas de cinco plantas de braquiária de cada tratamento em intervalos de 15 dias, iniciando 30 dias após a emergência. Foram aferidos o número de folhas, altura de planta, diâmetro do colmo e haste, número de perfilhos e haste, matéria seca e área foliar. Com base na obtenção da área foliar e da massa da matéria seca, em intervalos regulares de tempo, foram determinados os índices fisiológicos, Índice de área foliar, taxa de crescimento relativo, taxa de crescimento da cultura e taxa assimilatória liquida. Os efeitos estatisticamente significativos foram analisados pelo teste Tukey e teste t de contrastes ortogonais a (p<0.05), por meio do programa estatístico SAS. A presença do girassol implica reduções expressivas no crescimento de braquiária e guandu-anão, principalmente em semeadura mais tardia.

  • WANESSA DE LIMA BATISTA
  • COMUNIDADES DE GAFANHOTOS (ORTHOPTERA: ACRIDIDEA) EM ÁREAS DE CERRADO DO BRASIL CENTRAL

  • Orientador : MARCOS GONCALVES LHANO
  • Data: 20/05/2016
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  • Com o objetivo de caracterizar as comunidades de gafanhotos em áreas com dominância do Cerrado, foram realizadas coletas no Parque Nacional Serra da Bodoquena (MS), Parque Nacional Chapada dos Guimarães (MT), Área de Proteção Ambiental da Fazenda Aparecida da Serra (MT), Parque Nacional Chapada dos Veadeiros (GO) e na Área de Proteção Ambiental do Projeto de Irrigação Manuel Alves (TO), durante os meses de abril e maio de 2014. Foram coletados 616 indivíduos adultos, pertencentes a 95 espécies distribuídas em seis familias: Acrididae (67), Eumastacidae (1), Ommexechidae (3), Proscopiidae (2), Romaleidae (6) e Tetrigidae (16). A familia Acrididae destacou-se como tendo o maior número de indivíduos coletados (87,7%). Apenas Acrididae, Romaleidae e Tetrigidae ocorreram nas cinco áreas e Eumastacidae foi coletada em apenas uma localidade. Como ferramenta taxonômica, a morfometria geométrica foi utilizada para verificar se a forma e tamanho do pronoto de Orphulella punctata (De Geer, 1773) apresentam variações geográficas em diferentes populações. Foram utilizados 80 indivíduos machos, sendo 20 indivíduos de cada localidade. A análise de variáveis canônicas apresentou diferenças estatisticamente significativas (p<0,01) para os dados analisados e a análise de tamanho (ANOVA) registrou diferenças significativas (p<0,01) para as populações de Bonito/MS e Itamaraju/BA. Houve correlação significativa negativa (p<0,05, r=-0,81) entre a forma do pronoto de O. punctata e a distância geográfica. Portanto, a variação geográfica influencia a forma do pronoto em O. punctata.

  • FRANCIS ALMEIDA SILVA
  • LEVANTAMENTO ETNOBOTÂNICO E ETNOFARMACOLÓGICO E A PERPETUAÇÃO DOS CONHECIMENTOS SOBRE AS PLANTAS MEDICINAIS

