Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • JOSEMARA FERREIRA DOS SANTOS
  • Dormência e armazenamento de sementes de Bowdichia virgilioides Kunth (Fabaceae)

  • Orientador : MANUELA OLIVEIRA DE SOUZA
  • Data: 30/07/2020
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  • Esta pesquisa foi dividida em dois capítulos. No capítulo I - foram realizados dois experimentos, com o objetivo de verificar se a dormência de sementes de B. virgilioides depende do grau de maturação do fruto. No primeiro experimento foram coletados frutos de matrizes situadas no município de Conceição de Feira – Bahia e classificados pela coloração. Foram obtidas sementes de frutos em dois estádios de maturação: (verdes e marrons). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 2, com dois níveis de maturação do fruto e dois tratamentos relativos à superação de dormência (sem superação e com superação), com quatro repetições de 25 sementes. Para o segundo experimento, coletou-se frutos de B. virgilioides localizados no município de Cruz das Almas - Bahia, predominantemente enegrecidos. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com dois tratamentos, sementes submetidas a procedimento para superação de dormência (imersas em água destilada a 100 ºC por 10 segundos) e não submetidas a nenhum tratamento pré-germinativo, com 10 repetições de 25 sementes. A presença de dormência em sementes de sucupira depende do grau de maturação do fruto. Sementes de B. virgilioides, provenientes de frutos verdes e de frutos marrons colhidos nas árvores não apresentam dormência. Capítulo II- teve como objetivo avaliar a tolerância à dessecação de sementes de sementes de B. virgilioides em diferentes condições de armazenamento, bem como teores de óleo e peroxidação lipídica. Os frutos foram coletados matrizes situadas no município de Conceição de Feira – Bahia. Foram realizados três experimentos: o primeiro experimento foi relacionado à tolerância à dessecação, as sementes de B. virgiioides foram dessecadas a 5% e 9%. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com três tratamentos (sementes recém-beneficiadas sem dessecação (SD); sementes secas a umidade de 9% e sementes secas a umidade de 5%) e quatro repetições de 25 sementes. Para o segundo experimento, as sementes dessecadas a 5% e 9% foram armazenadas em freezer a -21 ºC e em B.O.D. a 10 ºC, respectivamente. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 X 4, duas condições de armazenamento e quatro períodos de armazenamento (3, 6, 9 e 12). Para o terceiro experimento realizou-se extração do óleo de sementes de B. virgilioides e posteriormente a análise de peroxidação lipídica. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 3, duas condições (C1- sementes secas a umidade de 9% e armazenadas na temperatura de 10 ºC; C2- sementes secas a 5% de umidade e armazenadas na temperatura de -21 ± 4,5 ºC) e dois períodos de armazenamento (seis e doze meses), com um tratamento adicional correspondente as sementes recém beneficiadas. As sementes de B. virgilioides dessecadas a 5% podem ser armazenadas a temperatura de -21 ºC por pelo menos 12 meses, sem a perda da viabilidade e o ambiente de armazenamento não influenciou o teor de óleo, bem como não ocorreu peroxidação lipídica. 

  • SAVIO LUIZ PEREIRA NUNES
  • ANÁLISE MOLECULAR DE GENES ENVOLVIDOS NA RESPOSTA DE DEFESA À SIGATOKA-NEGRA EM BANANEIRA  

  • Data: 30/06/2020
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  •  A bananeira (Musa spp.) é uma planta herbácea de origem no sudeste asiático e oeste do Pacífico, cultivada em áreas tropicais e subtropicais e amplamente adotada pela agricultura familiar. A despeito disso, há diversos entraves à bananicultura, entre os quais está a Sigatoka-negra, mancha foliar causada pelo fungo hemibiotrófico Mycosphaerella fijiensis Morelet, que compromete a capacidade fotossintética e, assim, gera enormes perdas na produtividade e qualidade de frutos. Nesse sentido, os estudos de resistência à Sigatoka-negra devem levar em consideração os mecanismos moleculares da bananeira para compreensão do modo como a cultura responde ao estresse biótico, além de subsidiar os trabalhos do Programa de Melhoramento Genético da Bananeira (PMGB), implementado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura na cidade de Cruz das Almas, Bahia, Brasil. O objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão gênica relativa dos genes candidatos psI, psII, irl, utp e prk, envolvidos na resposta de defesa à Sigatoka-negra nas cultivares de bananeira Calcutta-4, Krasan Saichon, Grande Naine e Akondro Mainty por meio da técnica de PCR quantitativa em tempo real (RT-qPCR), além de analisar em detalhes esses genes e proteínas por eles codificadas por meio de ferramentas de bioinformática. Em casa de vegetação, foi imposto o estresse biótico em plantas de 6 meses de idade durante cinco intervalos de coleta. Dos genes avaliados, utp e prk apresentaram baixa eficiência de qPCR, o que inviabilizou a análise da expressão gênica relativa. Os genes psII e irl sofreram regulação positiva durante interação incompatível nas cultivares Calcutta-4 e Krasan Saichon, respectivamente. Enquanto isso, em Grande Naine, houve regulação negativa precoce dos genes psI, psII e irl durante interação compatível e regulação positiva tardia do gene psII. Não houve expressão significativa de nenhum dos genes na cultivar suscetível Akondro Mainty. Quanto às análises de biologia computacional, o gene utp apresentou maior número de íntrons e éxons. De modo geral, foram detectados elementos cis envolvidos na resposta ao estresse biótico, como as-1, w box e STRE, na região promotora dos genes estudados. Ademais, foram descritas as modificações pós-traducionais bem como os motifs e famílias das proteínas analisadas contribuindo, assim, para melhor compreensão das suas funções dentro do patossistema Musa spp. x M. fijiensis. Os dados deste trabalho corroboram os estudos de fenotipagem das cultivares de bananeira acometidas pela Sigatoka-negra em campo. Assim, os resultados aqui obtidos fornecem tanto informações pertinentes às estratégias de cruzamento do PMGB, quanto sobre os genes validados de modo que esses possam ser utilizados na seleção assistida por marcadores (SAM), cisgenia e/ou CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Regions) visando a obtenção de cultivares mais tolerantes e resistentes à Sigatoka-negra. 

  • MICHELE DOS SANTOS FERREIRA
  • CONSERVAÇÃO DE SEMENTES E VIABILIDADE POLÍNICA DE  Passiflora spp.

  • Data: 25/05/2020
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  • O gênero Passiflora L. possui uma diversidade de espécie que possuem características importantes para o melhoramento genético, tornando-se essencial o desenvolvimento de estratégias eficientes para conservação e
    manejo dessas espécies. Dessa forma o primeiro capítulo deste trabalho aborda a conservação e germinação de sementes de Passiflora spp. submetidas a duas condições de desidratação (secagem em ambiente de laboratório e em dessecador contendo sílica gel) e à duas temperaturas de armazenamento por um ano (nitrogênio líquido à -196 º C e refrigerador à 5ºC), e o uso dos reguladores vegetais GA4+7 + BA na quebra de dormência. As sementes das oito espécies foram obtidas de frutos coletados no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Mandioca e Fruticultura e submetidas ao teste de germinação em caixa do tipo gerbox e colocadas em câmara climatizada de germinação no escuro com temperatura alternada de 20°C/30°C, durante 16-8 horas, respectivamente. A análise dos dados concluiu que as espécies P. alata, acesso BGP 024, P. cincinnata, acesso BGP 322, P. gibertii, acesso BGP 008, P. morifolia, acesso BGP 107, P. mucronata, acesso BGP 114 e P. tenuifila, acesso BGP 105, apresentam uma forte dormência em sementes recém-colhidas. A espécie P. suberosa, com a mistura das sementes dos acessos BGP 047, BGP 141 e BGP 152, apresenta dormência moderada e P. edulis Sims f. flavicarpa, acesso BGP 418, não apresenta dormência em sementes recém-colhidas. Os reguladores vegetais GA4+7 + BA atuam de forma efetiva na quebra de dormência das sementes dessas espécies de Passiflora. As sementes aqui estudadas toleram dessecação e mantêm sua viabilidade com conteúdo de água reduzido entre 4,0 % e 6,7% e podem ser armazenadas por um ano tanto em refriegerador (5º C) quanto em nitrogênio líquido (-196º C), obtendo germinação acima de 60% com uso do regulador vegetal. O segundo capítulo objetivou investigar o meio de cultura adequado para a germinação do pólen e crescimento do tubo polínico in vitro de onze espécies silvestres de Passiflora e adicionalmente examinar a viabilidade do pólen por meio da análise histoquímica utilizando-se a solução de Alexander a 2%. Para a germinação, utilizou-se dois meios de cultura, o meio BK e SM suplementado com diferentes concentrações de sacarose (5, 10, 15, 20, 25, 30 e 35%). Com base nos resultados obtidos in vitro, observou-se que a sacarose influenciou a germinação dos grãos de pólen e o crescimento do tubo polínico do maracujazeiro. A espécie P. edmundoi foi a que apresentou maiores porcentagens de germinação (89.0%) e de crescimento do tubo polínico (2.6 mm) quando cultivado no meio de cultura SM suplementado com 30% e 15% de sacarose, respectivamente. Quanto à análise histoquímica verificou-se que as espécies de Passiflora apresentaram alta porcentagem de pólens viáveis acima de 79.0%. Os resultados obtidos nesse trabalho podem ser aplicados a outras espécies do BAG de Passiflora com o intuito de fornecer informações quanto à germinação, conservação e quebra de dormência de sementes, germinação in vitro de pólen e viabilidade polínica, bem como, subsidiar estudos de conservação de pólen dessas espécies.

  • IDALIA SOUZA DOS SANTOS
  • “Avaliação agronômica, resistência ao CABMV e parâmetros genéticos para seleção de progênies de maracujazeiro de retrocruzamento - RC3 [(P. edulis x P. cincinnata) x P. edulis]”,

  • Data: 15/05/2020
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  • O Brasil é o principal produtor e consumidor mundial de maracujá amarelo. No entanto, a virose do endurecimento dos frutos (Cowpea aphid-borne mosaic vírus - CABMV) tem limitado a produção e vida útil da cultura em diversas regiões do país. Hibridações interespecíficas seguidas de ciclos de seleção e retrocruzamento foram realizadas visando a introgressão de alelos de resistência da espécie Passiflora cincinnata Mast. (silvestre) para P. edulis Sims. (comercial), chegando-se à terceira geração (RC3). Para o desenvolvimento de novas cultivares é crucial que na etapa de seleção a população melhorada seja avaliada fenológica, agronômica e geneticamente visando identificação de indivíduos superiores. Assim, neste trabalho: i) avaliou-se a precocidade das famílias RC3 em relação aos estádios fenológicos e ii) estimou-se os parâmetros genéticos e valores genotípicos preditos para a seleção de famílias e progênies de maracujazeiro RC3 [(P. edulis x P. cincinnata) x P. edulis] por meio da metodologia de modelos mistos REML/BLUP quanto aos caracteres dos frutos e tolerância ao CABMV. O delineamento experimental foi em blocos aumentados. Foram avaliadas 849 progênies e 22 famílias RC3 (tratamentos não comuns) e 10 acessos de P. edulis (tratamentos comuns - testemunhas). Os dados fenológicos e de produção foram analisados via estatística descritiva. A severidade do CABMV foi quantificada pelo índice de doença (ID%) de McKinney. Os parâmetros genéticos foram estimados via REML e as médias genotípicas preditas pelo BLUP. As médias fenotípicas e genotípicas foram comparadas pelo teste de Scott-Knott (p≤ 0,05). De modo geral, as famílias RC3 foram superiores às testemunhas para todos os caracteres fenológicos e agronômicos avaliados como produção e tolerância ao CABMV. A maior produção de frutos ocorreu aos 352 DAP com destaque para as famílias BC3.A, BC3.B e BC3.G. Quanto ao CABMV, foi observada ampla variação dos sintomas, com ID variando de 0,0% a 86,67%. As estimativas dos variaram de (0,55 a 0,90). A variância genética e a herdabilidade para o CABMV, no entanto, foram baixas na população. Os valores genotípicos preditos mostraram uma ampla variação para os caracteres avaliados, sendo que doze progênies se destacaram para a qualidade de frutos e produtividade com destaque para as famílias BC3.C e BC3.D, sendo que as famílias BC3.A, BC3.B e BC3.G contemplaram 43 progênies com resistência moderada ao CABMV. As famílias e progênies selecionadas serão recombinadas e avaliadas em polos de produção visando identificar as mais promissoras e uniformes agronomicamente.

     

  • RAFAELLE SOUZA DE OLIVEIRA
  • CONSERVAÇÃO DE SEMENTES E MORFOANATOMIA FOLIAR DE Tillandsia L. (Bromeliaceae) OCORRENTES NA 

    BAHIA, BRASIL

  • Data: 06/05/2020
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  • Tillandsia pertence à família Bromeliaceae e abriga uma enorme variedade de hábitos, tamanhos e colorações. Estudos relacionados à morfoanatomia vegetal de Tillandsia são relevantes para auxiliar em trabalhos taxônomicos, principalmente na classificação intraespecífica de Bromeliaceae, revelando espécies proximamente relacionadas. Os estudos de conservação são igualmente importantes para Tillandsia, já que as espécies possuem alto potencial ornamental, o que tem levado muitas espécies à extinção, devido ao extrativismo predatório para comercialização. A manutenção de germoplasma vegetal em temperaturas baixas e ultrabaixas permite resguardar material genético a longo prazo em espaços reduzidos, tornando-se uma alternativa altamente viável e custo relativamente baixo. O alto grau de endemismo das espécies também favorece a extinção, o que torna indispensável a realização de estudos para desenvolver estratégias para conservação do gênero, além de subsidiar estudos semelhantes para outras espécies de Bromeliaceae. Esta dissertação está dividida em dois capítulos, que abrangem estudos de conservação de sementes (Capítulo 1) e de morfoanatomia foliar (Capítulo 2) das espécies de Tillandsia ocorrentes na Bahia. O primeiro capítulo aborda a conservação de sementes dessas espécies, a partir de duas estratégias, com uma de médio prazo, a -5 oC e outra de longo prazo, mais especificamente, por criopreservação a -196 oC. O armazenamento em nitrogênio líquido foi um método promissor para a conservação de sementes de 20 espécies de Tillandsia quando dessecadas a um teor de água de aproximadamente 7%. Pode-se concluir que nossos resultados são promissores e podem apoiar um estabelecimento de um criobanco de Tillandsia, principalmente, para espécies endêmicas e vulneráveis a extinção. Já o segundo capítulo apresenta estudos sobre a morfoanatomia foliar utilizando microscopia eletrônica de varredura e microscopia de luz, a fim de contribuir para os estudos taxonômicos do gênero e entender a morfologia relacionada ao hábitat. Os estudos morfoanatômicos foliares permitiram o agrupamento das espécies a partir dos subgêneros, com exceção de T. linearis que formou um agrupamento separado de Phytarrhiza. Os caracteres morfoanatômicos ou tipologias anatômicas integrativas permitiram caracterizar e agrupar as espécies de Tillandsia, além de confirmar a adaptabilidade dessas espécies ao hábito epífito nos diferentes ambientes, principalmente em ambientes xericos.

