Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • MOISES DAMIAN BONNIEK ALMEIDA CESAR
  • O Ensino de História através de uma Literatura Angolana Anticolonial

  • Orientador : JUVENAL DE CARVALHO CONCEICAO
  • Data: 03/07/2020
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  • Defesa pública do Trabalho Final de Curso no Mestrado Profissional em História. Trata-se de um material didático de apoio aos professores de história do ensino médio, na forma de um site, intitulado “História e Literatura: Angola e a luta anticolonial”, tendo como objeto de análise quatro obras literárias produzidas pelos romancistas angolanos Luandino Vieira e Pepetela durante o período de luta pela independência de Angola. O site contém resumos, análises e sugestões de atividades, dentre outras importantes informações, no sentido de constituir uma ferramenta interdisciplinar para auxiliar os docentes no trabalho pedagógico no campo da história da África. O processo de construção e as bases, teórico-metodológica, utilizadas na elaboração, bem como a descrição de estrutura do material didático e as motivações para a escolha dos objetos de pesquisa apontados encontram-se detalhados no texto dissertativo que acompanha o material. O produto final em questão atende a lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino do país.

     

  • THAIA CONCEICAO PORTO
  •  Modernização, Segregação e Prostituição em Feira de Santana: 1930-1960

  • Orientador : LUCIANA DA CRUZ BRITO
  • Data: 29/06/2020
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  • O presente trabalho analisa como o ideal de modernização ditado pela elite feirense interferiu no exercício da prostituição na cidade de Feira de Santana, no período entre 1930 a 1960. Utilizamos como fonte os jornais Folha do Norte, Folha da Feira, Gazeta do Povo e O Coruja, além de processos crimes e cíveis, censos do IBGE, decretos-lei e códigos. A partir de então buscamos perceber as transformações físicas e comportamentais ocorridas na cidade, assim como dentro dessas modificações pautadas no ideal modernizador, diferentes papéis foram reservados as mulheres de camadas sociais distintas. Por fim, analisamos o exercício da prostituição, um dos meios de sobrevivência para as mulheres pobres na cidade, e a tentativa das autoridades públicas de afastar as mulheres de vida livre das ruas centrais da urbe, uma vez que não condiziam com o processo de modernização e progresso idealizado pelo poder público. E ainda o modo de vida das meretrizes, formas de resistência, solidariedade, relações afetivas e de conflitos.

  • ROSILDO MOREIRA DO ROSÁRIO
  •  Cheganças e Marujadas: De uma travessia imaginária a um porto seguro.
  • Orientador : RITA DE CASSIA DIAS PEREIRA DE JESUS
  • Data: 26/06/2020
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  • Apresentar a Chegança dos Marujos Fragata Brasileira como um grupo da cultura tradicional que oferece elementos que colaboram com a formação da identidade da comunidade de Saubara, por ser constituído das memórias coletivas e individuais das pessoas desse lugar, por fazer  referências históricas de como essa Saubara foi importante para Independência da Bahia, demonstrar como a prática milenar da oralidade, o boca a ouvido, tem sido um dos principais veículos na preservação dessa manifestação, e discutir como a política de patrimonialização, que reconhece as Cheganças e Marujadas como patrimônio imaterial pode colaborar para a sua preservação, sem transferir para o Estado a responsabilidade orgânica de preservação que pertence aos seus fazedores, são estes os pilares que norteiam o presente  trabalho. Busco ainda evidenciar a música como elemento de memória, dando a ela o status de elo que dá unidade para os pilares trabalhados. Trazer um novo olhar acerca da religiosidade também constitui esse trabalho, uma vez que todas as retóricas antes existentes apontavam para a fé sobre a perspectiva do colonizador.

  • LEODINEIA DA COSTA REIS
  • Estudantes Palop/UNILAB: Encantos e Desencantos Além do Atlântico na UNILAB

  • Data: 28/05/2020
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  • Este relatório descreve minha trajetória que possibilitou a realização do seguinte produto: o material informativo intitulado Modi ki é studa na Brazil? O material é destinado aos/às estudantes de Ensino Médio dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - PALOP, com foco nos estudantes cabo-verdianos. Por esta razão o seu título Krioulo traz informações necessárias aos candidatos e candidatas que desejam ingressar em um curso de graduação na Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, nos campi situados em Redenção/Ceará e em São Francisco do Conde/Bahia, ressaltando que a presente pesquisa foi desenvolvida apenas no campus dos Malês, localizado na cidade baiana do Recôncavo, com o objetivo de analisar as experiências e as histórias de vida de estudantes PALOP, da UNILAB/Bahia, no período de formação acadêmica entre os anos de 2014 e 2019. Em uma síntese, o estudo pretende revelar as aproximações, os choques, os conflitos e as contradições presentes nas relações desses estudantes com o contexto social e político brasileiro que, a despeito do fim do trabalho escravizado, é estruturado pelo racismo, pela invisibilidade da África e igualmente pelo apagamento da herança africana nos espaços oficiais e imaginários nacionais. 

  • LUCILENE APARECIDA MUNIZ DA CONCEICAO
  • QUEBRANDO A CABEÇA COM A HISTÓRIA: FORMAS E MEIOS DE COMPREENDER A CULTURA AFRO- BRASILEIRA.

  • Orientador : ELIAZAR JOAO DA SILVA
  • Data: 11/03/2020
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  • O primeiro ciclo escolar é determinante para o desenvolvimento do (a) educando (a), é nele que a criança terá o primeiro contato com o saber científico, a partir deste, os horizontes se abrirão para mundos ainda não tocados ou percebidos pelos pequenos olhares das crianças. Para o psicólogo russo Vygotsky, o indivíduo não é “passivo e nem ativo, mas sim interativo em seu aprendizado escolar”, tendo a brincadeira na infância uma atividade específica, criada e recriada usando sistemas simbólicos. Partimos do pressuposto de que, o brincar com a história, através do lúdico é imprescindível ao processo de ensino / aprendizagem e a ideia de unir técnicas interdisciplinares ao brincar possibilita um melhor desenvolvimento e conhecimento. A presente pesquisa de mestrado profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, pretende através do material Quebrando a Cabeça com a História: formas e meios de compreender a cultura afro-brasileira unir quebra-cabeças com as figuras em 3D, buscando aproximar estudantes da cultura afro-brasileira por intermédio de atividades que contemplem a legislação, mas para além, deseja valorizar a compreensão das crianças sobre novos entendimentos e explorando seus conhecimentos prévios sobre os assuntos, estimulando crianças do Ciclo Fundamenta I à novas percepções sobre a cultura afro no Brasil, analisando caminhos históricos por elas ainda não conhecidos de forma concisa, divertida, mas acima de tudo valorizando a presença da cultura de povos que colaboraram para a formação do Brasil.