  • Orientador : FRANCELI DA SILVA
  • Data: 05/05/2016
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  • Os levantamentos etnobotânicos e etnofarmacológicos são importantes na documentação e registro dos conhecimentos tradicionais das comunidades e podem gerar subsídios na preservação e conservação de espécies medicinais, assim como proporcionar a descoberta de substâncias ativas, ainda não descritas e avaliadas, quanto a sua pontencialidade de uso. As plantas medicinais sempre foram utilizadas por comunidades locais, baseadas nos conhecimentos empíricos adquiridos ao longo do tempo. Portanto, o objetivo neste trabalho foi realizar o levantamento etnobotânico e etnofarmacológico das plantas medicinais utilizadas no Semiárido da Bahia, com enfoque nos municípios de Monte Santo, Quijingue, Cansanção e Santaluz, todos inseridos no Território de Identificação do Sisal; identificar os fins terapêuticos correlacionados aos seus princípios ativos, e ainda, avaliar a transmissão dos conhecimentos tradicionais aos descendentes. Os levantamentos foram realizados por meio de questionários semiestruturados, associados ao uso do método bola de neve (Bernard, 1995). A sistematização e análise dos dados foram realizadas conforme Bardin (1988), por meio da construção de categorias analíticas, onde buscou-se agrupar as concepções de acordo com a frequência das ideias. A partir dos dados obtidos foi calculada a Concordância de Uso Principal, seguindo a metodologia de Amorozo e Gély (1988). Foram indicadas 83 espécies vegetais com classificação botânica utilizada pelo conhecimento popular, distribuídas em 37 famílias diferentes, sendo representadas principalmente, pela família Fabaceae. A espécie Caesalpinia pyramidalis Tul, pau-de-rato, foi considerada a mais importante nas comunidades (IR:2) e com maior Concordância de uso Principal (CUPc: 63.89). Ela foi citada por 36 informantes e seus usos distribuem-se em 6 categorias da
    Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). Além dela, as espécies Andenanthera colubrine (Vell.) Brenan; Myracrodruon urundeuva Fr. All; Solanum paniculatum L.; Caesalpinea férrea; Anona squamosa L.; Commiphora leptophloeos; Cróton heliotropiifolius obtiveram alto número de citações, CUPc e IR. A triagem fitoquímica destas espécies mostrou que há concordância entre o uso tradicional e seus princípios ativos, o que valida o seu uso descrito pela comunidade local. Com relação à transmissão dos conhecimentos tradicionais aos descendentes, foi possivel verificar que, os jovens entrevistados demonstraram conhecimentos de uso de plantas medicinais e interesse sobre as plantas medicinais e a transmissão desses saberes ocorre predominantemente pela avó e pelo avô.

  • ELVIS RANGEL BARRETO
  • DIVERSIDADE E SAZONALIDADE DE BORBOLETAS
    (Papilionoidea e Hesperioidea) EM ÁREA EXTRATIVISTA
    DE Elaeis guineensis Jacq. (Arecaceae) NO SUL DA BAHIA

  • Orientador : MARLON PALUCH
  • Data: 29/02/2016
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  • Este estudo avaliou o potencial de um sistema extrativista de dendê
    (Elaeis guineenses Jacq.) para a conservação das espécies de borboletas na
    região Baixo Sul do Estado da Bahia, além da influência de fatores climáticos
    sobre a diversidade, abundância e riqueza de espécies. As coletas foram
    realizadas na Fazenda Boa Vista, distrito de Cajaíba, município de Valença, BA,
    propriedade com aproximadamente 683 hectares cobertos por dendezeiros
    subespontâneos. Os exemplares foram coletados durante dois dias consecutivos
    por mês ao longo de doze meses, abrangendo as quatro estações do ano em um
    esforço amostral de 288 horas com utilização de rede entomológica (puçá).
    Foram coletados 3108 indivíduos distribuídos em 6 famílias e 200 espécies,
    com Hesperiidae (S=75), Nymphalidae (S=62) e Lycaenidae (S=26)
    apresentando as maiores riquezas de espécies e Nymphalidae (N=1454),
    Pieridae (N=642) e Hesperiidae (N=587) como as famílias mais abundantes,
    respectivamente. A diversidade de Shannon-Wiener (H’) para a área foi
    estimada em 4,258, com janeiro apresentando o maior índice (H’=4,041).
    Quanto à Equitabilidade de Pielou (J) e Dominância de Berger-Parker (Dbp),
    foram registrados os valores de 0,8037 e 0,07368 respectivamente, com
    fevereiro apresentando a maior equitabilidade (J=0,9147) e outubro o maior
    índice de dominância (Dbp=0,1487). A sazonalidade influenciou a riqueza e
    abundância de borboletas, com diferenças significativas principalmente entre
    as estações do ano, indicando que o padrão de distribuição das populações
    está correlacionado com os fatores climáticos analisados. Os resultados obtidos
    apontam que o sistema extrativista de dendê possui uma significativa riqueza e
    diversidade de espécies de borboletas.