  • NELMA XAVIER MARQUES DE SOUSA
  • CONSERVAÇÃO DE SEMENTES E MORFOANATOMIA FOLIAR DE Tillandsia L. (Bromeliaceae) OCORRENTES NA BAHIA, BRASIL

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 21/04/2020
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  • Tillandsia pertence à família Bromeliaceae e abriga uma enorme
    variedade de hábitos, tamanhos e colorações. Estudos relacionados à
    morfoanatomia vegetal de Tillandsia são relevantes para auxiliar em trabalhos
    taxônomicos, principalmente na classificação intraespecífica de Bromeliaceae,
    revelando espécies proximamente relacionadas. Os estudos de conservação são
    igualmente importantes para Tillandsia, já que as espécies possuem alto potencial
    ornamental, o que tem levado muitas espécies à extinção, devido ao extrativismo
    predatório para comercialização. A manutenção de germoplasma vegetal em
    temperaturas baixas e ultrabaixas permite resguardar material genético a longo
    prazo em espaços reduzidos, tornando-se uma alternativa altamente viável e custo
    relativamente baixo. O alto grau de endemismo das espécies também favorece a
    extinção, o que torna indispensável a realização de estudos para desenvolver
    estratégias para conservação do gênero, além de subsidiar estudos semelhantes
    para outras espécies de Bromeliaceae. Esta dissertação está dividida em dois
    capítulos, que abrangem estudos de conservação de sementes (Capítulo 1) e de
    morfoanatomia foliar (Capítulo 2) das espécies de Tillandsia ocorrentes na Bahia. O
    primeiro capítulo aborda a conservação de sementes dessas espécies, a partir de
    duas estratégias, com uma de médio prazo, a -5
    oC e outra de longo prazo, mais
    especificamente, por criopreservação a -196 oC. O armazenamento em nitrogênio
    líquido foi um método promissor para a conservação de sementes de 20 espécies
    de Tillandsia quando dessecadas a um teor de água de aproximadamente
    7%. Pode-se concluir que nossos resultados são promissores e podem apoiar um
    estabelecimento de um criobanco de Tillandsia, principalmente, para espécies
    endêmicas e vulneráveis a extinção. Já o segundo capítulo apresenta estudos sobre
    a morfoanatomia foliar utilizando microscopia eletrônica de varredura e microscopia
    de luz, a fim de contribuir para os estudos taxonômicos do gênero e entender a
    morfologia relacionada ao hábitat. Os estudos morfoanatômicos foliares permitiram
    o agrupamento das espécies a partir dos subgêneros, com exceção de T.
    linearis que formou um agrupamento separado de Phytarrhiza. Os caracteres
    morfoanatômicos ou tipologias anatômicas integrativas permitiram caracterizar e
    agrupar as espécies de Tillandsia, além de confirmar a adaptabilidade dessas
    espécies ao hábito epífito nos diferentes ambientes, principalmente em ambientes
    xéricos.

  • SANDRA DE OLIVEIRA SOUZA
  • ASPECTOS MORFOANATÔMICOS E REPRODUTIVOS DE Tillandsia L. (Bromeliaceae) OCORRENTES NA BAHIA,

    BRASIL

  • Data: 06/03/2020
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  • As espécies de Tillandsia L. (Bromeliaceae) destacam-se pelo importante
    papel ecológico que desempenham nos ecossistemas. São plantas ornamentais
    tropicais com grande diversidade de cores e formas que as tornam extremamente
    apreciadas. O crescente interesse pelas bromélias para os diversos usos, o
    extrativismo predatório e a acelerada destruição dos habitats, resultou na entrada de
    várias espécies na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção. O estudo da
    biologia floral associado aos mecanismos reprodutivos é de fundamental importância
    para a conservação das espécies e para o melhoramento genético de plantas, pois
    auxiliam na definição de técnicas mais apropriadas a serem usadas para esses
    objetivos. Além disso, esses estudos ajudam a gerar informações taxonômicas,
    ecológicas e de evolução das espécies. O objetivo desse trabalho foi avaliar alguns
    aspectos reprodutivos de 24 espécies de Tillandsia ocorrentes na Bahia, tais como
    morfologia, produção e viabilidade polínica por meio da germinação in vitro e
    histoquímica. Foram também caracterizados, morfoanatomicamente, os estigmas e
    sua receptividade por meio do peróxido de hidrogênio e α-naftil-acetato + fast blue B
    salt. Os resultados deste trabalho evidenciaram que o padrão de abertura dos grãos
    de pólen foi monocolpado para Tillandsia e confirmado para as espécies ocorrentes
    na Bahia. Variações na ornamentação e no tamanho dos grãos de pólen foram
    observadas entre as espécies estudadas. A maioria apresentou grãos de pólen de
    tamanho médio e simetria bilateral, monocolpados com contornos irregulares, com
    exina variando de semitectada, reticulada a heterobrocada. Os grãos de pólen das
    espécies estudadas apresentam elevadas taxas de germinação, comprimento do
    tubo polínico e viabilidade, exceto para T. recurvata, T. usneoides e T. loliacea. O
    meio de cultura SM e a coleta dos grãos de pólen no estádio de antese floral foram
    os mais adequados para as espécies de Tillandsia. Foram observados três tipos de

    estigma: conduplicado-espiral para as espécies do subgênero Tillandsia, simples-
    ereto para as espécies do subgênero Diaphoranthema, coraliforme para as espécies

    do subgênero Phytahrriza. As espécies do subgênero Anoplophytum apresentam
    duas variações morfológicas, quanto ao tipo de estigma, conduplicado-espiral e
    simples-ereto. Todas as espécies estudadas apresentaram estigma trífido, com
    epiderme uniestratificada, numerosos idioblastos contendo ráfides no parênquima
    fundamental e feixes vasculares individuais para cada carpelo. Ambas as
    metodologias para avaliar a receptividade do estigma foram eficientes, sendo que a
    maior atividade enzimática foi observada na antese, em todas as espécies
    estudadas. Esse estudo demostrou algumas características taxonômicas que podem
    ser usadas para identificar espécies, delimitar os subgêneros e para futuros estudos
    de conservação.

2019
Descrição
  • EDVANIA DA SILVA CARVALHO
  • TOLERÂNCIA A DESSECAÇÃO E DEPENDÊNCIA TÉRMICA NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE Diospyros inconstantes JACK. (EBENACEAE)

  • Orientador : ANDREA VITA REIS MENDONCA
  • Data: 20/12/2019
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  • Com a crescente degradação dos ecossistemas florestais e a consequente perda de recursos genéticos, o desenvolvimento de estratégias que visem à conservação da vegetação nativa torna-se cada vez mais necessário. Diversas ações de conservação se baseiam no uso de sementes, o que demanda conhecimento sobre aspectos que incluem as condições adequadas de coleta, armazenamento e propagação desses insumos. Dessa forma, o presente estudo foi realizado com o objetivo de caracterizar a tolerância à dessecação de sementes de D. inconstantes em diferentes estádios de maturação e avaliar a influência da temperatura sobre o desempenho germinativo de sementes da espécie usando o modelo de tempo térmico. As sementes utilizadas foram coletadas na Área de proteção Ambiental da Lagoa da Pedra do Cavalo, Feira de Santana (BA). No primeiro experimento foi realizado o screnning de dessecação, a partir de testes de germinação com sementes em três estádios de maturação (verde, intermediário e maduro) e seis níveis de umidades (inicial, 20%, 15%, 10%, 5% e 2,5%). No segundo experimento, realizou-se o screning da temperatura, submetendo as sementes a testes de germinação em temperaturas constantes de 10, 20, 25, 30 e 40ºC. Em ambos os experimentos, utilizou-se o fotoperíodo de 12 horas/luz e cada tratamento foi constituído de quatro repetições de 25 sementes. As sementes de D. inconstants mantiveram a germinação acima de 90% nos três estádios de maturação avaliados independente do nível de umidade e foi mais rápida nas sementes de frutos intermediários e maduros. Nas sementes de frutos verdes e maduros, a dessecação ao nível de 2,5% e 5%, respectivamente, resultou em redução da formação de plântulas normais. A temperatura influenciou significativamente a germinação de sementes da espécie. As temperaturas mínima, ótima e máxima para germinação foram respectivamente, 13,81, 26,4 e 37,63 ºC. Os resultados obtidos permitem inferir que as sementes de D. inconstants toleram a dessecação e, portanto não são recalcitrantes e que o modelo de tempo térmico pode ser uma ferramenta válida para descrever a resposta germinativa de sementes da espécie a temperatura.

     

  • LUCIANA MARTINS SANTOS
  • FENOLOGIA, PRODUÇÃO E ECOFISIOLOGIA DE DIFERENTES COMBINAÇÕES COPA E PORTA-ENXERTOS DE LARANJEIRAS NO SEMIÁRIDO BAIANO

  • Orientador : SEBASTIAO DE OLIVEIRA E SILVA
  • Data: 27/11/2019
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  • A fim de diversificar a cultura no país, os programas de melhoramento em citros no Brasil têm investido na obtenção e/ou introdução de novas cultivares, mas para introduzi-las no mercado, muitos aspectos têm que ser considerados. Com isso, este trabalho teve como objetivo avaliar a fenologia, o comportamento ecofisiológico e a produção e sua qualidade em diferentes combinações de cultivares copas enxertadas sobre diferentes porta-enxertos de laranjeiras no semiárido baiano. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com três repetições, em esquema fatorial com três cultivares copa e quatro cultivares porta-enxerto para os parâmetros de biometria, produção e qualidade dos frutos, e efeito do porta-enxerto e período para cada copa individualmente para aos parâmetros ecofisiológicos. As cultivares utilizadas como copa foram as laranjeiras ‘Pera CNPMF D9’, ‘Natal CNPMF 112’ e ‘BRS 002 - Sincorá’, e para os porta-enxertos foram utilizados o limoeiro 'Cravo Santa Cruz', a tangerineira Sunki, e os citrandarins Indio e Riverside. Os resultados obtidos mostraram que tanto as cultivares copas como as do porta-enxerto atuaram de forma independente no diâmetro do caule, na produção, na massa do fruto, nos diâmetros transversal e longitudinal do fruto, no número de sementes, na luminosidade da casca e da polpa, na cromaticidade e ângulo de matriz da polpa, no pH, na concentração de sólidos solúveis e nos teores de ácidos cítrico e ascórbico, entretanto foi diferente no diâmetro de copa, na espessura da casca, na massa e no volume do suco, na cromaticidade da casca, no ângulo de matriz da casca e na relação SS/AT. Ainda alguns porta-enxertos influenciaram as copas reduzindo o desenvolvimento fenológico e as combinações apresentaram o mesmo comportamento ecofisiológico. Foi possível concluir que as combinações tiveram bom comportamento em clima tropical semiárido, com destaque para a copa ‘Pera’ por apresentar maior produção, para o porta-enxerto ‘Riverside’ por influenciar as copas a maior produção, para os porta-enxertos ‘Indio’ e ‘Riverside’ por influenciar a redução do desenvolvimento fenológico das copas, para a copa BRS 002 – ‘Sincorá’ por apresentar os melhores resultados para as análises físicas e químicas, os porta-enxertos limoeiro ‘Cravo Santa Cruz’ e Tangerineira ‘Sunki Tropical’ por influenciaram as copas para os melhores resultados das análises físicas e químicas, respectivamente.

  • MAIARA JANINE MACHADO CALDAS
  • DETERMINAÇÃO DO TAMANHO IDEAL DE AMOSTA E CURVA DE MATURAÇÃO DE FRUTOS DE LARANJEIRAS DOCES NO RECÔNCAVO BAIANO

  • Data: 21/11/2019
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  • O presente trabalho teve como objetivos a determinação do tamanho mínimo de amostra necessária para realização de análises físicas e químicas nos frutos de citros e caracterização das curvas de maturação de laranjas doces e de polpa vermelha presentes no Banco Ativo de Germoplasma de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura. O trabalho consistiu em duas etapas, na primeira etapa foram estudadas as variedades Diva, Hamlin CNPMF - 20, Pera CNPMF - D6, Sanguínea Uruburetama e Valência Tuxpan, foram coletadas 20 frutos de cada variedade. O tamanho de amostra foi calculado pelo Método de Máxima Curvatura Modificada, utilizando o programa R, considerando dados relativos aos parâmetros físicos e químicos de frutos analisados individualmente. Na segunda etapa foram avaliadas as variedades Seleta Amarela e Hamlin CNPMF - 20, de polpa amarela, e as sanguíneas Doble Fina, Inhambupe, Sanguinelli e Uruburetama. A curva de crescimento foi determinada por meio de avaliações quinzenais do diâmetro e comprimento de frutos, com base em amostras de seis frutos coletadas aos 0, 15, 30, 45 e 60 dias após a estabilização do crescimento dos frutos, perfazendo, portanto, uma amostra total de 30 frutos por variedade. Foram analisados parâmetros físicos, químicos e bioquímicos o delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado. Com relação ao tamanho de amostra foram encontrados a quantidade mínima de dois frutos por amostra no teor de sólido solúvel nas variedades Hamlin CNPMF -20, Pera CNPMF D6, Sanguínea Uruburetama a 13 frutos por amostra no número de sementes encontrada na variedade Diva. No tocante às curvas de crescimento, observou-se um mesmo comportamento em todas as variedades, à exceção da Hamlin CNPMF - 20, cujos frutos tiveram seu crescimento prolongado por mais 21 dias em relação às demais. Os resultados das curvas de maturação de frutos indicaram que as variedades Seleta Amarela e Uruburetama atingiram o ponto ótimo de consumo aos 30 dias após a estabilização do crescimento dos frutos, indicando que essas variedades são mais precoces, enquanto que a ‘Doble Fina’ alcançaram esse ponto a partir dos 45 dias, as ‘Sanguinelli’, ‘Hamlin’ e ‘Inhambupe’ apresentaram o ponto de colheita aos 60 dias, sendo indicativo que essas variedades são mais tardias, tendo por base a relação de sólidos solúveis por acidez titulável. A qualidade dos frutos das variedades estudadas atendeu as exigências do mercado consumidor de frutas in natura, as variedades de sanguíneas tropicais apresentaram os maiores teores de licopeno. Os maiores teores bioquímicos encontrados nos frutos não foi correlacionado com ponto ideal de colheita.