  • MARILENE MARTINS DOS SANTOS
  •  O Discurso Feminino no Ylê Axé Alaketu Ajunsun Zitozan – Terreiro Reinado Congo de Ouro – Nazaré: Entre a Oralidade e a Escrita.

  • Data: 04/03/2020
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  • Esta dissertação tem como objetivo compreender o discurso da mulher negra a partir de um contexto religioso - o Candomblé, no qual a sua representatividade é substancial quanto as lideranças e nos trabalhos das casas. Utiliza a observação do cotidiana de suas vivências, de tudo e todos que as cercam como base das discussões, inferências e reflexões sobre as participantes do Ylê Axé Alaketu Ajunsun Zitozan, situado em Nazaré, cidade histórica do Recôncavo Baiano. Terreiro erguido por um ancestral masculino, hoje sob liderança feminina. O trabalho de pesquisa participante pretendeu a aquisição de embasamento teórico-metodológico e empírico para possíveis intervenções sociais e políticas em prol destas mulheres, numa perspectiva de potencializar participações e contribuições significativas na construção de políticas públicas. Acreditando que faz necessários políticas públicas para a melhoria de vida dessas mulheres que são filhas, mães, vós, bisas, trabalhadoras, criadeiras, conselheiras, intelectuais, empreendedoras, chefes de família, amantes, e mais, o principal recorte, mulheres de axé que habitam o espaço-terreiro, no qual as relações familiares estão mergulhadas na Energia do Sagrado. Um estudo analítico-interpretativo das vozes que emanam de dentro do referido terreiro por meio de diferentes linguagens verbais: oral e não verbais. Referenciado nas concepções teórico-metodológicas dos estudos de base africana, que valorizam as experiências históricas e culturais das populações subalternizadas e edificam o aparato crítico-interpretativo das narrativas e interpretações hegemônicas. Concentra-se, ainda, nos conceitos de metodologia de pesquisa afrodescendentes, nos quais pesquisador e pesquisado são sujeitos da pesquisa, o primeiro ao falar do outro, fala de si, com investigação mediante à observação-participante e estudo sócio-histórico - um delineamento da representação social das mesmas e sistematização da consciência histórica da Comunidade-Terreiro Reinado Congo de Ouro, liderado pela Yalorixá Mãe Nilza de Iansã, herdeira do cargo de Roque Congo de Ouro de Obaluaiê.

2019
Descrição
  • MIGUEL ANGELO VELANES BORGES
  • BENZER, REZAR, CURAR

    HISTÓRIA E MEMÓRIA DE REZADEIRAS E REZADORES EM MONTE GORDO E BARRA DO JACUÍPE

  • Orientador : SERGIO ARMANDO DINIZ GUERRA FILHO
  • Data: 12/11/2019
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  • Esse relatório diz respeito ao processo de construção de um produto didático, processo esse que durou dois anos e meio de debates, discussões, estudos e experimentações. A intenção gira em torno da produção de um material acessível a alunos e professores da Educação Básica de escolas públicas na Bahia, especificamente do município de Camaçari, tendo como protagonistas rezadeiras e benzedeiras. Ao captar as histórias dessas protagonistas através da fala, surgiu a ideia de inserir imagens que dessem embasamento a essas falas. Assim, nasceu a necessidade de um trabalho fotográfico para dialogar com os textos dos depoentes. Essa não era a intenção principal, que passou a ser construída durante o processo. Surgiu, assim, um livro de fotografias retratando os saberes e práticas de rezadeiras e benzedeiras, captados a partir de suas memórias. O produto é dividido em duas partes. Na primeira, um texto introduz o tema falando um pouco do povoamento do Litoral Norte, dos saberes religiosos e dos eventos ligados à cultura popular na região de Monte Gordo. Na segunda um pequeno acervo fotográfico faz uma ponte entre as falas e as imagens das depoentes. Casando texto e imagem, foi possível enriquecer o trabalho, na medida em que ao visualizar os textos, os leitores entram em contato com a realidade visual e o cotidiano dos sujeitos do livro. Optei por um texto inicial curto, já que a intenção se concentrou na disponibilização de um livro de fotos. Ao final desse relatório exponho com mais detalhes todo o processo e produção do material didático com suas nuances e peculiaridades.

  • LILIAN SOARES DA SILVA
  • Território ancestral negro, quilombola e indígena em construção (1919 - 2019) - Região metropolitana de Salvador.

  • Data: 23/09/2019
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  • O presente trabalho de Dissertação tem o propósito de apresentar a Comunidade Remanescente de Quilombo com sua ancestralidade negra, quilombola e indígena, localizada na região metropolitana de Salvador/BA. O processo metodológico de pesquisa e investigação pautou-se em entrevistas, dados quantitativos (estatísticos e socioeconômicos) e qualitativos (pertencimento identitário), do trabalho de campo e vivências no território. Com vistas aos documentos, materiais e referências históricas foram obtidas os Registros de Propriedades de Terras, a Matrícula dos Engenhos da Capitania da Bahia, a Certificação de Autorreconhecimento de Comunidade Remanescente de Quilombo (2005), o Processo de Regularização  Fundiária e Demarcação de Terras no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA (2010) e, entre outras fontes históricas, documentais e iconográficas da região. Os dados e as informações supracitadas foram analisados com referências de fontes primárias, secundárias e orais. Para finalizar, o trabalho apresentam-se a genealogia das famílias interlocutoras, da Cartografia Social e Etnográfica dos grupos inseridos no território ancestral negro, quilombola e indígena, difundindo para as novas gerações sua origem, a ascendência, a história de vida como comunidade negra.