  • MARIA JOSIRENE SOUZA MOREIRA BASTOS
  • DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL, BIOLOGIA FLORAL E
    REPRODUTIVA DE Alcantarea nahoumii (LEME) J. R.
    GRANT EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 23/02/2016
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  • A Mata Atlântica abriga diversas espécies de Bromeliaceae e muitas
    delas encontram-se seriamente ameaçadas de extinção. Considerando o grande
    potencial econômico e ambiental das bromeliáceas, o presente estudo objetivou
    reunir informações sobre a distribuição espacial, flora associada, biologia floral,
    reprodutiva, morfologia e aspectos químicos e fisiológicos de plantas de
    Alcantarea nahoumii (Leme) J. R. Grant, espécie endêmica e considerada
    ‘Vulnerável’ de fragmento de Mata Atlântica do Estado da Bahia. Os estudos
    foram realizados, na Serra da Jiboia, Santa Teresinha, Bahia, Brasil no período de
    março de 2012 a dezembro de 2015. Foram encontrados 1.660 indivíduos,
    distribuídos em 18 famílias, 25 gêneros e 28 espécies, sendo 1.173 indivíduos de
    A. nahoumii. O padrão de distribuição espacial da população de A. nahoumii é
    agregado. Sua antese é diurna e não homogênea. As maiores porcentagens de
    germinação e comprimento do tubo polínico foram obtidas em meios de cultura
    BK e SM. Os testes histoquímicos resultaram em altas porcentagens de
    viabilidade dos grãos de pólen, com média de 89,71 % e o estigma está receptivo
    desde a antese, permanecendo até 24 h após. A espécie apresentou
    autocompatibilidade e alogamia preferencial. Do ponto de vista da conservação,
    esta espécie apresenta tendência autoestéril e depende de polinizadores para
    manter a sua aptidão através da polinização cruzada. O volume do néctar não foi
    constante e a concentração de açúcares aumenta ao longo do dia. Foram
    observadas 16 espécies visitando a A. nahoumii, dentre estas, cinco são beijaflores.
    A altitude e o período do ano influenciam diretamente no teor relativo de
    água, fotossíntese, transpiração, CO2, condutância estomática e
    consequentemente, no crescimento, florescimento e metabolismo da A. nahoumii.

2014
Descrição
  • CANDIDA BEATRIZ DA SILVA LIMA
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA DAS
    POPULAÇÕES DE Melipona subnitida DUCKE, 1910
    (APIDAE, MELIPONINI) RESIDENTES NO LIMITE SUL
    DA ÁREA DE SUA DISTRIBUIÇÃO NATURAL

  • Orientador : CARLOS ALFREDO LOPES DE CARVALHO
  • Data: 17/10/2014
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  • A criação de Melipona subnitida é uma atividade de importância
    econômica e ecológica por incrementar a renda de agricultores familiares e
    pela polinização. Uma vez que o extrativismo predatório de ninhos e a perda de
    habitat vêm ameaçando populações de M. subnitida, conhecimento sobre a sua
    diversidade populacional é importante para o desenvolvimento de planos de
    manejo e conservação desta espécie. Uma técnica eficiente para se determinar
    a diversidade populacional em insetos é a morfometria geométrica. Assim, os
    objetivos desse trabalho foram (i) determinar a estrutura populacional de M.
    subnitida no limite Sul da área de sua distribuição natural; e (ii) determinar o
    efeito do ambiente de nidificação (caixa ou cortiço) sobre a morfologia das asas
    de M. subnitida. Adultas de nove populações de M. subnitida foram coletadas a
    partir de 63 colônias distribuídas no Norte da Bahia, Oeste de Alagoas e
    Chapada do Araripe, e Agreste de Pernambuco, áreas que constituem o limite
    Sul da distribuição natural dessa espécie. Marcos anatômicos localizados entre
    as nervuras das asas anteriores das abelhas foram utilizados como parâmetro
    de comparação. Os resultados revelaram que as nove populações estudadas
    podem ser agrupadas em três grupos principais, sendo a distância geográfica
    que separa as diferentes populações o principal fator determinante na
    formação destes grupos. Além disso, observaram-se diferenças significativas
    na morfometria geométrica entre indivíduos provenientes de caixas e cortiços,
    revelando o ambiente de nidificação como um fator elevador da plasticidade
    fenotípica. Estes resultados vão contribuir para a formulação de planos de
    manejo e conservação de M. subnitida no limite Sul de sua distribuição natural.