  • JIOVANA PEREIRA AMORIM SANTOS
  • CONTRIBUIÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DE Simarouba amara AUBL: ARMAZENAMENTO DE SEMENTES E PRODUÇÃO DE MUDAS

     

     

  • Orientador : ANDREA VITA REIS MENDONCA
  • Data: 30/09/2019
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  • A conservação dos recursos genéticos vegetais é primordial para a manutenção dos ecossistemas e da vida humana. A exploração irracional dos recursos florestais têm levado a degradação dos biomas. A Mata Atlântica encontra-se nesse cenário, com alto grau de devastação. Neste sentido, Simarouba amara é uma espécie florestal nativa com potenciais madeireiros, farmacológico, medicinal, e para restauração de áreas degradadas. No entanto, é escasso estudos em relação ao armazenamento de sementes e a produção de mudas avaliando o crescimento inicial a campo para a espécie. Assim, foram coletadas sementes de S. amara na Área de proteção Ambiental de Joanes-Ipitanga, no município de Simões Filho (BA), em 2018. O estudo foi dividido em três capítulos. No Capítulo I- foi compilado todas as informações disponíveis na literatura sobre a espécie desde as características morfológicas a até o potencial de uso, por meio de plataformas e periódicos. No capítulo II- foram realizados dois experimentos, no primeiro foi avaliado a tolerância a dessecação da sementes (5%, 7,5%, 10%, 12,5%, 15% e 25%, 36,6%), foi realizado teste de germinação para avaliação do vigor, no segundo as sementes foram armazenadas durante quatro meses com umidades (7.5%, 12,5% e 36,6%), nas temperaturas (8oC; 15oC; 20oC), sendo retiradas amostras para teste de umidade e germinação. As sementes de S. amara mantiveram-se viáveis por dois meses quando armazenadas a 20oC na umidade de 36,6%, no entanto com baixo vigor. Sendo classificadas como recalcitrante. No Capítulo III- foi determinado as dimensões que as mudas de S. amara devem ter para estarem aptas ao plantio. Foram testados três volumes de tubete (55 cm3, 180 cm3 e 280 cm3) e quatro períodos de permanência no viveiro (105, 125, 135 e 145) dias. No viveiro avaliou-se sobrevivência, altura, diâmetro do colo, massa seca aérea, massa seca raiz, índice de qualidade de Dickson. Os tratamentos do viveiro foram levados a campo, sendo avaliados altura, diâmetro e sobrevivência por seis meses. Os recipientes influenciaram o crescimento das mudas de S. amara na fase de viveiro, no entanto no campo essa tendência diminuiu depois do estabelecimento das mudas. As mudas cultivadas no recipiente de 180 cm3 tiveram maior sobrevivência no campo, permanecendo por 125 dias no viveiro. As mudas de S. amara estão aptas para plantio quando atingirem o diâmetro maior que 2 mm e altura mínima de 7.4 cm.

  • ROSALINA ESPERANÇA DA SILVA CARLOS
  • LEVANTAMENTO ETNOBOTÂNICO E CARACTERIZAÇÃO MORFOAGRONÔMICA DE ACESSOS DE INHAME DO RECÔNCAVO BAIANO

  • Data: 23/09/2019
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  • O inhame é nativo de regiões dos hemisférios sob o clima tropical. É popular na África Ocidental e partes de Ásia, América do Sul e Central. O gênero Dioscorea spp inclui-se na culinária nordestina, apresentando grande importância socioeconômica, gerando emprego e renda, mas com tudo observam-se poucas variedades de inhame sendo comercializado em mercados e feiras livres, colocando assim em perigo a biodiversidade da cultura. O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento etnobotânico sobre o inhame (Dioscorea spp.) nos principais municípios produtores do Recôncavo da Bahia, bem como realizar a caracterização morfoagronômica e análise físico-química de diferentes espécies de inhame. Foram realizadas visitas a agricultores de quatro municípios do Recôncavo da Bahia, durante a entrevista utilizou-se o modelo de entrevistas semiestruturada. Foram coletadas túberas de inhame que foram plantadas na área experimental da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia onde foi realizada a caracterização morfoagronômica mediante descritores relacionados a folhas, caule e túbera. Na análise físico-química foram avaliados os teores de lipídios, umidade, cinzas, proteínas, amido açúcares redutores e açúcares totais. A maioria dos entrevistados eram homens (92,5%), casados (73,75 %), residentes no local a mais de dez anos (75 %), na sua maioria produz apenas duas variedades de inhame (63,75%). A utilização de descritores morfoagronômicos evidenciou a existência de variabilidade genética entre os acessos de inhame (Dioscorea spp). A espécie D. rotundata se destacou por apresentar maiores teores de cinzas (1,40), amido (85,20), lipídeos (1,23) e proteína (2,14) Os resultados deste estudo demostram que fazer pesquisas sobre a etnobotânica com agricultores de inhame auxiliará a incentivar os produtores da região a plantarem outras espécies de inhame, houve variações entre as espécies (inter-espécies) e entre cultivares (intra-espécies) na composição química do germoplasma de inhame.

  • BERNARDO LOVATTI ALVES
  • Caracterização fenotípica de híbridos triploides de tangerineira

  • Data: 30/08/2019
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  • As tangerinas estão entre as principais frutas cítricas para consumo in natura. Tanto o mercado consumidor nacional como o internacional prefere por tangerinas com boa coloração da casca e da polpa, relação acidez/sólidos solúveis equilibradas e ausência de sementes. Híbridos triploides de tangerineiras têm potencial para a formação de indivíduos produtores de frutos com essas características. Dada à importância de híbridos triploides de tangerineiras. Este trabalho promoveu a caracterização fenotípica de três populações de indivíduos triploides obtidos de cruzamentos entre a tangerineira ‘Fortune’, como parental feminino, e as tangerineiras ‘Clementina Fina’, ‘Ellendale’ e ‘Ponkan’, híbridos esses obtidos na Estação Experimental de San Giuliano, Córsega, França, pertencente ao INRA (Institut National de la Recherche Agronomique) - CIRAD (Centre de Cooperation Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement). Cada população foi composta por 150 híbridos. Os indivíduos foram caracterizados mediante o uso dos descritores: altura e formato da copa, vigor visual, cor, formato e textura do limbo foliar, tolerância à seca e emissão de brotações após período de déficit hídrico no município de Cruz das Almas, Recôncavo Baiano, os indivíduos foram avaliados aos seis anos de idade, tendo sido enxertados no híbrido trifoliolado HTR-069, obtido pelo Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Os estudos de caracterização indicaram que: 1- o cruzamento ‘Fortune’ x ‘Clementina Fina’ deu formação a plantas maiores e mais vigorosas que as dos demais cruzamentos; 2-. o cruzamento ‘Fortune’ x ‘Ponkan’ deu formação a híbridos que, em geral, apresentaram maior emissão de brotações após as primeiras chuvas imediatamente posteriores a período intenso de déficit hídrico, indicando seu melhor aproveitamento da água disponível; 3- em todos os cruzamentos houve uma tendência de formação de indivíduos com copas de formato globular a semiglobular; 4- os indivíduos de todos os cruzamentos apresentaram comportamentos semelhantes em relação à tolerância à seca, formato, cor e textura do limbo foliar; 5- dentre os descritores utilizados, a altura da planta foi o que mais contribuiu para a distinção entre indivíduos, entre e dentro de progênies.

  • SARA HELEN NASCIMENTO DIAS DA SILVA
  • PARÂMETROS GENÉTICOS E ÍNDICE DE SELEÇÃO PARA CARACTERES DE CRESCIMENTO E TECNOLÓGICOS EM EUCALYPTUS SPP.

  • Orientador : RICARDO FRANCO CUNHA MOREIRA
  • Data: 05/08/2019
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar a seleção comparando ganhos genéticos preditos para as variáveis Altura, Diâmetro a altura do peito, Densidade básica, Rendimento depurado, Alcali efetivo, Volume de madeira e Peso de celulose para indivíduos de Eucalyptus spp. provenientes da região do Vale do Rio doce, na cidade de Pindo d´Água – MG, plantados em dois ambientes diferentes. Foram utilizadas 112 famílias e essas famílias foram definidas através de cruzamento específico com pai e mãe conhecidos. As medidas foram realizadas aos 3 anos de idade. O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso, dividido em 5 blocos contendo 8 famílias por bloco. As médias da altura foi realizado com inclinometro e diâmetro a altura do peito com fita métrica. A densidade básica foi mensurada utilizando o pilodyn e o rendimento depurado com uso do NIR. Foram realizadas análises no programa R, análise de variância (ANOVA) no programa Genes, estimativa de parâmetros genéticos no Selegen, e a partir disso foi feita a Comparação de métodos de seleção através de Análise de Seleção combinada no programa Genes. Foi possível observar que o ambiente 2 (Encosta de Morro), apresentou maiores valores nas médias das variáveis, assim como os parâmetros genéticos demonstrando a superioridade desse ambiente em relação ao ambiente Fundo de Vale para caracteres de produtividade de madeira e celulose. Foi possível selecionar os melhores indivíduos e assim ter conhecimento de quais espécies podem ser escolhidas para resultar em clones com caracteres mais desejáveis para o setor industrial. Os cruzamentos entre as espécies E. urophylla, E. grandis e E. tereticornis foram os que contribuíram para os maiores ganhos genéticos dentre as características estudadas. Recomenda-se montar uma nova matriz de cruzamento com apenas os melhores genitores identificados neste estudo, a fim de se obter uma população com valores médios melhores que os obtidos nesta população.

  • CAMILA DAPHINY PEREIRA VITÓRIO
  • FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLOGIA NA FLORESTA NACIONAL CONTENDAS DO SINCORÁ, FLONA-CS, BAHIA.

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 24/05/2019
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  • Considerado o único Bioma exclusivamente brasileiro, a vegetação Caatinga abrange 844.453 Km² do nordeste do Brasil, principal vegetação do estado da Bahia. O presente trabalho foi realizado na Floresta Nacional Contendas do Sincorá (FLONA-CS), localizado no município de Contendas do sincorá- BA, com o objetivo de trazer contribuição acerca das unidades de conservação para esta vegetação. O primeiro capítulo traz contribuições e amplia os dados sobre a flora do FLONA – CS e seu grau de conservação, sendo realizado inventário florístico com visitas de duração de cincos dias entre os anos de 2014 a 2017. O método utilizado foi o de coleta em trilhas aleatórias, buscando-se cobrir a maior área possível. Foram registradas 275 espécies, distribuídas em 160 gêneros e 51 famílias. Foram identificadas 113 espécies endêmicas do Brasil, 33 endêmicas do Nordeste, 17 endêmicas da Bahia, além de 40 espécies endêmicas da vegetação caatinga e 55 endêmicas do Domínio Fitogeográfico Caatinga. Dentre as espécies coletadas, algumas se encontram em perigo de extinção: Handroanthus spongiosus (Bignoniaceae) e Espostoopsis dybowskii (Cactaceae). Duas espécies foram caracterizadas como quase ameaçadas: Amburana cearensis (Fabaceae) e Simira gardneriana (Rubiaceae), e na categoria de espécie vulnerável se encontra a Pereskia auriflora (Cactaceae). O segundo capítulo traz informações sobre a estrutura e relação da vegetação com o solo, alocando aleatoriamente 40 parcelas de 20X10m, onde todos os indivíduos que apresentavam DAS (diâmetro altura do solo) a partir de 3cm foram amostrados. Na área de estudo, foram amostrados 3.710 indivíduos, distribuídos em 31 famílias, 67 gêneros e 103 espécies. De acordo com o IVI (Índice de Valor de Importância), as famílias mais importantes no levantamento foram Euphorbiaceae, Fabaceae, Bignoniaceae, Malvaceae, Cactaceae e Anacardiaceae. As espécies com maior IVI foram, Croton heliotropiifolius, Handroanthus spongiosus, Jatropha sp., Schinopsis brasiliensis, Anadenanthera colubrina, Erythroxylum sp. 3, Luehea divaricata, Mimosa verrucosa, Myracrodruon urundeuva., Colicodendron yco e Bauhinia brevipes. Pelas analises físicas e químicas do solo observou pouco ou quase nenhuma influencia diretamente ligada a distribuição das espécies. Sendo um solo heterogêneo tanto em relação a sua composição física e química.

