Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRB

2020
Descrição
  • ANDREZZA GRASIELLY COSTA
  • CARACTERIZAÇÃO DA MANIPUEIRA E SUA UTILIZAÇÃO PARA A PRODUÇÃO DO COENTRO 'VERDÃO' E DA PIMENTA 'BIQUINHO'

  • Data: 28/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • – A cultura da mandioca apresenta elevada importância socioeconômica e alimentar, principalmente para agricultores de base familiar que destinam a maior parte da produção para a fabricação de farinha. Esta atividade causa diversos inconvenientes, devido aos resíduos gerados durante o processamento da raiz. O resíduo líquido, denominado manipueira, configura-se como o principal problema da cadeia produtiva, por apresentar elevada carga orgânica e presença de ácido cianídrico tóxico (HCN) ao ambiente. A composição da manipueira varia com o teor de HCN da raiz, cultivar de mandioca, diferentes condições de crescimento, escalas de processamento e métodos de extração. Nesse contexto, o presente trabalho se propôs a caracterizar a manipueira de acordo com as cultivares de mandioca e aipim e com as condições de cultivo relativas ao solo, além de avaliar o potencial para sua utilização na produção do coentro 'Verdão' e da pimenta 'Biquinho', em substituição ao esterco bovino ou à adubação mineral. Para tanto, foram selecionadas as principais cultivares utilizadas para fabricação de farinha pelos agricultores do Município de São Felipe, Bahia, Brasil ('Salangó Preta’, ‘Cigana’, ‘Platina’, ‘Eucalipto’, ‘Graveto’, ‘Milagrosa’, ‘Cidade Rica’ e ‘Correnteza’), além de cultivares desenvolvidas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (‘Kiriris’, ‘Formosa’ e ‘Poti Branca’). A seguir, foram coletadas amostras de raízes dessas cultivares, para caracterização da manipueira, e de solo, para realização de análises físicas e químicas. Na sequência realizou-se o cultivo do coentro 'Verdão' e da pimenta 'Biquinho' para avaliar o potencial promissor do efluente no rendimento das culturas, em casa de vegetação do Núcleo de Engenharia de Água e Solo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cruz das Almas, Bahia, Brasil. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística descritiva, univariada e multivariada. Os atributos das manipueiras de diferentes cultivares de mandioca e aipim apresentaram baixa e média variabilidade. Manipueira de alta qualidade foi obtida das cultivares 'Graveto' e 'Eucalipto', média de 'Salangó Preta', 'Platina', 'Milagrosa', ‘Correnteza’, ‘Cidade Rica’ e ‘Formosa’ e baixa de ‘Cigana’, ‘Kiriris’ e ‘Poti Branca’. A condutividade elétrica revelou-se um indicador de qualidade nutricional de manipueiras de origens diversas na região. Alta ou muito alta variabilidade de atributos químicos do solo ocorreu em áreas de produção de mandioca e aipim sob diferentes manejos. As diferentes condições de cultivo e de fertilidade química do solo não foram determinantes da qualidade da manipueira. Os maiores rendimentos do coentro ‘Verdão’ foram obtidos com a aplicação de manipueira em conjunto com esterco bovino, sendo que a aplicação de 45 m³ ha-1 de manipueira, na presença de esterco bovino, proporcionou maiores área foliar, massa fresca da parte aérea e suculência da parte aérea. A aplicação isolada de manipueira, na dose de 150 m3 ha-1 , proporcionou produtividade da pimenta 'Biquinho' equivalente à obtida com a aplicação de 100 % da adubação mineral recomendada para essa cultura, permitindo assim a substituição parcial ou total dessa adubação pela manipueira.

  • GERLANGE SOARES DA SILVA
  • DEMANDA HÍDRICA DE CACAUEIRO IRRIGADO E CONDUZIDO A PLENO SOL EM TABULEIRO COSTEIRO DO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Orientador : FRANCISCO ADRIANO DE CARVALHO PEREIRA
  • Data: 12/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • O manejo eficiente da água é extremamente importante para o
    desenvolvimento de cacaueiro, pois a limitação no solo reduz a sua produtividade.
    Razão pela qual, se faz necessário o conhecimento da demanda hídrica da
    cultura. Portanto, objetivou-se determinar a demanda de água pela cultura do
    cacau, utilizando como método de medida, lisímetro de pesagem baseado em
    quatro células de carga e, caracterizar a distribuição espacial da condutividade
    hidráulica saturada em Latossolo Amarelo Distrocoeso do Tabuleiro Costeiro do

    Recôncavo da Bahia. Na área experimental de 4.868,9 m2 do Programa de Pós-
    Graduação em Engenharia agrícola da Universidade Federal do Recôncavo da

    Bahia em Cruz das Almas, foram cultivadas 530 plantas da variedade CCN 51,
    espaçadas em três metros e irrigadas pelo sistema de microaspersão. No centro
    da área, uma das plantas foi cultivada em um lisímetro de pesagem de 1,44 m de
    superfície, e nela foi monitorado o consumo de água da cultura, no período de 1
    de janeiro de 2017 a 30 de dezembro de 2017. Realizou-se a calibração do
    conjunto lisimétrico com o objetivo de avaliar erros de medidas atribuídos a esse
    instrumento e sua adequação a determinação da demanda hídrica da cultura do
    cacau. Os dados foram coletados utilizando um datalogger programado para
    efetuar leituras a cada 01 segundo, com armazenamento das médias de 15
    minutos. Realizou-se a calibração entre 3:00 e 5:00 horas da manhã, com
    adição/retirada de massas conhecidas em intervalos de 02 minutos; por meio da
    regressão linear entre o sinal elétrico em mV e as massas em kg, obteve-se a
    curva de calibração e posteriormente foram calculados os erros de medidas e o
    funcionamento do lisímetro. Os coeficientes de determinação das curvas de
    calibração foram superiores a 0,9, e os erros absolutos, incerteza, histerese,
    repetitividade e a exatidão do instrumento foram respectivamente 0,179 kg e -
    0,044 kg; 0,077 kg; 0,031 kg e 0,044 kg e de 0,1 kg mostraram não interferir no
    cômputo da demanda hídrica do cacau, comprovando que o instrumento de
    medidas afere com exatidão a evapotranspiração da cultura (ETc). Após essa
    análise, e com o objetivo de avaliar a demanda hídrica de plantas jovens de cacau
    cultivadas em campo, determinando a ETc e o coeficiente de cultivo (Kc) durante
    o ciclo de crescimento e produção; as medidas foram realizadas diariamente,
    sendo a ETc determinada pelo balanço de massa e o Kc pela razão da ETc e

    evapotranspiração de referência (ETo) calculada com a equação Penman-
    Monteith. A taxa anual da ETc foi de 800,68 mm com média diária de 3,8 mm e o

    Kc médio de 0,92. A demanda hídrica de plantas jovens de cacau mostrou o
    quanto exigente em água a cultura é, sendo que nas fases de crescimento e
    maturação fisiológica do fruto a ETc foi maior em relação as fases de floração,
    desenvolvimento e enchimentos do fruto. Realizou-se ainda, estudos para avaliar
    os atributos físico-hídricos, com objetivo de caracterizar e modelar a variabilidade
    espacial da condutividade hidráulica saturada (K0). Nesse estudo foi realizada

    amostragem de solo na estrutura indeformada em 50 pontos espaçados de 8,0
    em 8,0 m, em três profundidades 0,0-0,15 m, 0,15-0,30 m e 0,30-0,45 m.
    Determinou-se em laboratório a K0 utilizando permeâmetro de carga constante,
    distribuição de poros utilizando mesa de tensão e a densidade do solo. Os valores
    médios da K0 nas profundidades avaliadas foram respectivamente 40,41 mm h-1
    ,
    26,49 mm h-1 e 37,82 mm h-1 e o modelo gaussiano foi o que melhor se ajustou ao
    conjunto de dados. A K0 apresentou forte dependência espacial, sendo um
    atributo importante na delimitação de zonas homogêneas para fins de manejo
    sítio específicos.

  • LEANDRO FERREIRA DA COSTA
  • PRODUÇÃO E QUALIDADE DA COUVE-FLOR COM ÁGUAS SALOBRAS EM HIDROPONIA

  • Orientador : TALES MILER SOARES
  • Data: 11/02/2020
  • Mostrar Resumo
  • O uso de águas salobras no cultivo hidropônico de hortaliças no Semiárido pode assegurar a produção de alimentos e melhorar a qualidade de vida regional. Assim, surge o interesse de estudar a inserção de culturas de alto valor nutricional, alta demanda de mercado e que sejam adaptadas às condições locais, como é o caso da couve-flor, que conta com cultivares híbridas tolerantes ao calor. Neste sentido, o objetivo do trabalho foi avaliar o consumo hídrico, o crescimento, a produção e a qualidade da couve-flor submetida a diferentes níveis de condutividade elétrica da solução nutritiva em condições hidropônicas. O trabalho foi composto por dois experimentos (Exp. I e II) em delineamento experimental com blocos casualizados, com seis repetições. No Exp. I foi utilizado o esquema fatorial 6 x 2 em parcelas subdivididas, que consistiu de seis níveis de condutividade elétrica da solução nutritiva ponderada no tempo (CEsol 1,4; 2,6; 3,5; 4,6; 5,4 e 6,7 dS m-1) nas parcelas principais e três cultivares de couve-flor (‘Piracicaba de Verão’, ‘Sabrina’ e ‘SF1758’) nas subparcelas, cultivadas dentro do mesmo canal hidropônico. No Exp. II foi utilizada apenas a cv. ‘SF1758’, que foi submetida a seis níveis de CEsol (1,4; 4,6; 6,7; 7,4; 9,1 e 11,2 dS m-1). No Exp.I avaliou-se as seguintes variáveis: área foliar, altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas, massas de matéria fresca e seca das folhas e da parte aérea, tolerância à salinidade, precocidade de colheita, massa de matéria fresca da inflorescência, diâmetro e altura da inflorescência, consumo hídrico e eficiência do uso da água. No Exp. II foram avaliadas as mesmas variáveis, exceto a tolerância à salinidade e a precocidade de colheita. No Exp. I o consumo hídrico, a área foliar e a massa fresca da inflorescência foram as variáveis mais afetadas pelo incremento da CEsol. A eficiência do uso da água das folhas e da inflorescência não foi influenciada significativamente pela CEsol, com médias de 17,53 e 37 g L-1, respectivamente. A cv. ‘SF1758’ obteve maior limiar de tolerância à salinidade (dS m-1), enquanto as cultivares ‘Piracicaba de Verão’ e ‘Sabrina’ foram semelhantes entre si. Para o Exp. II todas as variáveis foram afetadas pelo incremento da CEsol, como a massa de matéria fresca da inflorescência e o consumo hídrico, que tiveram reduções de 3,91 e 2,7% por aumento unitário da CEsol, respectivamente. A eficiência do uso da água da massa fresca das folhas não foi influenciada significativamente pela CEsol. Considerando a dupla finalidade da couve-flor, a salinidade prejudicou menos a produção de folha do que a da inflorescência.

2019
Descrição
  • IRAI MANUELA SANTANA SANTOS
  • RELAÇÕES HÍDRICAS DA ATEMÓIA NO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO

  • Orientador : LUCAS MELO VELLAME
  • Data: 29/08/2019
  • Mostrar Resumo
  • A utilização racional de água na prática da irrigação tem levado pesquisadores a desenvolverem métodos mais diretos de medida para determinar com maior exatidão o consumo de água por uma cultura. A atemoieira é uma planta que se adapta bem às condições tropicais e subtropicais, no entanto, sua exploração na região Nordeste ainda é pouco realizada devido à escassez de informações técnico-científicas que subsidiem o sistema produtivo da cultura. O objetivo do trabalho foi quantificar as relações hídricas de duas variedades de atemóia em cultivo irrigado, relacionando a transpiração com o desenvolvimento, área foliar e demanda evaporativa da atmosfera. Para isso, o estudo foi constituído de duas etapas: a primeira que teve como objetivo calibrar a sonda de dissipação térmica para estimativa do fluxo de seiva para a cultura; e a segunda que teve como objetivo avaliar o método da sonda de dissipação térmica na estimativa do fluxo de seiva em duas variedades de atemóia, cultivadas sob diferentes sistemas de cultivo e idades, e relacionar esse fluxo com a área foliar e a demanda evaporativa da atmosfera, na região do Submédio São Francisco. Os experimentos foram realizados no campo experimental da Universidade do Estado da Bahia e do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável, localizados no município de Juazeiro-BA. O primeiro estudo foi conduzido com plantas de atemóia, em fase inicial de desenvolvimento, transplantadas para vasos de 21,5 litros. Os vasos foram dispostos em plataformas de pesagem que funcionaram como lisímetros. Determinou-se o fluxo de seiva pelo método da sonda de dissipação térmica, utilizando sondas de 1 cm de comprimento considerando a área de seção efetiva do xilema que conduz a seiva bruta. O coeficiente angular da equação de Granier foi ajustado pela minimização dos desvios absolutos entre o fluxo de seiva acumulado do dia e a transpiração diária medida pelo lisímetro. Com os resultados verificou-se que modificando o coeficiente angular da equação geral de Granier o desvio médio em relação às medidas lisimétricas foi de 7,6%. O segundo experimento foi instalado em pomares de atemóia (jovem e adulto), cultivados sob sistema orgânico e convencional, sendo utilizadas as variedades Gefner e African Pride. Determinou-se a transpiração das ix plantas através de sondas de dissipação térmica, o crescimento das plantas (área foliar e diâmetro de caule) e as variáveis meteorológicas obtidas de uma estação meteorológica localizada próximo à área experimental. Os dados obtidos foram relacionados por meio de regressões, buscando estabelecer as relações existentes entre os fatores de estudo. Como resposta, a relação fluxo de seiva e área foliar não apresentou linearidade em todo o ciclo de desenvolvimento da atemóia em ambas as variedades e condições de cultivo. A estimativa do fluxo de seiva a partir do produto da área foliar da planta e da evapotranspiração de referência pode ser utilizada no planejamento da irrigação de plantas de atemóia desde que sejam considerados os limites de área foliar em que essa relação ocorre em cada variedade em estudo. 