  • ROSANGELA APARECIDA CORDARO
  • Dona Cadu - Oralidade, Memória e Saberes Centenários

  • Orientador : EMANOEL LUIS ROQUE SOARES
  • Data: 09/08/2019
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  • Essa dissertação de mestrado aborda a importância das histórias contadas por Ricardina Pereira da Silva, mais conhecida como Dona Cadu. Uma mulher quase centenária, nascida no ano de 1920, em São Félix, no Recôncavo Baiano. Desde 2013, que venho sentada à beira de sua saia salpicada de barro, para ouvir suas histórias de vida. Nesse período, foi possível conhecer os valores e as identidades desvendados por um olhar de quem lida com a essência de tudo: o barro. Matéria-prima de potes, panelas e frigideiras. Esse barro dá a liga aos demais saberes, o samba de roda, as rezas e os conhecimentos ancestrais de negros e indígenas que viveram no Recôncavo Baiano. Tudo isso num viver e fazer, tudo isso feito no momento da queima da louça. As rezas e curas por meio da fé, dos rituais e das folhas fazem da espiritualidade uma parte do cotidiano. Julguei necessário transformar o resultado desse estudo em um produto final, em forma de livro paradidático infanto-juvenil, que tem como objetivo principal, mostrar aos jovens, em processo de socialização para a formação da cidadania, a importância da oralidade e da memória exemplificada pela autobiografia de D.Cadu. Uma contribuição à construção das suas identidades - negra e indígena - num contexto racista. Esse livro tem como título “O Dia que Almocei a Bisa”, uma alusão metafórica da figura de Murilo, bisneto de Dona Cadu, que teria passado o período da refeição sem poder almoçar, já que estava escutando as histórias de sua bisavó e dos seus antepassados. Histórias que o ajuda a descobrir a sua identidade – ou seja, quem é ele, de onde vem e para onde vai - abrindo os seus caminhos e os seus olhos para a importância da resistência cultural, como uma via para reafirmar o seu lugar de origem e de luta. Trata-se de um alimento para sua alma. A construção do livro tem por objetivo transformar as falas de Dona Cadu, que influenciaram gerações da sua família e do território em que vive – Coqueiros de Maragojipe – em um instrumento de difusão dos diferentes saberes dessa mulher brasileira, baiana e afro-indígena. Que o livro, na sua configuração lúdica e paradidática, sirva para incentivar outros jovens a conhecer, valorizar e reconhecer a oralidade e memória dos ancestrais como forma de conhecimento que resiste ao tempo, ao preconceito e ao racismo. Conhecimento que ressignifica e empodera.

  • ALYNE BISPO MOREIRA
  • "AGREDIDA SEM MOTIVOS": A violência contra mulheres negras na representação do Jornal Feira Hoje – (1970-1979)

  • Orientador : ELIAZAR JOAO DA SILVA
  • Data: 23/07/2019
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  • Este trabalho apresenta uma discussão acerca da forma como o Jornal Feira Hoje retratava a mulher negra em seu periódico entre 1970 e 1979. Explora-se uma pesquisa de gênero na perspectiva interseccional, na qual permite analisar os marcadores discriminatórios de gênero e raça apresentados nos discursos desse jornal. Propõe também problematizar a relação entre o imaginário de modernidade propagado pelo referido jornal na década de 1970 em Feira de Santana e as divulgações de reportagens sobre violências praticadas e sofridas por mulheres negras neste mesmo período, momento representado por forte repressão militar a todas as ocorrências que perturbassem a ordem estabelecida, inclusive violência envolvendo as mesmas. Foram utilizados os referenciais teóricos da análise do discurso, da história oral, estudo de gênero, violência de gênero e raça. Como ferramenta de pesquisa foram empregadas as análises do Jornal Feira Hoje, dos processos-crimes, dos dados estatísticos do Censo Demográfico de 1979 e 1980 e das fontes orais. Nestes termos, pretende-se produzir uma abordagem histórica a respeito da mentalidade machista e racista da sociedade feirense neste período.

     

  • JOAO DE DEUS FONSECA JUNIOR
  • OS JOGOS DE ORIGEM AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: Uma proposta sociocultural para o ensino.

  • Data: 28/06/2019
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  • O estudo apresenta a diversidade sociocultural do Recôncavo da Bahia, e suas conexões com outras regiões brasileiras nas quais tem a presença maciça das populações negras e afrodescendentes. O estudo tem como objetivo, auxiliar na construção da teoria pedagógica dos jogos de origem africana e afro-brasileira, como uma proposta sociocultural, permitindo utilizá-los como recurso pedagógico para o ensino. Desta forma, torna-se necessário refletir em relação à dicotomia entre o jogar e o aprender instalada nos ambientes escolares. Observo que esse tipo de atividade é utilizado como momentos de relaxamento, descanso e desgaste de energia excedente das crianças. Contudo, é sabido que o jogo e a brincadeira são recursos importantes da formação de crianças, porém, essa prática, permanece dissociada do processo educativo. O estudo propõe investigar a relevância das práticas de jogos e brincadeiras no processo educacional, de mostrar o valor educativo que poderá ser incorporado às atividades escolares. Comecei o percurso metodológico dentre outros, optando pelo estudo no campo epistemológico, estudo fenomenológico, sendo uma pesquisa qualitativa de abordagem multirreferencial, como procedimento metodológico, utilizei a pesquisa-ação, foi apresentada uma proposta metodológica por meio de Rodas de Saberes e Formação. Assim, chego à conclusão que devemos possibilitar formação de crianças mais críticas, solidárias, autônomas e criativas. Portanto, cabe ao professor/a, valorizar o brincar e o jogar, superar as dificuldades e empregar tais conteúdos como proposta pedagógica. Desta forma, concluo que os jogos e as brincadeiras apresentam uma gama de possibilidades para prática educacional, estes, sendo utilizados com finalidades pedagógicas, podem gerar conhecimento das mais variadas áreas do conhecimento, tornando-se um importante recurso pedagógico para o ensino.