  • LUCAS ATHAYDE OLIVEIRA
  • STREPTOMYCES spp. E RESÍDUOS DE ADUBOS VERDES NO
    MANEJO DE Meloidogyne javanica E NA PROMOÇÃO DE
    CRESCIMENTO DO TOMATEIRO

  • Orientador : ANA CRISTINA FERMINO SOARES
  • Data: 24/07/2014
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  • Este trabalho teve como objetivos avaliar os efeitos de actinobactérias e
    resíduos de adubos verdes, isolados ou combinados, no controle de Meloidogyne
    javanica e na promoção de crescimento de tomateiro. Foram avaliados os resíduos
    dos seguintes adubos verdes: guandu, crotalária, feijão-de-porco e mucuna-preta.
    Os substratos para cultivo do tomateiro foram preparados com a incorporação ao
    solo da parte aérea desses adubos e de inoculo de actinobactérias do gênero
    Streptomyces, codificadas como AC39, AC92 e AC50, com incubação a temperatura
    ambiente por 30 dias. Mudas de tomateiro foram plantadas no substrato tratado (solo
    + adubo verde + actinobactéria) e inoculadas com uma suspensão de inoculo de M.
    javanica contendo 1000 juvenis de segundo estádio (J2) e ovos por mililitro de
    suspensão, em casa de vegetação. Para a promoção de crescimento, foram
    utilizados os mesmos tratamentos, sem a inoculação com M. javanica. Os isolados
    AC39 e AC92, combinados com a crotalária, e o feijão de porco combinado com o
    isolado AC39 promoveram incrementos na altura, no diâmetro do caule e na massa
    da parte aérea e das raízes dos tomateiros infectados com M. javanica. Os dois
    isolados (AC39 e AC92), sem os adubos verdes, promoveram o decréscimo no
    número da massa de ovos e de J2 de M. javanica nas raízes do tomateiro. A
    mucuna-preta, sem a presença dos isolados de Streptomyces spp. causou redução
    na população de M. javanica no substrato. Quando avaliada a promoção de
    crescimento, os isolados de Streptomyces spp., independente do adubo verde
    utilizado, promoveram o aumento nos teores de N, P e K na parte aérea do
    tomateiro. Já quando combinados com feijão-de-porco, promoveram o crescimento e
    melhor nutrição do tomateiro. A mucuna-preta e o feijão-de-porco, sem a presença
    de Streptomyces spp. promoveram o crescimento e nutrição do tomateiro.

2013
Descrição
  • ANA CARINA PIRES DA SILVA
  • NÍVEIS DE NITROGÊNIO E DE IRRIGAÇÃO NA PRODUÇÃO E
    ACÚMULO DE NUTRIENTES EM BANANEIRA CV. D’ANGOLA

  • Data: 30/08/2013
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  • A bananeira cv. D’Angola, demanda grandes quantidades de N para
    seu desenvolvimento, sendo mais exigido nos três primeiros meses, quando o
    meristema está em desenvolvimento. Outro fator que afeta o crescimento e a
    produtividade da bananeira é o déficit hídrico, principalmente quando ocorre no
    início da fase de crescimento da bananeira. Objetivou-se com este trabalho
    avaliar as variáveis de crescimento, produção, qualidade de frutos e o acúmulo de
    nutrientes em função de três lâminas de irrigação e cinco doses de nitrogênio da
    bananeira, cv. D’Angola conduzida durante dois ciclos. O trabalho foi conduzido
    na Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada no município de Cruz das Almas,
    BA (12º48‟S; 39º06‟W e 225 m de altitude). Seguiu-se um delineamento
    experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3 x 5 (lâminas de
    irrigação x doses de nitrogênio ), com três repetições. As lâminas de irrigação
    foram baseadas em 50, 75 e 100% da ETo. As doses de nitrogênio foram 135,
    180, 225, 270, 315 kg ha-1. As variáveis avaliadas foram: crescimento vegetativo,
    produção, características físicas e químicas de frutos, biomassa seca e acúmulo
    de macro e micronutrientes na planta. As doses de N e lâminas de irrigação não
    promoveram efeito significativo nas variáveis avaliadas. A lâmina de 1304 mm no
    segundo ciclo supriu as necessidades da planta no crescimento vegetativo para a
    área foliar. Dentre os órgãos da parte área da planta, o fruto foi o maior
    depositário de fitomassa seca (36,6%), enquanto que o pseudocaule e as folhas
    foram responsáveis por acumular a maior quantidade de nutrientes. As lâminas de
    1534 e 1084 mm para os dois ciclos evidenciaram os maiores valores para peso
    de cachos e produtividades.