  • EVELLYN FREIRE DA SILVA
  • CONDUTIVIDADE HIDRÁULICA NÃO SATURADA DE ARGISSOLO AMARELO DISTROCOESO: MÉTODO DO PERFIL INSTANTÂNEO

  • Orientador : LUCIANO DA SILVA SOUZA
  • Data: 31/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • A condutividade hidráulica é um atributo importante para projetos de irrigação, drenagem e conservação do solo e da água, por expressar a facilidade com que um solo conduz água em profundidade, sendo fortemente influenciada pela presença de camadas subsuperficiais adensadas, reduzindo a dinâmica da água no perfil de solo. Com isso, esse trabalho teve por objetivo a determinação da condutividade hidráulica em condição saturada e não saturada de um Argissolo Amarelo Distrocoeso situado em Tabuleiro Costeiro no Município de Cruz das Almas, BA, pelo método do perfil instantâneo, visando identificar as camadas que limitam a condução de água nesse solo e determinar as funções K(θ) para cada profundidade. O experimento foi conduzido na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em área sob pastagem, na qual foi instalada a parcela experimental para determinação da condutividade hidráulica. Foram instalados tensiômetros de mercúrio nas profundidades de 0,10; 0,20; 0,30; 0,40; 0,50; 0,60; 0,70; 0,80; 0,90 e 1,00 m para monitoramento do potencial mátrico e do gradiente de potencial total da água nessas mesmas profundidades. A umidade correspondente a cada potencial mátrico foi estimada por meio de curvas de retenção ajustadas para tais profundidades. A condutividade hidráulica saturada foi menor nas profundidades 0,3 e 0,8m do Argissolo Amarelo Distrocoeso. A existência de camadas adensadas, típica de solos de Tabuleiros Costeiros, retardou a condução e movimentação de água no solo. A determinação da condutividade hidráulica não saturada pelo método do perfil instantâneo permitiu avaliar as diferenças que ocorrem na estrutura do perfil do solo, bem como possíveis alterações na sua estrutura, como redução da porosidade total e distribuição do tamanho dos poros, os quais foram responsáveis pela redução da condutividade hidráulica do solo avaliado. O método do perfil instantâneo a campo não permitiu avaliar corretamente a função K(θ) para umidades do solo próximas à saturação. A declividade da curva de ln K versus θ foi menor na profundidade de 0,70 m, indicando menor diminuição de K com a redução de θ. Em escala crescente situaram-se as profundidades de 0,60, 0,80, 0,50, 0,20, 0,30, 0,90 e 0,40 m, esta última apresentando a maior diminuição de K com a redução de θ.

  • GISELLE DA CRUZ DE ALMEIDA
  • FLUXO DE SEIVA E EVAPOTRANSPIRAÇÃO DO MARACUJAZEIRO SOB DIFERENTES TIPOS DE PROPAGAÇÃO E POTENCIAL DE ÁGUA NO SOLO

  • Orientador : LUCAS MELO VELLAME
  • Data: 30/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • O maracujazeiro, por ser uma cultura de alta importância no país, principalmente na região nordeste, e por demandar quantidades significativas de água durante seu ciclo produtivo, requer estudos mais aprofundados que favoreçam um manejo mais eficiente da irrigação. Portanto, o presente trabalho teve como objetivos: i - Estudar as relações hídricas da cultura do maracujazeiro sob quatro fontes de variação: Propagado de forma sexuada e assexuada; e sob dois manejos de irrigação: Potencial matricial retornando a - 0.1 atm e potencial matricial retornando a -0.2 atm após o evento de irrigação. ii – avaliar o Método da Razão de Calor para a cultura do Maracujazeiro. O estudo foi conduzido com a cultivar BRS Gigante amarelo cultivado em estufa agrícola, na área experimental do Núcleo de Engenharia de Água e Solo, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Município de Cruz das AlmasBA. O método de irrigação utilizado é o gotejamento com turno de rega de dois dias. As variáveis monitoradas serão: Fluxo de seiva; potencial de água no solo; e demanda evaporativa da atmosfera. O Fluxo de seiva será monitorado continuamente pelo método da razão de calor, que consiste em uma técnica melhorada onde utiliza o calor como marcador da seiva. e com sensores portáteis em horários fixos. A umidade do solo será monitorada através de sensores de TDR instalados a 0,20m do caule da planta e a 0,25m de profundidade. As variáveis meteorológicas serão obtidas da estação instalada dentro da área experimental, que fornecerá dados de radiação, temperatura máxima, mínima e média e umidade relativa do ar. Os dados obtidos serão relacionados buscando estabelecer índices que permitam quantificar o consumo e o status hídrico do maracujazeiro. Objetivou-se com este trabalho estabelecer as relações hídricas para a cultura, a fim de melhorar o manejo da irrigação, bem como conhecer suas peculiaridades em relação à forma de propagação e diferentes potenciais de água no solo

  • BENEDITO RIOS DE OLIVEIRA
  • Desempenho agronômico do mamoeiro irrigado sob diferentes densidades de plantas e cobertura do solo. 

  • Data: 26/07/2019
  • Mostrar Resumo
  • Na agricultura moderna há uma demanda crescente por tecnologias que permitam produzir alimentos utilizando cada vez menos recursos, sejam eles, naturais, humanos ou financeiros. O objetivo deste trabalho é avaliar a necessidade de água, o crescimento e a produtividade de mamoeiro irrigado cultivado com e sem mulch plástico, em diferentes espaçamentos de plantio. O experimento foi conduzido na área experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada no município de Cruz das Almas, Bahia. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com esquema de parcelas subdivididas, com oito tratamentos e quatro repetições. A unidade experimental foi composta por uma fileira de plantas contendo seis plantas, das quais cinco úteis. A parcela experimental foi composta por duas condições de cobertura do solo: com e sem uso de mulch plástico. Na subparcela foram estudados quatro espaçamentos D1= 3,5 x 1,7 m em fileiras simples; D2= 3,5 x 1,0 m fileira simples D3= 3,5 x 2,5 m com duas plantas por covas sentido longitudinal; D4 = 3,5 x 2,0 m com duas plantas por cova em sentido transversal em relação a linha de plantio. Foram realizadas análises biométricas de crescimento, durante o desenvolvimento das plantas. Avaliações de distribuição radicular, produção e de qualidade dos frutos, foram realizadas durante a colheita. Os dados coletados foram submetidos a análise de variância. O mamoeiro com o uso de mulch plástico apresentou maior número de folhas. A altura do mamoeiro foi influenciada pelo espaçamento de plantio e uso de mulch plástico aos 90 dias após o plantio. As plantas com a densidade de 2.857,14 plantas ha-1 com duas plantas na transversal apresentaram maior peso de frutos. A maior produtividade do mamão 59.202 t ha-1, foi na densidade de plantio de 2.857,14 plantas ha-1 , espaçadas a 3,5 x 2,0 m em fileira simples com duas plantas por covas. O uso de mulch plástico não interferiu significativamente na produtividade do mamoeiro cv. Tainung n1. Observou-se que houve maior número e expansão raízes próximo do bulbo molhado e que não houve influência dos tratamentos sobre a profundidade efetiva do sistema radicular.

  • MONIKUELLY MOURATO PEREIRA
  • FREQUÊNCIA E DOSES DE BIOFERTILIZANTE VIA FERTIRRIGAÇÃO NO CULTIVO DA BANANEIRA E SUA RELAÇÃO COM OS ATRIBUTOS DO SOLO

  • Data: 28/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • O uso de biofertilizante tem se tornado uma prática crescente em todo o Brasil, principalmente devido à busca por insumos que possibilitem um aumento no crescimento e produtividade na agricultura com uma redução no impacto ambiental e no custo para o produtor. Dois experimentos foram realizados com as variedades de banana ‘Grande Naine’ (AAA) e ‘BRS Platina’ (AAAB), nas condições climáticas do município de Cruz das Almas-BA. O experimento I teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de frequências e doses de biofertilizante via fertirrigação por gotejamento, nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, produtividade e qualidade de frutos da bananeira ‘Grande Naine’. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 3 x 5. Os tratamentos consistiram em três frequências de aplicação (F1=15, F2=30 e F3=45 dias) e cinco doses do biofertilizante ‘Vairo’ (0, 100, 180, 280 e 375 mL planta-1), totalizando 15 tratamentos com três repetições, com seis plantas úteis por tratamento. O experimento II teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de doses do biofertilizante via microaspersão nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, produtividade e qualidade de frutos da bananeira ‘BRS Platina’. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados. Os tratamentos consistiram em cinco doses do biofertilizante ‘Vairo’ (0, 100, 180, 280 e 375 mL planta-1 mês-1), com dez plantas úteis por tratamento. Nos dois experimentos os atributos avaliados foram físicos: estabilidade de agregados, densidade do solo, porosidade total, macro e microporosidade e condutividade hidráulica saturada; Químicos: potencial hidrogeniônico em água, fósforo (Mehlich-1), potássio, cálcio, magnésio, sódio, acidez potencial, soma de bases, capacidade de troca catiônica, saturação por bases e matéria orgânica do solo; Biológicos: carbono da biomassa microbiana, respiração basal do solo e quociente metabólico. As variáveis de qualidade do fruto foram: massa da penca; número de frutos, massa de fruto, comprimento de fruto, diâmetro do fruto, índice de alongamento, massa da polpa, relação polpa/casca, rendimento da polpa, diâmetro da polpa, espessura da casca, acidez titulável, sólidos solúveis totais, potencial hidrogeniônico e umidade. As variáveis de produção foram: massa do cacho, massa da penca, número de frutos, número de pencas, comprimento médio do fruto, diâmetro médio do fruto, número de folhas, produtividade da penca e produtividade do cacho. A dose de 375 mL planta-1 na frequência de 15 dias proporcionou menor valor de densidade de solo no cultivo da bananeira ‘Grande Naine’ fertirrigado via gotejamento. Os atributos físicos não foram influenciados pelas doses de biofertilizante no cultivo da ‘BRS Platina’ fertirrigada via microaspersão. A dose de 166 mL planta-1 maximizou o carbono da biomassa microbiana do solo cultivado com a cv. BRS Platina. Os atributos químicos do solo não foram influenciados pelas doses de biofertilizante no cultivo da ‘BRS Platina’ fertirrigada via microaspersão. As combinações das frequências de aplicação e doses do biofertilizante ‘Vairo’ por fertirrigação via gotejamento não mostraram efeito sobre os atributos de qualidade dos frutos para o 1º ciclo de cultivo da bananeira ‘Grande Naine’. A produção não foi afetada pelas freqüências de aplicação e doses de biofertilizante no cultivo de 'Grande Naine' fertirrigada via gotejamento.