  • IANSMIN DE OLIVEIRA GONÇALVES
  • OS FIOS DE RECONTOS - HISTÓRIAS DE VIDA E FORMAÇÃO DE JOVENS NEGRAS

  • Orientador : RITA DE CASSIA DIAS PEREIRA DE JESUS
  • Data: 26/06/2019
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  • O presente relatório final tem o objetivo de apresentar uma discussão teórico- metodológica sobre o produto paradidático, o livro intitulado Os Fios de Recontos” baseadas nas Histórias de Vida e Formação de Jovens Negras do Ensino MédioO objetivo geral desta pesquisa foi produzir um livro paradidático de contos formativos, para jovens estudantes da educação básica, sobre raça, gênero, juventude e identidade, composto a partir das histórias de vida e formação de estudantes negras do ensino médio da rede pública. Como caminho para a produção das narrativas de vida foi utilizada a RSF- Rodas de Saberes e Formação, uma “metodologia de ação” que consiste em uma tecnologia socioeducativa que proporciona a reflexão coletiva e horizontalizada sobre questões de temas elencados aqui como as questões de raça, gênero e identidade (Jesus, 2010, p. 320), os encontros foram gravados e sistematizados considerando o sigilo às identidades das colaboradoras. Deste modo, os “contos formativos” constituem-se em uma elaboração de narrativas recriadas, reinterpretadas, breves que incitem á leitura a partir de historia de vida reais, nesse caso de jovens mulheres negras. Ao enfocar a perspectiva da história de vida como um conjunto de ações sociais, o livro, “Os Fios dos Recontos”, em sua construção e resultados, visa contribuir também na formação dos/as profissionais de educação, no que tange aos aspectos de raça, gênero, juventude e sexualidade, como possibilidade de aplicação para a Educação das Relações Étnicorraciais na Educação básica, um modo de promoção da equidade racial, pela via da educação.

  • VIVIANE CARLA BANDEIRA SANTOS
  • Zeferina: O conto de uma quilombola.

     

  • Data: 10/05/2019
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  • O presente estudo trata sobre a elaboração do livro paradidático “Zeferina: o conto de uma quilombola”, um material feito para subsidiar os professores da Educação Básica, especificamente, no Ensino Fundamental II, a trabalhar sobre a participação das mulheres negras nos movimentos de resistência escrava na sala de aula. O livro baseia-se na história de Zeferina, líder do Quilombo do Urubu e objetiva servir de inspiração para o entendimento dos quilombos e movimentos de resistência escrava. Além disso, promove uma discussão sobre racismo, trazendo referenciais positivos à figura da mulher negra. Observa-se que há uma vasta produção sobre os movimentos de resistência escrava no Brasil, principalmente sobre quilombos, no entanto, essas discussões limitam-se ao universo de protagonistas masculinos, invisibilizando a atuação das mulheres quilombolas.

     

  • VINICIUS BONIFACIO SANTOS ALVES
  • OS ENGENHOS CENTRAIS NO RECÔNCAVO BAIANO: 1874 – 1890

  • Data: 07/05/2019
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  • O presente trabalho visa apresentar um estudo sobre os engenhos centrais no Recôncavo baiano. Estes engenhos foram grandes estruturas, construídas ou adaptadas entre os anos de 1874 – 1890, a partir de engenhos já existentes, que objetivavam viabilizar e recuperar a produção do açúcar na província da Bahia através do desenvolvimento de técnicas para o manejo da cana-de-açúcar, a divisão da agricultura e indústria, assim como, apresentaram mudanças no sistema de trabalho escravo substituindo-o pelo livre.

  • FRANKLIM DA SILVA PEIXINHO
  • História da Casa Verde: Cor, Cárcere e Liberdade

  • Orientador : SOLYANE SILVEIRA LIMA
  • Data: 30/04/2019
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  • Este relatório final foi elaborado para apresentar as razões históricas, criminológicas e pedagógicas que orientam e fundamentam a construção do paradidático “Histórias da Casa Verde: Cor, Cárcere e Liberdade” e o respectivo livro do professor. Possui por objetivo geral, a elaboração de um produto paradidático baseados nas vivências do cárcere, sobre História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, tornando a aprendizagem significativa na Educação de Jovens e Adultos do sistema prisional baiano, de acordo com as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, a partir de um estudo histórico com caráter transversal e interdisciplinar, envolvendo Literatura, Artes e Geografia. A elaboração do produto se pautou pela discussão das questões relacionadas ao racismo estrutural, institucional e religioso, tendo a leitura, a oralidade e a “contação” de histórias, como metodologia de estudo. Esta investigação assenta-se na hipótese de que os internos do sistema prisional baiano possuem conhecimentos baseados nas suas experiências pessoais relacionadas às desigualdades sociais enfrentadas pelos afrodescendentes na sociedade brasileira, o que favorecem ao processo de aprendizado sobre a História da África, Diáspora e dos Povos Indígenas.

  • PATRICIA DE SANTANA SOUZA
  • REPRESENTAÇÕES DE ÁFRICA: TARZAN E A HISTÓRIA EM SALA DE AULA

  • Data: 26/04/2019
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  • O livro “Representações de África:  Tarzan e a História em sala de aula” consiste num material didático destinado aos docentes que atuam no Ensino Médio da Educação Básica. Ele foi produzido com o intuito de atender a lei 10.639/2003 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino. Para isso, discutimos as representações de África presentes nos filmes Tarzan o Filho das Selvas (1932) e A Lenda de Tarzan (2016), elencando temas que podem ser trabalhados em sala de aula. Em seguida, sugerimos filmes africanos que dialogam com as temáticas sob uma outra perspectiva.

     

  • TAMIRES SANTOS TELES
  • Relatório: Arte e musicalidade indígena Kariri-Xocó e Fulni-Ô na atuação pedagógica e social de uma liderança indígena do Nordeste: relatório para a produção do documentário “Wakay: uma semente, um mundo