  • FERNANDA DOS SANTOS NASCIMENTO
  • "Identificação de fontes de resistência a Mycosphaerella fijiensis (Morelet) na coleção de Germoplasma de bananeira da Embrapa Mandioca e Fruticultura"

  • Data: 11/03/2019
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  • "Identificação de fontes de resistência a Mycosphaerella fijiensis (Morelet) na coleção de Germoplasma de bananeira da Embrapa Mandioca e Fruticultura"

2018
Descrição
  • LAÍS BARRETO DE OLIVEIRA
  • "Comparação entre marcadores ERIC, BOX, VNTR's visando estudos populacionais de Xathomonas phaseoli pv. manihotis, agente causal de bacteriose de mandioca" 

  • Data: 17/12/2018
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  • "Comparação entre marcadores ERIC, BOX, VNTR's visando estudos populacionais de Xathomonas phaseoli pv. manihotis, agente causal de bacteriose de mandioca" 

  • ERISON MARTINS DE SOUZA
  • “Micropropagação do abacaxizeiro e estudos correlatos de modelagem estatística”

  • Data: 30/11/2018
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  • “Micropropagação do abacaxizeiro e estudos correlatos de modelagem estatística”

  • DOUGLAS MACHADO MOREIRA
  • SERRA DA COPIOBA: FLORÍSTICA E INFLUÊNCIA DE ARTOCARPUS HETEROPHYLLUS LAM. (MORACEAE) EM UM REMANESCENTE DE FLORESTA ATLÂNTICA NO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 26/09/2018
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  • Considerada um dos pontos com maior biodiversidade e índices de endemismo de plantas do mundo a Floresta Atlântica vem sendo intensamente explorada e sofre com os efeitos de sua fragmentação, que altera o tamanho das populações, isola comunidades vegetais e ainda favorece o estabelecimento de espécies mais comuns e exóticas. Esse estudo foi realizado na Serra da Copioba, fragmento de Floresta Atlântica, localizada no Município de São Felipe – BA. Esse trabalho está dividido em duas partes, o primeiro capítulo traz contribuições e amplia os dados e conhecimentos acerca da flora do Recôncavo da Bahia através de uma lista florística e uma discussão pautada nos principais grupos taxonômicos e suas implicações ecológicas. Informações sobre ambientes invadidos na Serra da Copioba são discutidas no segundo capítulo, onde, relacionamos o comportamento das espécies nativas e os solos com a presença/ausência de Artocarpus heterophyllus Lam. (Jaqueira).

  • WILLIAM OLIVEIRA FONSECA
  • A FAMÍLIA RUBIACEAE NO PARQUE NACIONAL DE BOA NOVA, BAHIA

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 25/09/2018
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  • Rubiaceae ocupa o quarto lugar em diversidade de espécies entre as Angiospermas. É uma família cosmopolita, concentrada, principalmente, nas regiões tropicais e subtropicais. Rubiaceae conta com 13.143 espécies, distribuídas em 611 gêneros. No Brasil, há ocorrência confirmada de 1.415 espécies distribuídas em 126 gêneros. O Parque Nacional de Boa Nova possui áreas de Mata Atlântica e Caatinga, além da transição representada por Floresta Estacional Semideciual, conhecida localmente como Agreste. O PARNA está situado na região nordeste do Planalto da Conquista, no Estado da Bahia. O objetivo do presente trabalho foi realizar um levantamento das espécies de Rubiaceae ocorrentes no Parque, descrevendo e reconhecendo suas características. O levantamento foi realizado através de expedições para coleta na área do PARNA e consulta a herbários. A família está representada por 29 gêneros e 61 espécies. O hábito mais representativo foi arbustivo (60,65%), seguido por ervas (27,87%), árvores (3,28%), trepadeiras (4,92%) e epífitas (3,28%).  Dentre as características que mais contribuíram para identificação destaca-se o hábito, morfologia das estípulas, tipo de inflorescência, morfologia do estigma e tipo de fruto. Diante dos resultados obtidos, considera-se que o Parque Nacional de Boa Nova apresenta alta diversidade de Rubiaceae, representando uma área muito importante do ponto de vista de conservação.

  • JAILTON DE JESUS SILVA
  • CRIOPRESERVAÇÃO, COMPORTAMENTO GERMINATIVO E MORFOANATOMIA DE SEMENTES DE OITO ESPÉCIES DE MARACUJAZEIRO

  • Data: 21/09/2018
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  • A família Passifloraceae é composta por 630 espécies organizadas em 18 gêneros, onde o gênero Passiflora é o mais importante devido ao grande número de espécies que possui valor econômico. O crescente uso de novas áreas para fins agrícolas vem contribuindo significativamente para a perda da diversidade genética desse gênero favorecendo a erosão genética. Diante da importância de se conservar essas espécies, a criopreservação de suas sementes pode ser uma alternativa para longo prazo. O primeiro capítulo aborda a avaliação do comportamento germinativo de sementes criopreservadas de oito espécies do gênero Passiflora, utilizando ferramentas estatísticas tradicionais e análise multivariada. No segundo capítulo estão os resultados da morfometria e anatomia das sementes dessas espécies a fim de gerar conhecimentos sobre sua morfologia e também para identificar possíveis crioinjúrias após o congelamento. Entre a criopreservação e a conservação no refrigerador os resultados mostraram que para a maioria das espécies não há diferença, ainda que para P. suberosa, a porcentagem de germinação, tempo médio e a sincronia obtiveram os melhores resultados em condições de refrigerador, enquanto para P. tenuifila o tempo de germinação, a velocidade média e a incerteza apresentaram resultados superiores nas sementes criopreservadas. A dessecação das sementes não gerou efeitos negativos na qualidade fisiológica, verificando alta germinabilidade das mesmas mesmo após a criopreservação. Para as espécies avaliadas, observou-se tolerância à dessecação, apresentando alta germinabilidade mesmo quando a umidade foi reduzida para 3,4%. Os resultados apresentados aqui deixam evidente que não há necessidade de dessecação das espécies para fins de criopreservação. As variáveis porcentagem de germinação, velocidade e sincronia apresentaram correlações positivas e estão diretamente relacionadas com a qualidade fisiológica, contribuindo para uma melhor avaliação do vigor das sementes. Foram observados seis tipos de ornamentações: reticulada para a espécie P. coccinea, finamente reticulada para P. edulis, reticulada foveolada para P. gibertii e P. setacea, reticulada alveolada para P. maliformis e P. tenuifila, grosseiramente reticulada para P. morifolia e reticulada falsifoveolada para P. suberosa. As sementes apresentaram grandes variações no comprimento (3,29 a 6,25 mm), largura (2,25 a 4,53 mm) e espessura (0,18 a 2,09 mm), com valores médios de 4,63 mm para comprimento, 3,28 mm para largura e 1,51 mm para espessura. O comprimento longitudinal do tegumento variou de 3520 μm para P. maliformis a 5250 μm para P. gibertii, com uma média de 4770 μm. Foi possível verificar que algumas sementes sofreram rupturas no tegumento devido ao acondicionamento no nitrogênio líquido. Também foi constatado nesse trabalho que essas fissuras, apresentaram profundidade limitada o que não provocou danos fisiológicos ao embrião e o endosperma. Os resultados desse trabalho deixam evidente que as sementes das espécies estudadas de maracujazeiro podem ser crioconservadas sem a necessidade de dessecação, mantendo sua qualidade fisiológica após o congelamento.

  • ALISON BORGES VITOR
  • AVALIAÇÃO PRECOCE E DEFINIÇÃO DE MÉTODOS DE PREDIÇÃO DA TOLERÂNCIA AO DÉFICIT HÍDRICO EM MANDIOCA

  • Data: 31/08/2018
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  • A seca é um dos principais fatores que limitam a produtividade de mandioca (Manihot esculenta Crantz). Este trabalho objetivou correlacionar o desempenho agronômico de genótipos de mandioca avaliados em duas condições hídricas e em diferentes épocas de colheita, além de obter modelos de predição da produtividade de raízes (PTR) com base em dados agronômicos de colheitas precoces. Dez genótipos foram avaliados em delineamento em blocos casualizados sob esquema fatorial 2 (irrigado x déficit hídrico) × 4 (épocas de colheita) para características morfológicas e fisiológicas. Os dados foram submetidos à análises de variância seguido pelo teste de Tukey (p<0,05). Também foi realizada a análise de regressão para as épocas de colheita e correlação de Pearson entre o ISEH para as épocas de colheitas para os experimentos irrigados e sob déficit hídrico. A predição da PTR foi realizada com base em seis modelos de predição, e o ajuste de cada modelo foi realizado com base erro quadrático médio (RMSE) e coeficiente de determinação (R2). Houve significância para interações tratamento × genótipos para quatro características, sendo três da parte aérea e uma da raiz (PTR) e para tratamento × época de colheita para todas as características, exceto retenção foliar (RF). A maior variação das características morfológicas ocorreu nas épocas mais tardias de colheita, ou seja, aos 12 MAP (irrigado) e 7 e 12 MAP nos experimentos de sequeiro. Independente da época de colheita e da condição hídrica, os genótipos GCP001 e BGM0089 não sofreram alterações no ranqueamento, tendo sido classificados em primeiro e décimo, respectivamente. Independente da condição hídrica houve uma tendência de aumento na correlação dos atributos agronômicos com as épocas de colheita, sendo que houve maior correlação entre 7 MAP e 12 MAP. Efeito significativo para quase todas as variáveis fisiológicas nos dois tratamentos aplicados, exceto para a característica potencial osmótico (PO). Estimativas do coeficiente de variação (CV) variou entre 2,41 % temperatura do porômetro (TempPo) e 22,59 índice aérea foliar (IAF). Os modelos PLS, BRR e SVM apresentaram os melhores ajustes em todas as condições de treinamento.

  • GILMARA DE MELO ARAUJO SILVA
  • DETERMINAÇÃO DO TAMANHO ÓTIMO DE PARCELA EXPERIMENTAL E SELEÇÃO DE DESCRITORES MORFOAGRONÔMICOS EM MAMONEIRA (Ricinus communis L.)

  • Orientador : SIMONE ALVES SILVA
  • Data: 30/08/2018
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  • O objetivo deste trabalho foi estimar o tamanho ótimo de parcelas experimentais para avaliação de descritores morfoagronômicos em mamoneira, bem como selecionar os descritores que melhor caracterize a espécie. Os experimentos foram realizados em área experimental pertencente ao Núcleo de Melhoramento Genético e Biotecnologia (NBIO), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cruz das Almas - BA. Para a determinação do tamanho ótimo de parcela foi utilizado o método de máxima curvatura modificado e modelo linear de resposta platô e foram avaliados os caracteres: Florescimento, Inserção do Racemo Primário Estatura da Planta, Número de Sementes por Planta, Peso de Sementes por Planta e Produtividade. E para a seleção dos descritores morfoagronômicos foram avaliados 18 descritores quantitativos e 22 qualitativos. O tamanho ótimo de parcela médio pelo método de máxima curvatura modificado é de 4,75 unidades básicas ou aproximadamente 5ub (15 m²). E pelo modelo linear de resposta platô é de 12,95ub (38,84 m²) ou aproximadamente 13ub (39 m²). O método de máxima curvatura modificado apresentou melhor qualidade de ajuste em relação aos dados, pelo coeficiente de determinação. Foram selecionados 13 descritores quantitativos na análise simultânea dos dois anos de cultivo pela metodologia proposta por Jolliffe e 11 descritores qualitativos através do nível de entropia. O descarte de 28% dos descritores quantitativos não provocou perda de informação considerável, uma vez que os descritores redundantes estão correlacionados aos descritores remanescentes, com possibilidade de redução de custos e melhor dinâmica no manejo e caracterização da cultura. Dos 22 descritores qualitativos avaliados 59% foram relevantes na discriminação da população em estudo.

  • LILI COSTA MAIA ALENCAR SIMÕES DE FREITAS
  • CONSERVAÇÃO IN VITRO DE MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz) em diferentes temperaturas e concentrações de nitrato de prata"

  • Data: 29/08/2018
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  • Dentre as principais fontes de carboidratos do mundo para alimentação humana e animal encontra-se a mandioca, que é cultivada em vários países da África, Ásia e América Latina. Várias técnicas se aplicam ao seu cultivo, a exemplo do estabelecimento de bancos de germoplasma in vitro, da diversidade genética, que se constitui na base do melhoramento genético e, consequentemente na
    geração de novos genótipos de mandioca. Avaliar as condições de crescimento mínimo associado ao uso de agentes osmóticos que promovam a redução do crescimento das plantas e aumentar o intervalo entre os subcultivos são fatores determinantes na conservação in vitro de germoplasma. Para que essas modificações ocorram com sucesso, além da redução de sais minerais, vitaminas e fonte de energia, a adição de componentes inibidores de etileno, como o nitrato de prata, é de fundamental importância, pois o etileno é um gás produzido pelos vegetais e que afeta o desenvolvimento das plantas conservadas in vitro. O principal objetivo deste trabalho é contribuir na
    adequação de protocolos e aperfeiçoamento de estratégias eficientes para o aprimoramento da conservação in vitro de cinco variedades da espécie Manihot esculenta Crantz, reduzindo a taxa de crescimento das plantas. As variáveis analisadas foram: altura da parte aérea (cm), número de brotos, número de folhas vivas, número de folhas mortas, número de microestacas, peso fresco da
    parte aérea (g), peso seco da parte aérea (g), peso fresco da raíz (g) e peso seco da raíz (g). Foram utilizadas cinco cultivares, Mandioca João Grande (BGM1325), Fécula Branca (BGM1632), BRS Kiriris (BGM1728), S/N (121) (BGM2004) e BRS Prata (BGM2019). Os explantes foram segmentos nodais de
    mandioca de plantas estabelecidas in vitro. O trabalho foi composto por dois experimentos, sendo que no primeiro, as plantas foram armazenadas em diferentes ambientes, na sala de conservação de germoplasma a 22 °C (temperatura testemunha) e em câmaras climatizadas a 18 °C, 20 °C e 22 °C, sob foto-período de 12 horas e intensidade luminosa de 20 μmol.m - 2 s - 1, a fim de avaliar qual a temperatura mais adequada para crescimento mínimo das plantas. Nas faixas de temperatura de 18 ºC, 20 ºC e 22 ºC, os genótipos BGM1325, BGM1632 e no BGM2019 apresentaram menores valores médios de altura da parte aérea da planta. As melhores combinações, considerando os menores valores médios para altura, foram observadas nos genótipos BGM1325 e no BGM1632 na temperatura testemunha. Já para os acessos BGM1728 e BGM2004 as melhores combinações para essa mesma variável, foram com a temperatura de 18°C. Independente das temperaturas em estudo, os genótipos BGM1325, BGM1632 e BGM2019 tiveram menor altura. No segundo experimento utilizou-se as mesmas variedades, porém armazenadas apenas na sala de conservação a 22 °C. Elas foram cultivadas em meios de cultura com diferentes concentrações de AgNO3: 0 mg L-1 (controle); 5 mg L-1 e 10 mg L-1 com a finalidade de avaliar a melhor dose de nitrato de prata na redução do crescimento e da senescência dos acessos. O delineamento experimental utilizado para ambos experimentos foi o inteiramente casualizado, os dados coletados foram submetidos ao teste F da análise de variância e aplicado o teste de Tukey a 5% de significância e teste de Scott Knoot a 5% de probabilidade. Após o tempo de cultivo (90 dias), foi possível verificar que a concentração de 10 mg L-1 de nitrato de prata propiciou menores crescimento e senescência em três dos cinco genótipos de mandioca estudados. Para os genótipos BGM1728, BGM2004 e BGM2019, o melhor resultado obtido para menor altura de planta foi no meio contendo a dose de 10 mg L-1 de nitrato de prata, que se mostrou eficiente para conservação in vitro de germolplasma.