  • MAIRTON GOMES DA SILVA
  • “Estudo da temperatura da solução nutritiva sob diferentes condições de cultivo do coentro hidropônico”

  • Data: 28/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Nas regiões áridas e semiáridas a água é um recurso cada vez mais escasso, sendo o cultivo hidropônico apontado como técnica mitigadora para essa realidade, especialmente, quando de dispõe de águas salobras, pois na hidroponia a resposta das plantas à salinidade pode ser melhor do que no solo. Diante do exposto, a pesquisa foi composta de quatro experimentos com o coentro em condições hidropônicas. Os dois primeiros experimentos foram conduzidos entre maio e junho de 2016 (outono) em delineamento inteiramente casualizado e entre março e abril de 2017 (verão-outono) em blocos casualizados, no esquema fatorial 2 x 3 e parcelas subdivididas. Nas subparcelas duas cultivares de coentro (‘Tabocas’ e ‘Verdão’) foram cultivadas dentro do mesmo canal hidropônico sob duas lâminas de solução nutritiva (0,02 e 0,03 m) em interação com três intervalos de recirculações (0,25; 12 e 24 h). Os outros dois experimentos foram conduzidos entre janeiro e fevereiro (verão) e junho e julho (outono-inverno) de 2018, no delineamento experimental em blocos casualizados. No verão foram testados 10 tratamentos em parcelas subdivididas, sendo as parcelas principais (cinco tratamentos) constituídas das seguintes combinações: temperaturas das soluções nutritivas ‘ambiente’ (sem controle) e constante a 32 ºC com o uso de água doce, com condutividade elétrica (CEa) de 0,3 dS m-1; temperaturas ‘ambiente’, a 30 e a 32 ºC com o uso de água salobra (CEa 6,5 dS m-1). Nas subparcelas duas cultivares de coentro (‘Tabocas’ e ‘Verdão’) foram cultivadas dentro do mesmo canal hidropônico. No outono-inverno os tratamentos foram distribuídos em esquema fatorial 2 x 2: duas temperaturas da solução (‘ambiente’ e constante a 30 ºC) e dois níveis de CEa (0,3 e 6,5 dS m-1), sendo cultivada apenas a cv. ‘Verdão’. Em geral, o coentro cv. ‘Verdão’ mostrou-se mais tolerante às variações climáticas, sobretudo, quando as plantas foram cultivadas em canais com lâmina de 0,02 m e soluções recirculadas a cada 0,25 h nos experimentos de outono e verão-outono. As variáveis de crescimento e produção do coentro tiveram maior redução sob os intervalos de 12 e 24 h em relação ao de 0,25 h do que pelas lâminas nos canais de cultivo; essas reduções foram mais drásticas no experimento de verão-outono para cv. ‘Tabocas’, afetando a qualidade das plantas. Sob as condições de estresse salino e temperaturas das soluções no experimento de verão, a cv. ‘Verdão’ destacou-se com maiores taxas de crescimento e produção em relação à cv. ‘Tabocas’. É possível o cultivo do coentro em temperatura da solução até 30 ºC com e/ou sem estresse salino. Isoladamente, sob estresse salino o coentro foi afetado mais drasticamente do que pelo estresse das temperaturas das soluções no experimento de outono-inverno.

  • THAIS NASCIMENTO MENESES
  • ARQUITETURA RADICULAR E RELAÇÕES HÍDRICAS DE PLANTAS CÍTRICAS

  • Data: 26/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • A arquitetura radicular afeta o crescimento da planta e a sua produção agrícola. Embora esteja relacionada a fatores genéticos, limitações hídricas e físicas do solo, podem reduzir o volume do raizame e do solo explorado, comprometendo assim, o desenvolvimento vegetal e produtivo. Com objetivo de avaliar a arquitetura radicular e as relações hídricas de plantas cítricas quanto à tolerância a seca e a impedimentos físicos no solo, experimentos foram conduzidos em campo e em casa de vegetação, com o uso de práticas de manejo que incluíram a semeadura direta do porta-enxerto no local definitivo do pomar, a subsolagem, a diversificação de portaenxertos, e a criação de macroporos artificiais, que visam minimizar essas limitações físico-hídricas. As plantas foram submetidas ao secamento continuo do solo compactado em colunas estratificadas de policloreto de vinila (PVC), sob condições controladas, e ao cultivo de sequeiro, em condições de campo, em solos coesos dos Tabuleiros Costeiros. Foram avaliados o crescimento da parte áerea, a arquitetura radicular e as relações hídricas a partir de medidas de umidade do solo e medidas fisiológicas. Em condição de campo, também foi avaliada a produção inicial de frutos. Os resultados dos estudos em campo (Capítulos I e II) confirmam que, independente das práticas de manejo adotadas, a distribuição do sistema radicular é caracterizada pela superficialização imposta pelos horizontes coesos, com concentração nos primeiros 0,40 m de profundidade, sobre a projeção da copa, sendo as respostas iniciais similares às de longo prazo. Dentre as práticas de manejo adotadas, para as condições de estudo, o plantio de muda protegida (PM), produzida em viveiro telado, e o porta-enxerto limoeiro ‘Cravo’ (LC) foram mais eficazes na extração de água do solo, associada ao maior vigor de raiz e da parte aérea, sendo também atribuído a esse porta-enxerto a maior produção inicial de frutos. A umidade nos primeiros 0,40 m do solo, juntamente com as raízes superiores, deve ser o melhor indicador para o vigor, a produtividade e o status hídrico da planta cultivada em condições de sequeiro. A estrutura do solo é preponderante para o desenvolvimento radicular, e o uso de macroporos artificiais (Capítulo III) servem como caminho de menor resistência para o crescimento radicular do limoeiro 'Cravo Santa Cruz' em colunas de solo compactadas, no entanto, seu número e distribuição não influenciaram o crescimento da parte áerea e o volume de raiz, provavelmente devido a exploração do solo na camada superior, na condição controle.

  • FABIO TAYRONE OLIVEIRA DE FREITAS
  • CRITÉRIOS PARA O MANEJO DA IRRIGAÇÃO VIA SOLO NO CULTIVO DE MARACUJAZEIRO

  • Data: 25/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Na adoção do manejo de irrigação via solo, definir onde e quantos sensores instalar, bem como qual limite crítico de potencial de água no solo adotar, são dúvidas que persistem. O presente trabalho teve o objetivo de: i) aplicar o conceito Time Stable Representative Position (TSRP) no maracujazeiro amarelo cultivado em lisímetro de pesagem para definição do posicionamento e da quantidade ideal de sensores a ser utilizado no manejo de irrigação, considerando diferentes condições de contorno e escalas temporais de obtenção de dados de conteúdo de água no solo; ii) avaliar o crescimento, o rendimento e a eficiência do uso da água, na cultura do maracujazeiro Passifloraceae edulis S., irrigada por gotejamento com base em diferentes limites críticos de potencial de água no solo. Cultivou-se maracujazeiro amarelo irrigado por gotejamento em casa de vegetação e submetido a duas faixas de potencial de água no solo adotadas no manejo de irrigação, quais sejam: (i) faixa 1, potencial de água no solo variando entre - 0,1 e - 0,4 atm; (ii) faixa 2, potencial de água no solo variando entre - 0,2 e - 0,6 atm. As propriedades hidráulicas do solo foram obtidas por modelagem inversa. O potencial de água no solo foi monitorado durante 22 dias em intervalos de 20 minutos nas profundidades de 0,1, 0,2, 0,3 e 0,4 m, distanciadas das plantas em 0,1, 0,25, 0,4 e 0,55 m, totalizando 16 pontos de monitoramento em um perfil bidimensional. Verificou-se que o conceito TSRP, quando aplicado ao bulbo molhado apresenta resultados distinto da aplicação realizada na zona radicular da cultura. A TSRP varia dentro de um estágio fenológico da cultura. Com base nos valores de ETc obtidos em lisímetro de pesagem, verificou-se que a TSRP quando definida em cada intervalo de irrigação, proporciona menores erros na determinação da evapotranspiração da cultura, quando comparado com um único TSRP adotado para o estágio fenológico da cultura. Na investigação dos efeitos das duas estratégias de manejo de irrigação sobre as variáveis de crescimento do maracujazeiro, verificou-se que a área foliar e o número de folhas por planta não são afetadas pelas diferentes faixas de potencial de água no solo. A faixa de potencial de água no solo em que as plantas de maracujazeiro foram cultivadas, afetou significativamente a produtividade média por planta e por hectare. A irrigação do maracujazeiro baseado em uma faixa de potencial de -0,1 a – 0,4 atm permite a obtenção de maiores produtividades com a mesma eficiência de uso da água da irrigação realizada com base em uma faixa de potencial de -0,2 a – 0,6 atm.

  • IUMI DA SILVA TOYOSUMI
  • ACLIMATAÇÃO DE MUDAS DE BANANEIRA ‘PRATA-ANÃ’ EM SISTEMA HIDROPÔNICO

  • Data: 20/02/2019
  • Mostrar Resumo
  • Há demanda por técnicas que proporcionem o aumento da produtividade e a redução de gastos com fertilizantes, água e mão-de-obra na fase de aclimatação da produção de mudas micropropagadas de bananeira. Uma das opções que tem ganhado destaque em cultivos intensivos é a hidroponia. Contudo, o uso da técnica na fase de aclimatação das mudas de banana é uma novidade. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar tecnicamente o uso de hidroponia na fase de aclimatação das mudas de bananeira. Para tanto, foram realizados dois experimentos. O primeiro com a finalidade de fazer uma análise comparativa entre o sistema utilizado convencionalmente e o hidropônico e o segundo para avaliar frequências de recirculação da solução nutritiva em aclimatação hidropônica e variações no sistema de aclimatação convencional. Nos dois experimentos, foram feitas análises de variáveis de crescimento (altura, massa fresca e seca da parte aérea, área foliar, comprimento total e volume do sistema radicular). Adicionalmente, no Experimento 1 determinou-se o uso de fertilizantes aplicados e eficiências de uso da água e do tempo na produção de mudas nos sistemas. No Experimento 2 foi avaliado a distribuição do comprimento radicular em classes de diâmetro, diâmetro médio e massa seca do sistema radicular. No Experimento 1, a aclimatação hidropônica proporcionou maior crescimento, com redução de 12 dias para alcançar o ponto de colheita, redução do custo de produção de mudas (fertilizante + água) em 25% e possibilidade de aumento no número de ciclos e do número de mudas produzidas ao ano na ordem de 65%. O tratamento com intervalo de 0,25 h proporcionou maior crescimento das plantas em comparação aos demais no Experimento 2. Observou-se que com o aumento do intervalo a partir de 1 h proporciona redução no crescimento. Não houve diferença estatística entre os sistemas convencionais, podendo ser descartada a pré-aclimatação em condições micrometeorológicas em que foi desenvolvido o experimento.

  • ANCELMO CAZUZA NETO
  • ACLIMATAÇÃO DO CACAUEIRO À REDUÇÃO DO VOLUME DE SOLO MOLHADO

  • Orientador : LUCAS MELO VELLAME
  • Data: 24/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • Um dos fatores decisivos para o dimensionamento, planejamento e manejo eficiente de projetos de microirrigação em culturas perenes, como o cacaueiro, é a definição do percentual de volume de solo molhado. Objetivou-se avaliar a aclimatação do cacaueiro à redução do percentual de volume de solo molhado com base no crescimento da parte aérea, avaliação do sistema radicular e transpiração. Plantas jovens de cacaueiro foram transplantadas para reservatório de 0,5 m3 divididos internamente em compartimentos e foram submetidas a irrigação de 12,5%, 25%, 50% e 100% do volume, em delineamento experimental inteiramente casualizado. Da parte aérea foi avaliada a área foliar, número de folhas, altura da planta e diâmetro do caule. A transpiração foi estimada pelo método da sonda de dissipação térmica em todas as plantas do experimento, a temperatura do dossel foi monitorada de forma contínua por sensores de infravermelho em três plantas. Foi avaliada a densidade de raízes e a variação de armazenamento de água nos compartimentos. 30 dias após restrição do percentual de volume de solo molhado (WV) não se observou diferenças na área foliar e transpiração das plantas, indicando que em períodos de escassez de água menor ou igual a 30 dias a irrigação de 0,06 m3 de solo não afetaria o desenvolvimento vegetativo da cultura. Com a redução do percentual do volume de solo molhado houve redução da transpiração das plantas diferindo das plantas sem restrição de volume de solo molhado aos 90 dias de restrição. Apesar de não apresentar diferença na área foliar, aos 120 dias após a restrição a transpiração média mensal no período foi maior nas plantas com maior volume de solo molhado em relação às plantas sob restrição, indicando que apenas a avaliação da área foliar do cacaueiro não é suficiente para indicar uma condição de aclimatação da planta a redução do volume de solo molhado. A transpiração do cacaueiro independente do percentual de volume de solo molhado não segue uma tendência linear com o aumento da demanda atmosférica, apresentando não linearidade da transpiração com ETo acima de 2,3 mm.dia-1 e radiação solar acima de 1,6 MJm-2h.

  • STEPHANIE SOARES ARRIERO
  • CRESCIMENTO E PRODUÇÃO DA BERINJELA COM USO DE ÁGUA DE BAIXA QUALIDADE UTILIZANDO GOTEJAMENTO POR PULSOS

  • Orientador : VITAL PEDRO DA SILVA PAZ
  • Data: 22/01/2019
  • Mostrar Resumo
  • RESUMO: A agricultura é responsável pelo uso dos recursos hídricos do planeta em maior proporção e com o rápido crescimento populacional há a necessidade de aumentar cada vez mais a produção de alimentos ocasionando ainda mais o aumento do consumo de água. Esta situação torna-se ainda mais grave nas regiões semiáridas que além da escassez, sofrem com a qualidade da água para práticas agrícolas. Muitas vezes a única alternativa é a utilização destas águas na agricultura. Outra possibilidade é o uso de águas residuárias para irrigação. Esta pesquisa foi desenvolvida com o intuito de avaliar os efeitos da aplicação de águas de baixa qualidade via gotejamento por pulsos sob o solo e a cultura da berinjela. O experimento foi conduzido em ambiente protegido localizado na área experimental do Núcleo de Engenharia de Água e Solo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas - BA. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial, com 10 tratamentos (2 x 5), gotejamento contínuo e por pulsos, e cinco tipos de água (abastecimento, salobra (cloreto de sódio), salobra (cloreto de cálcio), residuária e mistura de água salobra (cloreto de sódio) com água residuária e 5 repetições. Durante o ciclo da cultura foram avaliados o diâmetro do caule, número de folhas, altura de plantas, área foliar, peso médio do fruto, produção (total e comercial), eficiência do uso da água (total e comercial) e massa fresca e seca da parte aérea e condutividade elétrica do solo. A aplicação por pulsos promoveu maior altura de planta, área foliar, menor perda dos frutos, maior produção comercial, bem como retardou o efeito da salinidade do solo. A água residuária via irrigação por pulsos podem ser utilizadas no cultivo da berinjela para obtenção de maior crescimento, produção comercial e eficiência do uso da água.