  • Data: 29/03/2019
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  • Na última década observa-se um crescente número de produções historiográficas voltadas à História Indígena, reflexo das mudanças no campo da História e do fenômeno da etnogênese, que se propaga e se estabelece entre diversas populações indígenas. Como uma forma mais justa de se fazer História, o resgate pelo conhecimento da identidade étnica desses povos exerce grande influência nas novas temáticas de pesquisa, o que contribui para a renovação de novas fontes de suporte à aplicabilidade da lei 11.645/08. As populações indígenas do Nordeste, nesse cenário, assumem uma trajetória histórica peculiar, sobretudo no século XX. Este trabalho, direcionado a professores(as) e estudantes do Ensino Fundamental e Médio (e também acessível ao público de maneira geral), pretende evidenciar como se sucederam alguns dos processos relacionados a essas populações, indo desde o empreendimento colonial, até as diversas estereotipações e negações identitárias vivenciadas pelos povos indígenas no decorrer do processo histórico. Sob protagonismo de Wakay – artista, xamã, músico, multinstrumentista e educador indígena do sertão do Nordeste, são evocados então os esforços e estratégias educacionais empregadas por ele e seu povo no favorecimento da manutenção identitária e da sobrevivência das suas culturas e ancestralidades. Para a fundamentação historiográfica, foram buscados autoras e autores que oferecem novos conteúdos e novas possibilidades para a história indígena, tanto para caracterizar as fases da colonização (HOLLER, 2006; LEITE, 2006; WITTMAN, 2011), como para as décadas mais recentes (OLIVEIRA, 2016; ARRUTI, 1995). Por fim, os traços que caracterizam a musicalidade e os instrumentos musicais, parte essencial da tradição indígena, são dispostos no texto para contextualizar as simbologias tradicionais, preservadas à medida em que elas permaneceram nos muitos anos, entre as diversas tentativas de apagamento, caboclização e incorporação à indústria e agricultura.

  • ANDREA DE CARVALHO MOREIRA

  • RELATÓRIO FINAL EA PRODUÇÃO DO MATERIAL PARADIDÁTICO:
    “LUCINDA: minhas escolhas me fizeram retornar ao quilombo”

     

     

  • Data: 27/03/2019
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  • RESUMO

    Esta pesquisa busca delinear a descrição sobre como o livro paradidático “Lucinda: minhas escolhas me fizeram retornar ao quilombo” foi produzido e destinado a professores do Ensino Fundamental II. O livro foi elaborado a partir de um estudo minucioso sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, fundamentado também em aportes historiográficos e versou sobre a trajetória de vida de mulheres quilombolas como possibilidade de dialogo sobre educação das relações étnico-raciais no currículo escolar. O relatório destaca as referências teóricas da história, concepções sobre currículo escolar e a etnopesquisa utilizadas para fundamentar as discussões que direcionaram a pesquisa até a construção do produto final: o paradidático.

2018
Descrição
  • CAMILA SANTOS DO NASCIMENTO
  • "Lutamos contra o Racismo!":Movimento Negro através da Folha de São Paulo (1978-1988)

  • Data: 07/12/2018
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  • Com a ampliação da noção de documento nos anos 70, a mídia impressa tornou-se uma possível fonte para a pesquisa. Assim, o objetivo dessa pesquisa é mapear os caminhos percorridos pelo movimento negro contemporâneo, através da Folha de São Paulo. O período escolhido (1978 – 1988), justifica-se por ser a década de rearticulação da mobilização social em paralelo ao declínio da Ditadura no Brasil. Portanto, buscamos compreender os laços construídos com as diversas organizações políticas, as práticas socioculturais e relações internacionais assumidas a partir do final da década de 70.

  • BRUNO SOUZA COSTA
  • POSSE ORÍ:

    A História e memória dos militantes - a arte de educar nas periferias. Salvador -Bahia (1998 – 2004)

  • Orientador : RITA DE CASSIA DIAS PEREIRA DE JESUS
  • Data: 24/10/2018
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  • A presente pesquisa possui enquanto proposta um filme documentário, que tem como premissa analisar, investigar, refletir e compreender aspectos sociais, político-pedagógicos e culturais acerca da História e Memória do Movimento Hip-Hop na Bahia em específico o surgimento, a organização, articulação, vivências e sobrevivências da Posse Orí sendo a primeira posse de Hip-Hop no estado da Bahia.



     
  • DELMACI RIBEIRO DE JESUS
  • CLUBE DE HISTÓRIA: ESTUDO E PESQUISA DA HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA POR ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, NO COLÉGIO ESTADUAL MARIA ISABEL DE MELO GÓES, CATU/BA.

  • Orientador : EMANOEL LUIS ROQUE SOARES
  • Data: 18/09/2018
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  • “O Clube de História: estudo e pesquisa da história e cultura afro-brasileira por estudantes da educação básica” é um projeto de intervenção que foi desenvolvido no Colégio Estadual Maria Isabel de Melo Góes na cidade de Catu, através da formação de um grupo de estudos com o objetivo de investigar e popularizar os elementos que compõem a história e a cultura negra na cidade de Catu e regiões circunvizinhas. Constituído por estudantes do ensino médio, o grupo de pesquisa surgiu, a partir de um problema que é a falta de políticas públicas e/ou projetos escolares que se atentem para a conservação de memórias sobre a cultura afro-brasileira. De que forma os estudantes negros/afrodescendentes, pertencentes à escola pública da cidade de Catu se percebem, enquanto atores de transformação da realidade na qual estão inseridos? A partir desse questionamento, o Clube de História surgiu como uma abordagem didática, propondo o ensino por investigação, relacionada ao ensino da História que se evidencia por ter estudantes pesquisadores ainda na educação básica. A partir de uma entrevista inicial, os estudantes são convidados a participarem de reuniões quinzenais, onde ocorre a reflexão sobre a cultura afro-brasileira, tendo como referência a discussão sobre identidade, educação científica e cultura. Tendo como ponto de partida a observação e identificação de problemas do local no qual os alunos estão inseridos. No Clube de História o estudante é o protagonista. Desse modo, é possível ter uma aprendizagem significativa, uma vez que os conhecimentos prévios dos estudantes são valorizados e constituem o processo de construção do conhecimento. Ou seja, o Clube convida aos estudantes para questionarem a realidade na qual estão inseridos e através da pesquisa propor a [re]construção de conhecimentos de valorização das comunidades afrodescendentes que constituem o município de Catu e as regiões circunvizinhas. O Clube vem produzindo projetos de pesquisa exitosos, que são apresentados e premiados em Feiras de Iniciação Científica Júnior, corroborando com a qualificação do processo de ensino e aprendizagem da História da cultura afro-brasileira, tendo como referência legal os parâmetros curriculares nacionais e as Leis 10.639/03 e 11.645/08.