  • TEMILE SANTANA DA CRUZ
  • DIVERGÊNCIA FENOTÍPICA EM VARIEDADES DO GÊNERO SCHIZOLOBIUM POR CARACTERES BIOMÉTRICOS E FISIOLÓGICOS

  • Data: 17/08/2018
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  • O gênero Schizolobium possui uma espécie que foi dividida em duas variedades: Paricá pertencente à floresta Amazônica e Guapuruvu pertencente à Mata Atlântica, ambas são variedades que apresentam importância ecológica e silvicultural devido à qualidade da madeira. Por serem variedades que agregam valores, informações sobre os mecanismos fisiológicos que regulam o metabolismo das plantas em determinado ambiente torna-se importante para estabelecer o seu nível de adaptação. Desta forma, este trabalho teve como objetivos: 1) comparar as características fisiológicas e de crescimento de plantas jovens de paricá e guapuruvu e analisar as possíveis diferenças entre as duas variedades quanto à tolerância à seca quando submetidas ao déficit hídrico. 2) avaliar a divergência fenotípica, por meio de caracteres biométricos e fisiológicos em variedades do gênero Schizolobium pelo método UPGMA e Método de otimização de Tocher com o emprego da distância Euclidiana como medida de dissimilaridade. Os resultados evidenciaram que a análise de crescimento através dos índices fisiológicos foram eficientes para identificação de diferenças no crescimento inicial de plantas de Schizolobium e as características fisiológicas de trocas gasosas foram negativamente afetadas pelo estresse hídrico em ambas as variedades ao longo dos dias de estresse. Os resultados evidenciaram a formação de dois grupos pelo método UPGMA e pelo método de Tocher para os caracteres biométricos, o genótipo guap-75 foi o mais divergente por apresentar maior massa seca do caule e maior massa seca da raiz dentre os demais. Houve divergência entre os métodos para os caracteres fisiológicos sendo possível a formação de 5 grupos pelo método de otimização de Tocher, onde o acesso guap-01 e par-043 formaram grupos individuais com um acesso em cada grupo, e o método hierárquico UPGMA formou dois grupos, o grupo um com 3 acessos par-43, par-22 e par-54 e o grupo dois com os demais acessos. Os genótipos do paricá (Pari-022, pari-043 e pari-054) tiveram uma taxa de fotossíntese um pouco maior que os acessos do guapuruvu, com valores de 13,38 mmol CO m²s¹, 14,26 mmol CO m²s¹, e 15,37 mmol CO m²s¹, respectivamente.

  • TAISE PAIXAO DOS SANTOS
  • CRIOPRESERVAÇÃO E GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE BANANEIRA

  • Data: 30/07/2018
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  • As sementes de bananeira perdem sua viabilidade em pouco tempo quando conservadas a temperatura ambiente. Embora a manutenção sob-refrigeração possa prolongar a viabilidade das sementes por até um ano, a conservação por longos períodos seria possível mediante criopreservação. Como ainda não existem protocolos definidos para a criopreservação de sementes de bananeira, o objetivo deste estudo foi investigar a germinação in vitro e em casa de vegetação de sementes de bananeira criopreservadas em contato direto e indireto com o nitrogênio líquido, visando à adequação de condições para criopreservar as sementes. Foram utilizadas sementes de onze genótipos de banana, realizando-se dois experimentos: I - criopreservação, resgate e cultivo in vitro de embrião de sementes de banana não dessecadas e dessecadas por 5 e 24 horas, acondicionadas em criotubos contendo nitrogênio liquido (NL) e em criotubos sem NL dentro; II - criopreservação de sementes de bananeira acondicionadas em criotubos contendo NL e sem NL dentro por sete dias, seguida da germinação em casa de vegetação. No resgate de embrião e cultivo in vitro, foi observado que as sementes de banana toleram a criopreservação mesmo sem dessecação, sendo o tratamento com 5 horas de dessecação sem NL dentro do criotubo, foi o que obteve maior porcentagem de germinação. As plantas regeneradas eram morfologicamente normais. Em casa de vegetação, no entanto, o tratamento de criopreservação com o contato direto das sementes com NL proporcionou a maior porcentagem de germinação. Pode-se concluir que as sementes de banana podem ser criopreservadas com teor de água variando 7,86 a 11,13. Além disso, o cultivo in vitro de embriões proporciona maior porcentagem de germinação do que a semeadura em casa de vegetação.

  • JOSE HENRIQUE BERNARDINO NASCIMENTO
  • INFLUÊNCIA DO PORTA-ENXERTO NO DESEMPENHO AGRONÔMICO E QUALIDADE DE UVAS ‘BRS ISIS’ E ‘BRS VITÓRIA’ NO SUBMÉDIO DO VALE DO SÃO FRANCISCO

  • Data: 27/07/2018
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  • A região Nordeste Brasileira caracteriza-se pela produção de uvas finas de mesa em condições semiáridas tropicais, destacando-se como a segunda maior região produtora de uvas no país. Sua produção é de aproximadamente 32%, de toda a produção nacional ficando atrás apenas da região Sul, que representa aproximadamente 52%, onde sua maioria é destinada para a produção de vinhos. O uso dos porta-enxertos tem sido uma prática comum na viticultura, contribuindo para o sucesso da produção. Vários estudos já demonstraram o efeito dos porta-enxertos sobre as cultivares de uvas de mesa, seja na avaliação de componentes agronômicos da videira, ou na determinação da qualidade dos frutos produzidos. A ‘BRS Isis’ é uma nova cultivar de uva de mesa, não apresenta sementes em suas bagas e é tolerante ao míldio, uma das principais doenças que atacam a videira. A cultivar BRS Vitória, apresenta-se como uma cultivar de bastante vigor, o que contribui para a boa formação da planta no primeiro ano de cultivo. O experimento foi implantado em área comercial de produtor, localizado no projeto Senador Nilo Coelho em Petrolina-PE, em espaçamento 3m x 2m, utilizando-se sistema de condução horizontal do tipo latada, e irrigação localizada por gotejamento. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições, sendo cinco plantas por parcela e duas plantas úteis. As variáveis analisadas foram: percentagem de brotação e índice de fertilidade de gemas, produção, número de cachos, firmeza, coloração da casca (L, a* b*), teor de sólidos solúveis (SS), açúcares solúveis totais (AST), acidez titulável (AT), teor de antocianinas totais, teor de flavonoides amarelo da casca, teor polifenóis extraíveis totais. Deste modo é possível dizer que as cultivares BRS Isis e BRS Vitória, independente do porta-enxerto e nos dois ciclos de produção confirmam a boa adaptação no Vale do São Francisco e as vantagens competitivas das novas cultivares em relação as cultivares antigas e tradicionais.

  • EMILLE MAYARA DE CARVALHO SOUZA
  • DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE ACESSOS DE MANGUEIRA DO BANCO ATIVO DE GERMOPLASMA DA EMBRAPA SEMIÁRIDO BASEADA EM DESCRITORES MORFOLÓGICOS

  • Data: 26/07/2018
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  • Este trabalho teve como objetivo realizar a análise de divergência genética entre os acessos do banco ativo de germoplasma da Embrapa Semiárido, por meio da caracterização morfológica, bem como selecionar descritores para uso posterior na caracterização dos acessos de mangueira. Foram utilizados 53 acessos para o primeiro capítulo e 41 para os demais, a lista de descritores utilizada foi disponibilizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no ano de 2011, a aplicação dos descritores foi realizada por apenas uma pessoa para tornar mínima a diferença no julgamento pessoal. Para a caracterização dos acessos foi utilizada percentagem simples, a seleção de descritores qualitativos ocorreu através do nível de entropia de Shannon e dos descritores quantitativos por meio do método de seleção direta, proposto por Jolliffe, a análise de agrupamento foi obtida pelo método UPGMA, utilizando o complemento do coeficiente de similaridade para os descritores qualitativos, a distância euclidiana para os descritores quantitativos e a distância de Gower para os descritores quantitativos e qualitativos separados e em conjunto. Na caracterização dos acessos observou-se variabilidade genética para os descritores aplicados, principalmente naqueles relacionados à coloração dos frutos, baixa variabilidade nos acessos observou-se descritores: hábito de crescimento dos ramos principais, espaço entre as nervuras secundárias do limbo, comprimento do pecíolo e presença de pescoço no fruto. A seleção de descritores permitiu excluir aqueles que pouco contribuía para a variação total, na seleção de descritores qualitativos foram excluídos 19,45% que corresponde aos descritores hábito de crescimento dos ramos principais, espaço entre as nervuras secundárias do limbo, ondulação da borda do limbo, presença de pescoço no fruto, protuberância proximal da cicatriz estilar, ponto na cicatriz estilar, forma na vista lateral da semente, para os descritores quantitativos foram excluídos 17,65%, que equivale ao comprimento do fruto, largura do limbo e diâmetro da inflorescência. Os descritores selecionados foram aplicados na análise de divergência genética, permitindo observar genótipos distintos que poderão ser considerados como novas opções para uso em cruzamentos controlados, possibilitando a diversificação dos pomares da cultura, além de que a caracterização dos acessos permitiu detectar variabilidade genética para os descritores aplicados, alcançando consequentemente a conclusão da caracterização morfológica do banco ativo de germoplasma da Embrapa Semiárido.

  • POLIANA DOS SANTOS PEREIRA DA SILVA
  • CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA E DIVERGÊNCIA GENÉTICA EM FRUTEIRA-PÃO (Artocarpus altilis variedade seminifera) DA COLEÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Orientador : ANA CRISTINA VELLO LOYOLA DANTAS
  • Data: 30/05/2018
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  • : A Artocarpus altilis var. seminifera é conhecida como fruta-pão de caroço, contendo inúmeras sementes que podem ser consumidas na alimentação humana. A espécie também apresenta utilização na medicina popular e no setor madeireiro. Os objetivos do trabalho foram caracterizar a madeira e avaliar a divergência genética da coleção de fruteira-pão, A. altilis var. seminifera, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cruz das Almas, Bahia, Brasil. Para a caracterização da madeira foram mensurados o diâmetro a 0,20 cm da altura do solo das árvores e a partir do diâmetro médio representativo foram selecionadas três árvores de fruteira-pão. Para cada árvore foi determinada a altura total e realizada a cubagem rigorosa, avaliando-se características anatômicas: comprimento, largura, espessura da parede e diâmetro do lúmen das fibras e o diâmetro e frequência dos vasos, e caraterísticas físicas: volume, densidade básica da madeira, densidade básica da casca, contrações tangenciais e radiais, coeficiente de anisotropia e densidade básica das amostras. As fibras da madeira são curtas, com largura e espessura maiores no sentido medula-casca. Os vasos são numerosos e aumentam no sentido medula-casca. A madeira é considerada leve, com densidade básica baixa (0,270 g/cm³) e elevado coeficiente de anisotropia (3,9). A madeira de Artocarpus altilis var. seminifera apresentou potencial madeireiro, podendo ser utilizada na fabricação de laminados, compensados e caixotaria. Para a caracterização molecular com marcadores microssatélites (SSR), folhas de 27 plantas de fruteira-pão foram coletadas, liofilizadas e utilizadas para a extração do DNA genômico. Entre os 25 pares de marcadores utilizados, 19 amplificaram e identificaram indivíduos homozigotos e heterozigotos. O número de alelos por loco variou de 3 a 10, com uma média de 5,7 alelos em 19 locos. Os valores do conteúdo de informação polimórfica variaram de 0,52 a 0,86 em todos os 19 loci, com uma média de 0,68. O primer MAA178a foi o melhor na identificação das 27 plantas revelados pelos valores de PIC. A frequência do alelo mais comum em cada loco variou de 18% (MAA178a) a 55% (MAA3). O coeficiente de dissimilaridade genética dos pares indicou que a menor distância genética foi obtida entre as plantas FPS18 e FPS23 (D=0,3684) e a maior, nas plantas FPS15 e FPS16 (D=0,9737). Verificouse a formação de cinco grupos, sendo que as plantas: FPS18, FPS21, FPS20, FPS8, FPS12, FPS13, FPS19, FPS23, FPS25, FPS26, FPS14, FPS24, FPS9, FPS22, FPS15 e FPS27 foram as mais similares entre si e as plantas FPS1 e FPS2, as mais dissimilares. A caracterização molecular das plantas proporcionou informações precisas sobre a divergência genética da espécie, de modo que possa auxiliar no desenvolvimento de programas de melhoramento genético.