2018
Descrição
  • REGIANA DOS SANTOS MOURA
  • MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO, ASPECTOS MORFOFISIOLÓGICOS E
    ANATÔMICOS DE MUDAS DE PASSIFLORA SPP. SOB ESTRESSE
    SALINO.

  • Data: 21/11/2018
  • Mostrar Resumo
  • Objetivou-se com o presente estudo avaliar os efeitos de diferentes níveis de
    salinidade da água de irrigação sobre a produção de diferentes tipos de mudas de três
    espécies de maracujazeiro, procurando-se entender os efeitos da salinidade da água no
    desenvolvimento da cultura em fase inicial e as alterações morfofisiológicas e anatômicas,
    bem como, avaliar a viabilidade técnica da produção de mudas quando se faz uso exclusivo
    de águas salinas. O estudo foi realizado sob condições de casa de vegetação do Núcleo de
    Estudos em Água e Solo (NEAS) na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e
    na Embrapa Mandioca e Fruticultura em Cruz das Almas-BA. O trabalho foi desenvolvido
    com produção de mudas de maracujazeiro em quatro etapas: Capitulo 2, refere-se a
    formação de mudas e tolerância das espécies, P. gibertii, P. cincinnata e P. edulis (BRS
    Gigante Amarelo) submetidas a cinco níveis de salinidade da água 0,30; 1,4; 2,5; 3,6 e 4,7
    dS m-1 por um período de 60 dias. Foram analisadas a altura da planta (AP), número de
    folhas (NF), diâmetro do caule (DC), área foliar total (AFT), massa seca da raiz (MSR), parte
    aérea (MSPA) e total (MST), relação: MSR/MSPA, consumo hídrico total (CHT), índice de
    qualidade de Dickson (IQD), taxa de crescimento absoluto (TCA) e taxa de crescimento
    relativo (TCR) das diferentes partes das plantas e, índice de tolerância à salinidade (IT).
    Capitulo 3, refere-se ao efeito da condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) 0,3; 1,8;
    3,3; 4,8; e 6,3 dS m-1 na produção de mudas de P. edulis Sims. por estacas, enxertia e
    sementes. A coleta de dados foi realizada após 50 dias da aplicação do estresse salino.
    Foram analisadas AP, NF, DC, Clorofila total (CT), condutância estomática (gs), MSR,
    MSPA, MST, MSR/MSPA, comprimento de raíz (CR) e volume de raiz (VR). Capitulo 4,
    refere-se ao efeito da condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) 0,3; 1,8; 3,3; 4,8; e
    6,3 dS m-1 nos caracteres morfofisiológicos e anatomia de folha e raiz em mudas (sementes
    e estacas) de três espécies de maracujazeiro, P. gibertii, P. cincinnata e P. edulis. A coleta
    de dados foi realizada após 50 dias da aplicação do estresse salino. Foram analisadas AP,
    NF, DC, CT, gs, MSR, MSPA, MST, VR e, caracteres anatômicos da folha e raiz. Capitulo 5
    refere-se as alterações morfofisiológicas e anatômicas de mudas da espécie P. edulis em
    três tipos de propagação vegetativa (sementes, estacas e enxertia) sob efeito da CEa 0,3 -
    controle e 6,3 dS m-1. Foram analisadas as mesmas variáveis do capitulo 4 após 50 dias de
    estresse salino. A salinidade da água de irrigação inibe o crescimento e desenvolvimento na
    formação de mudas das espécies estudadas de Passiflora; A interação entre CEa e as
    espécies de Passiflora interferiu significativamente nas variáveis de crescimento e Índice de
    qualidade de Dickson; As taxas de crescimento absoluto e relativo são afetadas pela
    salinidade da água de irrigação, sendo o diâmetro do caule a variável mais sensível ao
    aumento da salinidade da água; As mudas de P. gibertii, P. edulis e P. cincinnata podem ser
    irrigadas com águas salina de até 3,69; 2,14 e 1,87 dS m-1, respectivamente, para obtenção
    iv
    de crescimento satisfatório; O P. cincinnata é moderadamente tolerante à salinidade, e as
    espécies P. gibertii e P. edulis são consideradas tolerantes. Referente à produção de mudas
    de P.edulis propadadas por sementes, estacas e enxertia, o estresse salino inibiu a AP, gs,
    MST e VR das mudas, independentemente do método de propagação; o método de
    propagação por enxertia foi menos afetado pelo estresse salino seguido do método de
    propagação por estacas; a interação entre os fatores propagação versus salinidade afetou o
    NF, CHT, MSR, MSPA. MSR/MSPA, com maior intensidade para as mudas propagadas por
    estacas e sementes; mudas propagadas por enxertia apresentaram melhor desenvolvimento,
    com maiores valores de AP, DC, CT, CHT, MSR, MSPA, MST, CR e VR. Com base nas
    mudas por sementes e estacas, o P. edulis apresentou os maiores caracteres
    morfofisiológicos após o estresse salino como maior CHT, CT, MSR, MSPA, relação
    MSR/MSPA, CR e VR e também maiores alterações anatômicas como desorganização
    celular da nervura central, maior espessura do parênquima paliçádico, menor volume
    intercelular no parênquima esponjoso e maior deposição de oxalato de cálcio na folha e raiz;
    Por outro lado, as espécies silvestres P. cincinnata e P. gibertii, foram mais tolerantes ao
    estresse salino, com menores alterações biométricas, fisiológicas e anatômicas. De acordo
    com os resultados de P. edulis, observou-se que o estresse salino influenciou as variáveis
    biométricas, fisiológicas e anatomicas e, dentre os métodos de propagação estudados, as
    mudas provenientes de sementes foram mais sensíveis ao estresse salino, enquanto as
    mudas propagadas por estacas sofreram poucas alterações com aplicação de água salina.

  • ALLAN RADAX FREITAS CAMPOS
  • MANEJO DE IRRIGAÇÃO NA PALMA FORRAGEIRA: DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS COM BASE NO POTENCIAL MATRICIAL DA ÁGUA NO SOLO

  • Orientador : VITAL PEDRO DA SILVA PAZ
  • Data: 05/11/2018
  • Mostrar Resumo
  • O uso da irrigação na palma forrageira está sendo difundida entre os produtores da região semiárida brasileira, surgindo a necessidade de adequar critérios de manejo de irrigação para a cultura. Neste trablho, foram estudados os efeitos de estratégias de manejo de irrigação baseada em diferentes limites críticos de potencial da água no solo no crescimento, produtividade, evapotranspiração, eficiência do uso da água e qualidade químico-bromatológica de cinco cultivares de palma forrageira em clima semiárido. O estudo foi conduzido na área experimental do Instituto Federal Baiano, Campus Senhor do Bonfim, situado nas coordenadas (10°27’46”S, 40°11’27”W), semiárido do estado da Bahia. O estudo consistiu da realização de cinco experimentos simultâneos, seguindo delineamento em blocos casualizados com quatro repetições. Em todos os experimentos, as fontes de variação e variáveis respostas foram as mesmas, variando-se apenas a cultivar a ser avaliada, quais sejam: 1- Orelha de Elefante, 2- IPA-Sertânia, 3-Doce, 4- Gigante e 5- Orelha de Onça. Para cada experimento, foi estabelecido como tratamentos diferentes critérios de manejo da irrigação via solo, com base na variação de limites superiores de potencial matricial: -0,20 atm; -0,33 atm; -1,00 atm e -3,00 atm, além de um tratamento testemunha em condições de sequeiro (SE), para fins comparativos. O presente estudo indica que o manejo de irrigação da palma forrageira pode ser realizado com base em limites críticos de potencial matricial não convencionais. Pois, verificou-se que mesmo quando a cultura é submetida a irrigação manejada com base em um limite crítico superior de – 3,00 atm, haverá efeito positivo no crescimento e produtividade. A evapotranspiração real e a eficiência de uso da água de cultivares de palma forrageira varia em função do critério de manejo de irrigação adotado. As cultivares IPA Sertânia, Doce, Gigante e Orelha de Onça têm melhor eficiência do uso da água quando manejada com base em limites superiores de potencial matricial entre –3,00 e –0,22 atm. Já na cultivar Orelha de Elefante, foi observado queo melhor intervalo está entre –1,00 e –0,22 atm. De particular interesse para alimentação animal foi a observação, neste projeto, de que o uso da irrigação eleva o teor de proteína bruta da palma forrageira. Independente do valores de potencial crítico na faixa de -0,20 e -3,00 atm, adotado no manejo via solo, o uso da irrigação promoverá melhorias na composição químico-bromatológica de cultivares de palma forrageira, não alterando a degradabilidade das cultivares, exceto para cultivar Orelha de Elefante.

  • VITOR AMANCIO CERQUEIRA
  • CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO DE FERTILIZANTES NITROGENADOS E POTÁSSICOS PARA FERTIRRIGAÇÃO NA CULTURA DA BANANEIRA

  • Data: 31/08/2018
  • Mostrar Resumo
  • A fertirrigação é caracterizada pela aplicação de fertilizantes via água de irrigação. Esse sistema possui maior eficiência de aplicação de fertilizantes comparadas aos aplicados na forma sólida. Porém, o inadequado manejo da mesma, principalmente levando-se em conta a concentração da solução injetora pode afetar negativamente a eficiência da fertirrigação. Há uma faixa de concentração da solução injetora que não afeta significativamente a condutividade elétrica da solução do solo. O desconhecimento dessas concentrações pode levar o produtor a aplicar soluções concentradas ao solo afetando diretamente a eficiência de fetirrigação e contribuindo para a redução da produtividade da bananeira. Objetivou-se com este estudo determinar a faixa de concentração da solução de injeção adequada para fertilizantes nitrogenados e potássicos no cultivo da bananeira. O experimento foi conduzido na Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas BA, em blocos casualizados num esquema fatorial 2x2x5, sendo 20 tratamentos e 3 repetições em parcelas subdividas, com os sistemas de irrigação na parcela (microaspersão e gotejamento), a fonte fertilizante na sub parcela (Cloreto de Potássio + Ureia e Nitrato de Potássio + Ureia) e a concentração na sub sub-parcela. Foram utilizados ureia e nitrato de potássio como fonte de N e como fonte de K2O, cloreto de potássio e nitrato de potássio. Na sub sub-parcela, cinco concentrações de solução fertirrigante: 2,0 g.L-1; 10,0 g.L-1; 18,0 g.L-1; 26,0 g.L-1 e 34,0 g.L-1. O período de avaliação foi o período seco, com avaliações nas épocas de outubro/17, dezembro/17 e março/18. As variáveis analisadas foram: condutividade elétrica e concentração de nitrato e potássio da solução do solo e do extrato de saturação. As médias foram analisadas pelo teste F para dados qualitativos e análise de regressão para dados quantitativos ao nível de 5% de probabilidade pelo programa estatístico SISVAR. As fertirrigações realizadas com ureia + KCl elevou a condutividade elétrica da solução do solo em relação à aplicação de ureia + KNO3 independente da condição de solo no final do período seco. As sucessivas fertirrigações causaram acúmulo de NO3- na solução do solo para as fontes de N e K e concentrações das soluções fertirrigantes avaliadas. A aplicação do cloreto de potássio e
    nitrato de potássio não elevaram a concentração de K na solução do solo. Houve aumento na CEes ao longo do tempo nas profundidades de 0,30 m e 0,60 m. A aplicação da solução de injeção via sistema por gotejamento proporcionou maiores concentrações de NO3- do extrato de saturação da solução do solo. As sucessivas fertirrigações causaram acúmulo e lixiviação do NO3- ao longo do perfil do solo, podendo levar a camadas mais profundas, indisponibilizando a absorção do NO3- pelo sistema radicular da bananeira.