  • SANDRO AUGUSTO DA SILVA CERQUEIRA JUNIOR
  • Independência é liberdade? Escravidão, liberdade e resistência na independência da Bahia

     

  • Orientador : SERGIO ARMANDO DINIZ GUERRA FILHO
  • Data: 04/09/2018
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    O presente relatório final tem o objetivo de apresentar uma discussão sobre os produtos paradidáticos interconectados: livro do jogador, livro do mestre e guia do professor intitulados “Independência é liberdade? Escravidão, liberdade e resistência na independência da Bahia. O produto é objetivado para o ensino fundamental II e ensino médio e se configura como uma linguagem alternativa e promissora – tendo em vistas seus resultados em experiências anteriores - para abordagem de temas transversais a própria Independência da Bahia e cotidiano de escravizados, como resistência, liberdade e cidadania. O relatório se divide essencialmente em uma breve introdução do RPG e seu histórico; conceito e objetivos do produto; a experiência do PIBID como base e inspiração para a construção do jogo; referencial teórico; conceito, análise e comparação de materiais paradidáticos; analise conceitual da escravidão e discussão sobre identidade negra; Análise da estrutura dos livros.

  • FABIO AMERICO REIS SANTOS
  • Trabalho e Racialização em São Félix: o caso Dannemann (1889-1940)

  • Orientador : ROSY DE OLIVEIRA
  • Data: 21/08/2018
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  • Este trabalho tem como objetivo central compreender como o negro e suas imagens foram concebidas no período caracterizado como pós-abolição em São Félix, no Recôncavo da Bahia. Através das fotografias buscou-se construir uma linha de diálogo com outras fontes investigativas permitindo o desenvolvimento de uma abordagem qualitativa e quantitativa, o que permitiu avançar sobre a construção de suas vivências em meio ao espaço e tempo. Registros, que além de evidenciarem as transformações, apresentam a modernidade e a prosperidade estabelecida neste centro em função da economia de fumo, permitindo ter uma ideia sobre como o negro inseriu-se neste meio. Neste sentido, ampliou-se o debate dentro do universo fabril, onde destaca-se o protagonismo da mulher negra, configurando-se também como local que será marcado pelos instrumentos de controle e vigilância. Fora das fábricas, o processo de urbanização e crescimento da cidade e seus desdobramentos, e ainda ecoando as efervescência dos conflitos e laços de solidariedades dentro do campo de disputa vivenciados no porto da cidade.

  • CRISTIANO AMARAL DE ALMEIDA
  • RELATÓRIO DE PRODUÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “DONA DALVA: UMA COMPREENSÃO SEMIÓTICA NO ENSINO DE HISTÓRIA”.

  • Orientador : ELIAZAR JOAO DA SILVA
  • Data: 08/06/2018
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  • A Reeducação das Relações Étnico-Raciais é um tema que constitui uma abordagem essencial nos espaços escolares à medida que favorece o debate sobre a formação do Brasil e das diferentes contribuições ocorridas nesse processo. Provocar discussões que apontem para as desigualdades sociais, a desqualificação – acometida com maior ênfase – às populações com origens nas matrizes africana, indígena e afro-brasileiras, ao racismo, preconceito e tantas outras segregações que concorrem para a inferiorização do outro quando este não atende aos padrões estabelecidos por um modelo sociocultural eurocêntrico, são formas de combate e de (re) configuração de discursos cristalizados e unilaterais. À História por sua vez, no âmbito da escolarização, compete o papel de debater essas questões a fim de desenvolver uma consciência que mude a postura e as ações na sociedade em defesa da igualdade e da democracia social. Pautado pela História Social e, considerando o processo metodológico como veículo facilitador para a condução das aprendizagens, escolhi o samba de roda de Dona Dalva Damiana, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, como fonte histórica e mecanismo metodológico para criar estratégias de ensino de História. Tendo como público alvo os estudantes do Ensino Fundamental nas séries finais, o que não exclui a possibilidade de uso desse material em outros níveis de escolaridade, considerado seu caráter interdisciplinar que oferece amplo debate e coloca a história em diálogo com a geografia, sociologia, filosofia, artes e literatura. Ao percebermos a relevância de bens culturais como elementos historiográficos estamos reconhecendo e legitimando o conhecimento popular, o protagonismo dos sujeitos construtores de sua própria história, suas memórias e o desenvolvimento cultural. 

  • FABIO SANTOS BARRETO
  • ABDUL INJAI: DE ANÔNIMO A HERÓI CONDENADO AO DEGREDO

  • Orientador : JUVENAL DE CARVALHO CONCEICAO
  • Data: 23/03/2018
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  • Na virada do século XIX para o XX o continente africano foi invadido por povos europeus que entre si repartiram o território arbitrariamente. Wesseling escreveu que num período de 20 anos quase todo o continente estava sob domínio europeu1. O texto de M’Baye Gueye e Albert Adu Boahen apresenta que a superioridade tecnológica foi a causa do sucesso europeu.2 Mas ao confrontar essas ideias com documentos produzidos por autoridades portuguesas da época, foi possível perceber algumas discrepâncias, a todo momento os documentos falavam de povos de África envolvidos na invasão colonial a exemplo Macuas, Fulas entre outros que tomaram parte na campanha de 1908 no Cuore. Nomes de régulos e outros anônimos que participaram das guerras invasoras e que ascenderam ao regulado e tornaram-se destaques nas campanhas de invasão colonial portuguesa por exemplo; Abdul Injai. Surgiu então a inquetação de estudar o caso da invasão colonial da dita Guiné “portuguesa”, como Portugal invadiu as regiões e como os povos resistiram a invasão, como se dava a relação Portugal com os seus “aliados”. Ao Analisar e cruzar as informações contidas nos relatórios de campanha, diário de recordação, telegramas, inquéritos. Foi possível perceber que, o que a historiografia apresentava a respeito da colonização do continente africano ignorava ou ocultava os fatos relacionados a dita Guiné “portuguesa,” os marcos temporais e os motivos apresentados que levaram a invasão de modo geral estavam distantes da realidade aquela região. Não foi a tecnologia que decidiu a favor de Portugal. E até 1919, Portugal não era senhor da Guiné.