  • SIMONE SACRAMENTO DOS SANTOS SILVA
  • Multiplicação e conservação de espécies endêmicas e vulneráveis de bromeliáceas

  • Orientador : MARIA ANGELICA PEREIRA DE CARVALHO COSTA
  • Data: 25/05/2018
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  • Bromélias nativas da Mata Atlântica brasileira apresentam grande potencial ornamental, tornando muitas delas ameaçadas de extinção pelo extrativismo predatório. Informações básicas sobre essas espécies são essenciais para subsidiar a condução de programas de conservação, que aliadas à ferramentas biotecnológicas permitem a preservação dessa biodiversidade. Nessa perspectiva, esse trabalho teve como objetivo desenvolver um protocolo de produção de mudas in vitro, assim como avaliar dois modelos de conservação (in vitro e criopreservação) para bromélias em situação de vulnerabilidade. De forma complementar, avaliar o desenvolvimento pós-seminal de três espécies de bromélias. No primeiro capítulo, abordou-se a micropropagação e a conservação in vitro da espécie Alcantarea nahoumii. Para o ensaio de germinação in vitro, sementes maduras foram coletadas, desinfestadas e inoculadas em placas de Petri, contendo 15 mL de MS, MS/2 e MS/3 suplementado com 30 g L-1 de sacarose e solidificado com 2 g L-1 de Phytagel® em quatro regimes de temperaturas (20, 25, 30, 35ºC) em câmara climatizada de germinação (B.O.D). Para o experimento de micropropagação in vitro, segmentos da plântula, foram estabelecidos em placas de Petri, contendo 20 mL do meio de cultura MS, acrescido com 30 g L-1 de sacarose, solidificado com 2 g L-1 de Phytagel®, suplementado com 0,5 μM de ANA (ácido1-naftalenoacético) e 0,0; 2,2; 4,4 e 6,6 μM de BAP (6-benzilaminopurina). Para a conservação in vitro, plântulas com aproximadamente 2 cm de comprimento, provenientes da germinação in vitro, foram estabelecidas em tubos de ensaio, contendo 10 mL dos meios de cultura MS e MS/2 com 2 g L-1 de Phytagel® e suplementado com 15 g L-1 e 30 g L-1 de sacarose onde permaneceram por 24 meses. No segundo capítulo, o objetivo foi avaliar o efeito da criopreservação em sementes de três espécies endêmicas e vulneráveis: Vriesea bahiana, Hohenbergia castellanosiie Encholirium spectabile, assim como proceder ao estudo de desenvolvimento pós-seminal das mesmas. Mediante os resultados podemos dizer que, as sementes da A. nahoumii apresentaram maiores taxas de germinação nas condições de temperatura 20ºC e 25ºC com o meio de cultura MS. As plantas podem ser conservadas in vitro sob condição de crescimento lento por 24 meses quando incubadas em meio de cultura MS, suplementado com 30 g L-1 de sacarose. Na micropropagação, o meio de cultura MS na ausência de regulador vegetal ou quando suplementado com 2,2 μM de BAP associado a 0,5 μM de ANA proporcionam as maiores taxas de multiplicação. A aclimatização das plântulas ocorreu com elevada taxa de sobrevivência. Para o segundo capítulo, as sementes deE.spectabile e H. castellanosii podem ser criopreservadas com 7,2% e 2,2% respectivamente de umidade quando dessecadas por 2h.Para as sementes de V. baianaapresentaram quebra de dormência após a criopreservação e podem ser criopreservadas com 5,9% de umidade quando dessecadas por 24h. Esses resultados são promissores para a criopreservação dessas espécies e podem ser ajustados para outras espécies. Para análise do desenvolvimento pós-seminal, verificou-se variadas fases das três espécies em estudo.

     

  • SILVANA DOS SANTOS SIMÕES
  • CONTRIBUIÇÕES AO CONHECIMENTO DA DISTRIBUIÇÃO E CONSERVAÇÃO DE CACTACEAE NO NORDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 30/04/2018
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  • As compilações de estudos florísticos e fitossociológicos são elucidativas para entendimento de distribuição de espécies, inferências biogeográficas e até mesmo para avaliação da conservação de espécies a ecossistemas e também para desmistificar a idéia que a caatinga é uma unidade vegetacional homogênea como aponta alguns autores. Aos poucos esta ideia vem sendo refutada, por conta da forte relação entre o substrato e a variação da vegetação de caatinga podendo caracterizar as diferentes formações da caatinga. Em geral, as características ambientais das florestas secas refletem em grande diversidade de plantas suculentas adaptadas ao clima seco como as Cactaceae. A maior parte da caatinga encontra-se sobre solos cristalinos os quais predominam na paisagem, as bacias sedimentares que ali se encontram também apresentam uma função importante na composição da biota dos ambientes de caatinga. Desta forma o objetivo do presente estudo foi avaliar se existe diferença na distribuição de Cactaceae sob os diferentes tipos de formações (sedimentares e cristalinas) tanto em riqueza florística, quanto na densidade por espécies e avaliar o grau de conservação das áreas de caatinga levantadas. Para obtenção dos dados foi realizada uma revisão de estudos florísticos e fitossociológicos para áreas do Domínio Fitogeográfico Caatinga a partir de pesquisas bibliográficas. A partir dos estudos florísticos foi construída uma matriz de similaridade para avaliar a relação das diferentes áreas de caatinga. Ao todo foram selecionadas 48 áreas que traziam espécies de Cactaceae. Foram compiladas para o domínio fitogeográfico Caatinga 34 espécies, pertencentes a 14 gêneros de Cactaceae. Dentre os táxons levantados Cereus jamacaru DC. foi a espécie que apresentou maior ocorrência, aparecendo em 17 áreas, seguido por Pilosocereus gounellei (F.A.C.Weber) Byles & Rowley, encontrado em 11 estudos e Tacinga inamoena (K.Schum.) N.P.Taylor & Stuppy em 10. A análise de agrupamento resultou na formação de 10 grupos. Com grupos bem relacionados em relação ao tipo de solo. Houve diferença também na diversidade e densidade de espécies relacionados com o grau de conservação da caatinga.

  • JUCIENY FERREIRA DE SÁ
  • "Otimização de protocolos para a multiplicação e conservação in vitro de espécies silvestres de Manihot spp"

  • Data: 22/02/2018
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  • "Otimização de protocolos para a multiplicação e conservação in vitro de espécies silvestres de Manihot spp"

  • MATHEUS ALMEIDA MACHADO SILVA
  • Qualidade de fruto da laranjeira 'Valência Tuxpan' sobre porta-enxertos diplóides e tetraplóides sob deficiência hídrica no Recôncavo Baiano

  • Data: 31/01/2018
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  • O cultivo de citros no Brasil é predominantemente sem irrigação, e por esse motivo é
    necessário utilizar combinações copa-porta-enxerto tolerantes à seca. Esta pesquisa
    objetivou avaliar a qualidade físico-química de frutos de laranjeira ‘Valência Tuxpan’,
    em combinação com quatro porta-enxertos: citrange ‘Troyer’ diploide, citrange ‘Troyer’
    tetraploide, citrandarin ‘cleópatra’ x Poncirus diploide, ‘cleópatra’ x Poncirus
    tetraploide. As plantas foram cultivadas sob duas condições: em sequeiro e com
    irrigação localizada, está em conformidade com as exigências de água da cultura. Os
    frutos foram avaliados considerando as seguintes variáveis: peso, diâmetro,
    comprimento, espessura de casca, sólidos solúveis totais (SST, em oBrix), acidez
    titulável (AT), relação SST/AT (ratio), rendimento em suco, pH e índice tecnológico.
    Verificou-se que os manejos de irrigação, especialmente, assim como os portaenxertos
    utilizados, interferem na qualidade físico-química do fruto, o mesmo não se
    dando em relação ao nível de ploidia, dentro de cada porta-enxerto avaliado.

2017
Descrição
  • THIAGO VIANA OLIVEIRA
  • Caracterização pós-colheita e uso de revestimento à base de amido de mandioca em frutos de mamoeiro da linhagem CNPMF-L78

  • Data: 08/12/2017
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  • Embora a cultura do mamão seja importante no Brasil, apresenta uma base genética muito estreita. A exigência do mercado por frutos de alta qualidade e com boa durabilidade torna cada vez mais evidente a necessidade de desenvolvimento e estudos sobre novos genótipos, que possam reunir resistência a doenças, boas características organolépticas e maior vida útil pós-colheita. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo avaliar os frutos de mamoeiro da linhagem CNPMF-L78 quanto às suas características pós-colheita, compará-las com as de uma cultivar comercial e verificar sua conservação sob atmosfera modificada com uso de revestimento comestível à base de fécula de mandioca. O trabalho foi constituído de dois capítulos, onde o primeiro (composto por duas etapas) teve como objetivo avaliar o potencial de conservação e as diferenças na qualidade físico-química dos frutos maduros, entre mamões da linhagem CNPMF-L78 e cultivar Golden THB colhidos nos diferentes estádios de amadurecimento, os frutos foram colhidos nos estádios 1, 2, 3, 4 e 5, caracterizados logo após a colheita e avaliados quando os frutos atingiram o estádio 5 de amadurecimento. O segundo capítulo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes concentrações de revestimentos à base de fécula de mandioca sobre as características físico-químicas, tanto para a linhagem CNPMF-L78, quanto para a cultivar Golden THB. Os parâmetros avaliados foram: dias para atingir o estádio 5, firmeza, cor da casca e polpa, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT, pH e teor de ácido ascórbico. Os frutos da linhagem CMPMF-L78 colhidos no estádio 1 de maturação tem potencial de conservação de nove dias, em temperatura ambiente. A linhagem CNPMF-L78 apresentou características pós-colheita dos frutos superiores em comparação às da cultivar Golden THB, principalmente nos teores de ácido ascórbico e tempo de conservação, portanto, essa linhagem pode ser uma boa alternativa para uso comercial. Com relação ao revestimento à base de fécula de mandioca as concentrações a partir de 3% prejudicaram o amadurecimento dos frutos, tanto para a linhagem CNPMF-L78, quanto para o ‘Golden THB’. Por outro lado, a concentração de 2% não proporcionou aumento da vida útil pós-colheita de ambos os genótipos, porém os frutos cobertos com revestimento à base de amido apresentaram maior brilho na casca. Estudo com concentrações entre 2 e 3% são indicados.

  • TAISE ALMEIDA CONCEIÇÃO
  • CONTRIBUIÇÃO PARA CONSERVAÇÃO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE JOANES-IPITANGA-BA

  • Orientador : RICARDO FRANCO CUNHA MOREIRA
  • Data: 27/10/2017
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  • Em um cenáro de intensa de fragmentação florestal, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Joanes-Ipitanga-BA representa um primordial instrumento para conservação da Mata Atlântica. Nessa perpectiva, este trabalho almejou gerar informações que auxiliem na conservação da APA, mediante o conhecimento da composição florística e estrutura fitossociologica desta e de estudos sobre aspectos que podem influenciar a germinação de Bowdichia virgilioides que contribuam, assim, para a produção de mudas da espécie e, consequentemente recomposição de áreas degradadas na APA, haja vista o potencial da espécie para tal propósito e a importância desta para fins madeireiros, medicinais, paisagísticos e apícolas. O levantamento florístico e fitossociológico do componente arbustivo-arbóreo foi realizado mediante o estabelecimento pontos quadrantes sendo registrado 105 espécies pertencentes a 38 famílias botânicas. Pouteria bapeba, Ocotea cryptocarpa e Inga pleiogyna constam na lista vermelha da flora do Brasil. O índice de diversidade de Shannon foi de 3,85 nats. ind.-1 e o índice de equabilidade de Pielou de 0,83. O fragmento encontra-se em estagio médio de regeneração. Frutos foram coletadas de árvores-matrizes de Bowdichia virgilioides e para verificar a influência do peso de sementes e posição destas no fruto na germinação da espécie um experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com esquema fatorial 2x7(duas classes de peso= sementes com peso superior a 0,014g e inferior a 0,014g; e sete posições da semente no fruto). Constatou-se que: Sementes mais pesadas apresentam germinação e crescimento de plântulas superior em relação as sementes leves e que sementes provenientes da posição proximal (semente situada mais próxima ao pedúnculo) apresentam desempenho germinativo inferior as demais posições. O efeito do ambiente de coleta sobre a germinação e biometria foi testado mediante a coleta de sementes de Bowdichia virgilioides em ambientes distintos na APA Joanes-Ipitanga (dois fragmentos florestais com características distintas e de árvores isoladas localizadas em pastagem), posteriormente, mensurou-se frutos e sementes e conduziu-se um experimento em delineamento inteiramente casualizado considerando os ambientes de coleta como tratamentos. O ambiente de coleta de sementes propicia diferenças na germinação e na biometria de semente e frutos de Bowdichia virgilioides. Sementes coletadas em árvores isoladas apresentam maior mortalidade de sementes e formação de plântulas anormais e, de modo geral, apresentam, proporcionalmente, sementes e frutos menores que o esperado em relação aos dois ambientes florestais testados. Os resultados encontrados reforçam a necessidade da conservação do fragmento, embasam floristicamente projetos de recuperação de áreas degradas na APA e direcionam a produção de mudas de Bowdichia virgilioides, especialmente, no que tange a composição de lotes de sementes da espécie que, considerando os resultados, devem levar em consideração as classes de peso, posição no fruto e ambiente de coleta.

  • HILCANA YLKA GONCALVES DE ALBUQUERQUE
  • Diversidade genética e identificação de duplicatas de Manihot esculenta Crantz com base em marcadores SINGLE-NUCLEOTIDE POLYMORPHISM (SNP)

  • Data: 29/08/2017
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  • A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma das fontes alimentares mais importantes nos trópicos, e grande parte da sua variabilidade genética é conservada em Bancos Ativos de Germoplasma (BAG). Assim, este trabalho teve como objetivo analisar a diversidade genética e a estrutura populacional de 1.580 acessos de mandioca, bem com identicar genótipos redundantes a partir da análise de 2.371 acessos conservados em diferentes unidades da Embrapa. Todas estas análises foram realizadas com base em marcadores Single-Nucleotide Polymorphism (SNP), obtidos pela técnica de genotyping-by-sequencing (GBS). A média dos parâmetros de diversidade genética, conteúdo de informação polimórfica (PIC), endogamia (f), heterozigosidade observada (Ho) e esperada (He) foram de 0,24; 0,21; 0,23; e 0,30; respectivamente, tidos como elevados, quando considerado a natureza (predominantemente bialélica) dos SNPs e sistema reprodutivo da espécie. Os valores destes parâmetros foram bastantes similares nos 18 cromossomos da espécie. Em nível de indivíduo, os valores de f variaram entre 0,49 a 0,97, com média de 0,69, sendo que três acessos de mandioca apresentaram f > 0,90. Os valores de desequilíbrio de ligação (LD) se estendeu entre 15 e 20 kb (r2= 0,20). A análise discriminante de componentes principais (ADCP) indicou a formação de 22 grupos, com probabilidade média de alocação dos indivíduos >0,99, contudo, não foi possível observar associação entre os grupos formados pela ADCP e classificação com base em informações fenotípicas, de origem genética e geográfica. Para identificação de duplicatas foi realizado um estudo com base no agrupamento de perfis multilocos (MLGs) nos acessos conservados em diferentes unidades da Embrapa. Foi possível identificar 1.757 acessos únicos e 614 acessos duplicados, cerca de 25,89% do total de acessos analisados, com a redundância variando de 22,47% (Embrapa Amazônia Oriental) a 40,0% (Embrapa Semiárido). Estes resultados proporcionarão um melhor entendimento sobre a variabilidade genética conservada e a organização populacional do germoplasma, uma vez que a presença de acessos duplicados compromete o desenvolvimento do germoplasma, e aumenta os custos necessários para a adequada conservação, caracterização, avaliação e uso destes materiais.