  • BRUNO LAECIO DA SILVA PEREIRA
  • SUBSTÂNCIAS HÚMICAS VIA FERTIRRIGAÇÃO LOCALIZADA E SUA
    RELAÇÃO COM ATRIBUTOS DO SOLO E PRODUÇÃO DA BANANEIRA

  • Data: 31/07/2018
  • Mostrar Resumo
  • A bananeira é uma planta que necessita de uma concentração de nutrientes
    adequada e disponível no solo para seu desenvolvimento e produção. O uso de
    substâncias húmicas (SH) na fertirrigação vem se tornando uma prática crescente
    em todo o Brasil, principalmente, devido à busca por insumos que possibilitem um
    aumento no crescimento e produtividade na agricultura com redução no impacto
    ambiental. Este trabalho tem como objetivo avaliar o efeito de diferentes
    concentrações e frequências de aplicação de SH (ácidos húmicos, ácidos fúlvicos)
    sobre a produtividade da bananeira e em atributos físico, químicos e biológicos de
    um Latossolo Amarelo Distrocoeso de Tabuleiro Costeiro nas condições climáticas
    do município de Cruz das Almas-BA. Foram executados três experimentos: o
    primeiro foi um delineamento experimental inteiramente casualizado em casa de
    vegetação em coluna de solo com três frequências de aplicação ( parcelas) (F1 = 15
    dias, F2 = 30 dias e F3 = 45 dias); quatro concentrações das SH (subparcelas)
    diluídas em água sendo: C1 (0 mL L-1), C2 (3 mL L-1), C3 (6 mL L-1) e C4 (9 mL L-1) e
    quatro repetições utilizando a dose de referência 50 L ha-1 ; o segundo experimento
    em campo foi executado em blocos casualizados sobre o cultivo de bananeira (cv.
    Princesa) com três frequências de aplicação ( parcelas) (F1 = 15 dias, F2 = 30 dias e
    F3 = 45 dias); quatro concentrações das SH (subparcelas) diluídas em água , sendo:
    C1 (0 mL L-1), C2 (10 mL L-1), C3 (15 mL L-1) e C4 (23 mL L-1) em três blocos
    utilizando e dosagem de 100 L ha-1; o terceiro experimento em campo consiste em
    duas frequências de aplicação ( parcelas) (F1 = 15 dias, F2 = 45 dias); e quatro
    concentrações das SH (subparcelas) diluídas em água sendo: C1 (0 mL L-1), C2 (3
    mL L-1), C3 (6 mL L-1) e C4 (9 mL L-1) na dose de 120 L ha-1, em três blocos sob a
    cultivar de bananeira “Grande Naine”. Para avaliar o atributos físico do solo foram
    determinadas: curvas de retenção de água, granulometria, densidade do solo,
    estabilidade dos agregados, diâmetro médio ponderado dos agregados, porosidade
    total macro e microporosidade. Na avaliação dos atributos químico foram
    determinados: macronutrientes, pH (em H2O), CTC, V (%), matéria orgânica do solo
    e concentração de íons na solução do solo. Já os atributos biológicos foram carbono
    da massa microbiana (CBM), respiração da massa microbiana (RMMS); e
    coeficiente metabólico (COEF). Foram também avaliadas variáveis de produtividade
    altura, comprimento, diâmetro do fruto, número de frutos, número de penca, peso de
    penca e cacho, número de folhas.

  • ROGÉRIO NOVAES DE SOUZA
  • EFLUENTE DOMÉSTICO TRATADO COMO FONTE DE NUTRIENTES NO CULTIVO DE GIRASSOL ORNAMENTAL EM SISTEMA HIDROPÔNICO

  • Data: 17/05/2018
  • Mostrar Resumo
  • A utilização de efluentes domésticos tratados na agricultura tem sido importante não apenas por servir como fonte de água, mas também de nutrientes para as culturas. O presente trabalho teve por objetivo estudar o uso de efluente doméstico tratado como fonte nutricional na produção de girassol ornamental (Helianthus annuus L. cv. Anão de Jardim) no sistema hidropônico DFT em dois tipos de estruturas, sendo conduzidos dois Experimentos (I-bancada, II-pirâmide) simultaneamente em casa de vegetação no delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos T1 - solução nutritiva de Furlani a 100% preparada em água de abastecimento (controle), T2, T3 e T4 – solução nutritiva de Furlani com 100, 75 e 50% da solução nutritiva preparada em efluente doméstico tratado, respectivamente, e seis repetições, totalizando 24 parcelas experimentais, sendo cada parcela constituída de 15 plantas em Experimento I e 7 plantas em Experimento II. Analisando os dados, aos 45 dias após transplantio (DAT) em Experimento I houve efeito significativo para massa fresca (MFF) e seca da folha (MSF) para o tratamento a 50% da solução nutritiva em efluente doméstico tratado (T4) apresentando a menor média dentre eles. No Experimento II o tratamento controle apresentou a maior média diferindo significativamente dos demais. Para massa fresca (MFC) e seca do caule (MSC), os tratamentos T1 e T2 não diferiram entre si apresentando médias superiores aos demais tratamentos. Foi observado efeito significativo para o aparecimento do botão floral (ABF) de girassol cv. Anão de Jardim pelas diferentes concentrações de solução nutritiva nos dois experimentos. Os tratamentos controle (T1) e com 50% da solução nutritiva em efluente doméstico tratado (T4), não diferiram entre si, apresentando menor intervalo de dias para o ABF. Em ambos os experimentos verificou-se comportamento semelhante para a massa fresca (MFCAP) e seca do capitulo (MSCAP) em ambos os experimentos verificou comportamento semelhante, tendo o tratamento controle (T1) expressado valores significativamente superiores aos demais tratamentos. A solução nutritiva a 50% preparada em efluente doméstico tratado (T4) proporcionou maior precocidade e maior diâmetro externo dos capítulos de girassol ornamental quando comparados às plantas dos tratamentos em que foram utilizadas 75 e 100% da solução nutritiva (T3 e T2) nos experimentos. O teor de cálcio e magnésio nas folhas para o tratamento T4 apresentaram redução de 50,3% e 33,78% respectivamente quando comparado ao tratamento controle no Experimento I, enquanto para o Experimento II houve diferença significativa para o teor de cálcio nas folhas e caule. Quanto ao consumo hídrico às duas
    estruturas (bancada e pirâmide) expressaram resultados semelhantes, tendo o tratamento a 50% da solução nutritiva aos 40 DAT representando o menor consumo hídrico em ambas as estruturas. Aos 15 DAT as plantas cultivadas em solução nutritiva a 50% em efluente doméstico tratado (T4) apresentaram a maior eficiência de uso de água (EUA) diferindo significativamente em relação aos demais tratamentos, enquanto aos 30 e 45 DAT o tratamento a 100% da solução nutritiva em efluente doméstico tratado (T2) apresentou-se significativamente superior aos demais tratamentos com as maiores médias para EUA. As diferentes concentrações de solução nutritiva (50, 75 e 100%) em efluente doméstico tratado proporcionaram crescimento e produção do girassol ornamental compatíveis com padrão de comercialização. Ambas as estruturas (bancada e pirâmide) o tratamento com 50% da solução nutritiva preparada em efluente doméstico tratado (T4) proporcionou resultados das variáveis analisadas inferiores quando comparados aos demais tratamentos. No experimento I e II os tratamentos T2 e T3 apresentaram cerca de 78% de concordância quando comparados ao tratamento controle. A estrutura utilizada em Experimento I (bancada) proporcionou resultados de variáveis superiores quando comparado a Experimento II (pirâmide).

  • FRANCISCO DE ASSIS GOMES JUNIOR
  • PRODUTIVIDADE DE VARIEDADES DE MANDIOCA EM DIFERENTES
    ARRANJOS DE PLANTIO, ÉPOCAS DE COLHEITA, FISIOLOGIA DO ESTRESSE
    E DÉFICIT HÍDRICO

  • Data: 10/05/2018
  • Mostrar Resumo
  • O estudo teve por objetivo gerar informações importantes sobre
    variedades de mandioca cultivadas em condições irrigadas e de sequeiro,
    destinadas ao consumo in natura e industrial. Experimento I:O delineamento
    experimental foi blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 2 x 2 x 12, sendo
    duas condições de cultivo: irrigado (Precipitação + irrigação) e não irrigado (apenas
    precipitação); dois arranjos experimentais: fileiras duplas (1,5 x 0,6 x 0,6 m) e fileiras
    simples (0,9 x 0,6 m) e doze variedades: Rosinha, Saracura, Eucalipto, Dona Rosa,
    Dourada, Neilton, Branca, Amarelo I, Talo Branco, Kiriris, Gema de Ovo e Imbé . As
    seguintes variáveis foram analisadas após a colheita realizada aos doze meses após
    plantio: Produção de raízes (kg planta-1); produtividade total de raízes frescas (t ha-1);
    número de raízes de reserva; massa fresca da parte aérea (kg planta-1) e índice de
    colheita (%). Houve interação do sistema de manejo (arranjos experimentais e
    manejo de água) com variedades, influenciando as características agronômicas da
    mandioca.O arranjo em fileiras duplas (1,5 x 0,6 x 0,6m), independente do regime
    hídrico, foi mais produtivo; portanto o mais recomendado para produção de raízes de
    reserva da mandioca. Sendo possível recomendar densidades de plantas com base
    na disponibilidade de água. Asvariedades Rosinha, Branca, Talo branco e Kiriris
    conseguem manter altas taxas de translocação de fotoassimilados da parte aérea
    para as raízes de reserva. Experimento II:O estudo foi realizado em condições
    irrigadas. Dois arranjos experimentais foram estudados: Mandioca em fileira
    simples(1,0 x 0,6 m) consorciada ou não com feijão Caupi; Mandioca em fileira
    dupla(2,0 x 0,6 x 0,6 m) consorciada ou não com feijão. Avaliou-se também o feijão
    Caupi solteiro (0,5 x 0,3m). A variedade de mandioca utilizada foi a Salongor Preta
    e o feijão caupi (BRS Guariba). As variáveis avaliadas foram: massa seca da parte
    aérea, área foliar e produtividade. O cultivo irrigado em fileira dupla mostrou-se mais
    propício para o consórcio com o feijão Caupi. Experimento III:Foram avaliadas sete
    variedades de mandioca, sendo elas: Saracura, Dona Rosa, Dourada, Neilton,
    Branca, Gema de Ovo e Imbé, sob duas condições hídricas: Irrigado (Precipitação +
    irrigação) e não irrigado (irrigação de manutenção nos dois primeiros meses após
    plantio + precipitação).Colheitas foram feitas aos 6, 8 e 10 meses após
    plantio.Variáveis analisadas: produtividade de parte aérea; produtividade total e
    comercial; índice de colheita; potencial hídrico foliar; condutância estomática;
    conteúdo relativo de água. Aos seis meses após plantio (MAP) apenas as
    variedades Saracura, Neilton e Imbé apresentaram produtividade satisfatória de
    raízes de reserva (acima de 15 t ha-1). Variedades como a Saracura podem ser
    colhidas aos oito MAP, sem perdas significativas em produtividade de raízes de
    reserva.

  • MARIA MAGALI MOTA DOS SANTOS
  • HIDRODINÂMICA EM SOLOS TIPICOS DOS TABULEIROS COSTEIROS NO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Orientador : FRANCISCO ADRIANO DE CARVALHO PEREIRA
  • Data: 09/03/2018
  • Mostrar Resumo
  • A condutividade hidráulica do solo é uma propriedade cuja quantificação é essencial para qualquer estudo que envolva o movimento da água no solo. Sendo um dos parâmetros hidráulicos mais importante para o fluxo e transporte de água relacionado aos fenômenos no solo. No entanto, existe uma preocupação decorrente da adequação, eficiência e facilidade de aplicação dos diferentes métodos de determinação, dada a sua alta variabilidade no espaço e no tempo, além de variar com a umidade, detecta-se alta variabilidade espacial da condutividade hidráulica no solo, tanto em determinações no campo como no laboratório. Neste trabalho, foram testados os métodos de campo e de laboratório mais usuais na pesquisa, a fim de verificar a condutividade hidráulica em dois tipos de solo, Latossolo Amarelo distrocoeso e Argissolo Amarelo em Tabuleiro Costeiro do município de Cruz das Almas. O experimento foi divido em três partes, uma para cada método testado e, desenvolvido no Campo experimental da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas - Bahia. O método do “poço seco” foi realizado no campo, em um Latossolo Amarelo em 10 pontos dispersos na área sob uso de pastagem em estágio de degradação, na mesma área foram coletadas três amostras nas profundidades 0-0,15; 0,15-0,30; 0,30-0,45 m em 40 pontos dispersos na área, totalizando 360 amostras, para a determinação da condutividade hidráulica em laboratório por meio do permeâmetro de carga constante. Na terceira parte do experimento, o perfil instantâneo foi instalado na área experimental de Micrometeorologia do Núcleo de Engenharia de Água e Solo, onde o solo foi descrito como Argissolo Amarelo, foram instaladas 10 sondas de TDR a cada 0,1 m de profundidade, com a finalidade de avaliar a umidade do solo e drenagem interna do perfil por 131 dias. Os resultados do método de campo e laboratório demonstraram o elevado coeficiente de variação para a condutividade hidráulica do solo, sendo que o primeiro obteve valores de condutividade superiores ao segundo. O método do perfil instantâneo, demonstrou adequada aplicação para os solos de Tabuleiros Costeiros, sendo capaz de detectar a redução da umidade nas camadas indicativas de adensamento.Todos os métodos foram capazes de discriminar a variação da condutividade hidráulica do solo, sendo que a melhor escolha de aplicação do método depende do tipo requerido e da precisão da medida da condutividade hidráulica, do tipo de solo, custo e restrições práticas sobre a sua aplicação.