  • WILSON OLIVEIRA BADARO
  • COMO CURA KEMET: JOGANDO, REPRESENTANDO E APRENDENDO SOBRE A CURA A PARTIR DOS PAPIROS DE EDWIN SMITH

  • Orientador : JUVENAL DE CARVALHO CONCEICAO
  • Data: 27/02/2018
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  • O presente trabalho visa reunir um conjunto de informações sobre a caracterização do documento histórico – Papiro de Edwin Smith – ainda pouco trabalhado pelos historiadores brasileiros, oferecendo, a partir desta caracterização, um jogo de tabuleiro representativo, temático e interativo que possa contribuir com maiores informações sobre as práticas de cura no Egito Antigo. Este jogo pretende disponibilizar uma dimensão importantíssima da sociedade egípcia – a das práticas de cura – além de expor um momento histórico da antiguidade e suas respectivas implicações para a manutenção desta prática no sentido de auxiliar os professores em sala a partir do jogo. Os objetivos mais gerais do jogo são: a) fazer com que os alunos e participantes do jogo percebam como as práticas de cura se deram no Egito Antigo e como – também, com o que – se desenvolveram. Da mesma forma, dentro das atividades proposta pelo jogo, pretende-se b) envolver os elementos usados como utensílios, materiais e substâncias no intuito de contextualizar estas práticas e os conhecimentos disponíveis em Kemet.

2017
Descrição
  • ROGERIO SANTOS SOUZA
  • RELATÓRIO DE PRODUÇÃO DO MATERIAL PARADIDÁTICO:DESCOLONIZANDO AS NARRATIVAS HISTÓRICAS NA EDUCAÇÃO INFANTILDE MARAGOGIPE-BA: Contação de histórias como mecanismo de (re)significação da identidade étnico-racial.

  • Orientador : CLAUDIO ORLANDO COSTA DO NASCIMENTO
  • Data: 21/12/2017
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  • O presente estudo apresenta o resultado final da pesquisa intitulada “Descolonizando o
    Currículo e as Práticas Pedagógicas na Educação Infantil: contação de histórias como
    mecanismo de (re)construção da identidade étnico-racial”, desenvolvida no Programa de
    Mestrado em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, da Universidade Federal
    do Recôncavo da Bahia. A construção do material educativo é fruto de uma experiência
    pedagógica realizada entre 15 de setembro de 2016 e 31 de março de 2017, na Escola
    Municipalizada Juvenil de Oliveira, que atende a modalidade da Educação Infantil, no
    município de Maragogipe/BA. O objetivo geral é sensibilizar a equipe pedagógica da Escola
    Municipalizada Juvenil de Oliveira, especialmente as professoras, quanto à necessidade de
    discutir as questões relacionadas à identidade étnico-racial, por meio da contação de histórias,
    mas, principalmente, despertar uma reflexão nas crianças no que tange à diversidade existente
    na turma, na escola e, consequentemente, na sociedade. Quanto à metodologia, foi adotada a
    metodologia composta de vivências, observações e perguntas objetivas e subjetivas, que
    possibilita às docentes entrevistadas flexibilidades na dinâmica de respostas das questões por
    meio de questionários e grupo focal. Nas observações durante a execução do projeto na
    escola, percebi que as histórias contadas, do ponto de vista da fábula infantil, não permitem
    reflexões acerca do preconceito, dos atos de discriminação, bem como sobre as práticas
    educativas racistas encontradas no universo da sala de aula, pois são, quase sempre, retratos
    dos típicos contos eurocêntricos com princesas e príncipes fenotipicamente brancos. Os
    resultados apontam para a influência do racismo, historicamente disseminado no Brasil,
    implícito na formação das crianças de 4 e 5 anos da escola, sendo sua maior incidência sobre
    a população negra. Sujeitas a esta realidade, as crianças negras estão vulneráveis a um
    processo de construção de uma autoimagem negativa, pois não encontravam naqueles
    espaços, referências positivas da história de seus “semelhantes”. Portanto, apresenta-se como
    necessário, importante e urgente a produção de materiais pedagógicos que valorizem,
    respeitem e reconheçam a diversidade existente na sociedade brasileira e, consequentemente,
    nas escolas; cabendo aos profissionais de educação a escolha de produtos pedagógicos que
    viabilize a pluralidade ético-racial.

  • ANA PAULA DE SOUZA
  • EDUCAÇÃO E TRABALHO NO ASILO DOS EXPOSTOS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA BAHIA (1870-1890)
    CACHOEIRA - BAHIA

  • Orientador : FABIANA COMERLATO
  • Data: 31/08/2017
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  • O presente trabalho aborda a história da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, com destaque para as ações educativas voltadas para a preparação das crianças que ingressavam na instituição para o trabalho. Ao longo da pesquisa, percebe-se a marcada distinção de gênero nos projetos aplicados pela Escola Interna do Asilo dos Expostos: enquanto os homens eram preparados desde cedo para o trabalho externo, isto é, aprender um ofício para “viver sobre si” e, consequentemente, ter como sobreviver após atingir a idade-limite de permanência no Asilo dos Expostos, as mulheres eram treinadas para afazeres próprios do mundo doméstico e para o casamento (embora houvesse aquelas que, apesar da forte pressão social, também procuraram meios de autossustentar-se a fim de não depender exclusivamente do casamento para sobreviver). Destaco também as medidas tomadas pela Santa Casa para regulamentar a constante procura dos e das jovens residentes no Asilo por trabalho, com vistas a coibir os episódios de abusos e maus-tratos, bem como a venda ilegal de adolescentes “alugadas” como escravizadas.

  • ERYSON DE SOUZA MOREIRA
  • O LIVRO DIDÁTICO E A POSITIVAÇÃO DO ENSINO DE HISTÓRIA E DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA NAS ESCOLAS CLASSE E PARQUE EM SALVADOR-BA

  • Orientador : ISABEL CRISTINA FERREIRA DOS REIS
  • Data: 21/08/2017
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  • Este trabalho propõe primeiramente a análise da coleção História Sociedade
    & Cidadania do autor Alfredo Boulos Júnior, coleção indicada pelo PNLD via Guia de
    Livros Didáticos 2014, ou seja, compreendendo o último triênio que iniciou em 2014
    até o final de 2017 na cidade de Salvador-Ba, pelas Escolas Classes e Parque.
    A análise consiste em identificar como os conteúdos escritos e imagéticos
    concernentes a História e a cultura afro-brasileira assim como a Lei 10.639/03, atual
    11.645/08 está representada nos manuais didáticos e como a produção acadêmica
    nesse campo tem interferido na construção do livro didático de história, mas, para
    isso, elencamos três temas principais: o modo de produção escravista, família
    escrava e a resistência negra como temas que podem elucidar o cotidiano dos
    escravizados. Estes temas específicos julgamos importantes para a construção de
    uma identidade negra positivada.
    Juntando as análises dos temas acima descritos, achamos importante tentar
    identificar como os conceitos de raça, etnia e cultura aparecem no livro didático,
    sendo que na visão apresentada neste trabalho, explicar tais conceitos é uma forma
    de intervenção pedagógica no ensino de História, no sentido de propor mudanças
    comportamentais no cotidiano dos estudantes do Ensino Fundamental II. Após as
    análises, propomos ponderar em cima de dois questionários, um para professores, e
    um para alunos, na tentativa de interpretar o quanto professores e alunos conhecem
    o manual com o qual estão trabalhando no seu dia a dia nas escolas citadas. Por
    fim, cruzamos as análises e os questionários para chegarmos a uma possível
    conclusão sobre até que ponto o livro didático mudou ou avançou em suas
    propostas.