  • PAULO HENRIQUE GOMES ALVES DE OLIVEIRA
  • Avaliação da endogamia e morfologia de grânulos de amido em progênies S1 de mandioca

  • Data: 25/08/2017
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  • Este trabalho teve como objetivo utilizar a seleção assistida por marcadores moleculares (SAM) para selecionar indivíduos com elevada endogamia, avaliar as alterações morfológicas em grânulos de amido e estimar os ganhos genéticos com a seleção de indivíduos transgressivos em populações autofecundadas (S1) de mandioca (Manihot esculenta Crantz). Três acessos foram autofecundados (BGM0222, BGM1378 e BGM1662), gerando um total de 274 indivíduos S1. Os parentais (S0) e suas respectivas progênies (S1) foram avaliados nas fases de seedlings e avaliação clonal (CET). Para determinar o coeficiente de endogamia (f) dos indivíduos S1 foram utilizados 27 iniciadores microssatélites e cinco minissatélites. Na fase de seedlings, os amidos dos acessos S0: BGM0222, BGM1378 e BGM1662 e de suas progênies autofecundas S1: F0222, F1378 e F1662, foram avaliados para as características área do grânulo (AG, μm²), perímetro do grânulo (PG, μm), comprimento do grânulo (CG, μm) e número de grânulos de amidos (NG). No CET, as plantas foram avaliadas para: altura de planta (AP), teor de matéria seca nas raízes (MS), produtividade da parte aérea (PPA), produtividade de raízes (PTR) e de amido (PAM). O coeficiente de endogamia (f) dos indivíduos S1 variou de 0,11 a 0,89 dentro de uma mesma progênie, com média de f = 0,50. A seleção de indivíduos S1 com f ≥ 0,60 proporcionou em cada progênie S1, um aumento de 38% na endogamia em relação à média das progênies S1. O tamanho médio do grânulo de amido variou de 9 a 13 μm entre indivíduos em uma progênie S1. A presença de transgressivos em relação aos caracteres relacionados à morfologia dos grânulos de amido possibilitou ganhos de seleção expressivos em indivíduos S1, ou seja, 52%, 31%, 11% e 10% para número de grânulos, área, comprimento e perímetro do grânulo, respectivamente. Os indivíduos com elevado nível de endogamia serão selecionados para novos ciclos de autofecundação diminuindo com isso, o tempo para obtenção de linhagens endogâmicas. Os indivíduos que apresentam características diferenciais para a morfologia do grânulo de amido possuem potencial para explorar diferenças importantes nas propriedades de pasta que definem diversas aplicações industriais do amido.

  • GABRIELLA NAVARRO DONATO PEREIRA
  • Estudo da percepção pública e análise da viabilidade econômica do sistema de produção orgânico de híbridos de abacaxizeiros ornamentais

  • Data: 25/08/2017
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  • O segmento de flores e plantas ornamentais em todo o mundo é dinâmico e busca constantemente por novos produtos. A fruticultura ornamental, onde se incluem os abacaxizeiros, vem se desenvolvendo com base nessa premissa e começa a ofertar os primeiros produtos para esse mercado. Entretanto, se faz necessário conhecer a viabilidade econômica desse sistema de produção, assim como avaliar a percepção do consumidor sobre os novos produtos que podem advir do abacaxi ornamental. Assim, o objetivo desse trabalho foi averiguar a aceitação do mercado consumidor bem como avaliar a viabilidade econômica do sistema de produção orgânico de híbridos ornamentais de abacaxi cuja finalidade de produção está voltada para hastes cortadas e plantas envasadas. Avaliou-se a aceitação do mercado consumidor por meio de entrevistas individuais em um evento especifico do segmento de flores, onde participaram 205 pessoas que responderam um questionário de maneira aleatória e voluntária. Os resultados obtidos mostraram uma excelente aceitação do público, tanto como haste cortada (infrutescência ou botão) como nas plantas envasadas e minifrutos. A maioria do público era de mulheres, com idade entre 40 e 50 anos, paisagistas e da região sudeste. O valor sugerido para venda das hastes de abacaxizeiros variou de R$3,01 a R$10,00 e para plantas envasadas valores acima de R$20,00. Em relação ao estudo de viabilidade econômica, realizou-se um levantamento de dados primários e secundários em um plantio orgânico de abacaxizeiro ornamental na Escola Rural Tina de Carvalho, Entre Rios, BA. A análise econômica se deu por meio de levantamentos dos coeficientes técnicos, dos preços de insumos e produtos. Os mesmos foram inseridos em planilhas eletrônicas de custo de produção e rentabilidade, realizando-se os tratamentos dos dados e a análise de rentabilidade em condições determinísticas e em condições de risco. O sistema de cultivo orgânico para abacaxizeiros ornamentais se mostrou viável economicamente (rentável e de baixo risco), proporcionando uma maior lucratividade e produção do produto de interesse, a haste. Observou-se que a organização e/ou planejamento da produção de abacaxis ornamentais, a certificação e o mercado consumidor podem garantir a oferta de produtos de forma competitiva e lucrativa (haste e plantas envasadas) pelo produtor rural.

  • REJANE NOVAIS LIMA
  • Caracterização morfoagronômica e molecular de fruteiras-pão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

  • Orientador : ANA CRISTINA VELLO LOYOLA DANTAS
  • Data: 25/08/2017
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  • O Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg conhecida como fruteira-pão, é de origem de clima tropical e adaptou-se bem ao clima brasileiro. O presente trabalho teve por objetivo a caracterização morfoagronômica e molecular de fruteiras-pão da coleção da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB, Campus Cruz das Almas. As 160 plantas presentes na coleção foram identificadas e avaliadas quanto à altura, diâmetro de copa, diâmetro de enxerto, diâmetro de porta enxerto e diâmetro de caule (quando propagadas por semente e estaca de raiz). Destas, sessenta e três plantas propagadas vegetativamente, foram avaliadas quanto a produção de frutos, propriedade físico-química do fruto e por marcador molecular. Foram coletados cinco frutos por planta, avaliados quanto a: peso, comprimento e diâmetro do fruto; peso, espessura e rendimento de polpa; peso, comprimento e diâmetro do eixo floral e peso da casca. As polpas foram trituradas e homogeneizadas para análises físico-químicas (pH e açúcar total) e químicas (acidez titulável, açúcar redutor e açúcar não redutor, amido, umidade e matéria seca). Inicialmente foi avaliado o melhor estádio de desenvolvimento das folhas para extração do DNA, sendo o E2 o melhor, para extração de DNA seguiu o protocolo de Murray e Thompson (1980) modificado. A identificação do polimorfismo foi realizada pela técnica de Sequência Simples Repetidas (SSR). A caracterização morfoagronômica das plantas permitiu a formação de dois grupos, sendo a característica de maior contribuição para a formação dos grupos o peso de fruto e o peso de polpa. O grupo um foi formado por um indivíduos enquanto no grupo dois ficaram alocadas as demais 62 plantas. Verificou-se reduzida divergência genética nas plantas avaliadas, indicando que algumas delas podem ser clones oriundos da mesma planta matriz. Na caracterização molecular, dos 20 pares de iniciadores testados, 19 foram selecionados para rastreio de genótipos com base no número e qualidade de fragmentos polimórficos produzidos. Nas amostras avaliadas, encontrou-se um total de 73 alelos, com uma média de 3,84 alelos por locus. A heterozigosidade média observada e esperada tiveram uma variação de 0,000 a 1,00 e 0,000 a 0,809, respectivamente. O dendrograma obtido pelo método UPGMA na análise molecular revelou a formação de dois grupos distintos. O primeiro grupo foi formado por 8 indivíduos. Todos os demais 55 indivíduos ficaram agrupados no segundo grupo, confirmando a baixa diversidade genética na coleção da UFRB. Os locos de microssatélites foram eficientes para determinar a variabilidade na coleção.

  • PATRICIA ARAUJO GUERRA
  • Criopreservação e crioterapia de ápices caulinares para limpeza do vírus da murcha (PMWaV) em variedades silvestres do gênero Ananas

  • Data: 18/08/2017
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  • Estratégias de conservação e erradicação de patógenos têm sido propostas para diversas culturas que tenham coleções in vitro e no campo. O ataque de pragas e doenças vem causando perdas significativas em germoplasma do gênero Ananas. Sendo assim, o desenvolvimento e otimização de protocolos de criopreservação e crioterapia de variedades cultivadas e silvestres de abacaxi tornam-se necessárias para conservação desses recursos genéticos. No presente estudo foram utilizadas plantas de abacaxizeiros provenientes de quatro variedades botânicas pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma de Abacaxi (BAG Abacaxi) e dois híbridos oriundos do programa de melhoramento genético do abacaxizeiro da Embrapa Mandioca e Fruticultura. O objetivo geral desse trabalho foi avaliar as condições do material de partida (ápices caulinares) em diferentes tempos de cultivo da planta doadora e sua correlação com as porcentagens de regeneração, assim como, estabelecer um protocolo de crioterapia para remoção do complexo viral da murcha do abacaxizeiro (o PMWaV). Para os estudos do material de partida foi utilizada a técnica de criopreservação já estabelecida para ápices caulinares de abacaxi. Plantas in vitro foram cultivadas por 30, 45 e 60 dias para retirada dos ápices caulinares a serem criopreservados. Foram avaliadas as porcentagens de regeneração em cada tratamento tanto para os grupos controle quanto aos ápices expostos ao nitrogênio líquido, e realizados cortes histológicos para avaliação da anatomia do material de partida. Para os ensaios de crioterapia foram realizados procedimentos de indexação via RT-PCR em dois momentos distintos, antes e depois do congelamento. Os resultados indicaram uma interação entre o tempo de cultivo da planta doadora e os genótipos, influenciando de forma significativa nas porcentagens de regeneração dos ápices caulinares. Os acessos  A. comosus var. comosus (BGA -009), A. comosus var. bracteatus (BGA -119) apresentaram as maiores porcentagens de regeneração com 95 % e 90 %, respectivamente, para o tempo de cultura 30 dias. Os cortes histológicos explicaram o insucesso de alguns tratamentos após o congelamento. Para os BGA-009 e BGA-376 (A. comosus var. parguazensis) a crioterapia foi eficiente na remoção do complexo viral. No entanto, para o BGA-119 o PMWaV-3 foi eliminado em cerca de 83 % das plantas tratadas. Esses resultados são promissores para a melhoria da metodologia de criopreservação e para que a crioterapia possa ser utilizada como metodologia de rotina para a remoção do complexo viral da murcha do abacaxizeiro em germoplasma de abacaxi.

  • BRUNA DE FATIMA BATISTA DA SILVA
  • AVALIAÇÃO CLONAL, ESTRATÉGIAS DE PROPAGAÇÃO E LIMPEZA VIRAL DE ABACAXIZEIRO ORNAMENTAL COM FLORESCIMENTO RECORRENTE

  • Data: 12/06/2017
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  • O híbrido de abacaxi ornamental ORN-MUT apresenta um florescimento recorrente na coroa do fruto formado da planta mãe e pode ser um produto inovador para a floricultura. O presente trabalho teve como objetivos realizar a avaliação clonal e comparar diferentes métodos de propagação deste híbrido, assim como obter matrizes livres de vírus. Realizou-se a caracterização morfológica a partir de descritores quantitativos e qualitativos. Avaliou-se número de mudas e o período de tempo para a sua formação na propagação convencional, por seccionamento do talo, micropropagação convencional e micropropagação por estiolamento. Foi realizado o cultivo in vitro de ápices caulinares para avaliar a remoção do complexo viral (PMWaV) em plantas infectadas e indexadas por RT-PCR. O ORN-MUT mostrou-se distinto dos parentais e apresentou uniformidade de florescimento apenas nos frutos formados antes do florescimento recorrente. As plantas após o florescimento recorrente apresentaram uma desuniformidade no desenvolvimento do sincarpo, com ausência de frutilhos em alguns clones e variação no tempo de florescimento. O híbrido pode ser utilizado como planta de vaso e para paisagismo. Na propagação convencional, o genótipo produziu, em média, 17 mudas/planta em um período de 566 dias (19 meses). A propagação por seccionamento produziu, em média, 2,3 mudas/talo e 47 mudas totais, em 591 dias (20 meses). A micropropagação convencional proporcionou 1.284 plantas após quatro subcultivos, obtendo-se mudas em condições de plantio no campo após 778 dias (26 meses). As hastes estioladas por 60 dias tiveram seu pico de produção (1.224 plantas) no 2º subcultivo e necessitaram de 883 dias (29 meses) para se obter plantas com tamanho adequado para cultivo. As hastes estioladas com 120 dias produziram 935 plantas ao final dos quatro subcultivos, com o pico de produção no 3º subcultivo, ficando aptas ao cultivo após 943 dias (31 meses). Em relação ao cultivo de ápices caulinares, a técnica demonstrou ser eficiente para promover a limpeza do complexo viral PMWaV do abacaxizeiro.