  • KLEBSON SANTOS BRITO
  • EFICIÊNCIA PRODUTIVA E RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DA LIMEIRA ÁCIDA
    ‘TAHITI’ EM FUNÇÃO DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE MANEJO DE
    IRRIGAÇÃO EM CLIMA SEMIÁRIDO

  • Data: 21/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • A produção agrícola em regiões com limitação de disponibilidade hídrica no
    Brasil é um grande desafio para o desenvolvimento econômico e sustentável. Com a
    citricultura não é diferente, já que muitos estudos vêm sendo desenvolvidos com a finalidade
    de otimizar a utilização de vários insumos agrícolas, e melhorar a eficiência no uso da água. O
    trabalho objetivou estudar, entre os anos de 2015 e 2017, as relações hídricas de plantas de
    limeira ácida ‘Tahiti’ [Citrus latifolia (Yu. Tanaka) Tanaka] em duas regiões semiáridas do
    Brasil. Um estudo foi desenvolvido na área experimental da Empresa de Pesquisa
    Agropecuária de Minas Gerais - EPAMIG em Jaíba – MG, com o porta-enxerto HTR-069. O
    outro estudo foi desenvolvido na área comercial da Fazenda Santo Antônio em Itaberaba –
    BA, com o porta-enxerto citrumelo ‘swingle’ [Citrus trifoliata (L.) Raf. X Citrus Paradise
    Macf.]. As plantas foram submetidas a diferentes manejos de irrigação, tendo como fontes de
    variação duas lâminas aplicadas (irrigação plena e irrigação com déficit - 50% da irrigação
    plena) e volume de solo irrigado. Com relação ao volume irrigado, além do número de linhas
    de irrigação e uso de microaspersão, também foram avaliadas estratégias de irrigação com
    secamento parcial de raiz (PRD). Nos dois experimentos foram avaliados o crescimento,
    respostas fisiológicas e produção em pomar jovem na EPAMIG fase inicial até três anos e
    meio de idade e em pomar adulto com idade de seis anos na Fazenda Santo Antônio. No
    semiárido da Bahia, porta-enxerto citrumelo Swingle, houve impacto da irrigação com déficit
    quando o manejo de irrigação foi realizado com uma linha de gotejamento, diferente da
    irrigação com reposição de 100% da ETc e duas linhas de gotejadores, que apresentou a
    produtividade absoluta maior, mas não superior às demais estratégias (uma linha de
    irrigação), em média 26 % superior ao tratamento com irrigação plena e uma linha de
    gotejadores. Esse resultado leva a concluir que o maior volume de solo irrigado, minimiza os
    efeitos do déficit, quando o tratamento PRD não diferiu da irrigação plena com uma ou duas
    linhas de irrigação, e a maior eficiência do uso de água foi observada no T5 PRD 50% (10,48
    kg m-3 de água). Esse tratamento promoveu maior redução do volume de copa e elevada
    eficiência produtiva (3,81 kg m-3 de copa). Os resultados de produção foram corroborados
    pelos estudos fisiológicos. O maior potencial de água na folha foi observado no T2 100% 2Ln
    (- 0,33 MPa) e menor foi observado no T3 50% 1Ln (- 0,53 MPa). Houve tendência de
    aclimatação das plantas recebendo irrigação deficitária no tempo, corroboradas pelos dados
    fisiológicos resistência estomática (s cm -1), potencial de água na folha (MPa) e temperatura
    foliar (°C), já que no terceiro ano de estudo não houve diferenças estatísticas entre os
    tratamentos estudados. No semiárido de Minas Gerais, utilizando o porta-enxerto HTR-069,
    houve impacto da irrigação com déficit. A maior produção ao final de 30 meses de colheita,
    foi observada no tratamento T5 (22,78 kg planta-1) e T1 (11,97 kg planta-1) foi o menos
    produtivo. A maior eficiência do uso de água foi observada no T5 PRD 50% (3,53 kg m-3).
    Esse tratamento promoveu maior redução do volume de copa e elevada eficiência produtiva
    (2,38 kg m-3 de copa). Os resultados de produção foram corroborados pelos estudos
    fisiológicos, e o maior potencial de água na folha foi observado no T3 50% 1Ln (- 1,06 MPa)
    e o menor foi observado no T4 50% 2Ln (- 1,78 MPa). Houve boa aclimatação das plantas
    recebendo irrigação deficitária no tempo, pois foram submetidas aos manejos de irrigação
    desde as fases iniciais de desenvolvimento como pode-se observar pelas respostas fisiológicas
    das plantas.

  • FRANCISCO JOSÉ NUNES MODESTO
  • Crescimento, produção e consumo hídrico do quiabeiro submetido à salinidade em condições hidropônicas

  • Orientador : TALES MILER SOARES
  • Data: 21/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • Pesquisas têm sido conduzidas a respeito do uso de águas salobras em hidroponia. Tais pesquisas são estratégicas para o aproveitamento racional dessas águas, principalmente no Semiárido. É nesse contexto que surge o interesse em se pesquisar culturas que estão na demanda regional e que já possuem adaptação às condições de elevada temperatura, como é o caso do quiabeiro. O quiabeiro é uma cultura pouco explorada quanto à viabilidade técnica do cultivo hidropônico e ainda carece de mais estudos quanto ao seu grau de tolerância à salinidade. O objetivo do trabalho foi analisar o consumo hídrico, o crescimento, a produção e a qualidade do quiabeiro, submetido a diferentes níveis de salinidade em sistema hidropônico. O trabalho foi composto por dois experimentos. No primeiro testou-se diferentes genótipos e sua adaptação ao sistema hidropônico durante 60 dias após a semeadura (DAS), sendo avaliada a massa de matéria fresca da parte aérea (MFPA). Desse experimento escolheu-se a cultivar ‘Speedy’ que foi submetida, no segundo experimento, a sete níveis de condutividade elétrica da solução (CEsol 2,08; 4,47; 7,9; 9,46; 12,84; 14,82; e 18,61 dS m-1). Para a avaliação do consumo hídrico foram feitas leituras milimétricas diárias da altura de água no reservatório de água doce que abastecia o reservatório de solução nutritiva de cada parcela, durante 85 dias. Também foi estudada a eficiência do uso da água. Avaliou-se o crescimento do quiabeiro em relação à massa matéria seca da parte aérea (MSPA), ao diâmetro de caule (DC), altura de planta (H), número de folhas (NF) e área foliar (AF) aos 101 dias após a semeadura (DAS). A viabilidade técnica do cultivo do quiabeiro em hidroponia também foi avaliada. A colheita dos frutos maduros se deu manualmente, com a coloração verde típica dos frutos maduros, no intervalo de 2 em 2 dias, num período de colheita de 49 dias, avaliando-se a qualidade do fruto e a produção. Para avaliação da tolerância da cultura do quiabeiro ‘Speedy’ à salinidade, foram utilizados modelos matemáticos propostos por Maas e Hoffman (1977), Steppuhn et al. (2005) e um modelo de platô com redução exponencial. A área foliar e o número de folhas foram as variáveis do crescimento mais afetadas com o incremento da condutividade elétrica da solução (CEsol). O fruto foi a parte do quiabeiro que menos sofreu o efeito da salinidade. Com análise dos dados de consumo hídrico verificou-se uma redução unitária linear de 5,70% por acréscimo unitário na CEsol (em dS m-1). A eficiência do uso da água teve seu máximo de 7,81 Kg m-3 para a CEsol de 7,08 dS m-1. O modelo que melhor explicou a produção foi o platô com redução exponencial com salinidade limiar de 5,43 dS m-1.

  • MARIA ANGELA CRUZ MACEDO DOS SANTOS
  • COMPORTAMENTO DE Diaphorina citri Kuwayama, 1908 (Hemiptera: Liviidae) EM PLANTAS DE CITROS SUBMETIDAS AO ESTRESSE SALINO

  • Data: 20/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • A produção citrícola nacional tem como um de seus principais entraves o surgimento de inúmeras pragas e doenças. Dentre essas doenças, o Huanglongbing (HLB), que possui como vetor o psilídeo Diaphorina citri Kuwayama (Hemiptera: Liviidae), é uma das mais ameaçadoras. Sabendo-se que o psilídeo alimenta-se das brotações e que o fluxo de brotações é regulado pela disponibilidade de água às plantas, a manipulação de fatores abióticos poderá alterar a atratividade da planta ao inseto. Os processos fisiológicos envolvidos na resposta ao estresse abiótico podem alterar o comportamento do inseto vetor, e, com esse conhecimento, permitir o manejo da praga. O objetivo desse trabalho foi o de avaliar efeitos de estresse abiótico (salinidade) sobre o comportamento de D. citri. Os experimentos foram conduzidos na Embrapa Mandioca e Fruticultura sob condições de telado. Foram avaliados níveis contratantes de salinidade no comportamento do inseto em estudos com o limoeiro ‘Cravo’ (Citrus limonia Osbeck). Os insetos foram provenientes do campo e quando necessário fora coletadas ninfas levadas ao laboratório até a emergência dos adultos. Três experimentos foram realizados: (a) avaliação da resposta comportamental do inseto a níveis contrastantes de salinidade (1,7dS/m e 10 dS/m). As plantas foram transplantadas para copos plásticos cujo substrato foi areia lavada e esterilizada, mantidos em bandejas com solução fertilizante controle, e após 5 dias foram submetidas aos tratamentos. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 5 repetições; (b) experimento de oviposição do inseto em níveis contrastantes de salinidade. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 10 plantas em cada tratamento e experimento (c) avaliação de olfatometria, com 6 plantas de cada tratamento e 40 insetos. Variáveis fisiológicas da planta foram determinadas no decorrer do experimento. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelos testes de Tukey (p ≤ 0,05), teste t (p ≤ 0,05) ou Wilxon (p ≤ 0,05). Os resultados demonstram que as plantas não estressadas (1,7 dS m-1) apresentaram - se mais atrativas para os insetos no quesito alimentação, abrigo e oviposição, para as respostas aos voláteis não foram observadas diferenças entre os tratamentos.

  • HELIO GONDIM FILHO
  • Crescimento e tolerância de genótipos de manjericão submetidos ao estresse salino em sistema hidropônico DFT

  • Data: 20/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • Vários estudos referentes ao efeito da salinidade no crescimento e metabolismo vegetal tem sido realizados. No entanto, ainda são incipientes os estudos que relacionam a tolerância de espécies medicinais sob o cultivo hidropônico. Deste modo, objetivou-se com este trabalho avaliar a tolerância à salinidade de três genótipos de manjericão à salinidade cultivados em sistema hidropônico Deep Flow Tecnique (DFT). O experimento foi realizado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB. O delineamento experimental foi o de parcelas subdivididas (níveis salinos no bloco principal e genótipos nas parcelas elementares), em esquema fatorial 6x3, com três repetições, totalizando 54 parcelas. Foram aplicadas seis níveis de salinidade em solução nutritiva (0; 2,2; 4,2; 6,2; 8,2 e 10,2 dS m-1 de NaCl), em três genótipos de manjericão (Alfavaca Basilicão’, ‘Grecco a Palla’ e ‘Toscano Folha de Alface’). Foram avaliadas variáveis biométricas, consumo hídrico, teor e rendimento de óleo essencial e a tolerância à salinidade com base na redução relativa da produção. O estresse salino afetou negativamente as variáveis biométricas, o consumo hídrico, rendimento e produtividade do óleo essencial. Houve aumento do teor de óleo essencial com o incremento da salinidade. Dentre os genótipos estudados, ‘Grecco à Palla’ se destaca como mais tolerante ao estresse salino e ‘Toscano Folha de Alface’ como o mais sensível.

  • MARCOS DE SOUZA CAMPOS
  • ESTIMATIVA DE VARIÁVEIS DO BALANÇO DE ÁGUA NO SOLO COM E SEM COBERTURA EM DOIS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO LOCALIZADA PARA A CULTURA DA BANANEIRA

  • Data: 20/02/2018
  • Mostrar Resumo
  • O conhecimento de dinâmica da água no solo é imprescindível para estimativas precisas do balanço de água no solo, que contribui para melhorar o manejo da irrigação e aumentar a eficiência de uso da água na agricultura irrigada. Este trabalho tem como objetivo fazer de forma acessível contribuições nas relações solo-água-planta da bananeira cultivar BRS Princesa por meio de alternativas para estimativa da percolação, da evapotranspiração, extração de água pelas raízes e da determinação da condutividade hidráulica não saturada a partir das teorias existentes na literatura de dinâmica da água em condições de solo não saturado. Para tanto foram conduzidos dois experimentos sendo um em lisímetro de drenagem e outro em campo na Embrapa Mandioca e Fruticultura em Cruz da Almas-BA. Foi determinado o intervalo de tempo para calcular a percolação da água pela variação de armazenamento da água no solo. A partir qual foi estimado a extração, evapotranspiração e condutividade hidráulica não saturada a partir da variação do armazenamento de água no perfil do solo monitorado por sensores de umidade. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância testes de comparação de médias. A percolação total de água no solo na camada de 0,60-0,80 m pode ser estimada a partir do intervalo de tempo de 6 horas. É viável estimar a evapotranspiração da cultura, extração de água pelas raízes da bananeira e percolação na camada imediatamente abaixo da zona radicular a partir do balanço de água no solo. Os métodos da variação de umidade e da variação de armazenamento numa camada estimam a condutividade hidráulica não saturada com boa acurácia em relação ao método de Hillel.