  • ROSANGELA NASCIMENTO DA SILVA RIBEIRO
  • PRODUÇÃO E QUALIDADE DE RAÍZES DE CLONES DE
    MANDIOCA DE MESA SOB IRRIGAÇÃO E EM SEQUEIRO

  • Data: 30/08/2013
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  • O presente trabalho teve como objetivo estudar o efeito de diferentes
    épocas de colheita e de duas condições de manejo na produção e qualidade de
    raízes tuberosas de clones de mandioca de mesa. Os experimentos foram
    conduzidos na mesma aérea nos anos de 2010/2011 e 2011/2012. Os
    tratamentos avaliados foram: vinte cultivares no primeiro experimento e dez no
    segundo, submetidos às condições com irrigação e em sequeiro em duas e três
    épocas de colheita, respectivamente. Os cultivares de mandioca de mesa
    estudados apresentaram diferenças significativas para produtividade de raízes
    totais (PTR), produtividade de raízes comerciais (PRC), produtividade de parte
    aérea (PPA), teor de amido (TAM) e tempo de cozimento (TC). De maneira geral
    todos os cultivares apresentaram bom desempenho para as características
    estudadas, sendo que o cultivar Neilton apresentou as maiores produtividades
    com 55,5 t.ha-1 de raízes e destas aproximadamente 80% de raízes comerciais.
    Independente da época de colheita e do manejo, todos os genótipos
    apresentaram cozimento inferior a 30 minutos. A produtividade de raízes (PTR e
    PRC), PPA, IC e TAM foi crescente em função da época. A irrigação influenciou
    PRC e TAM apenas. No segundo ano, os valores médios dos teores de cianeto
    variaram de 2,5 a 6,3 mg de HCN. kg-1 de raiz fresca aos seis meses de idade.
    Houve diferenças significativas entre variedades para matéria seca (p<0,01) e TC
    (p<0,01). Foi detectada também existência de interação significativa entre os
    cultivares e o manejo para TC (p<0,01) e cultivares e as épocas para a variável
    TAM. A fonte de variação época foi não significativa apenas para matéria seca.
    Para a interação entre épocas e manejos só houve significância (p<0,01) para
    matéria seca.

  • JULIANA FERNANDES DOS SANTOS
  • ACTINOBACTÉRIAS E ADUBAÇÃO ORGÂNICA NO MANEJO DE Scutellonema bradys, NO CRESCIMENTO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS DE INHAME

  • Data: 22/02/2013
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  • Este trabalho foi desenvolvido objetivando estudar aspectos relacionados à utilização de actinobactérias e adubos orgânicos, isolados e combinados, no manejo de S. bradys e na promoção de crescimento de plantas de inhame. Avaliou-se: 1) A capacidade dos isolados de actinobactérias em produzir enzimas extracelulares e a capacidade de solubilização de fosfato de cálcio pelos isolados de actinobactérias; 2) O efeito in vitro de metabólitos secundários produzidos por isolados de actinobactérias e extratos vegetais aquosos na mortalidade de S. bradys; 3) O efeito da inoculação e incubação do solo com isolados de actinobactérias e adubos orgânicos, na população de nematoides S. bradys nos rizóforos, na biomassa e nos teores de nitrogênio, fósforo e potássio da parte aérea das plantas de inhame. O isolado AC 92, destacou-se, promovendo redução de 42% na população dos nematoides nos rizóforos, quando utilizado em combinação com crotalária. Quando aplicados isoladamente, os isolados de actinobactérias promoveram incrementos de até 170,7% (AC 26) e os adubos orgânicos de até 49,9% (guandu) na produção de biomassa na parte aérea das plantas de inhame. A interação entre os isolados de actinobactérias e adubos orgânicos promoveu incrementos significativos de até 103,5% (AC 92 x gliricídia) no teor de P na parte aérea das plantas de inhame. Independentemente da forma de aplicação, os isolados de actinobactérias e adubos orgânicos não influenciaram no teor de K nas plantas. Os isolados de actinobactérias e os adubos orgânicos, quando aplicados isoladamente, proporcionaram incremento de até 34,7% (AC 92) e 33,9% (gliricídia) no teor de N na parte aérea das plantas. A utilização dos isolados de actinobactérias e aplicação dos adubos orgânicos apresenta-se como uma alternativa viável para manejo sustentável de S. bradys, crescimento e nutrição na cultura do inhame.

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