  • DEYSE MARIA DE SOUZA SILVEIRA
  • Micropropagação e conservação in vitro de espécies silvestres de Manihot

  • Data: 27/04/2017
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  • As espécies silvestres de Manihot apresentam uma grande relevância aos programas de melhoramento genético da espécie cultivada, M. esculenta Crantz, uma vez que muitas delas dispõem de melhor qualidade nutricional, tolerância à condições ambientais adversas, assim como resistência a diversas pragas e doenças que acometem a cultura da mandioca. Todavia, essas espécies demostram resistência à propagação, tanto sexuada quanto assexuadamente. Uma solução pertinente a esse impasse consiste na aplicação de técnicas de propagação in vitro, método que baseia-se na multiplicação de plantas utilizando um meio de cultura nutritivo manipulável, as quais são mantidas em ambiente controlado, sob condições assépticas. Além disso, as espécies podem ser conservadas in vitro, em condições de crescimento mínimo, mantendo-se cópias de segurança em laboratório por longos períodos, sem a necessidade frequente de realizar subcultivos. Nessa perspectiva, esse trabalho teve como objetivo contribuir para adequação de protocolos de multiplicação e conservação in vitro à espécies silvestres de Manihot. Para tanto, nos experimentos de multiplicação in vitro, o meio de cultura básico utilizado foi composto pelos sais minerais e vitaminas do MS, suplementado com 25 combinações entre cinco concentrações de benzilaminopurina - BAP e do ácido naftalenoacético - ANA, ambos reguladores a 0 mg L-1; 0,025 mg L-1; 0,05 mg L-1; 0,075 mg L-1 e 0,1 mg L-1. Nos experimentos de conservação in vitro, o meio de cultura 8S foi utilizado como meio básico, variando sua composição com o acréscimo de 25 combinações entre cinco concentrações de paclobutrazol - PBZ (0 mg L-1; 0,10 mg L-1; 0,20 mg L-1; 0,30 mg L-1 e 0,40 mg L-1) e de sacarose (0 g L-1, 5 g L-1, 10 g L-1, 15 g L-1 e 20 g L-1). Quanto aos resultados nos experimentos de multiplicação in vitro, a espécie M. violaceae (Pohl) Müll. Arg. demonstrou-se mais responsiva ao meio MS acrescido de 0,05 mg L-1 de ANA, na ausência de BAP. As melhores respostas para a espécie M. flabellifolia Pohl foram observadas na dose de 0,025 mg L-1 de ANA, também na ausência de BAP. Já para M. pseudoglaziovii Pax & Hoffman, M. chlorosticta Standl. & Goldman e M. pentaphylla Pohl) os melhores resultados foram obtidos na ausência desses fitorreguladores. Nos experimentos de conservação in vitro, cujo objetivo principal é reduzir a taxa de crescimento das plantas, a interação das doses de 0,1 mg L-1 de PBZ e de 5 g L-1 de sacarose revelou um efeito expressivo para a espécie M. pseudoglaziovii Pax & Hoffman); para a M. violacea (Pohl) Müll. Arg., a concentração de 10 g L-1 de sacarose e 0,2 mg L-1 de PBZ em meio 8S apresentou melhores respostas. A espécie M. chlorosticta Standl. & Goldman demonstrou melhor comportamento quando submetida ao tratamento de 0,3 mg L-1 de PBZ e omissão da sacarose. Para os genótipos M. flabellifolia Pohl e M. tristis Müll. Arg. as concentrações utilizadas de sacarose e de PBZ não se mostraram eficientes para conservação in vitro.

  • REISANE TELES SANTIAGO
  • Técnicas de cultivo in vitro em auxílio à obtenção de tangerineiras triplóides e propagação de porta-enxertos de citros

  • Data: 25/04/2017
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  • Técnicas de cultivo in vitro constituem importantes ferramentas de apoio à obtenção e propagação de variedades de citros, copa e porta-enxertos. O objetivo deste trabalho foi obter variedades triploides de tangerineiras e propagar porta-enxertos de interesse agronômico por meio do cultivo in vitro, empregando meio de cultura Wood Plant Medium - WPM. Relativamente à obtenção de triploides, foram realizados dois experimentos, nos municípios baianos de Cruz das Almas e de Mucugê, um baseado em frutos de polinizações abertas das variedades Ortanique, Clemenules, Montenegrina, Nova, Piemonte, Page, Dancy, Fremont, Ellendale, Fortune, Span Americana, Murcott, Kincy, Swatow e África do Sul, e outro considerando frutos de cruzamentos controlados tendo como parentais femininos ‘Nova’, ‘Fortune’ e ‘Ortanique’ e como parentais masculinos ‘Page’, ‘Montenegrina’, ‘Swatow’, ‘Fremont’ e ‘Kincy’. Os frutos provenientes tanto das polinizações naturais como dos cruzamentos controlados foram levados ao Laboratório de Cultura de Tecidos da Embrapa Mandioca e Fruticultura, onde as sementes foram removidas, estas foram inoculadas em tubos de ensaio contendo aproximadamente 10 mL de meio de cultivo WPM e levadas à sala de crescimento. Quando as plantas atingiram cerca de 60 dias, amostras de folhas foram retiradas para quantificação do DNA por meio da técnica de citometria de fluxo, de acordo com a metodologia descrita por Dolezel et al. (2007), com modificações. A maior frequência de triploides foi obtida em Mucugê, num total de 12 indivíduos: sete provenientes de polinizações controladas e cinco de polinizações abertas. Em Cruz das Almas obteve-se apenas um triploide, oriundo de polinização aberta da variedade Kincy. A ‘Ortanique’ destacou-se pelo seu maior potencial de produção de triploides. Sementes de menor tamanho e pouco desenvolvidas apresentaram maior capacidade de geração de triploides que as sementes normais. O ambiente de Mucugê, que tem maior altitude e temperaturas mais baixas, favoreceu a formação de triploides. Em relação à propagação de porta-enxertos mediante cultivo in vitro, foi realizado experimento com dez híbridos introduzidos ou obtidos pelo Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura: citrandarins ‘San Diego’, ‘Indio’ e ‘Riverside’, tangerineira ‘Sunki Tropical’, LRF x (LCR x TR) - 005, HTR - 051, HTR - 069, TSKC x (LCR x TR) - 059, LCR x TR - 001 e TSK x TRBK - Colômbia. Segmentos nodais de plantas matrizes dos dez genótipos, com aproximadamente 1 cm de comprimento, foram inoculados em frascos de vidro contendo 50 mL do meio WPM. Aos 150 dias de cultivo, procedeu-se ao subcultivo dos explantes em novo meio de cultura. O número de plantas formadas por explante foi avaliado aos 180 dias após a inoculação. Os dados obtidos foram submetidos ao teste F da análise de variância e as médias agrupadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. O meio WPM mostrou-se adequado à micropropagação dos genótipos estudados, particularmente do citrandarin ‘Indio’ e dos híbridos TSKC x (LCR x TR) - 059 e TSK x TRBK - Colômbia. Ajustes no meio WPM são necessários para melhorar a eficiência da micropropagação da tangerineira ‘Sunki Tropical’ e dos híbridos LRF x (LCR x TR) - 005 e LCR x TR - 001.

  • MANASSES DOS SANTOS SILVA
  • Estratégias visando maximizar a eficiência na produção de sementes de banana, em suporte ao melhoramento genético

  • Data: 06/03/2017
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  • O desenvolvimento de cultivares de bananas resistentes a pragas e doenças e com características agronômicas alinhadas às demandas de mercado é considerado a alternativa mais sustentável para o agronegócio da fruta no Brasil. A Embrapa Mandioca e Fruticultura possui o único programa de melhoramento genético de bananas e plátanos do Brasil (PMGBP) que tem como objetivos desenvolver novas cultivares a partir da hibridização entre cultivares comerciais tri- e tetraploides e diploides melhorados ou selvagens, tendo como resultado a produção de sementes destinadas à germinação in vitro, a partir do resgate dos embriões. A dificuldade de obtenção de sementes via cruzamentos em bananeira vem aumentando o interesse em pesquisas sobre a germinação in vitro de embriões. Em função do exposto, esse trabalho teve por objetivos realizar um levantamento histórico sobre a produção de sementes do PMGBP entre os anos de 1996 e 2016, assim como estabelecer estratégias para a técnica de resgate e cultivo in vitro de embriões, por meio de um guia ilustrado para a classificação das sementes e embriões e da aplicação de ácido giberélico (GA3) visando reduzir o tempo de germinação. O levantamento histórico e as informações referentes à produção de sementes utilizados nesse estudo foram originados de documentos e arquivos eletrônicos pertencentes ao PMGBP da Embrapa Mandioca e Fruticultura. A elaboração do guia ilustrado, que detalha todas as etapas do resgate e cultivo in vitro de embriões zigóticos de banana, assim como a proposta de uma escala ilustrada de atualização para a classificação de sementes e embriões de banana foi desenvolvida visando auxiliar os programas de melhoramento genético de Musa spp.. Sementes de cinco cruzamentos entre diploides foram embebidas em solução contendo água e ácido giberélico (GA3) nas seguintes concentrações: 5, 10, 15 e 20 ppm por 24 horas, sendo excisadas por meio de um corte longitudinal para a retirada do embrião e cultivo do mesmo em meio MS. As variáveis analisadas foram: número de dias para início da germinação (NIG); porcentagem de germinação dos embriões (%); tempo médio de germinação (TMG); índice de velocidade de germinação (IVG); altura da planta (ALP, mm); número de folhas (NFL); diâmetro do pseudocaule (DPC, mm); comprimento da raiz (CRA, mm); teor de massa fresca (TMF, g); e teor de massa seca (TMS, g). Durante o período de janeiro de 1996 a março de 2016 houve uma produção de 189.865 sementes oriundas de cruzamentos envolvendo genótipos di-, tri- e tetraploides desenvolvidos pelo PMGB da Embrapa. No que diz respeito a influência do ambiente na produção de sementes sugere-se concentrar o número de cruzamentos nos meses de março a junho de cada ano, devido à maior probabilidade de se obter sementes, e evitar os meses de outubro a dezembro devido à baixa produção de sementes. Foi proposto um guia ilustrado para classificar os tipos mais comuns de anomalias observadas no endosperma e no embrião a partir de duas escalas, sendo a primeira associada com a presença e ausência de embrião e endosperma e a segunda associada com a normalidade dos embriões. A embebição de sementes de bananeira por 24 horas em GA3 na concentração de 15 ppm promoveu 20% de aumento nas taxas de germinação dos embriões zigóticos de bananeira quando em comparação com o controle sem o regulador de crescimento vegetal.

2016
Descrição
  • ORJANA SANTOS LIMA
  • Caracterização, seleção e avaliação clonal de novos híbridos de abacaxi ornamental com ênfase em hastes sinuosas e frutos negros

  • Data: 19/08/2016
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  • A fruticultura ornamental tem grande potencial para geração de produtos inovadores para o segmento da floricultura...

  • IRLAN SILVA DE ALMEIDA
  • Desempenho produtivo e fisiológico de linhagens de mamoneira sob sistema irrigado e de sequeiro

  • Orientador : DEOCLIDES RICARDO DE SOUZA
  • Data: 27/07/2016
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  • Desempenho produtivo e fisiológico de linhagens de mamoneira sob sistema irrigado e de sequeiro

2014
Descrição
  • JAMILE DA SILVA OLIVEIRA
  • Potencial alelopático em girassol e em braquiária

  • Orientador : CLOVIS PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 21/02/2014
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  • Potencial alelopático em girassol e em braquiária

2013
Descrição
  • MARIANA PEREIRA DE SOUSA SODRÉ
  • Biologia floral e reprodutiva de Uebelmannia pectinifera Buining (Cactaceae): estratégicas para a sua conservação

  • Orientador : LIDYANNE YURIKO SALEME AONA PINHEIRO
  • Data: 28/02/2013
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  • Biologia floral e reprodutiva de Uebelmannia pectinifera Buining (Cactaceae): estratégicas para a sua conservação

2011
Descrição
  • RICARDO JOSUE MACIA
  • CONSERVAÇÃO IN VITRO DE CULTIVARES DE MANDIOCA
    (MANIHOT ESCULENTA CRANTZ)

  • Data: 28/01/2011
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  • O estabelecimento de bancos in vitro é uma estratégia a ser considerada na conservação de germoplasma de mandioca (Manihot esculenta Crantz). O objetivo deste trabalho foi avaliar condições de crescimento mínimo a partir do uso de agentes osmóticos. O trabalho foi conduzido no laboratório de cultura de tecidos da Embrapa Mandioca e Fruticultura (CNPMF). Foram realizados dois estudos que tiveram como fonte de explantes, meristemas apicais e laterais oriundos de acessos do BAG mandioca. No primeiro estudo foram utilizados 4 cultivares (BGM 0036, BGM 0043, BGM 0116, e BGM 0555) a fim de se avaliar o efeito das concentrações de sacarose (0, 10, 20, 40 e 80 g.L-1 ) no crescimento das plantas. O meio de cultura básico foi o “8S” (Sais do MS + 1 mg.L-1 de tiamina + 100 mg.L-1 de inositol + 0,01 mg.L-1 de ANA + 0,02 mg.L-1 de BAP + 0,1 mg.L-1 de GA3). Os melhores resultados foram obtidos com as concentrações de 10 e 20 g.L-1 de sacarose considerando todas as variáveis analisadas. A concentração de 40 g.L-1 induziu maior crescimento na maioria dos acessos com exceção do BGM 0116. O BGM 0043 foi mais eficientes na retenção de folhas ao duramte 12 meses de conservação. O segundo estudo constou de dois experimentos, em ambos os casos usou-se o BGM 1660, considerando o uso de duas concentrações de sacarose (0 e 20 g.L-1) e três de manitol ou, sorbitol (0, 5 e 10 g.L-1 ) isoladas e em combinações. A ausência de sacarose afetou o crescimento e desenvolvimento das plantas. O manitol mostrou um efeito redutor de crescimento mais acentuado que o sorbitol. A concentração de 10 g.L-1 de ambos os açúcares inibiu o crescimento de forma crítica, O tratamento com 20 g.L-1 de sacarose, sem manitol ou sorbitol promoveu o melhor resultado, nas condições estabelecidas o BGM 0043 teve melhores respostas na maioria das concentrações.

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