  • ANDRE LEONARDO VASCONCELOS SOUZA
  • DINÂMICA DE ÁGUA EM LATOSSOLO TÍPICO DOS TABULEIROS COSTEIROS SOB DIFERENTES SISTEMAS DE USO

  • Orientador : FRANCISCO ADRIANO DE CARVALHO PEREIRA
  • Data: 21/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • A interferência antrópica, sob a forma de manejo, modifica os atributos físico-hídricos do solo, quando comparado ao ambiente nativo. Entretanto, as práticas de manejo nem sempre alteram negativamente esses atributos, muitas vezes podem melhorar ou mesmo recuperá-los em diferentes graus. O presente estudo tem por objetivo avaliar a dinâmica da água em um Latossolo típico dos Tabuleiros Costeiros sob quatro diferentes usos: Floresta Nativa (FN), Área em Regeneração (AR), sistema plantio direto (PD) e convencional (PC), todas situadas no município de Cruz das Almas, Bahia. Foram coletadas 40 amostras de solo deformadas e não deformadas, nas profundidades de 0,0-0,20 e 0,20-0,40 m em subáreas de 700m2. As amostras deformadas foram utilizadas para textura, densidade de partícula, matéria orgânica e diâmetro médio de agregados do solo e as não deformadas utilizadas para determinar: densidade de solo, macroporosidade, microporosidade, porosidade total, resistência mecânica a penetração (a 100 kPa) e condutividade hidráulica do solo saturado. Também foram avaliadas a variabilidade espacial dos atributos, velocidade de infiltração básica (VIB) e a adequação aos modelos de Kostiakov, Kostiakov-Lewis e Horton à VIB. Os resultados demonstram que os melhores indicadores físico-hídricos foram encontrados pela ordem na FN, AR, PD e PC, com grau de dependência espacial de forte a moderada, as maiores velocidades de infiltração seguiram mesma ordem entre os sistemas, com melhor adequação ao modelo de Horton.

  • JULIANA ALCÂNTARA COSTA
  • EVAPOTRANSPIRAÇÃO E COEFICIENTE DE CULTIVO DA MAMONA (Ricinus communis L.), cv. BRS ENERGIA, NO RECÔNCAVO DA BAHIA

  • Data: 16/01/2018
  • Mostrar Resumo
  • A mamona vem se destacando como uma cultura de grande potencial para o Nordeste, fazendo com que esta necessite de atenção em termos de determinação de suas necessidades ótimas de cultivo em diferentes locais da Região. Assim, buscar conhecer a evapotranspiração da mamona sob as condições climáticas do Recôncavo da Bahia se faz necessário. Para tanto, o lisímetro é empregado como um método direto de determinação da evapotranspiração. Portanto, objetivou-se determinar a evapotranspiração da cultura da mamona (Ricinus communis L.), cv. BRS Energia, e seu coeficiente de cultivo, sob as condições do Recôncavo da Bahia, utilizando lisímetros de drenagem e lençol freático constante. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em uma área de 816 m² com quatro lisímetros, dois de drenagem e dois de lençol freático constante. A evapotranspiração de referência (ET0) foi estimada por meio da equação de Penman-Monteith e pelo Tanque Classe “A”. Ao longo do período foram realizadas leituras biométricas de variáveis de crescimento e desenvolvimento. O coeficiente da cultura (Kc) foi calculado para as quatro fases de desenvolvimento: I – emergência das plantas até a inflorescência do primeiro cacho; II – final da fase anterior ao surgimento da inflorescência do segundo cacho; III – final da fase II até o início da maturação dos racemos; e IV – período entre o início da maturação e o final do ciclo. O Kc e o índice de área foliar foram relacionados ao Graus-dia de desenvolvimento. Ao final do ciclo foram coletadas informações de produção da cultura e de consumo hídrico total. A evapotranspiração (ETc) mensurada pelo lisímetro de lençol freático constante foi de 3,86; 4,45; 6,95 e 3,99 mm d-1 para as fases I, II, III e IV, respectivamente, com um consumo hídrico de 458,93 mm dos 30 dias após plantio ao final do ciclo. Os valores de ETc obtidos pelo lisímetro de drenagem foram superiores em todo o ciclo aos mensurados pelo lisímetro de lençol freático com uma discrepância média de 3,02 mm d-1. Os menores valores de Kc foram estimados pela relação entre a ETc obtida pelo lisímetro de lençol freático e a ET0 estimada pelo tanque Classe A, e foram de 0,86; 1,06; 1,18 e 0,71 para as fases I, II, III e IV, respectivamente.

2017
Descrição
  • LUCYLIA SUZART ALVES
  • Utilização de efluente doméstico tratado no cultivo de manjericão em sistemas hidropônicos

  • Data: 28/11/2017
  • Mostrar Resumo
  • A crescente escassez mundial de água, tanto em quantidade como em qualidade, tem levado ao reuso para a produção agrícola. Dentre os reusos, os efluentes domésticos tratados podem ser uma alternativa viável, tendo em vista o impacto ambiental quando estes efluentes são lançados diretamente nos corpos hídricos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de água residuária, proveniente de efluentes domésticos tratados, para a produção de duas cultivares de manjericão (Grecco a Palla e Alfavaca Basilicão), em sistemas de cultivo hidropônicos (NFT e DFT), sob diferentes espaçamentos entre plantas (20, 30 e 40 cm). Posteriormente foi avaliado o cultivo hidropônico das mesmas cultivares, em dois tipos de água (água de abastecimento local e água residuária), em sistema hidropônico DFT sob diferentes frequências de recirculação da solução nutritiva (2, 4 e 6 h). Foram conduzidos dois experimentos, ambos desenvolvidos em casa de vegetação localizada na área experimental do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), situada em Cruz das Almas-BA, sob delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados, em esquema fatorial 2x2x3, com quatro repetições, totalizando 48 parcelas experimentais, cada uma com 12 plantas úteis. Foram mensuradas variáveis relacionadas ao crescimento, produção de massa fresca/seca, consumo hídrico, eficiência do uso da água, teor de água, teor, rendimento e composição química do óleo essencial. Os sistemas hidropônicos de cultivo não influenciaram significativamente as variáveis de crescimento e produção do manjericão. O adensamento de plantio na cultura do manjericão é uma boa técnica para aumento da produtividade. É viável o cultivo do manjericão com o uso de águas residuárias. Intervalos de recirculações da solução nutritiva maiores que 2 h reduz a produção do manjericão. As fontes de variações estudadas não apresentaram efeitos significativos para o teor e rendimento do óleo essencial, com exceção da frequência de recirculação da solução nutritiva que apresentou efeito significativo para o rendimento. O constituinte linalol, destacou-se como o constituinte majoritário do óleo essencial.

  • JAMILLE FERREIRA DOS SANTOS
  • CULTIVO HIDROPÔNICO DE MANJERICÃO SOB ESTRESSE SALINO: CRESCIMENTO, PRODUÇÃO E ASPECTOS BIOQUÍMICOS

  • Data: 30/10/2017
  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho avaliou a produção do manjericão cv. Toscano Folha de Alface no sistema hidropônico, submetido a diferentes concentrações de cloreto de sódio (NaCl), frequências de recirculação da solução nutritiva e tempos de exposição ao estresse salino. A pesquisa foi desenvolvida em dois experimentos. No primeiro, o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 + 1, onde o primeiro fator representa as concentrações de NaCl (0, 40 e 80 mM) e o segundo fator as frequências de recirculação da solução nutritiva (4 ou 6 horas) em sistema hidropônico de fluxo profundo (DFT), e um tratamento adicional apenas com solução nutritiva em sistema hidropônico de fluxo laminar (NFT), perfazendo um total de sete tratamentos e três repetições, em 21 parcelas. O segundo experimento foi instalado no delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos, representados pelos tempos de exposição das plantas a concentração de 60 mM de NaCl, com quatro repetições, em 20 parcelas. A duração do estresse salino foi de 0, 7, 14, 21 e 28 dias. Em ambos experimentos, foram avaliados o consumo hídrico, o crescimento, a produção de fitomassa, índices de crescimento, produção de óleo essencial e o acúmulo de solutos inorgânicos e orgânicos nas plantas de manjericão. Como resultados do primeiro experimento têm se que: a redução da frequência de recirculação da solução nutritiva para seis horas não ocasiona reduções significativas em todas as variáveis analisadas; o consumo hídrico, o crescimento, a produção de fitomassa, a taxa de crescimento absoluto e a produção de óleo essencial do manjericão reduzem com a utilização da solução nutritiva salina, de 40 e 80 mM de NaCl; as plantas de manjericão submetidas à salinidade de 40 mM e 80 mM deNaCl acumulam maiores concentrações de Na+, Cl- e de solutos orgânicos; os teores de K+ e a razão K+/Na+ reduzem em função da salinidade; a escolha do sistema hidropônico DFT ou NFT não ocasiona alterações significativas nas variáveis analisadas do manjericão. No segundo experimento, a exposição das plantas à salinidade de 60 mM de NaCl por 21 e 28 dias, ocasionaram reduções significativas no consumo hídrico, no crescimento, na produção de fitomassa, nas taxa de crescimento absoluto e relativo, na taxa assimilatória líquida e na produção de óleo essencial do manjericão, nestas condições a duração do estresse salino promove o acúmulo de maiores concentrações de Na+ e Cl- e de solutos orgânicos; em contrapartida, os teores de K+ e a razão K+/Na+ diminuem; é possível utilizar, nas condições avaliadas, a solução nutritiva salina de 60 mM de NaCl por até 14 dias sem comprometimento significativo do crescimento, da produção de fitomassa e de óleo essencial do manjericão.

  • MARIA AUGUSTA AMORIM BIONE
  • CULTIVO HIDROPÔNICO DA PIMENT EIRA ‘BIQUINHO’ COM ÁGUAS
    SALOBRAS

  • Orientador : VITAL PEDRO DA SILVA PAZ
  • Data: 31/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • Com o objetivo de gerar informações acerca do potencial da pimenteira
    ‘Biquinho’ como alternativa agrícola para regiões com oferta restrita de água doce e
    disponibilidade de água salobra, como o Semiárido, conduziu-se, experimentalmente,
    o cultivo hidropônico NFT dessa cultura por 120 dias após o transplantio (DAT).
    Utilizou-se solução nutritiva preparada em água de abastecimento local
    (condutividade elétrica da água – CEa 0,34 dS m-1) e outras seis águas salobras
    produzidas artificialmente com a adição de NaCl, com CEa: 1,50; 2,50; 3,50; 4,50;
    5,50 e 6,50 dS m-1, compondo sete tratamentos repetidos seis vezes em blocos
    aleatorizados. Avaliou-se frutos e parte vegetativa da planta quanto a(o): presença de
    sintomas visuais, consumo hídrico e eficiência do uso da água, crescimento
    vegetativo, produção e qualidade de frutos, análise sensorial, tolerância à salinidade,
    precocidade e viabilidade técnica do cultivo. Dos 8 aos 14 DAT, as plantas sob
    salinidade exibiram, progressivamente, clorose e necrose foliar, que foi amenizada
    pela aclimatação quando se alcançou a fase produtiva. Posteriormente, esses
    sintomas ficaram restritos às folhas mais velhas, surgindo também abscisão foliar e
    abortamento de flores. A salinidade proporcionou efeito benéfico nos frutos quanto ao
    aparecimento de rachaduras na cutícula, que só se manifestaram nos tratamentos
    controle (CEa 0,34 dS m-1) e de menor salinidade CEa 1,50 dS m-1. Houve
    recuperação do crescimento e produção com a aclimatação das plantas à salinidade.
    Recomenda-se considerar consumo máximo de água pela cultura em torno de 5,9 L
    por planta por dia. A eficiência do uso da água foi de 11 kg m-3 até CEa 3,38 dS m-1,
    havendo redução exponencial a partir daí em função da salinidade. O comprimento e
    largura dos frutos diminuíram com o aumento da salinidade, mas mantiveram a
    proporção entre essas medidas e espessura de parede. O tamanho dos frutos de
    pimenteira ‘Biquinho’ obtidos em condições salinas no sistema NFT foi aceitável até
    uma condutividade elétrica de 2,50 dS m-1, com base na demanda da indústria e
    fornecedores do segmento de frutos íntegros em conserva. A salinidade reduziu a
    precocidade da produção da pimenteira ‘Biquinho’. Utilizou-se um modelo platô de
    resposta para determinar a salinidade limiar da pimenteira ‘Biquinho’ que foi de 5,22
    dS m-1 na solução nutritiva, correspondente à produtividade relativa potencial. O
    rendimento da pimenteira ‘Biquinho’ cultivada em hidroponia NFT, sem restrição de
    salinidade, foi de 2,92 kg por planta, correspondente a 46,9 t ha-1, considerando área
    estimada de 0,62 m2 por planta. Foi tecnicamente viável produzir pimenta ‘Biquinho’
    em hidroponia NFT, com tubos de PVC de diâmetro 0,075 m, mas recomenda-se
    testar tubos de maior diâmetro.