  • FREDERICO DA LUZ SANTANA FILHO
  • AQUI É ÁFRICA! TEATRO DO NEGRO NA EDUCAÇÃO

  • Orientador : CLAUDIO ORLANDO COSTA DO NASCIMENTO
  • Data: 31/07/2017
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  • Este relatório é uma prévia do percurso da pesquisa intitulada AQUI É ÁFRICA! TEATRO NEGRO NA EDUCAÇÃO, onde se buscou identificar a partir da referência bibliográfica, suporte para apresentação do material didático que será produzido para apresentação na banca final do Programa de Mestrado Profissional Historia da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, com objetivo de oportunizar as professoras e professores da educação básica ferramenta para utilizar em sala de aula, relacionando a linguagem do teatro com as temáticas étnico-raciais, através de sugestões de exercícios teatrais e cinco peças de teatro em um ato e para serem encenadas pelos estudantes das modalidades de ensino inseridas na Educação Básica. 

  • TAMIRES CONCEIÇÃO COSTA
  • RELATÓRIO FINAL DE ELABORAÇÃ DO MATERIAL DIDÁTICO “A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA: MEMÓRIA E PATRIMÔNIO NO RECÔNCAVO”

  • Orientador : RITA DE CASSIA DIAS PEREIRA DE JESUS
  • Data: 31/07/2017
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  • Este relatório é parte da pesquisa e do percurso criativo para a construção do livro paradidático: “Independência do Brasil na Bahia: Memória e Patrimônio no Recôncavo”. Um material produzido para alunos dos anos finais do fundamental II, especialmente os jovens moradores do Recôncavo baiano. O livro foi elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica extensa sobre a temática do processo para a emancipação do Brasil, além de trabalhos sobre patrimônio e suas variáveis. Destaca-se principalmente a participação da Bahia e de suas Vilas, assim como a relevância de grupos sociais minoritários no evento e a importância dos espaços de memória para os acontecimentos. Por fim, o relatório traz a discussão teórica necessária para a produção final do livro e a trajetória pessoal e seus desafios para a finalização do paradidático.

  • GIRLANDIO GOMES BOMFIM
  • EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: PRINCÍPIOS E PROPOSTAS À FORMAÇÃO DOCENTE

  • Orientador : EMANOEL LUIS ROQUE SOARES
  • Data: 28/07/2017
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  • O presente texto compreende o resultado do uso metodológico das oficinas de formação docente desenvolvidas com professoras do sistema municipal de educação do município de Taperoá-BA que atuam, nas unidades de ensino que compreendem o contexto e a especificidade da Educação Escolar Quilombola. Neste sentido, a partir da descrição das dificuldades enfrentas para a concretização de tal modalidade formativa por parte dos sujeitos no decorrer da pesquisa o produto a seguir integra, a elaboração do manual de formação docente que objetiva contribuir para o empreendimento da escolarização pautada nos princípios normativos referentes a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96 e seus desdobramentos contidos na Lei 10.639/03, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Direitrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. 

  • BARBARA SANTANA NOGUEIRA
  • NOTÍCIAS DE UM BATUQUE: O JORNAL A TARDE E A
    PERSEGUIÇÃO
    AOS CANDOMBLÉS EM SALVADOR DE 1912 A 1937.
    CACHOEIRA

  • Orientador : ANTONIO LIBERAC CARDOSO SIMOES PIRES
  • Data: 27/07/2017
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  • Essa pesquisa teve como objetivo principal apresentar e analisar o
    posicionamento do periódico soteropolitano A Tarde frente à repressão à prática do
    candomblé, em Salvador, no período que compreende os anos de 1912 a 1937.
    Realizaremos análise de conteúdo de edições do jornal, processos crime e de
    literatura que versam sobre a perseguição e a prática religiosa de matriz africana na
    cidade no período supracitado. Essa pesquisa irá contribuir com a percepção sobre
    a temática analisada, bem como com o papel desempenhado por um dos maiores
    jornais do Estado sobre as práticas culturais dos negros nas primeiras décadas do
    século XX.

  • ANTONIO MARCOS DOS SANTOS CAJE
  • UM OLHAR EPISTEMOLÓGICO NOS CONTOS AFROBRASILEIROS DE MESTRE DIDI

  • Orientador : ANTONIO LIBERAC CARDOSO SIMOES PIRES
  • Data: 13/06/2017
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  • O presente estudo busca contribuir a partir da tríade história, literatura dos contos afrobrasileiros de Mestre Didi, e da ancestralidade através de uma reflexão epistemológica, sendo analisado por uma episteme da cultura afro-brasileira e fazer entender que os contos afro-brasileiros possuem um conhecimento carregado de saberes e fazeres cognitivos da tradição da oralidade que não podem ser perdidos ou ignorados. Para compor o suporte teórico, foram abordados autores clássicos e hodiernos em várias áreas de conhecimentos, uma vez que o objeto do estudo é lançar comunicações entre os âmbitos dos saberes históricos populares e com os saberes encontrados nos contos de Mestre Didi. O resultado que se espera, revelase na necessidade do resgate constitutivo dos contos na cultura de uma axiologia dos costumes, hábitos e tradição do povo negro. Portanto, este trabalho busca fomentar as possibilidades existentes nos contos pelo prisma da história, dentro dos caminhos da educação, possibilitando fortalecer a lei 10.639/03 e da lei 11.645/08. 

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