  • JOÃO GUILHERME ARAUJO LIMA
  • “EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE PASTAGEM DEGRADADA DE CAPIM BRAQUIÁRIA NA REGIÃO DE CRUZ DAS ALMAS, BAHIA”

  • Orientador : AUREO SILVA DE OLIVEIRA
  • Data: 18/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • A Brachiaria decumbens pertence à família da Poaceae, largamente utilizada como pastagem no Brasil, em especial na região Nordeste, por apresentar condições de solo e clima favoráveis ao seu cultivo. Sabe-se que a determinação da evapotranspiração da cultura (ETc) é de grande importância para o uso eficiente da água. No entanto, ainda não há informações sobre a necessidade hídrica da cultura para a região com intuito de estabelecer um manejo de irrigação. Dentro desse contexto, torna-se imprescindível a realização de estudos que revelem a real necessidade hídrica da Brachiaria decumbens, devendo ser respaldado por indicações apropriadas da evapotranspiração, que permitam o seu uso racional na cultura. O objetivo principal do presente estudo foi estimar o consumo hídrico da Brachiaria decumbens cultivada sob condições dos tabuleiros costeiros da região de Cruz das Almas/BA. O estudo ocorreu entre setembro de 2016 e abril de 2017. Para determinação da evapotranspiração foram utilizados os métodos do balanço de energia pelo sistema de razão de Bowen, balanço de água no solo a partir do uso de sondas TDR e via sensoriamento remoto a partir do modelo METRIC. A evapotranspiração de referência foi estimada pelo método FAO Penman-Monteith. Foram realizadas calibrações nos sensores de umidade sondas TDR artesanais e CS 616. Antes do processamento dos dados do sistema de razão de Bowen, os mesmos foram avaliados a partir de diretrizes de validação. A calibração das sondas artesanais e sensores CS 616 realizada nessa pesquisa confirmam a necessidade de uma calibração específica para cada tipo de solo quando há necessidade de uma determinação precisa. As equações para encontrar dados inconsistentes a partir de diretrizes foram empregadas nos dados obtidos pela razão de Bowen com sucesso para a área de Bracchiaria decumbens. Comparando os métodos de balanço de energia pelo sistema de razão de Bowen e balanço de água no solo a partir de sondas TDR nos subperíodos os valores totais obtidos foram de 518 e 438 mm para o balanço de energia e balanço de água no solo, respectivamente, com uma diferença de 15%. Nas datas em que foram estimados os fluxos instantâneos através do método METRIC reforçou a confiança do modelo. A evapotranspiração diária pelo método METRIC obteve uma diferença de 20 e 12% em relação aos métodos do balanço de energia a partir do sistema de razão de Bowen e balanço de água no solo por sondas TDR, respectivamente.

  • PAULA CARNEIRO VIANA
  • EFICIÊNCIA DO USO DE ÁGUAS SALOBRAS NO CULTIVO HIDROPÔNICO DA COUVE-FOLHA

  • Orientador : TALES MILER SOARES
  • Data: 17/08/2017
  • Mostrar Resumo
  • O semiárido brasileiro em toda sua extensão é caracterizado sobretudo por longos períodos de seca, que ocorrem em virtude da irregularidade de chuvas, muitas vezes concentradas em curtos períodos, com altas taxas de evaporação durante todo o ano, favorecendo a escassez de água superficial nessa região. Fatores como estes dificultam a implantação de sistemas agrícolas que demandam grandes quantidades de água como a agricultura convencional. Nesse contexto o foco dessa pesquisa foi gerar e aperfeiçoar tecnologias capazes de inserir as águas subterrâneas do Semiárido do Brasil em uma atividade econômica sustentável. Desta forma o cultivo hidropônico pode viabilizar a produção o ano todo, e assim garantir uma regularidade na oferta dos produtos. Partindo da premissa que a hidroponia pode ser condizente com a exploração de águas subterrâneas salobras, com o presente trabalho objetiva-se avaliar a eficiência do uso de águas salobras quanto a viabilidade técnica de produção da cultura da couve-folha hidropônica quando se faz o uso exclusivo dessas águas. O trabalho compreendeu um experimento em condições de ambiente protegido, utilizando a cultura da couve-folha c.v ‘Top Bunch’, cujo delineamento experimental foi em blocos casualizados com sete repetições, totalizando 42 parcelas, sendo avaliados seis níveis de condutividade elétrica da água (CEa), quais sejam: 0,3; 1,0; 2,0; 3,0; 4,0 e 5,0 dS m-1, mediante seu uso exclusivo, na produção da solução nutritiva e na reposição da evapotranspiração (ETc), o nível 0,3 dS m-1 refere-se ao tratamento controle sem adição de NaCl. O sistema hidropônico utilizado foi o NFT (Técnica do Fluxo Laminar de Nutrientes) em canaletas de polipropileno com 4% de declividade. O aumento da salinidade da água promoveu redução na produção da couve-folha, por outro lado não foram registrados sintomas que comprometessem à qualidade da cultura, que também teve seu consumo hídrico reduzido com o aumento dos sais na solução. A eficiência do uso da água com base na matéria fresca das folhas aumentou com os níveis de condutividade elétrica da água. No geral, os resultados aqui obtidos demonstraram que é possível a utilização de águas salobras de forma exclusiva no cultivo da couve-folha sem perdas significativas de produção.

2016
Descrição
  • JOAO PAULO CHAVES COUTO
  • FLUXO DE CALOR NO SOLO E RADIAÇÃO LÍQUIDA EM PASTAGEM DE CAPIM BRAQUIÁRIA COM GRAU DE COBERTURA VARIÁVEL

  • Orientador : AUREO SILVA DE OLIVEIRA
  • Data: 15/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • O fluxo de calor no solo (G) é um importante componente do balanço de energia e se refere à quantidade de energia térmica transferida a níveis inferiores do solo por unidade de área durante determinado período de tempo. O uso de placas de fluxo de calor no solo é muito utilizado em diversos estudos envolvendo balanço de energia e demanda hídrica. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho dos modelos de placas de fluxo de calor no solo HFT3.1 (Radiation and Energy Balance Systems, Seatle, Washington, USA) e HFP01 (Hukseflux, Thermal, Delft, Netherlands) denominadas REBS e HUKS respectivamente. Além disso, o trabalho objetivou encontrar uma relação do saldo de radiação (Rn) e o grau de cobertura do solo para estimar o fluxo de calor no solo em superfície vegetada por capim braquiária. Uma estação meteorológica automática foi instalada no Campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB na cidade de Cruz das Almas para obtenção dos dados das variáveis de solo e de atmosfera para o estudo. As placas de fluxo de calor apresentaram performance semelhantes quando comparadas dentro do mesmo modelo, bem como modelos de diferentes fabricantes, sendo possível estimar os valores de HUKS, baseado nos valores de REBS. Foi observado que a relação G/Rn sofreu interferência do grau de cobertura do solo, sendo G representado por 23, 12 e 1 % de Rn para solo nu, parcialmente, coberto e totalmente coberto. Dessa forma, obteve-se, nesses estudos, modelos matematicamente com elevados coeficiente de determinação (R²).

2015
Descrição
  • NARA TOSTA SANTOS
  • AVALIAÇÃO DE PIRANÔMETROS EM CONDIÇÕES DE CAMPO E ESTIMATIVA DO BALANÇO DE RADIAÇÃO EM ÁREA DE GRAMÍNEA COM GRAU DE COBERTURA VARIÁVEL

  • Orientador : AUREO SILVA DE OLIVEIRA
  • Data: 30/06/2015
  • Mostrar Resumo
  • O balanço de radiação de uma superfície é determinado por suas características, como o tipo de cobertura vegetal, albedo, temperatura, umidade dentre outras. Estudos envolvendo a radiação solar são importantes por ser a principal fonte de energia para os processos físicos e biológicos que ocorrem na biosfera, sendo de fundamental importância para os processos de fotossíntese, de aquecimento e evapotranspiração. O objetivo do trabalho foi avaliar o desempenho de diversos sensores de radiação solar incidente e estimar o saldo de radiação a partir de modelos com relações lineares. O estudo foi desenvolvido na área experimental pertencente á Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, situada no município de Cruz das Almas – BA, (12º44’39’’ S; 39º06’23’’ W, 225 m de altitude) no período de junho a outubro. Foram instalados diferentes modelos de piranômetros (CS300, SPLite, LP02, LI200X) para determinar a radiação solar incidente, cujo desempenho dos mesmos, foi realizado tomando como referência o saldo radiômetro CNR4. Simultaneamente, foi estimado o saldo de radiação por meio de modelos baseados na radiação solar incidente e o saldo de radiação de ondas curtas. Os modelos de piranômetros testados apresentaram desempenhos semelhantes ao padrão de referência (CNR4). O saldo de radiação pode ser obtido tanto em função da radiação solar incidente quanto pelo saldo de radiação de ondas curtas.

2010
Descrição
  • PETTERSON COSTA CONCEIÇÃO SILVA
  • ESTRATÉGIAS DE USO DO H2O2 PARA ACLIMATAÇÃO DE PLANTAS DE GIRASSOL AO ESTRESSE SALINO

  • Data: 10/02/2010
  • Mostrar Resumo
  • Este estudo teve como objetivo testar a hipótese que o peróxido de hidrogênio (H2O2) pode aumentar a tolerância de plantas de girassol ao estresse salino, utilizando diferentes estratégias de aplicação. Para isso, foram realizados cinco experimentos sequenciais. Para o primeiro experimento, antes da aplicação do estresse salino (100 mM NaCl), as sementes de girassol foram condicionadas a quatro concentrações de H2O2 (0,1; 1; 10; 100 mM) associadas a três períodos de exposição (12; 24; 36 horas) foram adicionados também dois tratamentos de referência: controle (ausência de NaCl e ausência de H2O2) e controle salino (presença de 100 mM de NaCl e ausência de H2O2), aos 35 dias após a semeadura (DAS) foram quantificadas as massas secas das plantas. O segundo experimento foi realizado utilizando os melhores tratamentos selecionados a partir do experimento anterior. Neste experimento foram testados seis tratamentos: controle (ausência de NaCl e ausência de H2O2); controle salino (presença de 100 mM de NaCl e ausência de H2O2); 0,1 mM H2O2 (36 h) + 100 mM NaCl; 1 mM H2O2 (24 h) + 100 mM NaCl; 10 mM H2O2 (12 h) + 100 mM NaCl; e 100 mM H2O2 (12 h) + 100 mM NaCl. Neste experimento foram realizadas três avaliações semanais, monitorando os parâmetros fisiológicos e bioquímicos das plantas. No terceiro experimento foram testadas quatro concentrações de H2O2 (0,1; 1; 10; 100 mM) associadas a três aplicações (via pulverização foliar): AP 1 – uma aplicação (48 horas antes da exposição ao NaCl); AP 2 – duas aplicações (AP 1 + 7 dias após a exposição ao NaCl) e AP 3 – três aplicações (AP 1 + AP 2 + 14 dias após a exposição ao NaCl). Assim como no primeiro experimento, aos 35 DAS foram quantificadas as massas secas das plantas. Para o quarto experimento, como descrito no segundo, foram selecionados os melhores tratamentos do experimento anterior. Neste experimento os tratamentos testados foram: controle (ausência de NaCl e ausência de H2O2); controle salino (presença de 100 mM de NaCl e ausência de H2O2); 1 mM H2O2 (AP 1). Para este experimento, também foram realizadas três avaliações semanais para o monitoramento dos parâmetros fisiológicos e bioquímicos das plantas. No quinto experimento foram testados cinco tratamentos: controle (ausência de NaCl e ausência de H2O2); controle salino (presença de 100 mM de NaCl e ausência de H2O2); 1 mM H2O2 via semente (na presença de 100 mM NaCl); 1 mM H2O2 via pulverização foliar (na presença de 100 mM NaCl); 1 mM H2O2 via semente + 1 mM H2O2 via pulverização foliar (na presença de 100 mM NaCl). Aos 20 DAE foram quantificadas as massas secas das plantas. Em geral, para todos os experimentos, o estresse salino provocou uma forte redução do crescimento das plantas, em comparação ao tratamento controle. No entanto, essa redução foi menos pronunciada em alguns tratamentos condicionados com H2O2, confirmando a hipótese que o H2O2 é capaz de reduzir o efeito negativo da salinidade, aumentando a tolerância das plantas. Nossos resultados mostraram que, o condicionamento de sementes ou plantas com H2O2 pode aumentar a eficiência fotossintética, reduzir o transporte de Na+ e Cl- para as folhas e aumentar a atividade das enzimas antioxidantes, principalmente a catalase, contribuindo para o aumento da tolerância ao sal. Porém, verificamos também que a aplicação foliar de H2O2 (após o estresse salino) não é capaz de atenuar o efeito negativo provocado pelo sal em plantas de girassol.

SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação - - | Copyright © 2006-2020 - UFRB - app4.srv4inst1